"Nenhuma destas coisas é verdade, a não ser excepcionalmente". Esta frase, conforme se pode ver, foi retirada de um post de JPP sobre este artigo. Impressiona-me a celeridade com que gente como esta se apressa a desmentir artigos destes. Principalmente através de um post metido entre um apreciável, porque util e relevante, estudo sobre Camus. O que vai na mente desta gente que os leva a resvalarem assim tanto? Ainda por cima tratando-se de gente com evidentes responsabilidades públicas. Ainda por cima quando se reconhece, no próprio post, que houve pelo menos um ou outro caso e, ainda assim, se desmente tão despudoradamente.
domingo, 25 de janeiro de 2004
sábado, 24 de janeiro de 2004
Intrigante. Li no Expresso um apelo de José Manuel de Mello: “juntemo-nos a Espanha”. E li também o “choque violento” de A. J. Saraiva (neste caso sou forçado a concordar com o Barnabé - só ele próprio deve acreditar nas suas teorias): “hesitamos sobre se valerá a pena o país continuar a existir”. Falta a pergunta: E os Espanhóis aceitam-nos?.
Ingenuidade.No mesmo jornal João Pereira Coutinho fala de uma ou duas teses sobre sexualidade. Não querendo colocar em causa os doutos autores, JPC resvalou para a estafada batida na mulher, pobre submissa. Alguém acredita que o homem seja, nos dias de hoje, o grande predador doutros tempos? Eu não.
Ary dos Santos. A minha formação/geração/condição/ impede-me de comentar o que escreveu o mesmo JPC sobre aquele escritor. Se atendermos ao facto de nos E. U. haver cursos universitários sobre Dylan (se calhar porque ele não viveu a grande depressão mas serviu-se desses traços históricos para assentar a sua obra escrita, ao contrário do Ary, coitado, que viveu a revolução e infelizmente, quase não a ultrapassou) e se atendermos ao facto indesmentivel que em Portugal os manuais escolares apresentam textos sobre o regulamento do Big Brother, então eu tenho que concordar com todos aqueles que colocam duvidas sobre a qualidade da obra escrita deste autor português.
Contradição. Jô Soares anda por cá e vai ao CCB apresentar o seu espectáculo. O patrocinador é a Compal. Alguém se esqueceu da Compal Light.
Ingenuidade.No mesmo jornal João Pereira Coutinho fala de uma ou duas teses sobre sexualidade. Não querendo colocar em causa os doutos autores, JPC resvalou para a estafada batida na mulher, pobre submissa. Alguém acredita que o homem seja, nos dias de hoje, o grande predador doutros tempos? Eu não.
Ary dos Santos. A minha formação/geração/condição/ impede-me de comentar o que escreveu o mesmo JPC sobre aquele escritor. Se atendermos ao facto de nos E. U. haver cursos universitários sobre Dylan (se calhar porque ele não viveu a grande depressão mas serviu-se desses traços históricos para assentar a sua obra escrita, ao contrário do Ary, coitado, que viveu a revolução e infelizmente, quase não a ultrapassou) e se atendermos ao facto indesmentivel que em Portugal os manuais escolares apresentam textos sobre o regulamento do Big Brother, então eu tenho que concordar com todos aqueles que colocam duvidas sobre a qualidade da obra escrita deste autor português.
Contradição. Jô Soares anda por cá e vai ao CCB apresentar o seu espectáculo. O patrocinador é a Compal. Alguém se esqueceu da Compal Light.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2004
quarta-feira, 21 de janeiro de 2004
Imagens
A questão que o Terras do Nunca levanta sobre as imagens nos blogs é, quanto a mim, muito interessante. Devo dizer que concordo na generalidade com o que ele escreve. Contudo também é verdade que há blogs que valem pelas imagens. Elas por vezes conseguem dizer mais que mil palavras (desculpem esta expressão tão datada). Estou a imaginar, por exemplo, o que seria do Abrupto sem aquelas belíssimas imagens que ele lá coloca, graças à sua capacidade e bom gosto, aliados a uma sede de pedantismo inigualável por estes lados. Já o Barnabé utiliza as imagens de forma perfeitamente narcisista, o que diz bem com os seus autores (ainda não percebi bem se é legal aquela exposição publica de imagens consagradas mas violentamente carimbadas com tal chancela, a armar em vendedores de uma sementeira qualquer, tipo “ Alípio Dias”). Do Silencio capto com muito gosto as fotos que acompanham os excelentes excertos literários lá colocados. Fiquei um tanto desiludido com a derivação para a imagem do Aviz – acho, aliás, que esse blog perdeu muito em conteúdo em favor de uma certa estética do tipo “piling”. Ao Fumaças deu-lhe, certamente por falta de assunto, para postar fotos do Zoo de Lisboa, o que até nem é mau, comparando com aqueles estafados” copy pasts” dos catálogos de charutos que inundam a web.
