sexta-feira, 5 de março de 2004

ementa

jantar um arrozinho de ervilhas,
ver televisão com a familia,
jogar poker a noite toda com os amigos,
cerveja qb
...e quando tiver tempo vou linkar este e este.


Esta é uma daquelas coisas que eu não posso deixar de comentar. Aliás devo dizer que o meu filho anda a preparar-se para concorrer ao concurso que a McDonalds leva a cabo nos seus restaurantes, isto é, os putos escrevem um texto ou fazem um desenho, entregam no restaurante mais próximo e ficam a aguardar que um júri os escolha. O prémio parece-me generoso: entrar em campo de mão dada com um jogador e participar na cerimónia inicial da partida. Até aí tudo bem. Ao ler o que li na imprensa fico com a impressão que o meu filho, sendo uma criança normal, tem mais direito que as outras crianças em participar. E se assim é eu “tou nem aí

O corte de Cabelo

Elas

Cortaste o cabelo! Ficou lindo!
Achas? Eu não tive essa sensação quando me olhei ao espelho.
Quer dizer, não achas que ficou afofado demais?

Não, não! Está perfeito! Eu adoraria cortar o meu cabelo
assim, mas o meu rosto é muito fino.

A sério? Eu acho o teu rosto adorável. Poderias facilmente
ter um daqueles cortes em camadas, que são giríssimos. Eu
ia fazer isso, mas fiquei com medo de acentuar o meu pescoço
comprido.

Ah, que engraçado. Eu gostava de ter o teu
pescoço. Qualquer coisa que tirasse a atenção desta minha linha
de ombros dois-por-quatro.

A sério? Eu tenho amigas que adorariam ter os teus
ombros.
Qualquer coisa fica tão bem em ti. Olha para os meus braços como
são curtos!
Se eu tivesse os teus ombros poderia arranjar roupas que
encaixassem com muito mais facilidade.
Certamente os teus ombros combinam com os
teus pés...

Eles

Cortaste o cabelo?
Cortei.
Cortezinho à paneleiro, hã?
Pedi para cortar igual ao teu...


[adaptação de um texto que recebi por e-mail]
Joana diz lá o que tens para me dizer. Olha nem sei como começar esta merda. O João é um estúpido bem que eu lhe disse para usar a merda da camisa. Deixa lá Joana tudo se resolverá. Há remédio para tudo menos para a morte. Olha o meu pai conhece uma clínica. Tudo normal vais à consulta como se nada fosse e no dia seguinte já não se fala mais nisso. Pois mas eu estando grávida nem sei que te diga. Gostava de ter o bebé. Gostavas mas isso é uma caretisse. Arrasas a tua vida aos 16 anos. Deixas de ser quem és e envelheces rapidamente e o João não está nem aí. Lá em casa são todos contra o aborto, se calhar vou falar com a minha mãe. Esquece isso querida. Olha o meu pai paga tudo e tu depois acertas comigo. Que bom ter-te como amiga Carla. Já sabes da novidade, vou sair com o Tomás logo à noite ele pensa que eu sou virgem e é cá um pão. Sim o Tomás é fogo na cama. Vou andando Carla amanha nem sei se vá aos “prés”, não estou para aturar a orientadora com as cenas do costume. Vou ficar a estudar e a curtir “irc”. Manda “sms” ao pessoal para aparecerem logo no café do costume e arranja umas ganzas.

quinta-feira, 4 de março de 2004

O Rui observou-me, um dia destes, o facto de estar linkado no "food-i-do" logo por baixo do "O Blog Erótico". Este blog deixou de existir (pelo menos no sapo) mas eu já tratei de arranjar um outro link que, ironia do destino, vai ficar mesmo por baixo do "O Bisturi". Falando mais a sério, se quiserem, este "O Merdas" é um blog recomendável.


