quarta-feira, 24 de março de 2004
terça-feira, 23 de março de 2004
Um blog
Já me tinham chegado à alma várias referências sobre este blog. Fui lá ver e apreciei o jeito e o estilo, não muito a temática concertadamente direccionada para o mundo judaico. Confesso não ter grande simpatia, nem pequena sequer, pelo judaísmo. Adepto de uma certa visão marcadamente influenciada por Nietzsche, sou contra tudo o que cheire a essa moral imposta pelos homens, em nome de um deus qualquer, não importa qual. De maneiras que fico algo desconsolado com a proliferação de missionários de causas como esta, muitas vezes rebarbados, azedos e até mal intencionados. Não quero com isto afirmar que vejo a Rua da Judiaria com tais conotações. Aponto apenas a evidente parceria com outros "bloggers" moralmente comprometidos com aquela causa, o que me parece perfeitamente normal. Para o caso importa louvar a existência deste blog e faço-lhe justiça por assumir claramente a sua causa. Assim fizessem todos aqueles que, atrás da moita, persistem em habilidades de malabaristas de circo, procurando constantemente o politicamente correcto para afirmarem o seu espaço de convivência hipócrita e interesseira.
...Mas não há português como este
SENTENÇA PROFERIDA EM 1487 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO
Tinha que ser de TRANCOSO !!!
O Homem merecia uma medalha.............
Do Arquivo Nacional da Torre do Tombo
SENTENÇA PROFERIDA EM 1487 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO
(Autos arquivados na Torre do Tombo, armário 5.o,maço 7)
"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas, da própria mãe teve dois filhos.
Total: duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e três mulheres".
[agora vem o melhor:]
"El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou por em liberdade aos dezassete dias do mês de Março de 1487, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo e guardar no Real Arquivo da Torre do Tombo esta sentença, devassa e mais papéis que formaram o processo".
[texto enviado pelo meu amigo Luis Lima]
Tinha que ser de TRANCOSO !!!
O Homem merecia uma medalha.............
Do Arquivo Nacional da Torre do Tombo
SENTENÇA PROFERIDA EM 1487 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO
(Autos arquivados na Torre do Tombo, armário 5.o,maço 7)
"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas, da própria mãe teve dois filhos.
Total: duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e três mulheres".
[agora vem o melhor:]
"El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou por em liberdade aos dezassete dias do mês de Março de 1487, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo e guardar no Real Arquivo da Torre do Tombo esta sentença, devassa e mais papéis que formaram o processo".
[texto enviado pelo meu amigo Luis Lima]
Ser português no seu melhor
Pouco interessa se és católico, judeu ou muçulmano. Sendo português, pelo menos terrorista não és mas, certamente, há algo na lista abaixo que encaixa perfeitamente na tua forma de ser.
Ser português é...
-Levar o arroz de frango para a praia.
-Guardar aquelas cuecas velhas para polir o carro
-Criticar o governo local mas jamais se queixar
oficialmente.
-Ladies night à quinta.
-Ter tido a última grande vitória militar em 1385.
-Enfeitar as estantes da sala com as prendas do
casamento
-Guiar como um maníaco e ninguém se importar com isso.
-Viajar para qualquer país e encontrar outro Tuga no
restaurante.
-Ter folclore estudantil anual por causa das propinas.
-Ninguém saber nada do nosso país excepto os
brasileiros e os espanhóis que gozam dele
-Levar a vida mais relaxada da Europa, mesmo sendo os
últimos de todas as listas
-Ter sempre marisco, tabaco e álcool a preços de
saldo.
-Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda
-Dar os máximos para avisar os outros condutores da
polícia adiante.
-Ter o resto do mundo a pensar que Portugal é uma
província espanhola
-Exigir que lhe chamem "Doutor" mesmo sendo um Zé
Ninguém.
-Passar o domingo no 'shopping'.
-Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou a
tampa da esferográfica
-Axaxinar o Portuguex ao eskrever.
-Ir à aldeia todos os fins-de-semana visitar os pais
ou avós.
-Gravar os "donos da bola".
-Ter diariamente pelo menos 8 telenovelas brasileiras
na tv.
-Já ter "ido à bruxa".
-Filhos baptizados e de catecismo na mão mas nunca
por os pés na igreja.