Em género de conclusão, eu não utilizo imagens porque também defendo que o verbo é mais importante, mas também porque não estou disposto a pagar e não me apetece colocar imagens on-line. Dá muito trabalho e não merece a pena. Digamos que prefiro essas agradáveis surpresas que vou encontrando nos blogs que regularmente visito.
P.S. A foto que mais me impressionou na blogosfera foi a daquela mulher no colo de um pianista.
Em género de conclusão, eu não utilizo imagens porque também defendo que o verbo é mais importante, mas também porque não estou disposto a pagar e não me apetece colocar imagens on-line. Dá muito trabalho e não merece a pena. Digamos que prefiro essas agradáveis surpresas que vou encontrando nos blogs que regularmente visito.
P.S. A foto que mais me impressionou na blogosfera foi a daquela mulher no colo de um pianista.
terça-feira, 20 de janeiro de 2004
Ó Frederico, o Eusébio já arrumou as botas, o Mozer anda a comentar na Sport TV, esse "telepasquim", o Viegas já nem fala de futebol, tal a capacidade ganhadora do seu "puarto" ( deve ter passado o seu já de si parco tempo livre a votar no site da Uefa) e tu andas a falar em arrumar as botas? Tu nem sonhes!!! Nem sonhes.
Late Morning Post
“Olhameste”!! Não tem nada que escrever, detesta andar a cronicar os tablóides e os pasquins e, vai daí, há que inventar qualquer coisa para dar de comer ao food-i-do.
Raio de blog este que não consegue trazer um assunto raro, brilhante ou polémico até. Que fazer? A esta hora da manhã já todo o mundo se desembaraçou do trânsito e os "peões do Mexia" (ver Grande Reportagem) ainda procuram uma confeitaria qualquer (no Porto diz-se confeitaria), a ver se tomam um pingo ou um cimbalino apressado.
De modos que já tenho os dedos esquerdos a tresandar “bentil” (não consigo deixar de fumar, raio de fraqueza) e já dei uma voltinha pelos blogs que visito e nada de maior, tirando os temas correntes, do aborto ao futebol, passando pelos “românticos” e pelos aspirantes a jornalistas. Este post já vem tarde, é claro, e manda a minha natureza antes quebrar que torcer. Achei por isso conveniente desempenhar o papel do “ lone blogboy”, uma espécie de vaqueiro sem rezes, mas mui caprichosamente equipado com chapéu de abas largas e um laço catita ao pescoço.
Solitário e cavaleiro, não encontro moinho decente nem tenho espada afiada. Estou mole, sem atalho ou tertúlia e prostro-me perante o monitor à espera do por do sol, a ver se melhores tons me inspiram ou folhas caídas me despertam para outro espaço. Um espaço onde eu exista e possa penetrar num espelho mágico qualquer, em busca de incógnitas maravilhas.
Raio de blog este que não consegue trazer um assunto raro, brilhante ou polémico até. Que fazer? A esta hora da manhã já todo o mundo se desembaraçou do trânsito e os "peões do Mexia" (ver Grande Reportagem) ainda procuram uma confeitaria qualquer (no Porto diz-se confeitaria), a ver se tomam um pingo ou um cimbalino apressado.
De modos que já tenho os dedos esquerdos a tresandar “bentil” (não consigo deixar de fumar, raio de fraqueza) e já dei uma voltinha pelos blogs que visito e nada de maior, tirando os temas correntes, do aborto ao futebol, passando pelos “românticos” e pelos aspirantes a jornalistas. Este post já vem tarde, é claro, e manda a minha natureza antes quebrar que torcer. Achei por isso conveniente desempenhar o papel do “ lone blogboy”, uma espécie de vaqueiro sem rezes, mas mui caprichosamente equipado com chapéu de abas largas e um laço catita ao pescoço.