INTER - BENFICA

O meu clube está na UEFA por direito próprio. Vai defrontar o Inter , depois de ter sofrido muito frente ao Rosemborg. Espero que a àguia, mesmo depenada, saiba honrar o país que representa. Se não for goleada em casa, como o foi o Sporting frente aos turcos de nome esquisito, talvez o Nuno Gomes não caia na manha do Silva (contra o Benfica) e não seja novamente expulso por ter simulado um penalty. É que na UEFA não há arbitragens de encomenda.

quarta-feira, 3 de março de 2004

tabuapan

Sim senhor, O Avelino portou-se mal e eu não fiquei nada espantado com aquele comportamento. Já todos sabem que ele é assim, não sabem? Trata-se de um fulano muito mal comportado. Ele é de direita, da tal direita, e barafusta e vai ao futebol e nem sabe dizer uma frase correctamente. Ele chama aldrabão aos jornalistas, manda “caceteiros” bater nos rivais. Ele é um tipo repugnante.
Em boa verdade o que me repugna não é bem o Avelino, é toda essa corja de bem falantes e adeptos do politicamente correcto que se escandaliza com um pontapé numa mesa de “tábuapan”, num campo de futebol, e ao mesmo tempo encobre impunemente o que é realmente grave e criminoso. Um pontapé na hipocrisia e na falsa autoridade do país, nas instituições e nos “rodrigueiros” sempre prontos a apontar o dedo, foi o que foi. O Avelino é, assim de repente, uma coisa muito má que urge evangelizar. Todavia, e ainda hoje, ele saiu impune de mais um julgamento. Amanhã continuará impune em tudo o que faça, prestando, mais uma vez, um inestimável favor a todos aqueles que gostam de apontar o dedo e ficar a contemplar os anéis: “ ai que bom que eu sou”.

o nome

Li aqui, aqui e aqui a mesma referência ao facto de a TAP ter apagado de um avião o nome “Viana da Motta”, substituindo-o pelo nome “Eusébio”. Caiu o Carmo e a Trindade, ao que parece. Obviamente quase ninguém conhece Viana da Motta mas a fazer fé no que diz Pacheco foi um grande músico português. Tão grande que, se calhar, bem merecia maior presença na toponímia portuguesa, ao contrário de simples nome de avião. Compreendo a indignação que por aí anda. Primeiro porque Eusébio é nome de futebolista, segundo porque Eusébio é o nome mais conhecido da história de Portugal dos últimos 50 anos, embora não seja músico, compositor, politico ou escritor; terceiro porque nunca se viu em Portugal tamanha desfeita: substituir nomes de estradas, pontes, viadutos e aviões por outros nomes. Eu ainda continuo a chamar praça Velásquez à praça Francisco Sá Carneiro e rua de Santo António à rua 31 de Janeiro, no Porto. Quem anda muito de avião bem pode fazer o mesmo: “olha amanhã vou para Veneza. Encontramo-nos no Viana da Motta”


terça-feira, 2 de março de 2004

cha la la la la

cansado, ganzado. sinto a alma do tamanho de uma cerveja. detenho-me.




Hoje fui ao Porto. Como está diferente. Por incrível que pareça e sendo eu um tipo que atravessa o Douro todos os dias - De Gaia para a Maia - já fazia tempo em que calcorreava a praça da Batalha, a praça dos Leões, a rua de Cedofeita. A velha cidade está diferente. Para uns melhorou, para mim nem por isso. Quem lá andou, nos anos oitenta, sabe bem ao que me refiro. Infelizmente o Porto é cada vez mais e só a Ribeira, sair da ponte da arrábida e zarpar pela Restauração abaixo, rumo á zona ribeirinha, tem sido a unica coisa que resta do itinerário portuense no Século XXl.

