Veja aqui a prova liquida de que tudo o que possa estar relacionado com a marca S.L.Benfica tem valor, e não é pouco. Saiba o L.F.Vieira aproveitar sem se aproveitar, claro.
quinta-feira, 22 de abril de 2004
Alguém nos quer vender
Veja aqui a prova liquida de que tudo o que possa estar relacionado com a marca S.L.Benfica tem valor, e não é pouco. Saiba o L.F.Vieira aproveitar sem se aproveitar, claro.
30 anos
Que dia aborrecido. Anda um “gaijo” aflitinho, a ver se consegue apanhar os prometidos dias de retoma e eis que, de repente, anda tudo deprimido cá pelo Norte. A filha da mãe da justiça anda a meter-se com os símbolos da malta, fazem adivinhar que mais gente dessa poderá ir dentro, e o povo anda triste e apreensivo. O Porto - a cidade - teve uma noite péssima, por via de um mau jogo de futebol com uma arbitragem nada condizente com as outras a que eles, os portistas, estão habituados. Dão agora valor às trivialidades do futebol, às coisas menos boas que podem acontecer num jogo, uma bola na trave, um penalti por assinalar. De maneiras que a cidade está feita num trapo. A Judiciária até estreou um hotel novo em folha, com banho privativo a fazer inveja ao povo das ilhas que abunda na cidade, na mesma cidade que constrói grandes palcos e despeja a malta dos bairros ruins (e a malta não gosta), na mesma cidade que manda parar o transito por via de intermináveis obras (veja-se o caso patético de estarem a decorrer, em simultâneo, obras de melhoramento nas duas principais vias que ligam às duas principais pontes do Douro). Não sei que dizer. Fala-se por aí tanta coisa.
E temos o tal estádio Dr. Jorge Sampaio, mandado erguer pelo edil gaiense, logo os Dragões Sandinenses têm que subir de divisão para se rentabilizar o elefante. E temos o antigo internacional portista João Pinto a comandar o Oliveira do Douro, logo o O. D. Vai na frente e vai subir. E temos o Penafiel liderado pelo Oliveirinha, logo o Penafiel vai subir, e temos o Gondomar liderado pelo vice da câmara e treinado por um irmão dum membro da arbitragem e, em primeiro, também a subir. Temos tudo a subir, gente certa nos lugares certos. Temos o Norte no seu máximo esplendor. Tinha de vir essa filha da mãe da polícia judiciária foder esta merda toda com o apito dourado. Pois…e também temos uma casa de frangos que se chama “Pito da Guia” Temos tudo, jackpots também. É jogar! É jogar, não seja um mero espectador.
...e acabei de ser convidado pelo Google para ser um dos primeiros utilizadores do seu novo serviço de e-mail, o Gmail
.
Eu não dizia que temos tudo?
quarta-feira, 21 de abril de 2004
para ti
Esta musica é linda. Adoro ouvi-la e dançar aconchegado à minha Maria, balançar, balançar assim devagarinho...apaixonado.
pito douro
Ontem tivemos o nosso Abril do futebol. Foi interessante apreciar os rostos resignados das pessoas “ se ele estiver envolvido, para mim é muito simples: choldra com ele”. Ou seja, toda a gente sabe que se manipulam resultados, todos admitem que se rouba escandalosamente e todos estão, por isso mesmo, dispostos a atirar a primeira pedra, nem que seja contra os que idolatram.
