terça-feira, 6 de julho de 2004

marotos

Eles andam sempre armados com as "camcorders".

vai d'asa

Para os que andam por aí com “eunãodizias” sobre Portugal, a bandeira, as cores da bandeira, a esfera, as condecorações e as emoções, para os que se comportam como autênticos arrumadores de “carros-de-opinião” (sr. Director olhe aqui a minha opinião que não arranha nada nem atinge ninguém, mas está muito bem escrita) só tenho uma coisa a dizer: “vai d’asa”. E mais não digo que eu não escrevo bem, não tenho voz de “radialista”, nem compromissos com qualquer lista.

segunda-feira, 5 de julho de 2004

trapa

Acabou a festa da união. É tempo de pegar nas armas, nas nossas velhas e sempre saborosas armas do futebol caseiro. É tempo de deixarem o futebol voltar ao reduto dos seus amantes.

O velho Trap passou a ser vermelho, a partir de hoje. Muita sorte para ti, sua raposa, que eu bem me lembro quando foste à velha Luz, com a tua Juve perder apenas por 2-1,defendendo, levando um banho de bola daquele Benfica de Isaías e companhia, mas acabaste por nos derrotar em Turim. Mal o jogo tinha começado e já o Silvino, o mesmo Silvino que agora morre pelo porto, tinha emborcado 3 golos sem resposta.

Velho Trap, sabes uma coisa? Velhos são os trapos. Conto contigo. Bem-vindo ao meu clube e...já agora vê lá se trazes o Rui Costa, o renegado.

foto by Gazzetta dello Sport

Depois de ter lido este post passei a receber muito menos correio electrónico indesejável na minha caixa de correio publicada na blogosfera. Principalmente porque agora passei a identificar o meu endereço assim: "torres.altino@APAGAclix.pt". Aqui fica a recomendação e o agradecimento pelas dicas ao "Homem das Neves".
Foi no almoço de bloggers de Maio último, em Gaia, que ouvi pela primeira vez o nome deste blog. Finalmente fui lá e descobri que a autora é maiata como eu. Ora bem, eu nasci na Maia rural, depois rumei para Gaia e hoje conheço uma Maia muito urbaníssima e cheia de energia. Esta moça é um exemplo disso. Nice Blog.
Cara Inês,

Ainda bem que tens uma carreira de sucesso. Ainda bem que tiraste um curso e conseguiste colocação no ensino. Fico contente por seres uma pessoa que se esforça, que chega a horas ao emprego, que estuda ainda mais para subir um pouco mais. Ainda bem que tens carro e carta de condução. Ainda bem que lês muito e podes comprar mais livros sem fim. Ainda bem que és iluminada. Mas em verdade te digo (olha, bíblico – saiu), o que se passou nestes últimos dias ultrapassa todas as moléculas que compõem esse teu ego de merda. Sinceramente: tens um “egozinho” que dá pena. Se acaso tivesses visto pessoas que trabalham em condições miseráveis. Se acaso tivesses visto pessoas que não recebem um belo salário de professor, pago religiosamente ao dia 22, mas sim um mísero salário mínimo, quantas vezes atrasado. E têm filhos, criam filhos, cuidam deles, e não podem ler porque não sabem, ou não têm tempo, ou não podem. Porque o calor na fábrica, na oficina, é mais intenso do que um belo livro de Zola. Porque os transportes são caros e raros e desconfortáveis. Porque a puta da vida lhes cobra facturas impagáveis. Porque respiram uma natureza condenada ao jugo dos políticos, ao cinismo dos intelectuais, essa inteligentíssima classe. Porque desesperam por uma receita médica e nem sabem de cor a merda do nome dos comprimidos que tomam, não porque tenham uma enxaqueca, uma dor de tanto lerem e escreverem mas sim porque respiram diluentes, apanham reumatismos e contraem tendinites nas linhas de montagem. Soubesses tu o que é essa gente, quem é essa gente e, por certo, não estarias aí, de papo emproado, a proclamar “eunãodizias”, essas tretas fidalgas e canhestras provenientes de quem, julgando-se superior, nunca provou o verdadeiro sal da vida, o suor a escorrer num rosto sem esperança.
O mínimo que eu te posso pedir, cara Inês, é que respeites o sonho de um povo
Segunda. Acordei ainda atordoado com a experiência de ter que consolar um filho que parecia aquele filho que partiu um braço, sentiu muita dor, chorou muito e depois, com um leve e tranquilo tratamento (grande médica a mãe), foi soltando as primeiras gargalhadas entre soluços, ora longos, ora travados pela emoção. Pai desnaturado, eu, que o deixei brincar naquele jogo perigoso. Permiti que ele saboreasse o sonho ingénuo e puro das crianças. Não preveni aquela queda, aquele ferimento. Mau pai, dirão vocês. Acordei ainda atordoado por – eu também – ter alinhado na ilusão de qualquer coisa que podia ser bonita. E foi, ah se não foi. Acordei ainda atordoado, e olhei o meu rapaz que dormia.

domingo, 4 de julho de 2004

ICONOLOGIA DA FUTEBOLÂNDIA

Com a devida vénia ao Abrupto, aproveito o tema para lançar mais uma iconografia da futebolândia: a mulher do primeiro ministro exibindo uma bandeira portuguesa com pagodes, isto é, uma bandeira de um euro, um. Haja paciencia.

food-i-do

Food-i-do, porque o meu filho chorou ( e isso custa-me muito!!!!)
Foo-i-do porque esta foi a vitóroa do cisnismo.
Food-i-do porque assisti à segregação do jogador mais elegante, mais fino, mais tecnicista, mais homem, do futebol português: Rui Costa.

Em suma, o futebol é isto mesmo: é assim.

Venham lá daí essas análises, essas vossas teses pró-clubistas. falem os cabeçudos, falem os "deuses" do teatro da comentariçe. Para mim isto foi uma lição. Foi a beleza da ilusão. O resto, meus caros, digam lá o que disserem, é pura especulação.
Cansado de ver tanta besta quadrada, intelectuais frustrados e eternos candidatos a escritores, a desconsiderar o Portugal-Grécia, só porque estes dois países não são do "G8". Cansado disto nunca mais acabar, destes merdas que nunca gostaram do futebol pelo futebol e se acharam "obrigados" a dizer qualquer coisa, que se acharam forçados a não ignorar o óbvio e agora, bem agora que isto está a acabar e não se pode dizer mal da organização, da performance da equipa nacional, do treinador, há que apequenar dois países que apenas cometeram o crime de ganhar.

não se deixem iludir


pim

Pela primeira vez, desde que ando na blogosfera, vi alguém fazer um linque precisamente na sétima palavra a contar do fim de um nada pequeno post. Desenganado dum raio

Recebi um e-mail, um daqueles "e-mails-petição" (reenvie, reenvie) a propor que se abram os 10 estádios do Euro para a malta poder ver a grande final, directamente a partir do seu estádio preferido. Ele há cada um. Já tinhamos o "futebol de pantufas", agora passamos a ter o "pantubol de futefãs".
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