segunda-feira, 12 de janeiro de 2004

Gostei deste

Este blog poderá ser uma pedrada no charco, pese embora a referencia feita ao barnabé. Aguardemos para ver o andamento:

"É um facto indesmentível que a blogosfera veio para ficar. A facilidade de publicação, a liberdade de expressão, a confidencialidade são os seus maiores atractivos. Mas a facilidade de publicação, a liberdade de expressão e a confidencialidade são um (neste caso três) paus de dois bicos: como espaço democrático por excelência, a blogosfera presta-se a serviços menos dignos, como são exemplos alguns blogues que nada mais servem do que para intoxicar e desinformar, ou pura e simplesmente para ocupar espaço e que decerto envergonha muitos blogueiros.

O grande problema é que alguns blogues não servem para nada. Só estorvam. Mas não se podem pura e simplesmente proibir o seu uso e a sua frequência. Este blogue serve apenas para analisar alguns blogues que andam pela blogosfera. Esses blogues serão votados de 0 (zero) a 20 (vinte), e os blogues analisados serão também avisados que foram selecionados. "


Segunda

Mário de Carvalho ao Notícias Magazine: "Costuma dizer-se que um pessimista é um optimista bem informado"


domingo, 11 de janeiro de 2004

weekend

A cerveja corria bem, melhor ainda nas gargantas. Duas e meia da manha e já o gerente daquele café desesperava: queria fechar o seu sitio para arejar noutro poiso qualquer.
Luzes apagadas, porta fechada, rumámos ao Porto, à noite do Porto. Atravessada a ponte, aquela ponte erguida quando eu nasci, encostámos bem junto à Auto Sueco, na Zona industrial do Porto ( a minha cidade compreende mais ou menos um quarto do seu perímetro em zona industrial que de noite se metamorfoseia em zona de lazer). Via rápida, conhecem. É muito falado. Tem convite? nops. Então não podem entrar (devo dizer que do alto dos meus quase quarenta anos estou, desde há muito tempo, preparado para estas recusas dos porteiros. É uma negação que me faz mexer, que me agita e me consome algum do excesso de álcool que eventualmente contenha). Aquela morrinha meia remelenta atrofiava ainda mais o meu sentido de orientação. Vamos mas é beber um copo ao Meu Mercedes. Pode ser. Aquilo fica na Ribeira e passa Tinders.. mas a morrinha misturada com o nosso charme levou-nos para Espinho, para o Casino. É isso, vamos beber uma cerveja ao bar do Casino. E assim ficámos a esgrimir uma vontade, um desejo. E assim vieram as quatro da matina e o sono e um pensamento unico e sublime: casa, rumar a casa e deitar a cabeça sobre o sofá e ficar ali, a ouvir a noite.



sexta-feira, 9 de janeiro de 2004

FOOD-I-DO

Fim de semana. O João Carvalho Fernandes presenteou-me com uma referencia num post muito oportuno sobre um velho tema: Cuba e Irão; quem é de direita atrofia-se com Castro, só quer vê-lo fora do poder e debate-se profundamente contra o regime político vigente no Irão. É uma campanha interessante, sim senhor, não fora o caso de termos assistido ao grande regozijo de toda essa direita pela queda de Sadam, ele mesmo um produto criado, usado e aclamado por todos os que, já naquela época, queriam o derrube do regime iraniano. Talvez criando um subproduto de Sadam para Cuba, (que tal Castram?) seja a única via para derrubar Castro, contando depois com uns bons 10 anos pela frente para, então sim, ver derrubada também essa besta inútil que entretanto urgirá desactivar, pelo perigo que representará para a humanidade. Aí todos os fumaças da nossa praça suspirarão de alívio e marcarão mais uns pontos, fumando um saborosíssimo Montecristo ( agora sem a chancela governamental cubana, entretanto substituída pela Philip Morris , com uma pequeníssima quota pertencente à nossa Tabaqueira, em forma de agradecimento ao nosso governo pela sensacional colaboração dada ao tio Sam). Mas isso é – será - de somenos. O que importa é desfrutar de um charuto livre e poder visitar Cuba , tomando uma “Cuba Libre” que, azar dos azares, persistirá chamada de “mentirita” uma vez que os nativos não encontrarão ainda motivo bastante para reabilitar o nome à sua nacional bebida. Ora neste ponto concreto, entendo que o povo cubano é o centro da sabedoria daquela gente. É ele que determina o barómetro das suas aspirações e será ele, quando quiser, a traçar outro caminho. Neste Janeiro de 04 importa sabermos todos que há quem lute por uma Cuba Libre e que se preocupe com a Nova Cuba Venezuelana e se entusiasme com o supremo desejo de Sua Eminência Parda americana em enviar um Homem para Marte. Oxalá traga de lá melhores charutos e tonificantes cubas libres porque já vi que por cá apenas se apanha canas. As que os americanos deixam cair de quando em vez.

