quarta-feira, 31 de março de 2004
Ensaio sobre a lucidez...(continuação)
Continuando o tema, noto que o JPP continua a dançar entre o pop-rock da esquerda e a valsa da direita. Sobre Saramago nem uma letra, apenas o fundo branco do seu Abrupto. Um voto em branco para Saramago, já se vê. Ora "anda-me". Não tarda nada e lá teremos uma frase a denunciar a "masturbação colectiva da cor". E não é que dá sempre branco?
Ensaio sobre a lucidez...(continuação)
O Paulo Gorjão já leu o livro do ano. Fico a aguardar os prometidos detalhes. Entretanto fico na minha: não consigo separar a estética da ética. Sei que é defeito mas, no meio de tantos, nem se nota. Aliás ontem assisti a parte da entrevista que Saramago deu à Sic Notícias e a unica coisa que me prendeu a atenção foi a expressão da jornalista, em êxtase constante, a ouvir aquele sábio.
A África dupla
Diz o Blogame Mucho que “está tudo para África” ( até a Lolita). Bem sei que as referencias estão lá ( no post, leia-se) e que, afinal e graças a uma visita oficial, há pessoas que se podem dar ao luxo de viajar a África como quem vai ali a Vigo. E está muito bem, já que não temos nada que ver com isso. Eu também viajei por África, ontem à noite, sentado no meu velho sofá. Bem sei que a minha viagem é bem mais difícil de fazer porque, àquela hora, há tantas coisas para fazer e tantos bons programas de televisão para ver que é quase impossível ir a África, num instantinho, como eu fui. E gostei. As imagens da velha colónia debitadas ali, defronte a mim, deixaram-me espantado. Portugal valia a pena naquele tempo.Vi agora mesmo no Barnabé, um trecho sobre um livro muito interessante onde se pode ler alguns testemunhos da criadagem de um certo imperador. Ora isso para mim de nada vale comparado com o relato vivo, imortal, daquele velho criado, preto de Lourenço Marques, do Ferroviário, ao serviço da “vida superior”. E a Dona Ermelinda, a sua dupla vida, o seu neto em busca de uma resposta. Alguém viu? Alguém foi a África ontem? Ou ficaram-se pelo “TGV” dos telejornais, a ver a “vida superior” de visita a África a debitar regras como sempre?
terça-feira, 30 de março de 2004
O escritor, o ensaio e o burro.
Por muito que custe à boa gente que inunda o meio, tenho que dizer duas coisas sobre o ensaio havido ontem, num sitio qualquer, com os mesmos do costume. Primeiro: o homem acha-se um portento literário e teme a conotação politica dada ao livro, em detrimento da elaboração artística – então porque raio anda este cavalheiro acompanhado de políticos e manda farpas partidárias aos molhos? Segundo: se o tema aborda o voto em branco massificado, ou seja, critica os políticos e toda a problemática da democracia em Portugal, centralizada nas eleições, que raio de moral tem um gajo destes ao encabeçar uma lista partidária às eleições europeias? E adianta, tal é o desplante, que o faz apenas por fidelidade partidária. Ora vá chamar burro a outro, senhor Saramago.
Errata: Saramago apenas aparece num lugar não elegivel na lista do partido a que alegadamente pertence.
Errata: Saramago apenas aparece num lugar não elegivel na lista do partido a que alegadamente pertence.
Por outro lado
Ver a entrevista de Ana Sousa Dias a Mário de Carvalho foi, rigorosamente, uma coisa boa.
segunda-feira, 29 de março de 2004
O Benfica, o casino e o croupier
Não resta a menor dúvida que o meu Benfica precisa de ir à bruxa. Correcção: o melhor é frequentar o casino do costume, e fazer uma panelinha com o croupier. Eles adoram.
O ensaio sobre a lucidez
O ensaio sobre a lucidez deve ser mais uma merda, em forma de livro, atirada para os lineares de todas as grandes superficies. Juro que nem me vou dar ao trabalho de ler qualquer coisa sobre isso. O raio do velho, Nobel [ leia-se Nó Bel ],
ainda sonha com uma revolução. E depois diz que estava acordado. O que diria Torga, meus amigos.
ainda sonha com uma revolução. E depois diz que estava acordado. O que diria Torga, meus amigos.
Segunda
Anda um tipo a comprar o Expresso desde o tempo em que começou a ganhar uns soldos para, volvidos tantos anos, deparar com a mais reles de todas as reles primeiras páginas de jornais: o divórcio do rangel e da margarida. Foda-se...
quinta-feira, 25 de março de 2004
"O estupido"
Toda a gente é o máximo. Quase ninguém pertence ao grupo daqueles que são (ou foram um dia) alvo de situações mais ou menos ridículas ou até a roçar a estupidez. A propósito disto, estava eu um dia a almoçar com um grupo de amigos e a conversa viajou para um tema, muito caro ao tipo macho: a tropa. As raparigas presentes estavam entusiasmadas com as inúmeras historietas ali debitadas, sobre as mil e uma partidas que cada um contou ali, em género de “crónica da tropa”. Cada tropa que se preze tem sempre uma história dessas para contar e eu que nunca fui tropa, a páginas tantas, lancei a seguinte questão: toda a gente que foi tropa tem sempre algo que contar, há sempre um tipo – também tropa - que é uma besta quadrada, um estúpido, enfim, um “caixa d’óculos” com quem se brinca e a quem se pregam as mais diversas partidas. Mas o que mais me inquieta é que de todos os que eu ouvi falar da tropa nunca houve um que me tivesse dito “o estúpido era eu”. Escusado será dizer que a conversa resvalou para o futebol ou coisa assim. "A conta por favor".
Almoço de bloggers no Porto
A todos os interessados em comer bem informo que este blog tem um sistema de inscrições para um grande almoço a realizar em Maio, no Porto. É ir lá e clicar no devido simbolo hoteleiro. Eu já fui.
quarta-feira, 24 de março de 2004
Do quê?
- Hoje li, no Público, um artigo de opinião cujo autor me impressionou dado o acerto e a sobriedade demonstrada, um tal Paulo Gorjão.
- Conheço bem. É o autor do Bloguitica.
- Do quê?
- Pois, tu não lês blogs...
- Conheço bem. É o autor do Bloguitica.
- Do quê?
- Pois, tu não lês blogs...
Grrrrrrrrrrrrrrrr
Alguém me disse hoje que foram detidos dois espanhois, lá para os lados de Guimarães, na posse de consideravel quantidade de explosivos. Não quero crer no que ouvi. Afinal vamos ter sossego ou o melhor será ficar em casa a ver DVD´s? Confusão pá!!! grrrrrr.
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