sexta-feira, 16 de janeiro de 2004

Vem

Ele aí vem. Façam tudo por ele, não o deixem perdido no trânsito, não o queimem nas leituras de jornais, não o esmaguem com o carrinho do supermercado. Vistam uns jeans, não se penteiem, ele vem aí. Fim-de-semana, meu amigo, a minha “stout” espera-te ainda mais ansiosa.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2004

Pena

"You know, It'd been a while that I was thinking of writing this post; a kind of ending post for a weblog that although never became exactly like what I wanted, but was like the only safe place for my mind…Many things were unsaid & will be forever. But that doesn't matter; I believe that there are things that are better to be kept in secret notebooks forever. Nobody else in the world can understand them…"

Tenho pena que esta Iranian Girl nos tenha deixado. De facto ela deu-me qualquer coisa muito boa. Através dela olhei o outro lado e, ao contrário dessa direita arrogante e esquizofrénica, vi nela uma mulher com os seus problemas e expectativas. Ora falando do sistema, ora dando pinceladas sobre esse país longinquo e por demais referido na blogosfera (quantas vezes mal tratado), ela transmitiu-me uma certa brisa que só tinha experimentado através do cinema iraniano.


Sol

Nesta manhã de sol (e que sol) proponho-me colar aqui uma frase que apanhei no Terras do Nunca:

"Com Kennedy, a Lua era um sonho. Num tempo em que o sonho comandava a vida.
Com Bush, a Lua não me interessa. Porque deste tempo Bush fez um pesadelo."

quarta-feira, 14 de janeiro de 2004

O meu distinto amigo Duque (devo reforçar que o conheço pessoalmente) escreveu um prazenteiro texto sobre futebol. E é prazenteiro porque só tem coisas positivas, fala de tudo o que há de bom numa sondagem. Fico contente por essa gente portista andar tão radiante com as notícias que correm sobre eles. Fico ainda mais contente por saber que aquilo não tem valor científico algum. E fico ainda muito mais feliz por saber que, apesar disso, o meu glorioso Sport Lisboa E Benfica continua a ser o mais amado e constitui, embora fraquito, pobre e desalmado, a referência eterna do desporto português. Aliás, o Duque sabe que somos muito antagónicos sobre a coisa do futebol. Ele sabe que eu aprecio o futebol mas amo o Benfica e não será uma sondagenzinha a beliscar esse amor eterno. Mas isso não impede que esboce um sorriso porque, afinal, bem podia ter sido um artigo sobre o Galatassaray, o Aberdeen ou mesmo o Lyon. No fundo os pequenos clubes de quando em vez também fazem história.


Agradecer à Tânia por ter correspondido a um pedido de auxílio. Graças a ela, quem cá vem pode ouvir um sonzinho de Tom Waits. Já aqui fiz uma referencia ao Sem Querer Penso, e por vezes penso que blogs assim mereciam a justa homenagem daqueles que escrevem lindos artigos na imprensa escrita sobre a blogosfera portuguesa ( mas também concordo que o espaço é pouco e os favores a pagar são muitos).


O meu sistema de comentários marou. Reflecti e optei por não mais colocar tais sistemas no food-i-do. E confesso, por ser verdade, que para isso muito me influenciou o único blog sobre desporto que visito.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2004

...e gosto deste

Se algum dia alguém te oferecer flores, aqui na blogosfera, isso é: thelmalouise. Devo dizer-vos que visito este blog regularmente, onde encontro sempre um texto que me remete instantaneamnete para um comentário, uma palavra. Temo porém, ser um entre milhares. Por isso quase sempre desisto, prefiro então continuar com aquele aroma a rosas que me embriaga.


Gostei deste

Este blog poderá ser uma pedrada no charco, pese embora a referencia feita ao barnabé. Aguardemos para ver o andamento:

"É um facto indesmentível que a blogosfera veio para ficar. A facilidade de publicação, a liberdade de expressão, a confidencialidade são os seus maiores atractivos. Mas a facilidade de publicação, a liberdade de expressão e a confidencialidade são um (neste caso três) paus de dois bicos: como espaço democrático por excelência, a blogosfera presta-se a serviços menos dignos, como são exemplos alguns blogues que nada mais servem do que para intoxicar e desinformar, ou pura e simplesmente para ocupar espaço e que decerto envergonha muitos blogueiros.