-Ir de carro para todo o lado, aconteça o que
acontecer.
-Ter evacuado as Amoreiras no 11 de Setembro 2001.
-Não ser espanhol.
-Lavar o carro na fonte ao domingo.
-Não ser racista mas abrir uma excepção com os
ciganos.
-Levar com as piadas dos brasileiros, mas só saber
fazer piadas dos alentejanos.
-Ainda ter uma mãe ou avó que se veste de luto.
-Ter a mãe ou a avó com Maria no nome.
-Ir a Fátima com a família pelo menos uma vez por ano.
-Viver em casa dos pais até aos 30.
-Acender o cigarro a qualquer hora e em qualquer.
lugar sem quaisquer preocupações.
-Ter bigode e ser baixinho(a).
-Conduzir sempre pela faixa da esquerda.
-Ter três telemóveis.
-Jurar não comprar azeite Espanhol nem morto, apesar
da maioria do azeite vendido em Portugal ser Espanhol.
-Deixar a telenovela a gravar.
-Organizar jogos de futebol solteiros e casados
-Ir à bola, comprar "prá geral" e saltar "prá central".
-Gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas
vezes antes de ir ao dentista.
-Super-bock, tremoços, caracóis e marisco.
-Cometer 3 infracções ao código da estrada em 5
segundos.
-Não ser brasileiro.
-Algarve em Agosto.
-Ir passear de carro ao domingo para a avenida
principal.
-Ser adolescente e dizer "prontos"/"tas a ver" no fim
de cada frase.
[adaptação de um e-mail que recebi]
Ser português é...
-Levar o arroz de frango para a praia.
-Guardar aquelas cuecas velhas para polir o carro
-Criticar o governo local mas jamais se queixar
oficialmente.
-Ladies night à quinta.
-Ter tido a última grande vitória militar em 1385.
-Enfeitar as estantes da sala com as prendas do
casamento
-Guiar como um maníaco e ninguém se importar com isso.
-Viajar para qualquer país e encontrar outro Tuga no
restaurante.
-Ter folclore estudantil anual por causa das propinas.
-Ninguém saber nada do nosso país excepto os
brasileiros e os espanhóis que gozam dele
-Levar a vida mais relaxada da Europa, mesmo sendo os
últimos de todas as listas
-Ter sempre marisco, tabaco e álcool a preços de
saldo.
-Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda
-Dar os máximos para avisar os outros condutores da
polícia adiante.
-Ter o resto do mundo a pensar que Portugal é uma
província espanhola
-Exigir que lhe chamem "Doutor" mesmo sendo um Zé
Ninguém.
-Passar o domingo no 'shopping'.
-Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou a
tampa da esferográfica
-Axaxinar o Portuguex ao eskrever.
-Ir à aldeia todos os fins-de-semana visitar os pais
ou avós.
-Gravar os "donos da bola".
-Ter diariamente pelo menos 8 telenovelas brasileiras
na tv.
-Já ter "ido à bruxa".
-Filhos baptizados e de catecismo na mão mas nunca
por os pés na igreja.
-Ir de carro para todo o lado, aconteça o que
acontecer.
-Ter evacuado as Amoreiras no 11 de Setembro 2001.
-Não ser espanhol.
-Lavar o carro na fonte ao domingo.
-Não ser racista mas abrir uma excepção com os
ciganos.
-Levar com as piadas dos brasileiros, mas só saber
fazer piadas dos alentejanos.
-Ainda ter uma mãe ou avó que se veste de luto.
-Ter a mãe ou a avó com Maria no nome.
-Ir a Fátima com a família pelo menos uma vez por ano.
-Viver em casa dos pais até aos 30.
-Acender o cigarro a qualquer hora e em qualquer.
lugar sem quaisquer preocupações.
-Ter bigode e ser baixinho(a).
-Conduzir sempre pela faixa da esquerda.
-Ter três telemóveis.
-Jurar não comprar azeite Espanhol nem morto, apesar
da maioria do azeite vendido em Portugal ser Espanhol.
-Deixar a telenovela a gravar.
-Organizar jogos de futebol solteiros e casados
-Ir à bola, comprar "prá geral" e saltar "prá central".
-Gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas
vezes antes de ir ao dentista.
-Super-bock, tremoços, caracóis e marisco.
-Cometer 3 infracções ao código da estrada em 5
segundos.