E este Abril mostra muita subtileza nos comentários. Ontem, por exemplo, o Rui Santos punha o dedo na ferida, na Sic Noticias, apontando a classe dos jornalistas desportivos como grandes responsáveis, também, pela batota reinante no nosso futebol. Dizia o homem que sabia das dificuldades que os jornalistas desportivos enfrentam quando determinado artigo vai contra determinado clube, determinado sistema (porque não há só um “sistema”), e da subserviência da classe para com os senhores do futebol. Ora é neste preciso ponto que eu me interrogo: tendo sido o Francisco José Viegas director de um desses diários desportivos (adivinhe qual e ganha um doce), certamente que ele sabe muito mais do que o simples facto, mais uma vez conveniente, de que o jornal vende mais se falar do Benfica campeão. Ainda me lembro de alguém do jornal “O Jogo” me ter dito, lamentando-se, que são constantemente obrigados a mudar a 1ª página do jornal, fruto de uma breve visualização pelo director e consequente alteração para um formato mais azul, mais bombasticamente azul – portanto não precisei ser director de um jornal para saber trivialidades como essa coisa do mercado alvo de determinado jornal. Precisava era de saber as outras coisas que só um director sabe. É evidente que vou ficar a saber o mesmo. Porque falta coragem, abundam interesses e nem todos têm os problemas do Rui Santos, despedido do seu “jornal-paixão”, por motivos conhecidos, e onde escrevia como poucos e, portanto, sentindo-se magoado e triste porque o sistema o condenou, vai atirando umas postas menos politicamente correctas.
O Scolari diz que não sabe de nada e isto é um problema nosso, não dele. O problema é que ele não se mete nos nossos problemas e nós persistimos em metermo-nos nos problemas dele. Ai baía...dos desejos.
terça-feira, 20 de abril de 2004
Abril
Faltam 5 dias para a comemoração daquela que foi a maior, mais pacífica e esperada Revolução da História de Portugal. Foi há 30 anos, eu tinha 8 e vivi o dia de forma normal, sem me aperceber claramente do grandioso dia vinte e cinco de Abril de mil novecentos e setenta e quatro. De maneiras que não vou enviar qualquer texto ao Barnabé porque entendo que há muita gente com coisas muito interessantes para contar. Vou sim ficar à espera de poder ler toda a matéria que promete animar a blogosfera nesta data festiva. Viva a REVOLUÇÃO!!!
Como?
O que é que se passa? Os homens do futebol estão a ser interrogados? Parece impossível. Um país como este, que nunca se endireita, disposto a reparar o irreparável. Valha-nos santo Estevão que estava a ser torturado e só via graça nos céus.
segunda-feira, 19 de abril de 2004
Segunda
Nestes dois últimos dias muito se falou de futebol, para além dos estafados assuntos da política nacional e internacional. E de futebol li coisas interessantes, outras nem tanto. Percebi que quando o Porto necessita de alguma acalmia interna (o Scolari deve ser o único que trabalha para o país e não para eles) tudo se arranja, para que eles, os portistas, possam preparar o difícil compromisso europeu, a gesta heróica, sem temerem pela perda do título nacional. Adivinha-se que o Mourinho venha a contrariar o paradigma de Bela Gutman – não é possível sentar o mesmo cu em duas cadeiras ao mesmo tempo - embora não tenha conseguido arrebatar o titulo de campeão nacional sem derrotas, pertencente ao S.L.Benfica. O que me espanta é ter lido o “engenheiro” a insinuar que o Paixão estava ao serviço do Benfica. E é corroborado pelos adeptos que na sua via-sacra retardada descambam contra o vermelho, destilando preconceitos a rodos, sendo muito elogiados pela escória portista que inunda o meio. Fiquem sossegados. O Benfica há-de cumprir o seu ideal, mais tarde ou mais cedo. Custa-vos admitir que pelo menos neste fim-de-semana o Benfica foi de longe o que melhor jogou, sem deixar de servir, mais uma vez, de verdadeiro muro de lamentações. Custa-vos admitir que na liga o Benfica jamais venceu um jogo que fosse com a ajuda do árbitro. Custa-vos admitir que o Benfica saiu da UEFA vergado pela ditadura do apito. Custa-vos admitir muitas coisas e só sustentais a arrogância que é própria dos maus vencedores, daqueles que tudo admitem desde que para beneficio próprio. Também aqui, neste domínio, sois uma cambada de FARISEUS. Para futebol já chega e só desejo que o Porto consiga voltar a ser grande na Europa que a mim nada me dói. Sou um adepto habituado a ver bom futebol e não me custa apreciar o que é bom, venha de onde vier. Não me vou armar em “hooligan” só porque um certo “Andrade” arrebita a palavra sempre que lhe dá jeito. Estou fartinho dessa hipocrisia ululante, e vivo pleno de satisfação com as vitórias do meu clube, ainda que escassas e de pouco significado. Sabereis vós merecer o leite divino da sorte e o sopro paterno do apito?
