segunda-feira, 28 de junho de 2004

diário

A minha mulher saiu de casa. Não, não me deixou. Foi para Linda a Pastora, para uma formação sobre violência e maus tratos. Volta sexta-feira, pela noitinha. Espero que me possa ajudar a conter a vontade que tenho em dar uma galheta a alguém.

Adenda: pronto, pronto, nada de violencia. A violencia é pior que o tabaco, porque o segundo mata e a primeira deixa marcas...e as psicológicas são as piores. Adiante...

muito curioso

Não recebi uma unica mensagem contra Santana Lopes e obviamente também não enviei nenhuma. Os operadores GSM já têm o Natal e o Ano Novo para encherem a mula.

- eu vou (anda também)

Manif no Porto (frente à câmara municipal) terça-feira, dia 29 às 19 horas.

burlado, pois

Luis Delgado, na sua coluna do DN de hoje, procura colar a atitude do Presidente da Republica perante a fuga de Barroso à anterior atitude que terá tomado perante a desistência de Guterres. Nada mais falso. Guterres saiu por não se achar capaz de governar, por ter verificado, perante os resultados das eleições autárquicas, que não tinha condições para tal. Podemos dizer que Guterres não terá os “cojones” do Postiga, mas nunca poderemos atirar-lhe qualquer sombra de pecado em matéria de seriedade e noção do compromisso para com os seus eleitores. Guterres deve ter dito aos do seu partido que era hora de mudar o rumo governamental, era hora de deixar o povo decidir, nunca por nunca fazer arranjinhos para que o PS continuasse no poder. Ora isto é muito diferente do que está a acontecer agora. Eu que jamais votara PSD vi em Barroso um homem diferente. Vi essa diferença quando ele trabalhou para o brilho de Deus Pinheiro. Vi essa diferença na forma como ele soube resistir ao PSD pós Cavaco. Vi essa diferença no modo como ele apoiou Rui Rio, contra tudo e contra todos. Vi essa diferença no seu programa de governo e decidi votar nele. Pela primeira vez em toda a minha vida votei no PSD e não votei no PSD, ou seja, votei em Durão Barroso. E também continuei a ver a sua capacidade de trabalho quando ele soube engolir o sapo Portas, mediante os resultados eleitorais – era o agora ou nunca de Barroso. Continuei a ver mais de Barroso quando ele disse, há bem pouco tempo, que tinha de prosseguir o seu trabalho em defesa de um projecto, não de uma imagem. Por isso eu também me sinto burlado. Sou mais uma voz que se junta à de Francisco Sarsfield Cabral: sinto-me burlado, pois. E ainda mais traído por ver que a governação do meu país está em risco de ser entregue aos dois maiores populistas de toda a história do PSD: Santana e Menezes.

manif em Belém terça-feira, dia 29 às 19 horas

E o Porto não se manifesta?

também tu...

Rádio renascença: "Luís Filipe Menezes, presidente da Câmara de Gaia, dado como certo nos Assuntos Parlamentares, por troca com Marques Mendes que abandona o Governo."

visões

(Dedico este post ao amigo Alex)