O grande problema é que alguns blogues não servem para nada. Só estorvam. Mas não se podem pura e simplesmente proibir o seu uso e a sua frequência. Este blogue serve apenas para analisar alguns blogues que andam pela blogosfera. Esses blogues serão votados de 0 (zero) a 20 (vinte), e os blogues analisados serão também avisados que foram selecionados. "


Segunda

Mário de Carvalho ao Notícias Magazine: "Costuma dizer-se que um pessimista é um optimista bem informado"


domingo, 11 de janeiro de 2004

weekend

A cerveja corria bem, melhor ainda nas gargantas. Duas e meia da manha e já o gerente daquele café desesperava: queria fechar o seu sitio para arejar noutro poiso qualquer.
Luzes apagadas, porta fechada, rumámos ao Porto, à noite do Porto. Atravessada a ponte, aquela ponte erguida quando eu nasci, encostámos bem junto à Auto Sueco, na Zona industrial do Porto ( a minha cidade compreende mais ou menos um quarto do seu perímetro em zona industrial que de noite se metamorfoseia em zona de lazer). Via rápida, conhecem. É muito falado. Tem convite? nops. Então não podem entrar (devo dizer que do alto dos meus quase quarenta anos estou, desde há muito tempo, preparado para estas recusas dos porteiros. É uma negação que me faz mexer, que me agita e me consome algum do excesso de álcool que eventualmente contenha). Aquela morrinha meia remelenta atrofiava ainda mais o meu sentido de orientação. Vamos mas é beber um copo ao Meu Mercedes. Pode ser. Aquilo fica na Ribeira e passa Tinders.. mas a morrinha misturada com o nosso charme levou-nos para Espinho, para o Casino. É isso, vamos beber uma cerveja ao bar do Casino. E assim ficámos a esgrimir uma vontade, um desejo. E assim vieram as quatro da matina e o sono e um pensamento unico e sublime: casa, rumar a casa e deitar a cabeça sobre o sofá e ficar ali, a ouvir a noite.



sexta-feira, 9 de janeiro de 2004

FOOD-I-DO

Fim de semana. O João Carvalho Fernandes presenteou-me com uma referencia num post muito oportuno sobre um velho tema: Cuba e Irão; quem é de direita atrofia-se com Castro, só quer vê-lo fora do poder e debate-se profundamente contra o regime político vigente no Irão. É uma campanha interessante, sim senhor, não fora o caso de termos assistido ao grande regozijo de toda essa direita pela queda de Sadam, ele mesmo um produto criado, usado e aclamado por todos os que, já naquela época, queriam o derrube do regime iraniano. Talvez criando um subproduto de Sadam para Cuba, (que tal Castram?) seja a única via para derrubar Castro, contando depois com uns bons 10 anos pela frente para, então sim, ver derrubada também essa besta inútil que entretanto urgirá desactivar, pelo perigo que representará para a humanidade. Aí todos os fumaças da nossa praça suspirarão de alívio e marcarão mais uns pontos, fumando um saborosíssimo Montecristo ( agora sem a chancela governamental cubana, entretanto substituída pela Philip Morris , com uma pequeníssima quota pertencente à nossa Tabaqueira, em forma de agradecimento ao nosso governo pela sensacional colaboração dada ao tio Sam). Mas isso é – será - de somenos. O que importa é desfrutar de um charuto livre e poder visitar Cuba , tomando uma “Cuba Libre” que, azar dos azares, persistirá chamada de “mentirita” uma vez que os nativos não encontrarão ainda motivo bastante para reabilitar o nome à sua nacional bebida. Ora neste ponto concreto, entendo que o povo cubano é o centro da sabedoria daquela gente. É ele que determina o barómetro das suas aspirações e será ele, quando quiser, a traçar outro caminho. Neste Janeiro de 04 importa sabermos todos que há quem lute por uma Cuba Libre e que se preocupe com a Nova Cuba Venezuelana e se entusiasme com o supremo desejo de Sua Eminência Parda americana em enviar um Homem para Marte. Oxalá traga de lá melhores charutos e tonificantes cubas libres porque já vi que por cá apenas se apanha canas. As que os americanos deixam cair de quando em vez.