sexta-feira, 16 de abril de 2004
Antero
No próximo domingo faz 162 anos que nasceu Antero de Quental, um “bipolar”, um homem verdadeiramente grande. Todos conhecem o nome, poucos conhecem a obra e o homem. Deixo aqui uma breve apresentação que encontrei na Infopédia da Porto Editora:
Nome: Antero Tarquínio de Quental
Nascimento: 18-4-1842, Ponta Delgada
Morte: 11-9-1891, Ponta Delgada
Antero de Quental é entre nós o grande criador de uma poesia filosófica romântica, influenciada pelos modelos alemães. Nasce em Ponta Delgada, no seio de uma família nobre e com tradições literárias da ilha de S. Miguel. Em 1852, vai para Lisboa estudar no Colégio do Pórtico, fundado por António Feliciano de Castilho, com quem já aprendera francês e latim em Ponta Delgada, entre 1847 e 1850. Um ano depois regressa a S. Miguel, de onde partirá em 1855 para Coimbra, a fim de fazer os estudos preparatórios para o ingresso na Universidade. Aos dezasseis anos, inicia o curso de Direito. Durante a sua permanência em Coimbra, assume-se como uma figura influente no meio estudantil coimbrão, tomando parte em várias manifestações académicas. É por esta altura que contacta com os novos autores e correntes europeias - o socialismo utópico de Proudhon, o positivismo de Comte, o hegelianismo, o darwinismo, as doutrinas de Taine, Michelet, Renan, o romantismo social de Hugo - e, segundo confessará mais tarde, perde a fé. Em 1861, publica em edição limitada os Sonetos de Antero , obra dedicada ao poeta João de Deus, e, dois anos depois, os poemas Beatrice e Fiat Lux . Em 1865, publica as Odes Modernas , poesias de romantismo social, acompanhadas de uma "Nota sobre a Missão Revolucionária da Poesia". Em resposta à reacção crítica de Castilho na carta-posfácio ao Poema da Mocidade , de Pinheiro Chagas, publica os opúsculos Bom Senso e Bom Gosto e A Dignidade das Letras e as Literaturas Oficiais , que desencadearam a Questão Coimbrã. Ainda no contexto da Questão Coimbrã, bate-se em duelo com Ramalho Ortigão, de quem viria a tornar-se amigo. Decide aprender o ofício de tipógrafo, primeiro em Lisboa e depois em Paris, onde conhece Michelet e lhe oferece um exemplar das Odes Modernas . Regressado a Lisboa em 1868, e depois de uma curta viagem à América do Norte, reúne-se com os seus antigos condiscípulos de Coimbra no "Cenáculo", grupo onde se discutem as doutrinas recentes e se descobrem os novos poetas (Baudelaire, Gautier, Nerval, Leconte de Lisle e o redescoberto Heine); fruto destes encontros, criação colectiva da Geração de 70, nasce o poeta satânico e dândi Carlos Fradique Mendes. Em 1871, organiza as Conferências Democráticas do Casino Lisbonense, proferindo as duas primeiras, O Espírito das Conferências e Causas da Decadência dos Povos Peninsulares . No rescaldo da interrupção e da proibição das Conferências, consideradas subversivas pelo Governo, Antero vive a sua fase política mais intensa, fundando, com José Fontana, a I Internacional Operária em Portugal e também o jornal O Pensamento Social . Por esta altura, publica as Primaveras Românticas e as Considerações sobre a Filosofia da História Literária Portuguesa . A partir de 1873, manifestam-se-lhe os primeiros sintomas de uma grave doença nervosa, que as mortes próximas da mãe e do pai acentuam, que o leva a consultar em Paris o famoso neurologista Charcot e a submeter-se, entre 1877 e 1878, a tratamentos de hidroterapia. Em 1875, publica uma segunda edição das Odes Modernas , atenuando-lhes o cunho revolucionário. Em 1880, adopta duas órfãs, filhas do amigo e antigo colega de Coimbra Germano Meireles. Nessa altura, devido à doença, isola-se em Vila do Conde, continuando a escrever sonetos e ensaios filosóficos. Em 1886, publica os Sonetos Completos e o ensaio A Filosofia da Natureza dos Naturalistas . Em 1887, redige a célebre carta autobiográfica a Wilhelm Storck, seu tradutor alemão. Em 1890, publica o estudo filosófico Tendências Gerais da Filosofia na Segunda Metade do Século XIX . No mesmo ano, em virtude do Ultimato inglês, regressa temporariamente à actividade pública, aceitando a presidência da efémera "Liga Patriótica do Norte". Em 1891, suicida-se em Ponta Delgada.