Altino Torres

quinta-feira, 8 de janeiro de 2004

Semana adiantada, ideias arejadas, falemos de futebol. Sim porque o futebol faz parte da coisa portuguesa, por muito que isso custe a muito boa gente. E para se falar de futebol, aqui na blogosfera, não basta repescar os “pasquins” ou retomar as ideias feitas por esses futeboleiros da cassete pirata que, através dos “media”, inundam as nossas consciências, já de si atrofiadas pela clubite que é coisa ainda mais portuguesa. Ora bem, o meu Benfica perdeu contra o rival verde e branco e o Porto, da minha cidade, ganhou aos de Vila do Conde. Com faltas graves da arbitragem ou sem pernas "viagrentas", o Glorioso mais uma vez se deixou levar pelas circunstâncias. Já os do Porto são sempre a mesma música: ganham. Seja mal ou bem jogado, seja por um penalty mal assinalado ou por um golo convenientemente anulado, o certo é que aquela cambada do Vale de Campanha ganha. Não adianta, pois, andar a dar créditos ao que diz o Fernando Santos, ou ao que narram os comentaristas porque o que conta é a “bitória”. Portanto esta prosa sobre o futebol não deixa de ser o reconhecimento de uma verdade cruel: eles ganham, raios. "Ah, que ninguém me dê piedosas intenções! Ninguém me peça definições!". Não exijam ao Viegas que fale sobre isto porque isto ultrapassa-o. Não peçam aos do setezero que critiquem o fcp porque eles só miram o SLB e teimam, como bons lisboetas que são, em apenas criticar o que diz Fernando Santos, enquanto titubeante treinador do Sporting. Afinal, e para fechar, este gaijo do Norte apenas se conforta com o seguinte: “the show must go on”.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2004

"Que pena que tenho dele! Ele era um camponês
Que andava preso em liberdade pela cidade.
Mas o modo como olhava para as casas,
E o modo como reparava nas ruas,
E a maneira como dava pelas coisas,
É o de quem olha para árvores,
E de quem desce os olhos pela estrada por onde vai andando
E anda a reparar nas flores que há pelos campos..."

Alberto Caeiro in "O Guardador de Rebanhos"

terça-feira, 6 de janeiro de 2004

Fim de tarde

A porta da garagem abriu lentamente e apenas deixei que o carro deslizasse, contente por se achar finalmente em casa . Em boa verdade, ele e eu estávamos ansiosos por este momento. Ele a encostar no seu poiso habitual e eu a pressentir cada vez mais perto o sétimo andar onde vivo. A porta abre-se e o Alexandre corre para mim, alegre. Tinha cortado o cabelo esta tarde da maneira que sempre quis, rente ao couro cabeludo. A Catarina no seu habitual ponto de encontro: a Internet e a minha mulher com aquele olhar meigo e colorido: Já vieste?

Isto - o meu regresso a casa - realmente aconteceu e acontece todos os dias, claro está. Mas por que carga de água me apeteceu escrever isto? Bem melhor seria escrever sobre futebol ou sobre um facto qualquer, marcante ou nem por isso, mas um facto. Não. Inclinei para isto, para uma trivialidade tão rotineira mas ao mesmo tempo tão forte. Porque estas sensações são poderosas, porque as vivemos e nem sempre as referimos.

