Daqui a poucas horas estarei no Estádio do Bessa a assistir à inauguração oficial do novo estádio do Boavista Futebol Clube. Estou em crer que será uma festa bonita feita por um clube da cidade do Porto e que, por ser pequeno, mostra que é diferente. E a diferença está na forma conciliadora e respeitadora de todo o universo desportivo do Grande Porto. È que este clube de bairro não se esqueceu de convidar todas as agremiações desportivas da metrópole em que está inserido. Para além dos grandes nomes do desporto e dos clubes de Portugal, este Boavista não se esqueceu dos grupos desportivos mais humildes, como é o caso do Centro Cultural e Desportivo Arca de Noé com sede em Canidelo, Vila Nova de Gaia que para o evento foi convidado e muito se orgulha em estar presente nesta data festiva. Um bem-haja pois ao Boavista que até em casos de aparente megalomania soube ser BOAVISTÃO.
terça-feira, 30 de dezembro de 2003
segunda-feira, 22 de dezembro de 2003
Benfica
O Benfica está a ganhar. Ou muito me engano ou esta sequência de vitórias está directamente ligada com a data em que os meus amigos optimistas sobre o Benfica deixaram de dissertar sobre a Águia Altaneira.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2003
Ressentimento (parte ll)
Francisco José Viegas enviou-me um e-mail por via do comentário que eu aqui fiz sobre o seu "Ressentimento". Obviamente, não vou expressar aqui o teor do dito e-mail, que aliás agradeci. A saber que o prestigiado autor, escritor e apresentador perdeu algum tempo com o meu comentário, fica aqui este texto que encontrei na web cujo tema é, obviamente, o Ressentimento.
Luis Fernando Veríssimo
... em 3 versões, escreveu para elas:
Para as que deram!!!
Ainda bem que eu dei
Sem fazer tipo, sem fazer jogo
Assim é muito mais gostoso
Tava tudo mesmo pegando fogo
Dei querendo dar
Dei sem enganar
Dei sem me preocupar
Se amanhã você vai ligar
Pode sumir, pode espalhar, pode desaparecer
Foi mesmo uma delícia dar pra você
Se quiser de novo, fica a vontade
Não tenho medo de saudade
Dei na maior fé, na paz
Foi SIM, e não TALVEZ
E se você ainda quiser mais
Pega a senha, entra na fila e espera sua vez
Ainda bem que eu dei
Tudo lindo, tudo zen
Só uma perguntinha:
Foi bom pra você também?
Para as que não deram!!
Ainda bem que eu não dei
Ainda bem que não rolou
Ainda não foi dessa vez
Que teu jogo funcionou
Imagina se ontem eu tivesse dado
Acreditado no seu tipo de apaixonado
E hoje você mal falou comigo
Mandou um oi meio de amigo
Como se nada tivesse rolado
Imagina se eu tivesse liberado...
Não adiantou seu jeito meloso
Implorando prá eu ir te ver
Teatro de primeira, se achando o gostoso
Crente que eu ia dar prá você
E você ia sumir de qualquer jeito, sem motivo
E eu ia achar que o problema era comigo
Que bom que você sumiu antes de se revelar
É ótimo não ficar esperando o telefone tocar
Agora, você que fique na vontade
Nem adianta insistir
E quando seus amigos perguntarem
Encara e diz: Não, não comi!
Ainda bem que eu não dei
Ainda bem que não rolou
Se situa, meu bem
Joga limpo que eu dou
Para as que deram, mas se arrependeram!!!
QUE MERDA, EU DEI
Que lixo, que desperdício
Que triste, que meretrício
Que sóio, que papelão
Que merda, que situação...
O que parecia ser tão bom
Foi sem cor, sem gosto, sem som
Quero esquecer que aconteceu
Não, acho que não era eu
Não sei como eu fui cair na sua
Nesse seu papo de ir ver a lua
Devia estar a fim de ser enganada
Bêbada, carente, triste, surtada
E você se aproveitou desse momento
Fingiu-se de amigo, solidário no sentimento
Mas no fundo sabia bem o que queria
Como é que eu fui cair nessa baixaria?
Chega, vê se me esquece, desaparece
Finge que não me conhece
Foi ruim, ridículo, sem sal
Vazio, patético, foi mal
Que merda que eu dei
Já esqueci, apaguei
Tchau, querido, tenho mais o que fazer
Melhor comer sorvete na frente da TV.
(Luis Fernando Veríssimo)
Para as que deram!!!
Ainda bem que eu dei
Sem fazer tipo, sem fazer jogo
Assim é muito mais gostoso
Tava tudo mesmo pegando fogo
Dei querendo dar
Dei sem enganar
Dei sem me preocupar
Se amanhã você vai ligar
Pode sumir, pode espalhar, pode desaparecer
Foi mesmo uma delícia dar pra você
Se quiser de novo, fica a vontade
Não tenho medo de saudade
Dei na maior fé, na paz
Foi SIM, e não TALVEZ
E se você ainda quiser mais
Pega a senha, entra na fila e espera sua vez
Ainda bem que eu dei
Tudo lindo, tudo zen
Só uma perguntinha:
Foi bom pra você também?
