quinta-feira, 23 de setembro de 2004

juro

Juro que gostaria muito de comentar o post que o Ma-Schamba dedicou ao "food-i-do". Não o farei porque entendo que há certas coisas que são escritas com tanta verticalidade que não devem nunca serem assassinadas com qualquer tipo de comentário.

atrasos

...e subitamente verificamos haver dois profissionais do mesmo oficio com uma grande diferença a separa-los: um atrasou-se um dia, o outro atrasou-se seis pontos.

terça-feira, 21 de setembro de 2004

Claro que nos nossos dias o burguês médio prefere uma empregada doméstica de origem eslava ou mesmo romena. Mais submissas, quase silenciosas e sem qualquer poder reivindicativo, elas trabalham que se fartam e nem se importam com essa coisa horrível que são as horas extraordinárias. E saber que os patrões delas, médicos, professores e outros funcionários públicos, lutam tanto por menos carga horária e melhores salários.
E saber que os patrões delas as acham um modelo de empregados. E saber que os patrões delas vão de férias para paraísos orientais e ficam deslumbrados com tantos funcionários de volta deles, que lhes fazem a cama mal acaba a “queca” da ordem, que os levam em ombros para as jangadas de forma a não molharem os pés, que lhes limpam e relimpam os sapatos no hall do hotel, sempre com o mesmo sorriso e sem reclamarem o que quer que seja. Que têm um emprego pago a um euro por dia e dão graças aos turistas ocidentais, que é por causa deles que não estão nos arrozais.
E estes ocidentais adoram falar disso, das ucranianas educadas e submissas, enquanto lamentam a injustiça de terem que trabalhar tantas horas por semana. Do salário nem vale a pena falar.
Ontem fui a Lisboa e gostei. Passeei por Sintra e acabei a jantar num restaurante lisboeta muito bom. Do vinho lembro-me que era tinto, alentejano e premiado em Bruxelas (o nome era tipo “casa de zagalo”, ou coisa assim).

Esta frase é muito burguesa. Ignorem-na por favor.

domingo, 19 de setembro de 2004

Se eu te desse um beijo grande de certo não o recusarias.
Um beijo grande, molhado, era o que eu te daria, se pudesse.
E tu ficavas muito felina a saborear o meu sal.

de espacio

Domingo. Não se sabe bem se o espanhol vai receber uma carta, informando-o do seu despedimento compulsivo, ao abrigo da lei do “período de experiência”.
E também não se sabe muito bem em que época vivemos, tal a fartura de “conversas em família” que os governantes nos atiram, à noitinha, através das nossas queridas televisões.

Oiço Tom cantar “…i must be insane” e concordo com ele. Não fossem as notas do saxofone sossegarem-me, por certo já andava de colete de forças. Vagueio por aqui e reencontro uma nota de piano, ao ritmo quaternário, “ de espacio”, e proponho-me brindar ao sol que vejo da minha janela. Bom dia.

sexta-feira, 17 de setembro de 2004

visto dali...

Descia a “General Torres”, vidro bem aberto, a saborear a brisa que subia a escarpa. Lá bem ao fundo o casario encavalitado sobre o Douro e salpicado por pequenos quadradinhos brilhantes, tomava conta de todas as minhas emoções. Cor, muita cor. Amarelos ocres, brancos e ligeiros tons de pastel. O Porto, meus senhores, visto dali é único. Não há vista no mundo inteiro mais deslumbrante e viva. Não há. O Porto, meus senhores.

quarta-feira, 15 de setembro de 2004

apdeites

Recebi um e-mail do João Pedro Graça, que agradeço, reclamando justiça contra o plágio do excelente Apdeites e de tudo aquilo que eles têm desenvolvido sem fins lucrativos, penso eu.

Caro João Pereira, a solução é simples: denuncie os plagiadores, escreva o nome deles e deite fora o eufemismo "concorrencia". Faça-se uma campanha contra essa corja, um boicote. Crie, caro João, um banner qualquer contra essa gente que eu coloco-o aqui no meu blog.

sábado, 11 de setembro de 2004

sexta-feira, 10 de setembro de 2004

valencia, terça-feira

Subitamente uma mole de agua debateu-se sobre o porto, diluviana. As ninfas olhavam, surpresas, a gente que procurava um abrigo. Eu tirei a camisola manchada de uma mistura de po de ferro com agua e corri. As botas pesadas, nao me detiveram. A agua que caia era forte e quente, de modos que senti um gosto terno. Parei junto ao carro, entrei e liguei a "chofagem" no maximo. O radio tocava uma balada espanhola. Olhei as ninfas e sorri-lhes. Elas nao repararam, sobranceiras: "Hay que ser duro"
Web Analytics