Solitário e cavaleiro, não encontro moinho decente nem tenho espada afiada. Estou mole, sem atalho ou tertúlia e prostro-me perante o monitor à espera do por do sol, a ver se melhores tons me inspiram ou folhas caídas me despertam para outro espaço. Um espaço onde eu exista e possa penetrar num espelho mágico qualquer, em busca de incógnitas maravilhas.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2004
O Abrupto postou em Grego. Temo que se este rapaz andasse na escola teria que ser enquadrado num grupo qualquer de alunos com necessidades educativas especiais.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2004
Vem
Ele aí vem. Façam tudo por ele, não o deixem perdido no trânsito, não o queimem nas leituras de jornais, não o esmaguem com o carrinho do supermercado. Vistam uns jeans, não se penteiem, ele vem aí. Fim-de-semana, meu amigo, a minha “stout” espera-te ainda mais ansiosa.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2004
Pena
"You know, It'd been a while that I was thinking of writing this post; a kind of ending post for a weblog that although never became exactly like what I wanted, but was like the only safe place for my mind…Many things were unsaid & will be forever. But that doesn't matter; I believe that there are things that are better to be kept in secret notebooks forever. Nobody else in the world can understand them…"
Tenho pena que esta Iranian Girl nos tenha deixado. De facto ela deu-me qualquer coisa muito boa. Através dela olhei o outro lado e, ao contrário dessa direita arrogante e esquizofrénica, vi nela uma mulher com os seus problemas e expectativas. Ora falando do sistema, ora dando pinceladas sobre esse país longinquo e por demais referido na blogosfera (quantas vezes mal tratado), ela transmitiu-me uma certa brisa que só tinha experimentado através do cinema iraniano.
Tenho pena que esta Iranian Girl nos tenha deixado. De facto ela deu-me qualquer coisa muito boa. Através dela olhei o outro lado e, ao contrário dessa direita arrogante e esquizofrénica, vi nela uma mulher com os seus problemas e expectativas. Ora falando do sistema, ora dando pinceladas sobre esse país longinquo e por demais referido na blogosfera (quantas vezes mal tratado), ela transmitiu-me uma certa brisa que só tinha experimentado através do cinema iraniano.
Sol
Nesta manhã de sol (e que sol) proponho-me colar aqui uma frase que apanhei no Terras do Nunca:
"Com Kennedy, a Lua era um sonho. Num tempo em que o sonho comandava a vida.
Com Bush, a Lua não me interessa. Porque deste tempo Bush fez um pesadelo."
"Com Kennedy, a Lua era um sonho. Num tempo em que o sonho comandava a vida.
Com Bush, a Lua não me interessa. Porque deste tempo Bush fez um pesadelo."
quarta-feira, 14 de janeiro de 2004
O meu distinto amigo Duque (devo reforçar que o conheço pessoalmente) escreveu um prazenteiro texto sobre futebol. E é prazenteiro porque só tem coisas positivas, fala de tudo o que há de bom numa sondagem. Fico contente por essa gente portista andar tão radiante com as notícias que correm sobre eles. Fico ainda mais contente por saber que aquilo não tem valor científico algum. E fico ainda muito mais feliz por saber que, apesar disso, o meu glorioso Sport Lisboa E Benfica continua a ser o mais amado e constitui, embora fraquito, pobre e desalmado, a referência eterna do desporto português. Aliás, o Duque sabe que somos muito antagónicos sobre a coisa do futebol. Ele sabe que eu aprecio o futebol mas amo o Benfica e não será uma sondagenzinha a beliscar esse amor eterno. Mas isso não impede que esboce um sorriso porque, afinal, bem podia ter sido um artigo sobre o Galatassaray, o Aberdeen ou mesmo o Lyon. No fundo os pequenos clubes de quando em vez também fazem história.
Agradecer à Tânia por ter correspondido a um pedido de auxílio. Graças a ela, quem cá vem pode ouvir um sonzinho de Tom Waits. Já aqui fiz uma referencia ao Sem Querer Penso, e por vezes penso que blogs assim mereciam a justa homenagem daqueles que escrevem lindos artigos na imprensa escrita sobre a blogosfera portuguesa ( mas também concordo que o espaço é pouco e os favores a pagar são muitos).
O meu sistema de comentários marou. Reflecti e optei por não mais colocar tais sistemas no food-i-do. E confesso, por ser verdade, que para isso muito me influenciou o único blog sobre desporto que visito.
Agradecer à Tânia por ter correspondido a um pedido de auxílio. Graças a ela, quem cá vem pode ouvir um sonzinho de Tom Waits. Já aqui fiz uma referencia ao Sem Querer Penso, e por vezes penso que blogs assim mereciam a justa homenagem daqueles que escrevem lindos artigos na imprensa escrita sobre a blogosfera portuguesa ( mas também concordo que o espaço é pouco e os favores a pagar são muitos).
O meu sistema de comentários marou. Reflecti e optei por não mais colocar tais sistemas no food-i-do. E confesso, por ser verdade, que para isso muito me influenciou o único blog sobre desporto que visito.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2004
...e gosto deste
Se algum dia alguém te oferecer flores, aqui na blogosfera, isso é: thelmalouise. Devo dizer-vos que visito este blog regularmente, onde encontro sempre um texto que me remete instantaneamnete para um comentário, uma palavra. Temo porém, ser um entre milhares. Por isso quase sempre desisto, prefiro então continuar com aquele aroma a rosas que me embriaga.
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