A Nova 2

Francamente surpreendente a 2 de ontem à noite. Depois de um bem estruturado e nada sensacionalista programa de notícias, serenamente apresentado por Carlos Fino, deleitei-me com o primeiro dos novos episódios da magnifica serie "Sete Palmos de Terra". E de repente, lá pelas 23 horas, parecia Sábado à horinha do Jantar. A Ana Sousa Dias lá estava, não era engano não senhor. Foi um serão muito bom para inicio de semana. para continuar?

segunda-feira, 5 de janeiro de 2004

Imperdoável (sem hiperligações)

Hoje não estou tão ensonado assim e, por via disso, passei os olhos no Expresso. E li, como muitos, o artigo do Paulo Querido na Única: "Blogues de A a Z”. Por isso reparei no texto do Aviz sobre a Direita e a Esquerda que ele apanhou no Terras do Nunca. Era sobre o artigo do Paulo Querido, obviamente. Atrevo-me a dizer que me apeteceu logo escrever um tipo de carta aberta ao PQ mas logo desisti da ideia, por considerar não ter tempo bastante para tal. Mas notei que ele foi muito injusto naquele artigo pago pelo Balsemão. Notei que ele se limitou a uns clichés de trazer por casa, registei que ele se esqueceu do Aviz e nem sequer deve visitar Blogs como o Silencio ou o Aqui não há Poeta ou o SemquererPenso. Notei que ele só vê esquerda, direita e palhaços na blogosfera. Notei que ele tem muitas cábulas (é jornalista claro) E quero dizer-lhe, se ele ler isto, que estou farto dos delírios bobos dos do barnabé, estou cansado do ” libertem Cuba” do Fumaças e estou completamente enjoado das Produções Fictícias (enjoado como quem enjoa um bom bolo por tantas vezes o encontrar em tantos sítios diferentes - entendido?). E quero dizer-lhe que há muito se esgotou o modelo presunçoso do Abrupto e os seus emproados inícios do tipo: “Estrasburgo” ou "Sobrevoando os Alpes". Portanto caro Paulo Querido, para mim a Blogosfera de A a Z não tem nada a ver com esse postal foleiro com que o caríssimo quis presentear os leitores do Expresso. Imperdoável pois.

Infalível

Como eu dizia há dias, o Frederico voltou. E voltou vestido com a pele daquele corvo de Edgar Alan Poe: "Benfica ganhador...never more".

sábado, 3 de janeiro de 2004

Acordar tarde

Hoje acordei tarde. Já ando assim há uns bons dias seguidos. De maneiras que ainda não li os habituais jornais. A minha rotina anda mais próxima da dos antigos aldeões: por de entre uns copos de cerveja falamos de tudo um pouco e, enrolando mais um cigarro, o tempo passa devagar, como convém. Depois já é tarde, noite dentro e a vontade de dormir resvala para um enorme desejo de ver o tempo parar. Parar mesmo. Mas essa coisa efémera nunca pára, e depois acorda-se com aquele ar remelado, meio morto, e sempre cheio de pressas para recolocar o tempo no sitio certo (como se isso fosse possível). De modos que, às duas por três, já é noite outra vez e a conversa retoma o seu império e o semblante volta à juventude perdida, cheio de convicções e esperanças próprias de quem tem uns bons trinta e tais anos nas costas e já vai mirando, de soslaio, a tal crise dos quarenta. E assim se passa este saborosíssimo inicio de ano, este Janeiro ainda imberbe nos dias, mas grande na forma de nos trazer a noite e os mais belos segredos muitas vezes escondidos na nossa própria alma.



Alarme

Os do setezero voltaram a escrever sobre o Benfica. Assim, o meu clube regressará às derrotas e às más exibições, a ver se eles ficam com matéria bastante para poderem dissertar sobre o meu clube.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2004

Raça

Parabéns ao Frederico pelo novo rebento e que se deseja seja muito feliz e possa continuar a Raça "Bermeilha". No mais apetece também saudar todo o mundo que por aqui passa e desejar um ano bom, sem meias medidas.

Este sitio mudou de nome, fruto de um certo cansaço e de uma certa aprendizagem ao longo destes 6 meses de vida. Chamo-lhe "blog dum gaijo" na medida em que eu sou um gaijo e tenho um blog e cada vez mais me cansa ler as tais crónicas das crónicas. cada vez mais apreendo que esta coisa dos blogs é muito mais gira e interessante se apostar na marca individual de cada um, sem cosméticos e outros aditivos. prometo participar neste sitio de uma forma cada vez mais "de dentro para fora" sem olhar ao tempo e às ligações com a agenda da Imprensa "cá de fora".

Aproveito para dizer que não consegui um bilhete para o grande jogo de Domingo e tenho pena de não poder estar em Lisboa, na catedral a assistir ao meu Benfica que não tem nada a ver com a desgraça por muitos apregoada.

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