Bibliografia: Da imensa bibliografia de Antero de Quental salientam-se Sonetos de Antero, 1861 (poesias); Beatrice, 1863 (poema); Fiat Lux, 1863 (poema); Odes Modernas, 1865 (poesias); Bom Senso e Bom Gosto, 1865 (opúsculo); A Dignidade das Letras e as Literaturas Oficiais, 1865 (opúsculo); Considerações sobre a Filosofia da História Literária Portuguesa, 1871 (ensaio); Primaveras Românticas, 1872 (poesias); Odes Modernas, 2.ª edição, 1875 (poesias); Tesouro Poético da Infância, 1883 (colectânea de poesias); A Filosofia da Natureza dos Naturalistas, 1886 (ensaio); Tendências Gerais da Filosofia na Segunda Metade do Século XIX, 1890 (ensaio); Raios de Extinta Luz, 1892 (poesias, edição póstuma
Nome: Antero Tarquínio de Quental
Nascimento: 18-4-1842, Ponta Delgada
Morte: 11-9-1891, Ponta Delgada
Antero de Quental é entre nós o grande criador de uma poesia filosófica romântica, influenciada pelos modelos alemães. Nasce em Ponta Delgada, no seio de uma família nobre e com tradições literárias da ilha de S. Miguel. Em 1852, vai para Lisboa estudar no Colégio do Pórtico, fundado por António Feliciano de Castilho, com quem já aprendera francês e latim em Ponta Delgada, entre 1847 e 1850. Um ano depois regressa a S. Miguel, de onde partirá em 1855 para Coimbra, a fim de fazer os estudos preparatórios para o ingresso na Universidade. Aos dezasseis anos, inicia o curso de Direito. Durante a sua permanência em Coimbra, assume-se como uma figura influente no meio estudantil coimbrão, tomando parte em várias manifestações académicas. É por esta altura que contacta com os novos autores e correntes europeias - o socialismo utópico de Proudhon, o positivismo de Comte, o hegelianismo, o darwinismo, as doutrinas de Taine, Michelet, Renan, o romantismo social de Hugo - e, segundo confessará mais tarde, perde a fé. Em 1861, publica em edição limitada os Sonetos de Antero , obra dedicada ao poeta João de Deus, e, dois anos depois, os poemas Beatrice e Fiat Lux . Em 1865, publica as Odes Modernas , poesias de romantismo social, acompanhadas de uma "Nota sobre a Missão Revolucionária da Poesia". Em resposta à reacção crítica de Castilho na carta-posfácio ao Poema da Mocidade , de Pinheiro Chagas, publica os opúsculos Bom Senso e Bom Gosto e A Dignidade das Letras e as Literaturas Oficiais , que desencadearam a Questão Coimbrã. Ainda no contexto da Questão Coimbrã, bate-se em duelo com Ramalho Ortigão, de quem viria a tornar-se amigo. Decide aprender o ofício de tipógrafo, primeiro em Lisboa e depois em Paris, onde conhece Michelet e lhe oferece um exemplar das Odes Modernas . Regressado a Lisboa em 1868, e depois de uma curta viagem à América do Norte, reúne-se com os seus antigos condiscípulos de Coimbra no "Cenáculo", grupo onde se discutem as doutrinas recentes e se descobrem os novos poetas (Baudelaire, Gautier, Nerval, Leconte de Lisle e o redescoberto Heine); fruto destes encontros, criação colectiva da Geração de 70, nasce o poeta satânico e dândi Carlos Fradique Mendes. Em 1871, organiza as Conferências Democráticas do Casino Lisbonense, proferindo as duas primeiras, O Espírito das Conferências e Causas da Decadência dos Povos Peninsulares . No rescaldo da