Recebi um e-mail do João Pedro Graça, que agradeço, reclamando justiça contra o plágio do excelente Apdeites e de tudo aquilo que eles têm desenvolvido sem fins lucrativos, penso eu.
Caro João Pereira, a solução é simples: denuncie os plagiadores, escreva o nome deles e deite fora o eufemismo "concorrencia". Faça-se uma campanha contra essa corja, um boicote. Crie, caro João, um banner qualquer contra essa gente que eu coloco-o aqui no meu blog.
quarta-feira, 15 de setembro de 2004
terça-feira, 14 de setembro de 2004
a frase
"you've got to keep busy, because after all, no dog ever pissed on a moving car. ..."
Tom Waits
Tom Waits
sábado, 11 de setembro de 2004
sexta-feira, 10 de setembro de 2004
valencia, terça-feira
Subitamente uma mole de agua debateu-se sobre o porto, diluviana. As ninfas olhavam, surpresas, a gente que procurava um abrigo. Eu tirei a camisola manchada de uma mistura de po de ferro com agua e corri. As botas pesadas, nao me detiveram. A agua que caia era forte e quente, de modos que senti um gosto terno. Parei junto ao carro, entrei e liguei a "chofagem" no maximo. O radio tocava uma balada espanhola. Olhei as ninfas e sorri-lhes. Elas nao repararam, sobranceiras: "Hay que ser duro"
domingo, 5 de setembro de 2004
Solo voy con mi pena
Sola va mi condena
Correr es mi destino
Para burlar la ley
Perdido en el corazon
De la grande Babylon
Me dicen el clandestino
Por no llevar papel
Pa una ciudad del norte
Yo me fui a trabajar
Mi vida la deje
Entre Ceuta y Gibraltar
Soy una raya en el mar
Fantasma en la ciudad
Mi vida va prohibida
Dice la autoridad
Solo voy con mi pena
Sola va mi condena
Correr es mi destino
Por no llevar papel
Perdido en el corazon
De la grande Babylon
Me dicen el clandestino
Yo soy el quiebra ley
Mano Negra clandestina
Peruano clandestino
Africano clandestino
Marijuana ilegal
Solo voy con mi pena
Sola va mi condena
Correr es mi destino
Para burlar la ley
Perdido en el corazon
De la grande Babylon
Me dicen el clandestino
Por no llevar papel
Clandestino, Manu Chao
sábado, 4 de setembro de 2004
Acordei cedo e depressa sosseguei. Estava em casa. Por estas bandas o sol é mais brando e muito mais agradável. É o nosso sol, enfim. De modos que dei algumas voltas pelos sítios do costume, revi as caras do costume e facilmente percebi como é bom o reencontro com os nossos cantos e as nossas coisinhas. Segunda-feira voltarei a Valência e enfrentarei, com denodo, aquelas duas ninfas do mediterrâneo, aquelas torres de betão que me inspiram coisas homéricas. Delírios.
sexta-feira, 3 de setembro de 2004
uma noticia apenas
Em Espanha, durante tres semanas, apenas li uma noticia sobre Portugal: o caso do barco do aborto. E na televisão referem-se a Deco como "el jugador portugués". Vá lá.
tanques de Sagunt, Valencia

E dizia eu, há dias, que este trabalho é duro. E é muito mais duro, não pelo carácter robusto das funções propriamente ditas, mas sim por via da forma perfeitamente “ kusturikiana “ que guarnece as relações laborais entre as chefias e os subordinados (aos amantes de Hegel fazia-lhes bem uma observação cuidada deste tipo de relação senhor/escravo, em pleno terceiro milénio). A hierarquia existe sempre, claro, desde que estejamos perante determinada relação profissional. Mas quando tudo é básico, incluindo o manuseamento das pesadas barras de ferro, não há qualquer tipo de contemplações.“Hay que ser duro” é a expressão mais utilizada durante o dia de trabalho.
E depois existe um factor muito importante nesta dialéctica: o salário. Um cheque mensal cuja cifra suplanta todo o tipo de humilhações ou injustiças. Um cheque quase impossível de obter numa linha de montagem da Yasaky Saltano, ou da Lameirinho. Um cheque destes fala sempre mais alto.
PS: Um dia destes alguém citou Che Guevara, lá na obra: “ A vida só é dura para quem for mole”. Ora anda-me. Sublime intenção, esta, de pegar numa frase tão metafórica e atira-la assim, completamente despojada de sentimento, do cimo de um andaime: tu tens que ser mais duro que o ferro que manuseias, o trabalho só será duro se tu fores mole.
quinta-feira, 2 de setembro de 2004
regresso
Valencia. Hoje regresso a casa, ao meu lar. E darei inicio, aqui, a um conjunto de textos sobre esta experiencia. Até já.
terça-feira, 24 de agosto de 2004
novas ou nem tanto
Valencia, Espanha. Nao, nao estou de ferias. Trabalho sim. Profunda cura, terrivel viragem.
Por estes dias, encontro-me em frente ao computador, algures em Valencia. Que contar? Por onde começar? Nao sei bem que lhes diga.
Este navegar é longo e duro. Radical. E mostra-me como é bom viver do outro lado, desse lado. Num gabinete ou escritorio. Ar condicionado, hum, ar condicionado, quem nao tem?
Profunda cura porque aprendo a repensar oportunidades. Terrivel viragem porque ninguem acreiditaria ser possivel um encontro com o trabalho duro, forçado, impiedoso. Ninguem consegue imaginar a sensaçao de um final de dia destes. Nem contado. Nao vale a pena contar. Viver sim. Vivendo aprendo a perceber o outro lado. O lado daqueles que buscam os mesmos euros que lhes dao DVDs, fraldas, perfumes e carros em leasing.O lado de uma outra lua tantas vezes ignorada.
E ponho-me a pensar em todos vós que reclamais melhores salarios, menos horas de trabalho, mais creditos na carreira. Que seria de vós sem todos os outros que caminham entre os proprios musculos e nadam no proprio suor?
Navego por aqui e conto aportar em breve. Nao sei se isto é uma cronica ou simples disparate provocado por excesso de acido lactico. Nao sei se alguem perceberá bem isto.
E depois, um dia destes, eu conto um conto.
Por estes dias, encontro-me em frente ao computador, algures em Valencia. Que contar? Por onde começar? Nao sei bem que lhes diga.
Este navegar é longo e duro. Radical. E mostra-me como é bom viver do outro lado, desse lado. Num gabinete ou escritorio. Ar condicionado, hum, ar condicionado, quem nao tem?
Profunda cura porque aprendo a repensar oportunidades. Terrivel viragem porque ninguem acreiditaria ser possivel um encontro com o trabalho duro, forçado, impiedoso. Ninguem consegue imaginar a sensaçao de um final de dia destes. Nem contado. Nao vale a pena contar. Viver sim. Vivendo aprendo a perceber o outro lado. O lado daqueles que buscam os mesmos euros que lhes dao DVDs, fraldas, perfumes e carros em leasing.O lado de uma outra lua tantas vezes ignorada.
E ponho-me a pensar em todos vós que reclamais melhores salarios, menos horas de trabalho, mais creditos na carreira. Que seria de vós sem todos os outros que caminham entre os proprios musculos e nadam no proprio suor?
Navego por aqui e conto aportar em breve. Nao sei se isto é uma cronica ou simples disparate provocado por excesso de acido lactico. Nao sei se alguem perceberá bem isto.
E depois, um dia destes, eu conto um conto.
segunda-feira, 9 de agosto de 2004
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