Altino Torres

quinta-feira, 8 de janeiro de 2004

Semana adiantada, ideias arejadas, falemos de futebol. Sim porque o futebol faz parte da coisa portuguesa, por muito que isso custe a muito boa gente. E para se falar de futebol, aqui na blogosfera, não basta repescar os “pasquins” ou retomar as ideias feitas por esses futeboleiros da cassete pirata que, através dos “media”, inundam as nossas consciências, já de si atrofiadas pela clubite que é coisa ainda mais portuguesa. Ora bem, o meu Benfica perdeu contra o rival verde e branco e o Porto, da minha cidade, ganhou aos de Vila do Conde. Com faltas graves da arbitragem ou sem pernas "viagrentas", o Glorioso mais uma vez se deixou levar pelas circunstâncias. Já os do Porto são sempre a mesma música: ganham. Seja mal ou bem jogado, seja por um penalty mal assinalado ou por um golo convenientemente anulado, o certo é que aquela cambada do Vale de Campanha ganha. Não adianta, pois, andar a dar créditos ao que diz o Fernando Santos, ou ao que narram os comentaristas porque o que conta é a “bitória”. Portanto esta prosa sobre o futebol não deixa de ser o reconhecimento de uma verdade cruel: eles ganham, raios. "Ah, que ninguém me dê piedosas intenções! Ninguém me peça definições!". Não exijam ao Viegas que fale sobre isto porque isto ultrapassa-o. Não peçam aos do setezero que critiquem o fcp porque eles só miram o SLB e teimam, como bons lisboetas que são, em apenas criticar o que diz Fernando Santos, enquanto titubeante treinador do Sporting. Afinal, e para fechar, este gaijo do Norte apenas se conforta com o seguinte: “the show must go on”.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2004

"Que pena que tenho dele! Ele era um camponês
Que andava preso em liberdade pela cidade.
Mas o modo como olhava para as casas,
E o modo como reparava nas ruas,
E a maneira como dava pelas coisas,
É o de quem olha para árvores,
E de quem desce os olhos pela estrada por onde vai andando
E anda a reparar nas flores que há pelos campos..."

Alberto Caeiro in "O Guardador de Rebanhos"

terça-feira, 6 de janeiro de 2004

Fim de tarde

A porta da garagem abriu lentamente e apenas deixei que o carro deslizasse, contente por se achar finalmente em casa . Em boa verdade, ele e eu estávamos ansiosos por este momento. Ele a encostar no seu poiso habitual e eu a pressentir cada vez mais perto o sétimo andar onde vivo. A porta abre-se e o Alexandre corre para mim, alegre. Tinha cortado o cabelo esta tarde da maneira que sempre quis, rente ao couro cabeludo. A Catarina no seu habitual ponto de encontro: a Internet e a minha mulher com aquele olhar meigo e colorido: Já vieste?

Isto - o meu regresso a casa - realmente aconteceu e acontece todos os dias, claro está. Mas por que carga de água me apeteceu escrever isto? Bem melhor seria escrever sobre futebol ou sobre um facto qualquer, marcante ou nem por isso, mas um facto. Não. Inclinei para isto, para uma trivialidade tão rotineira mas ao mesmo tempo tão forte. Porque estas sensações são poderosas, porque as vivemos e nem sempre as referimos.

A Nova 2

Francamente surpreendente a 2 de ontem à noite. Depois de um bem estruturado e nada sensacionalista programa de notícias, serenamente apresentado por Carlos Fino, deleitei-me com o primeiro dos novos episódios da magnifica serie "Sete Palmos de Terra". E de repente, lá pelas 23 horas, parecia Sábado à horinha do Jantar. A Ana Sousa Dias lá estava, não era engano não senhor. Foi um serão muito bom para inicio de semana. para continuar?
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