"mãe ana"

Tininho, (era assim que a minha avozinha me chamava) vou-te contar uma história:

…Há muitos anos havia duas irmãs que viviam na mesma casa e costumavam ir à “bouça” acartar lenha para o fogão. Faziam-no alternadamente, de modo que certo dia, estava a mais velha entretida a apanhar uns paus de eucalipto quando lhe aparece uma velhinha de olhar muito curioso:
- Ora dizei-me lá linda mulher, gostas da Primavera?
- Gosto sim, disse a mulher de pronto. É muito bonita a Primavera. As flores, a verdura e as andorinhas a chegarem do lado de lá do mar...
- E gostas do Verão?
- E não havia eu de gostar do Verão? O sol, ai o sol! E os dias enormes e as noites quentes. As festas e romarias e os bailaricos. Adoro o Verão.
E continuava a velhinha:
- E gostas do Outono?
- Também gosto. As colheitas, os frutos maduros e aquelas tardes de Setembro, a adivinharem o Inverno, fazendo-nos ir ao guarda-vestidos em busca de agasalhos. E as Castanhas quentinhas…
- E do Inverno?
- Do Inverno também gosto muito. Sabe, adoro estar à lareira a fazer renda e a ouvir o ronronar do meu gato. E depois temos o Natal e as prendas e as rabanadas. Gosto sim minha senhora.
Então a velhinha deu por terminado aquele inquérito e disse à mulher:
- Toma, leva esta caixa e abre-a só quando chegares a casa mas não contes a ninguém desta nossa conversa.
-Pode dormir sossegada que a minha boca é um tumulo.
E lá foi a mulher para casa a mais a caixa. Em chegando a casa ela dispôs-se a abrir a caixa e, já na companhia da irmã, quase desmaiou ao verificar que dentro da caixa não havia nada mais que muito dinheiro e lindas jóias.
A irmã logo se aprestou a perguntar donde ela tinha trazido semelhante coisa.
- Foi uma velhinha que estava no bosque. Não me perguntes porquê que eu não te vou dizer. Promessas.
A mais nova não se conformou e já só se via no bosque em busca da velha.
Na semana seguinte tocou em vez à mais nova a ida ao pinhal. Por lá andou e quase nem apanhava lenha de tanto pensar na velha. Até que a velhota lhe apareceu de rompante e, abordando-a com o seu jeito sábio, fez-lhe o mesmo questionário.
- A Primavera? Olhe que nem por isso. Muitas alergias, os fenos, depois a passarada caga-me o quintal todo e a canalha desata logo a vestir roupa de Verão e cai-me na cama e é um castigo.
O Verão podia ser melhor, não fosse o raio da canícula. E depois temos as festas. E as praias, os farnéis diários. Olhe é uma coisa de trabalhos.
Do Outono nem me fale. Tanto trabalho, tantas colheitas e a morrinha e o frio…O Inverno ainda é pior. Detesto o Inverno, minha senhora. Tamanho frio nestes montes não há.
De modos que a velha lá lhe deu uma caixa e as mesmas recomendações.
Em chegando a casa mal esperou pela irmã, tal era o desejo em tocar nas jóias e contar o dinheiro. Montes de cobras e outros bichos maus saíram daquela caixa e logo devoraram a pobre mulher que nem tempo teve para dizer um “ai”.

Moral da história: Tudo o que é diferente tem sempre coisas boas, um lado positivo. Aqui na blogosfera, apesar das diferenças, tudo tem coisas boas, tudo tem o seu lado positivo.


segunda-feira, 1 de março de 2004

six feets under

E eis que nos chega a “blogotrust”. Dizem para aí que há um novo blog, uma fusão. Mais parece uma cena de cangalheiros: quem vê a série “six feets under” bem se lembra daqueles tipos janotas e muito bem falantes a tudo tentarem para adquirir o pequeno negócio de funerais da família de Pasadena. Cuidado com o uso excessivo de formol.



Segunda

- Parece que o Senhor dos Aneis ganhou o campeonato.
- Tou a ver...
- pois...
- Olha, o Benfica anda a fazer merda aos 100 anos e isso deixa-me food.


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