interrupção e da proibição das Conferências, consideradas subversivas pelo Governo, Antero vive a sua fase política mais intensa, fundando, com José Fontana, a I Internacional Operária em Portugal e também o jornal O Pensamento Social . Por esta altura, publica as Primaveras Românticas e as Considerações sobre a Filosofia da História Literária Portuguesa . A partir de 1873, manifestam-se-lhe os primeiros sintomas de uma grave doença nervosa, que as mortes próximas da mãe e do pai acentuam, que o leva a consultar em Paris o famoso neurologista Charcot e a submeter-se, entre 1877 e 1878, a tratamentos de hidroterapia. Em 1875, publica uma segunda edição das Odes Modernas , atenuando-lhes o cunho revolucionário. Em 1880, adopta duas órfãs, filhas do amigo e antigo colega de Coimbra Germano Meireles. Nessa altura, devido à doença, isola-se em Vila do Conde, continuando a escrever sonetos e ensaios filosóficos. Em 1886, publica os Sonetos Completos e o ensaio A Filosofia da Natureza dos Naturalistas . Em 1887, redige a célebre carta autobiográfica a Wilhelm Storck, seu tradutor alemão. Em 1890, publica o estudo filosófico Tendências Gerais da Filosofia na Segunda Metade do Século XIX . No mesmo ano, em virtude do Ultimato inglês, regressa temporariamente à actividade pública, aceitando a presidência da efémera "Liga Patriótica do Norte". Em 1891, suicida-se em Ponta Delgada.
Bibliografia: Da imensa bibliografia de Antero de Quental salientam-se Sonetos de Antero, 1861 (poesias); Beatrice, 1863 (poema); Fiat Lux, 1863 (poema); Odes Modernas, 1865 (poesias); Bom Senso e Bom Gosto, 1865 (opúsculo); A Dignidade das Letras e as Literaturas Oficiais, 1865 (opúsculo); Considerações sobre a Filosofia da História Literária Portuguesa, 1871 (ensaio); Primaveras Românticas, 1872 (poesias); Odes Modernas, 2.ª edição, 1875 (poesias); Tesouro Poético da Infância, 1883 (colectânea de poesias); A Filosofia da Natureza dos Naturalistas, 1886 (ensaio); Tendências Gerais da Filosofia na Segunda Metade do Século XIX, 1890 (ensaio); Raios de Extinta Luz, 1892 (poesias, edição póstuma
quinta-feira, 15 de abril de 2004
O Porto merece?
Não, não vou falar de futebol, apesar de gostar. Acontece que ontem fui ao teatro ver uma peça ligeira, “Quem Matou Ambrósio”, levada a cena pela companhia de teatro Seiva Trupe. Habituei-me a ver nesta companhia um sinónimo de qualidade, desde a época em que fui ver “Um Cálice do Porto” (alguém se lembra?). De modo que sempre que posso lá estou eu a ver teatro bom, escrito por gente boa e representado por actores portugueses e do Porto. Infelizmente no Porto cidade não há publico para o teatro. Infelizmente o Porto cidade é um público “futeboleiro” e idiossincraticamente “sãojoanino”. Felizmente temos a Seiva Trupe e outros que persistem. E temos o Teatro do Campo Alegre, obra notável, sítio confortável, bem equipado, muito bem localizado. O Porto merece?
quarta-feira, 14 de abril de 2004
A Fábula do Vício
Um coelho estava a correr pela floresta fora quando viu uma girafa acendendo um charro. Parou e disse:
- Oh girafa! Para de fumar esse charro que te faz mal, e vamos mas é correr pela floresta! Vais ver como te vais sentir muito melhor!!!