-Não ser brasileiro.
-Algarve em Agosto.
-Ir passear de carro ao domingo para a avenida
principal.
-Ser adolescente e dizer "prontos"/"tas a ver" no fim
de cada frase.
[adaptação de um e-mail que recebi]
segunda-feira, 22 de março de 2004
Segunda
Agora anda tudo a escrever sobre a fome. O “Público” fez uma reportagem sobre o tema e pronto: soube-se, finalmente, que há fome em Portugal. Do mesmo modo que se soube, no passado recente e devido a uma reportagem de outro jornal, que havia paneleiros famosos que se serviam de putos ávidos de “pasta” para as “Nike” e as “Salsa”. Ainda bem que há jornais porque ninguém via ninguém a rondar o Parque nem se nota qualquer indício de subnutrição na praia lusitana. Enquanto houver cartões de crédito, alguém há-de pagar isto.
O Blasfémias anda a classificar blogs. Muito bem. Tenho pena é que a panelinha seja sempre a mesma. Estes “filhos da mãe” elitistas são sempre a mesma porcaria. Entregam-se, generosos, à mais reles missão que eu conheço: o compadrio. Continuem.
Semana passada o “food-i-do” viveu bons momentos (valha-me ao menos isso). De entre todos destaco o facto de ter sido referenciado pelo “Grão de Areia” como um dos que aderiram ao movimento que eles professam. E, para surpresa minha, fiquei a saber através do “Expresso” que sou um “Alterglobalista”. Fico contente mas confesso a necessidade de me debruçar sobre esse palavrão, o que significa, o que pretende. Há que investigar. A surpresa foi maior na medida em que o dito semanário desta vez não citou o Fumaças ou o Abrupto, ou seja, citou um blog alterglobalista. "Anda-me!!".
O Blasfémias anda a classificar blogs. Muito bem. Tenho pena é que a panelinha seja sempre a mesma. Estes “filhos da mãe” elitistas são sempre a mesma porcaria. Entregam-se, generosos, à mais reles missão que eu conheço: o compadrio. Continuem.
Semana passada o “food-i-do” viveu bons momentos (valha-me ao menos isso). De entre todos destaco o facto de ter sido referenciado pelo “Grão de Areia” como um dos que aderiram ao movimento que eles professam. E, para surpresa minha, fiquei a saber através do “Expresso” que sou um “Alterglobalista”. Fico contente mas confesso a necessidade de me debruçar sobre esse palavrão, o que significa, o que pretende. Há que investigar. A surpresa foi maior na medida em que o dito semanário desta vez não citou o Fumaças ou o Abrupto, ou seja, citou um blog alterglobalista. "Anda-me!!".
sábado, 20 de março de 2004
Adicionei
Adicionei Este Link. trata-se de um blog colectivo, onde participo como colaborador, com o objectivo de promover nesta plataforma aquilo que já existe em "real mode": o convivio de simples pessoas que têm um denominador comum - beber cerveja no Perestroika bar em Perosinho, Vila Nova de Gaia. Se não sabe o caminho para lá, vá por este atalho.
sexta-feira, 19 de março de 2004
O maravilhoso da vida
No dia dezassete de Dezembro de 1988 este que vos escreve tinha 22 anos, já adiantados, e, puto do caraças, andava mais tonto do que uma barata. A sua jovem mulher estava no Hospital de S. João, no Porto, em trabalhos de parto. Sabia o puto que ia ter uma filha, de modos que só ansiava o tal momento, o momento de esplendor. De maneiras que o puto foi a uma loja de fotografia e comprou a máquina mais barata que lá havia, correndo a bom correr - de autocarro - para o hospital, onde o aguardava uma longa espera pela tarde dentro. Eram “cinco menos dez” e a notícia chegara finalmente: a Catarina estava bem, junto de sua mãe. No momento em que o bebe foi levado para um outro piso, a enfermeira que o levava ao colo foi forçada a percorrer a caixa das escadas, onde eu estava – aquilo não era um Ordem Hospitalar. Olhei a criatura, a minha criação espontânea, e peguei-a no colo. Era pai.
Hoje continuo pai, da Catarina e do Alexandre, e sei bem que os meus filhos me estão a preparar as homenagens da praxe, os trabalhos manuais zelosamente orientados pelos professores (a Catarina já não alinha nisso, obviamente), e, quando chegar a casa, noite dentro, vou receber um beijo bom, simples e de amor.
