Eu sei, mal comparado, isto já parece uma "cotonete". Mas que querem? Exercícios políticos? Textos colossais sobre os americanos ou os pobrezinhos cubanos? Não faltam por aqui especialistas na matéria e, sinceramente, estou com náusea disso. Por isso proponho musica da boa e pronto. Não custa nada, é só clicar e ficar a ouvir enquanto se navega.
Ronde des Princesses
sábado, 7 de fevereiro de 2004
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2004
Foge de mim
Há momentos assim, um sol generoso a convidar para um bom par de dias de descanso e descontracção. Mas há momentos de recusa e aversão. Quando tudo nos convida à alegria, por tantas coisas boas que temos, quando os astros se enquadram num movimento lógico, perfeito, quando esta hora assume a cor dos gatos, ela aparece, teimosamente abrupta. Ela não precisa de saber disso para nada. Ela apodera-se de nós como credora aflita. Ela rebola-se no olhar, revela-se no sentir. Ela anda comigo, de mão dada, com algemas. Ela não me larga. Foge de mim tristeza.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2004
Ver
Quem vem à blogosfera passa inevitavelmente por um manancial de blogs ditos "de referência". Se há jornais de referência também há blogs que bem podem ter essa classificação. Consagrados à parte, há também outra gente que escreve sobre as suas coisas, ora de forma mais intimista ora de forma menos transcendental. Por sabermos todos que uns beneficiam mais de umas tantas, e muitas vezes convenientes, chamadas de atenção, outros há que persistem no escuro da web. Isso não quer dizer que não valham a pena, apenas permanecem carecidos de um gesto simpático vindo de um blog com audiência. Pela minha parte e atendendo ao facto de ter criado um “low budjet blog”, de modestas metas, sempre posso afirmar, sem vaidade, ter ultrapassado em muito as minhas modestas expectativas. Compete-me pois convidar quem cá vem a visitar este diário de um camionista, já que é um blog feito por pessoa perspicaz, moderna e bem formada que percorre essas estradas da nossa Europa e tem como missão partilhar um pouco daquilo que vê ao volante do seu camião. Isto é tanto mais interessante já que escreve em condições precárias, muitas vezes sem tempo e quase sempre sem o conforto de quem o pode fazer em casa ou no escritório.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2004
Fim de tarde
Aquela vista nem de longe pode ser comparada a qualquer outra. Refiro-me às luzes combinadas com o leito do rio, intercaladas por um tal casario a olhar o rodopio dos carros apressados. Passar a ponte da Arrábida, sobre o Douro e ficar indiferente àquilo tudo é coisa impossível. De modos que enquanto os Carvalhos não aparecia no horizonte, e graças à estafada fila de hora de ponta, fui ouvindo o “Pessoal e Transmissível" de Carlos Vaz Marques na TSF. Para gáudio meu, a convidada era Inês Pedrosa. E gostei. Aprendi a gostar da Inês nos seus inúmeros artigos onde ela discorre, de forma coerente e muito apelativa, sobre a actualidade, sobre as coisas do nosso tempo. Nunca li qualquer livro dela e nem sei se um dia o farei, o que sei é que gostei de a ouvir, igual a si própria. Se por vezes ficamos chocados com a voz de quem lemos ou mesmo com a imagem de quem ouvimos, eu, desta vez, não tive essa sensação. E notei que ela é muito perspicaz, ou não tivesse ela referido, a páginas tantas, o “Outro,eu” que há nela pois claro.
A História repete-se
Mario Soares ontem na Sic Notícias (e cito de cor): Filipe ll de Espanha afirmara , à época, ser o legítimo Rei de Portugal por 3 razões distintas: porque era o herdeiro legitimo de D. Sebastião; porque tinha de facto conquistado o território português; porque o tinha comprado aos Nobres de Portugal. Nos dias de hoje "a tropa Nobre" não se poupa a esforços para efectuar um negociozito.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2004
"Eles nunca leram Ary dos Santos. Apenas conhecem o seu número de militante do PCP."
Há gente que se indigna, atenta, sem receio de dizer aquilo que é. Fico contente.
Há gente que se indigna, atenta, sem receio de dizer aquilo que é. Fico contente.
SLB
Abrir o jornal "a bola" e ver aquela foto da bancada com o nome do Fehér desenhado , em perfeita combinação das cores branca e vermelho ( sim, agora já não é necessário escrever "encarnado"), fez com que eu acreditasse cada vez mais em coisas simples como "lembrar".
O Ópio dele
O abrupto acha que os casos de violência ocorridos neste fim-de-semana foram apenas consequência (que ele já tinha previsto, alias) do “ambiente de histeria colectiva incentivado pelo tratamento televisivo da morte do jogador húngaro”. E confessa-se perplexo pela forma como foi tratado um jogo de futebol (Sporting - Porto), que deveria ser uma coisa eivada da maior paz e amizade entre os povos.
Já se sabia que o JPP anda nas nuvens a escrever sobre coisas interessantíssimas - o abrupto prova-o claramente. O que se fica a saber é que a pequenina fatia de histeria colectiva que o atingiu também, foi capaz de o fazer escrever um ou dois “posts” mais condizentes com o que se passa cá entre os terrenos. E porque certamente ele ignora as centenas de famílias confrontadas com a histeria colectiva dos patrões e das multinacionais em despedir sem apelo nem agravo, e porque ele ignora o sentido de descrença do povo em relação ao que há de vir, e porque ele ignora que o povo não está carecido de “ formas antigas de sensibilidade” mas sim de medidas justas e sérias, foi no futebol, esse sub mundo de bárbaros e insensíveis, que ele encontrou a resposta para a mais evidente e trivial histeria colectiva: o desespero por um país constantemente adiado.
Já se sabia que o JPP anda nas nuvens a escrever sobre coisas interessantíssimas - o abrupto prova-o claramente. O que se fica a saber é que a pequenina fatia de histeria colectiva que o atingiu também, foi capaz de o fazer escrever um ou dois “posts” mais condizentes com o que se passa cá entre os terrenos. E porque certamente ele ignora as centenas de famílias confrontadas com a histeria colectiva dos patrões e das multinacionais em despedir sem apelo nem agravo, e porque ele ignora o sentido de descrença do povo em relação ao que há de vir, e porque ele ignora que o povo não está carecido de “ formas antigas de sensibilidade” mas sim de medidas justas e sérias, foi no futebol, esse sub mundo de bárbaros e insensíveis, que ele encontrou a resposta para a mais evidente e trivial histeria colectiva: o desespero por um país constantemente adiado.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2004
Fevereiro
Fevereiro, o mês dos gatos como dizia a minha avó. O mês que me viu nascer surge envolto em polémicas e revoltadamente frio. O mês que me viu nascer mostra-me, uma vez mais, que nada nem ninguém pode contrariar o vento que passa, o sol que escassa e os dias que crescem devagar. Neste tempo de Inverno não temos motivos para fazer votos de qualquer espécie. É um tempo sem tréguas, sem acalmia. É um tempo de combate.
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