A girafa pensou por um segundo, e disse:
- Tens razão, coelho, bora nessa!
Assim, atirou o charro fora e foi correr com o coelho. Pouco mais à frente eles encontraram um urso a cheirar cola. Eles olharam-se e o coelho saltou logo para a frente do urso:
- Oh urso, deixa-te disso! Só te faz mal, vem mas é correr connosco e sentir o ar puro dentro dos teus pulmões!
O urso saltou para a frente e começou a correr com eles até encontrarem um elefante a snifar cocaína.
- Ó elefante, estás maluco! Dás cabo de ti com esse vício! Vem mas é connosco correr pela floresta!
O elefante pensou um pouco, mas resolveu juntar-se ao grupo, que depois encontrou o leão injectando heroína.
Mais uma vez o nosso amigo coelho:
- Oh leão, para com isso e vem correr....
Nem terminou de falar e levou uma patada do leão que o fez voar uns bons metros. Os outros animais revoltados perguntaram:
- Estás maluco? Por que fizeste isso???
O leão respondeu:
- Sempre que o sacana deste coelho toma um ecstasy, faz-me correr feito um idiota pela floresta!!!
[Thanks to Virtual_me]
- Oh girafa! Para de fumar esse charro que te faz mal, e vamos mas é correr pela floresta! Vais ver como te vais sentir muito melhor!!!
A girafa pensou por um segundo, e disse:
- Tens razão, coelho, bora nessa!
Assim, atirou o charro fora e foi correr com o coelho. Pouco mais à frente eles encontraram um urso a cheirar cola. Eles olharam-se e o coelho saltou logo para a frente do urso:
- Oh urso, deixa-te disso! Só te faz mal, vem mas é correr connosco e sentir o ar puro dentro dos teus pulmões!
O urso saltou para a frente e começou a correr com eles até encontrarem um elefante a snifar cocaína.
- Ó elefante, estás maluco! Dás cabo de ti com esse vício! Vem mas é connosco correr pela floresta!
O elefante pensou um pouco, mas resolveu juntar-se ao grupo, que depois encontrou o leão injectando heroína.
Mais uma vez o nosso amigo coelho:
- Oh leão, para com isso e vem correr....
Nem terminou de falar e levou uma patada do leão que o fez voar uns bons metros. Os outros animais revoltados perguntaram:
- Estás maluco? Por que fizeste isso???
O leão respondeu:
- Sempre que o sacana deste coelho toma um ecstasy, faz-me correr feito um idiota pela floresta!!!
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terça-feira, 13 de abril de 2004
segunda-feira, 12 de abril de 2004
Descobertas

Há um pequeno maciço logo ali ao lado do IP1 (Carvalhos) que desce até ao mar (Aguda) e que se chama Serra de Canelas. É um pequeno paraíso pedonal e utilizado também pelos amantes do todo terreno, já que tem uma teia de caminhos e outros atalhos muito variados (consta-se que um desses caminhos foi a principal estrada Porto-Lisboa de outros tempos muito remotos). A serra deu e dá de comer a muita gente por via dos enormes veios de granito que por lá abundam. De maneiras que há algumas pedreiras, enormes crateras escavadas pela dinamite, originando autenticos lagos de água doce ( não sei se provocados pelas chuvas ou pelos lençóis de água). E num desses lagos já existe uma aceitável comunidade de patos bravos que ali nidificam e procriam, dando outra cor à já de si bela Serra de Canelas.
Nos ultimos tempos tenho feito boas caminhadas pela serra, acompanhado pelo meu rafeiro e pelo meu filho. Caminhamos debaixo das árvores e ouvimos os pássaros e sentimos uma paz muito boa, mesmo ali ao pé de casa. Uma boa ginástica para o corpo e um óptimo tónico para a mente.
sábado, 10 de abril de 2004
Acordar
Acordei, fui à janela e vi o mar. O céu azul muito claro e ele, o mar, lá ao fundo. É a Primavera no seu esplendor.
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