terça-feira, 6 de janeiro de 2004

Fim de tarde

A porta da garagem abriu lentamente e apenas deixei que o carro deslizasse, contente por se achar finalmente em casa . Em boa verdade, ele e eu estávamos ansiosos por este momento. Ele a encostar no seu poiso habitual e eu a pressentir cada vez mais perto o sétimo andar onde vivo. A porta abre-se e o Alexandre corre para mim, alegre. Tinha cortado o cabelo esta tarde da maneira que sempre quis, rente ao couro cabeludo. A Catarina no seu habitual ponto de encontro: a Internet e a minha mulher com aquele olhar meigo e colorido: Já vieste?

Isto - o meu regresso a casa - realmente aconteceu e acontece todos os dias, claro está. Mas por que carga de água me apeteceu escrever isto? Bem melhor seria escrever sobre futebol ou sobre um facto qualquer, marcante ou nem por isso, mas um facto. Não. Inclinei para isto, para uma trivialidade tão rotineira mas ao mesmo tempo tão forte. Porque estas sensações são poderosas, porque as vivemos e nem sempre as referimos.

A Nova 2

Francamente surpreendente a 2 de ontem à noite. Depois de um bem estruturado e nada sensacionalista programa de notícias, serenamente apresentado por Carlos Fino, deleitei-me com o primeiro dos novos episódios da magnifica serie "Sete Palmos de Terra". E de repente, lá pelas 23 horas, parecia Sábado à horinha do Jantar. A Ana Sousa Dias lá estava, não era engano não senhor. Foi um serão muito bom para inicio de semana. para continuar?

segunda-feira, 5 de janeiro de 2004

Imperdoável (sem hiperligações)

Hoje não estou tão ensonado assim e, por via disso, passei os olhos no Expresso. E li, como muitos, o artigo do Paulo Querido na Única: "Blogues de A a Z”. Por isso reparei no texto do Aviz sobre a Direita e a Esquerda que ele apanhou no Terras do Nunca. Era sobre o artigo do Paulo Querido, obviamente. Atrevo-me a dizer que me apeteceu logo escrever um tipo de carta aberta ao PQ mas logo desisti da ideia, por considerar não ter tempo bastante para tal. Mas notei que ele foi muito injusto naquele artigo pago pelo Balsemão. Notei que ele se limitou a uns clichés de trazer por casa, registei que ele se esqueceu do Aviz e nem sequer deve visitar Blogs como o Silencio ou o Aqui não há Poeta ou o SemquererPenso. Notei que ele só vê esquerda, direita e palhaços na blogosfera. Notei que ele tem muitas cábulas (é jornalista claro) E quero dizer-lhe, se ele ler isto, que estou farto dos delírios bobos dos do barnabé, estou cansado do ” libertem Cuba” do Fumaças e estou completamente enjoado das Produções Fictícias (enjoado como quem enjoa um bom bolo por tantas vezes o encontrar em tantos sítios diferentes - entendido?). E quero dizer-lhe que há muito se esgotou o modelo presunçoso do Abrupto e os seus emproados inícios do tipo: “Estrasburgo” ou "Sobrevoando os Alpes". Portanto caro Paulo Querido, para mim a Blogosfera de A a Z não tem nada a ver com esse postal foleiro com que o caríssimo quis presentear os leitores do Expresso. Imperdoável pois.

Infalível

Como eu dizia há dias, o Frederico voltou. E voltou vestido com a pele daquele corvo de Edgar Alan Poe: "Benfica ganhador...never more".

sábado, 3 de janeiro de 2004

Acordar tarde

Hoje acordei tarde. Já ando assim há uns bons dias seguidos. De maneiras que ainda não li os habituais jornais. A minha rotina anda mais próxima da dos antigos aldeões: por de entre uns copos de cerveja falamos de tudo um pouco e, enrolando mais um cigarro, o tempo passa devagar, como convém. Depois já é tarde, noite dentro e a vontade de dormir resvala para um enorme desejo de ver o tempo parar. Parar mesmo. Mas essa coisa efémera nunca pára, e depois acorda-se com aquele ar remelado, meio morto, e sempre cheio de pressas para recolocar o tempo no sitio certo (como se isso fosse possível). De modos que, às duas por três, já é noite outra vez e a conversa retoma o seu império e o semblante volta à juventude perdida, cheio de convicções e esperanças próprias de quem tem uns bons trinta e tais anos nas costas e já vai mirando, de soslaio, a tal crise dos quarenta. E assim se passa este saborosíssimo inicio de ano, este Janeiro ainda imberbe nos dias, mas grande na forma de nos trazer a noite e os mais belos segredos muitas vezes escondidos na nossa própria alma.



Alarme

Os do setezero voltaram a escrever sobre o Benfica. Assim, o meu clube regressará às derrotas e às más exibições, a ver se eles ficam com matéria bastante para poderem dissertar sobre o meu clube.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2004

Raça

Parabéns ao Frederico pelo novo rebento e que se deseja seja muito feliz e possa continuar a Raça "Bermeilha". No mais apetece também saudar todo o mundo que por aqui passa e desejar um ano bom, sem meias medidas.

Este sitio mudou de nome, fruto de um certo cansaço e de uma certa aprendizagem ao longo destes 6 meses de vida. Chamo-lhe "blog dum gaijo" na medida em que eu sou um gaijo e tenho um blog e cada vez mais me cansa ler as tais crónicas das crónicas. cada vez mais apreendo que esta coisa dos blogs é muito mais gira e interessante se apostar na marca individual de cada um, sem cosméticos e outros aditivos. prometo participar neste sitio de uma forma cada vez mais "de dentro para fora" sem olhar ao tempo e às ligações com a agenda da Imprensa "cá de fora".