Para as que não deram!!
Ainda bem que eu não dei
Ainda bem que não rolou
Ainda não foi dessa vez
Que teu jogo funcionou
Imagina se ontem eu tivesse dado
Acreditado no seu tipo de apaixonado
E hoje você mal falou comigo
Mandou um oi meio de amigo
Como se nada tivesse rolado
Imagina se eu tivesse liberado...
Não adiantou seu jeito meloso
Implorando prá eu ir te ver
Teatro de primeira, se achando o gostoso
Crente que eu ia dar prá você
E você ia sumir de qualquer jeito, sem motivo
E eu ia achar que o problema era comigo
Que bom que você sumiu antes de se revelar
É ótimo não ficar esperando o telefone tocar
Agora, você que fique na vontade
Nem adianta insistir
E quando seus amigos perguntarem
Encara e diz: Não, não comi!
Ainda bem que eu não dei
Ainda bem que não rolou
Se situa, meu bem
Joga limpo que eu dou
Para as que deram, mas se arrependeram!!!
QUE MERDA, EU DEI
Que lixo, que desperdício
Que triste, que meretrício
Que sóio, que papelão
Que merda, que situação...
O que parecia ser tão bom
Foi sem cor, sem gosto, sem som
Quero esquecer que aconteceu
Não, acho que não era eu
Não sei como eu fui cair na sua
Nesse seu papo de ir ver a lua
Devia estar a fim de ser enganada
Bêbada, carente, triste, surtada
E você se aproveitou desse momento
Fingiu-se de amigo, solidário no sentimento
Mas no fundo sabia bem o que queria
Como é que eu fui cair nessa baixaria?
Chega, vê se me esquece, desaparece
Finge que não me conhece
Foi ruim, ridículo, sem sal
Vazio, patético, foi mal
Que merda que eu dei
Já esqueci, apaguei
Tchau, querido, tenho mais o que fazer
Melhor comer sorvete na frente da TV.
(Luis Fernando Veríssimo)
quinta-feira, 18 de dezembro de 2003
Pinheirinho, Pinheirinho
Tempo de Natal. O "dido" enfeitou-se, como pôde, sem gastos e sem engenheiros recrutados numa Randstad qualquer. O "dido" volta um dia destes. Bom Natal.
sábado, 13 de dezembro de 2003
Ressentimento
O Viegas anda preocupado com a forma como, alegadamente, se debate na blogosfera. Está com ganas de moderar, de propor um tom, apressando-se a negar tais intentos. Ele que explique bem o significado de “uma espécie de norma bem-educada de dizer as coisas”. Ele que tratou o professor Carlos Queirós por Professor Pardal está, pois, habilitado a debater o dito “ressentimento”. A menos que ele também persista em considerar como debate apenas as trocas de galhardetes entre colegas de profissão ( jornalistas, maioritariamente), numa perspectiva de “blog-circuito-fechado-só-para-quem-tem-estatuto”. Ele sabe que a blogosfera é uma composição de manifestações várias e que muitos dos que por aqui andam apenas buscam um encosto de alma, um texto, um livro a ler e estão-se marimbando para as diatribes dos jornalistas, a armarem em políticos e dos políticos a armarem em jornalistas. Cada vez me cansa mais ler as crónicas das crónicas, as trocas de hilariantes salgadinhos jornalísticos. Cada vez me conforta mais encontrar, neste mesmo espaço, coisas escritas sem a cartilha do tabloide, desprendidas, soltas, profundas. Estou, em suma, ressentido com a ideia duma blogosfera elitista e fechada ao “vosso mundo”.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2003
Yesterday morning
Este texto publicado no blog IranianGirl apresenta-nos, de uma forma simples, uma pincelada, uma sensação, num dia normal, lá no oriente onde as pessoas vestem diferente, rezam diferente, vivem diferente. Mas este texto mostra como tudo pode ser normal e menos diferente. A anormalidade existe pela simples novidade da neve nesta altura, a cair naquela cidade distante. A normalidade é que a neve pode ser um acontecimento belo e marcante desde que haja gente que o possa viver e partilhar em paz, sem diferenças, sem sofismos. Apenas a neve a cair e alguém contemplando, a partir daquela janela preferida.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2003
Sem titulo
O sol voltou à minha cidade
O sol vai ficar por mais uns dias
O sol é o amigo que faltava.
O sol compreende-me
O sol vai embora um dia destes.
O sol
O sol vai ficar por mais uns dias
O sol é o amigo que faltava.
O sol compreende-me
O sol vai embora um dia destes.