Neste “dia do pai” desejo a todos os pais deste mundo que possam fruir da imensa ternura dos filhos, de momentos destes que nos fazem acreditar, por uma vez que seja, no maravilhoso da vida.
Hoje continuo pai, da Catarina e do Alexandre, e sei bem que os meus filhos me estão a preparar as homenagens da praxe, os trabalhos manuais zelosamente orientados pelos professores (a Catarina já não alinha nisso, obviamente), e, quando chegar a casa, noite dentro, vou receber um beijo bom, simples e de amor.
Neste “dia do pai” desejo a todos os pais deste mundo que possam fruir da imensa ternura dos filhos, de momentos destes que nos fazem acreditar, por uma vez que seja, no maravilhoso da vida.
quinta-feira, 18 de março de 2004
How we "met" Tom (IV)
Continuarei a colocar excertos de um debate em constante actualização aqui. Espero contribuir com isto para a divulgação de qualquer coisa boa, rara e pouco divulgada.
De:Jules Ryan (jules_7562@yahoo.com)
Assunto:Re: When did you get lucky?
Grupos de discussão:alt.music.tom-waits
Data:2004-03-16 06:42:34 PST
"Believe it or not, my first exposure to Tom was on MTV in 1985, when I
was still in high school. In the early to mid 80's they had a weekly
show called "120 Minutes" showcasing "alternative" videos, and I
watched it whenever I could. They played the video to Downtown Train,
and I fell in love with it. Around that time I was also buying the
british music mag New Music Express (NME), and one issue had a flexi
single that had an alternate version of Downtown Train. (I still have
it - I wonder what that would fetch on Ebay?). So then I bought my
first Tom album - a used copy of Foreign Affair - but I didn't like it
much, and kinda forgot about him until college, where I got Rain Dogs
and Swordfishtrombones and fell in love all over again. Then I got to
see him live in Ann Arbor in 1987, and have been a dedicated fanatic
ever since."
Jules
............................
De:AtticusKirk (atticuskirk@aol.com)
Assunto:Re: When did you get lucky?
Grupos de discussão:alt.music.tom-waits
Data:2004-03-18 03:37:26 PST
Sometime in the 1970's my brother and I, in our early teens, accepted and
invitation to jam at a local hippy's house in Gisborne, NZ. He played Small
Change, and I was hooked. I bought The Heart Of Saturday Night soon after and
was even more hooked. Been hooked ever since. I love every period of his
music. Saw him live in London in 1987(?) and would love to see him again.
Probably my second favourite artist (after the Fall).
De:Jules Ryan (jules_7562@yahoo.com)
Assunto:Re: When did you get lucky?
Grupos de discussão:alt.music.tom-waits
Data:2004-03-16 06:42:34 PST
"Believe it or not, my first exposure to Tom was on MTV in 1985, when I
was still in high school. In the early to mid 80's they had a weekly
show called "120 Minutes" showcasing "alternative" videos, and I
watched it whenever I could. They played the video to Downtown Train,
and I fell in love with it. Around that time I was also buying the
british music mag New Music Express (NME), and one issue had a flexi
single that had an alternate version of Downtown Train. (I still have
it - I wonder what that would fetch on Ebay?). So then I bought my
first Tom album - a used copy of Foreign Affair - but I didn't like it
much, and kinda forgot about him until college, where I got Rain Dogs
and Swordfishtrombones and fell in love all over again. Then I got to
see him live in Ann Arbor in 1987, and have been a dedicated fanatic
ever since."
Jules
............................
De:AtticusKirk (atticuskirk@aol.com)
Assunto:Re: When did you get lucky?
Grupos de discussão:alt.music.tom-waits
Data:2004-03-18 03:37:26 PST
Sometime in the 1970's my brother and I, in our early teens, accepted and
invitation to jam at a local hippy's house in Gisborne, NZ. He played Small
Change, and I was hooked. I bought The Heart Of Saturday Night soon after and
was even more hooked. Been hooked ever since. I love every period of his
music. Saw him live in London in 1987(?) and would love to see him again.
Probably my second favourite artist (after the Fall).
Subscrever:
Mensagens (Atom)