Coimbra sempre foi uma cidade mítica para mim. Desde miúdo que via aquela cidade com olhos de quem sonhava um dia habita-la, porque sabia-a de grandes homens como Torga, por exemplo. Em passeios escolares, daqueles passeios em que andamos com um olho nas miúdas e o outro nos monumentos, ficava ali a olhar para aquela torre, tão pequena mas tão eloquente… Com o passar dos anos e frustrado o desejo de “tirar um curso” (a vida, meus caros, ai a vida, não deixou) passei a olhar Coimbra com uma certa nostalgia daquilo que poderia ter vivido e não vivi. Aquela cidade linda passou a ser apenas uma etapa das minhas viagens a Lisboa. Passava a correr, almoçava no Rui dos Leitões ou no Manel Júlio (penso que é assim o nome da tasca) e olhava a “alta” com gosto. Já o mesmo não acontecia quando passava na baixa coimbrã. Aqueles prédios velhos, feios e desgastados davam-me uma sensação de abandono, de cidade sazonal.
No passado ano fui a Coimbra ver Lou Reed, numa praça bonita, quase gótica, e com uma plateia atenta e conhecedora da boa arte do velho Lou. Saímos tarde de Gaia e decidimos rumar directos ao local do concerto, comprar bilhetes e depois comer alguma coisa. Que desalento. Naquela Praça enorme só via bancos e portas fechadas. Nenhum local aprazível para uma bucha. Havia uma Pizza Hut e um MacDonalds, só isso. Cheios de gente. O staff do cantor estava todo na casa dos hamburguers. Foi o pasto possível, enfim. Depois do concerto ainda vagueámos pela cidade; nós os portuenses somos assim: gostamos de conhecer, de “desbundar”. Foi então que vi uma cidade defunta, morta de tudo, uma tristeza. Nem por isso deixei de gostar de Coimbra, nem tão pouco das pessoas. Não vi ares de violência, porque não vi ninguém. Um pasto. Viemos para o Porto, para o nosso canto sujo e negro e acabámos a noite nos nossos sítios.

plataformas de ser

Pela primeira vez um blog foi incontestavelmente a grande plataforma de alerta e apelo a uma certa forma de fazer política. Pela primeira vez alguém que tem acesso a todos os meios de comunicação social para opinar utilizou um blog para, em poucas palavras e através de imagens que valem muito mais do que qualquer coluna no "Público", lançar um grito de inconformismo. O “food-i-do”, não sendo, nem de longe nem de perto, um blog politico, e não sendo também militante de qualquer força política, está em condições insuspeitíssimas de se congratular com a honestidade, sentido de missão e coerência de um senhor que se chama José Pacheco Pereira. Obrigado.

domingo, 27 de junho de 2004

futebol versus política

A avaliar pelo lixo, propaganda estadonovista, intoxicação, confusão propositada, descrédito, cinismo descarado, hipocrisia velada, santanismos provincianos, gurus emproados, tanta merda junta, tenho que dizer bem alto: prefiro o futebol.

eu não quero lagosta fingida

Pobre país este que é de sardinhas mas exporta chernes e leva com lagosta fingida.

mas é isso mesmo que eu quero!!!

"Um bom argumento a favor da convocação de eleições...
...consiste em sublinhar que a formação de outro governo do PSD sem novas eleições significaria premiar indevidamente um partido cujo líder abandonou o cargo, desrespeitando o compromisso político com os eleitores, em troco de um lugar externo (tendo sido o único dos 4 primeiros-ministros mencionados para o cargo de presidente da Comissão Europeia que o não o recusou...) e dar-lhe a imerecida possibilidade de refrescar a legitimidade de um governo manifestamente desgastado, justamente depois de ter sofrido uma pesada derrota eleitoral demonstrativa do divórcio entre ele e a enorme maioria dos eleitores, permitindo-lhe enjeitar indevidamente o insucesso do governo cessante e formar um novo governo essencialmente votado a preparar as eleições dos próximo dois anos, fugindo assim à merecida punição eleitoral."

Vital Moreira in Causa Nossa

sábado, 26 de junho de 2004

a ver se leva

O Santana pode ser bom a vender jornais desportivos e a mandar construir passadiços para se pavonear neles com a porcaria do “jet set” nacional. Ele pode ser charmoso ( já tem o Mourinho e o Frisk a fazer sombra). Pode até ter sido presidente de um grande clube e ter confundido um “mailing” com uma ameaça nortista. Mas se ele quer governar o meu país, se ele acha que tem atributos para tanto, se ele ganha sempre eleições, então que tenha a coragem de ir a votos. A ver se leva o meu voto. O tanas é que leva.

eu quero escolher o primeiro ministro

ler isto sem demora.
visão do Abrupto: honestidade.
aos ultimos posts do João Miranda: vómito.
a este post do rui a.: aplauso.
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