O sol
terça-feira, 9 de dezembro de 2003
PERCURSOS
Neste mar de feriados onde se gasta o tempo a fingir que temos dinheiro e que vamos abraçar mais um Natal suculento, uma coisa ficou para a história: ontem, no canal 1 e em pleno telejornal, alguém entrevistou alguém, num desses centros comerciais de Lisboa – como é boa Lisboa em tempo de centros comerciais – e esse entrevistado, uma mulher bem vestida acompanhada por uma linda menina, conseguiu, num ápice, atingir o meu ponto “éfe”. Que não, que não sentia a crise “nem sequer há crise, essa coisa é apenas psicológica” e que até vai comprar mais prendas do que tem sido habitual em anos anteriores. De maneiras que fiquei assim para o optimista, até ao segundo imediato, onde surgiram outros “vox populis”, a fazerem-me despertar penosamente daquele êxtase momentâneo. E o feriado passou e cá estamos de volta à realidade, de novo à espera dum outro Natal.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2003
Estrada perdida
É o filme escolhido para um serão no Café Perestroika em Perosinho. Um copo, outro ainda, e um excelente exercicio proposto por David Lynch. Alguém aqui desafia-me para mais um long drink. Qualquer coisa serve, porque aqui no hay banda. O silencio ficou lá fora, a guardar o frio. Aqui, no Perestroika, é tempo de deixar passar o tempo e beber.…
moblog
Tarde cinzenta, alguma chuva. O transito infernal nesta urbe, nesta cidade do Porto onde o Douro traz prata para o mar. Parado na 109, pego o telemovel e sigo directo para o Silencio, onde encontro mais um texto, mais um sabor. Encosto o carro e escrevo, publico. Sem pc, sem monitor. Graças a Deus é sexta feira e eu aqui a blogar, algures, bem perto do mar salgado e a ouvir o Overnite Sensation ( kiss my aura...Dora...MMM) de Zappa.
elogio
Aquela mulher, defronte a um espelho, em casa "estou tão velha e acabada, sinto-me feia e preciso de um elogio". O marido, fitando-a, "estás com uma excelente visão querida".
quinta-feira, 4 de dezembro de 2003
pensamento à solta
Na Blogosfera, pisando este espaço de aprendizagem, e recauchutagem da mente, apalpo sítios onde me deixo ficar encostado como se estivesse numa varanda, virada para uma horta, cheia de coisas boas. Apetece comer letra a letra e, por vezes, guarda-las muito bem fechadas num cofre meio a sério meio a brincar. No entretanto, (como escrevia Júlio Dinis que não é nenhum desses artistas da escrita de quem tanto se fala hoje - mas foi um artista da escrita, todavia); no entretanto, dizia eu, tenho encontrado um certo travo a vaidade, por de entre certos sítios onde encosto a minha, por assim dizer, bicicleta. Encontro esse sabor, ora amargo ora adocicado, à medida do freguês, à medida da sua capacidade em demonstrar que tem um blog às direitas ou de grande carga intelectual ou até de grande simbolismo literário. E essa vaidade cria um efeito de colégio e “cloniza-se “, reproduz-se de tal ordem que muitas das vezes, nem sabemos bem onde estamos e como fomos ali parar.
Depois tem sempre, nesses sítios, aquela estafada listagem colegial do género tu lincas-me a mim e eu, que nem sei se tu és carne ou peixe, linco-te a ti. Apenas porque é bem ter-te referenciado e, como tal, alguém vai notar que eu tenho estilo e pertenço a um restrito e finíssimo grupo de gente altamente qualificada.
Apóstolos há que veneram tudo o que o mestre diz. E o mestre, acoitado de misericordiosa percepção, devolve o carinho como quem afaga um gato, ou uma iguana.
E se pudéssemos falar em redenção, ela existe através do simples e singelo despertar para outros sítios, outros blogs que nos oferecem toda a genuinidade feita em palavra, em verbo e assim permanecemos circulando neste caminho (para bicicletas, insisto) apesar de certos Scanias em busca de um “Paradise” qualquer.
Depois tem sempre, nesses sítios, aquela estafada listagem colegial do género tu lincas-me a mim e eu, que nem sei se tu és carne ou peixe, linco-te a ti. Apenas porque é bem ter-te referenciado e, como tal, alguém vai notar que eu tenho estilo e pertenço a um restrito e finíssimo grupo de gente altamente qualificada.
Apóstolos há que veneram tudo o que o mestre diz. E o mestre, acoitado de misericordiosa percepção, devolve o carinho como quem afaga um gato, ou uma iguana.
E se pudéssemos falar em redenção, ela existe através do simples e singelo despertar para outros sítios, outros blogs que nos oferecem toda a genuinidade feita em palavra, em verbo e assim permanecemos circulando neste caminho (para bicicletas, insisto) apesar de certos Scanias em busca de um “Paradise” qualquer.
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