Aproveito para dizer que não consegui um bilhete para o grande jogo de Domingo e tenho pena de não poder estar em Lisboa, na catedral a assistir ao meu Benfica que não tem nada a ver com a desgraça por muitos apregoada.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2003

DIA ULTIMO

Acordar tarde, ensonado, e zarpar para o trabalho. Momento repetido e gasto por de entre o desmoronar próprio de um ano de crise. Mas isso não importa nada, de todo. Neste dia ultimo afogarei todas as mágoas e frustrações e retomarei a aurora de um novo ano, convencido ainda que é mais belo o nascer do dia.

terça-feira, 30 de dezembro de 2003

BOAVISTÃO

Daqui a poucas horas estarei no Estádio do Bessa a assistir à inauguração oficial do novo estádio do Boavista Futebol Clube. Estou em crer que será uma festa bonita feita por um clube da cidade do Porto e que, por ser pequeno, mostra que é diferente. E a diferença está na forma conciliadora e respeitadora de todo o universo desportivo do Grande Porto. È que este clube de bairro não se esqueceu de convidar todas as agremiações desportivas da metrópole em que está inserido. Para além dos grandes nomes do desporto e dos clubes de Portugal, este Boavista não se esqueceu dos grupos desportivos mais humildes, como é o caso do Centro Cultural e Desportivo Arca de Noé com sede em Canidelo, Vila Nova de Gaia que para o evento foi convidado e muito se orgulha em estar presente nesta data festiva. Um bem-haja pois ao Boavista que até em casos de aparente megalomania soube ser BOAVISTÃO.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2003

Benfica

O Benfica está a ganhar. Ou muito me engano ou esta sequência de vitórias está directamente ligada com a data em que os meus amigos optimistas sobre o Benfica deixaram de dissertar sobre a Águia Altaneira.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2003

Ressentimento (parte ll)

Francisco José Viegas enviou-me um e-mail por via do comentário que eu aqui fiz sobre o seu "Ressentimento". Obviamente, não vou expressar aqui o teor do dito e-mail, que aliás agradeci. A saber que o prestigiado autor, escritor e apresentador perdeu algum tempo com o meu comentário, fica aqui este texto que encontrei na web cujo tema é, obviamente, o Ressentimento.

Luis Fernando Veríssimo

... em 3 versões, escreveu para elas:

Para as que deram!!!

Ainda bem que eu dei
Sem fazer tipo, sem fazer jogo
Assim é muito mais gostoso
Tava tudo mesmo pegando fogo
Dei querendo dar
Dei sem enganar
Dei sem me preocupar
Se amanhã você vai ligar
Pode sumir, pode espalhar, pode desaparecer
Foi mesmo uma delícia dar pra você
Se quiser de novo, fica a vontade
Não tenho medo de saudade
Dei na maior fé, na paz
Foi SIM, e não TALVEZ
E se você ainda quiser mais
Pega a senha, entra na fila e espera sua vez
Ainda bem que eu dei
Tudo lindo, tudo zen
Só uma perguntinha:
Foi bom pra você também?


Para as que não deram!!

Ainda bem que eu não dei
Ainda bem que não rolou
Ainda não foi dessa vez
Que teu jogo funcionou
Imagina se ontem eu tivesse dado
Acreditado no seu tipo de apaixonado
E hoje você mal falou comigo
Mandou um oi meio de amigo
Como se nada tivesse rolado
Imagina se eu tivesse liberado...
Não adiantou seu jeito meloso
Implorando prá eu ir te ver
Teatro de primeira, se achando o gostoso
Crente que eu ia dar prá você
E você ia sumir de qualquer jeito, sem motivo
E eu ia achar que o problema era comigo
Que bom que você sumiu antes de se revelar
É ótimo não ficar esperando o telefone tocar
Agora, você que fique na vontade
Nem adianta insistir
E quando seus amigos perguntarem
Encara e diz: Não, não comi!
Ainda bem que eu não dei
Ainda bem que não rolou
Se situa, meu bem
Joga limpo que eu dou


Para as que deram, mas se arrependeram!!!

QUE MERDA, EU DEI
Que lixo, que desperdício
Que triste, que meretrício
Que sóio, que papelão
Que merda, que situação...
O que parecia ser tão bom
Foi sem cor, sem gosto, sem som
Quero esquecer que aconteceu
Não, acho que não era eu
Não sei como eu fui cair na sua
Nesse seu papo de ir ver a lua
Devia estar a fim de ser enganada
Bêbada, carente, triste, surtada
E você se aproveitou desse momento
Fingiu-se de amigo, solidário no sentimento
Mas no fundo sabia bem o que queria
Como é que eu fui cair nessa baixaria?
Chega, vê se me esquece, desaparece
Finge que não me conhece
Foi ruim, ridículo, sem sal
Vazio, patético, foi mal
Que merda que eu dei
Já esqueci, apaguei
Tchau, querido, tenho mais o que fazer
Melhor comer sorvete na frente da TV.

(Luis Fernando Veríssimo)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2003

Pinheirinho, Pinheirinho

Tempo de Natal. O "dido" enfeitou-se, como pôde, sem gastos e sem engenheiros recrutados numa Randstad qualquer. O "dido" volta um dia destes. Bom Natal.
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