quarta-feira, 13 de outubro de 2004
terça-feira, 12 de outubro de 2004
ontem, para além do celebre comunicado
A rtp 2 retomou a exibição de "Os Sopranos", em exclusivo. Outros mafiosos vão passando, alternadamente, nas outras televisões.A não perder.
o estado novo a cores e em diferido
Enquanto muitos derramam rios de textos sobre o comunicado do primeiro ministro eu detenho-me, por agora, nesta apreciação do Celso Martins. Para reflectir.
domingo, 10 de outubro de 2004
Acabei de ver na Sic uma reportagem sobre o consumo de álcool por adolescentes em Portugal. Parece que a lei é má e não fiscaliza nem previne. O mais chocante, a meu ver, foi o discurso distanciado e demissionário de alguns dos pais que foram entrevistados. No fundo, eles demitem-se do problema desde que os filhos tenham boas notas e cumpram outras responsabilidades familiares. No fundo os papás sentem que fazem uma boa acção sempre que o telefone toca, às três e tal da manha, e do outro lado está o filho adolescente à espera que o paizinho o vá buscar.
Isto só mesmo de Kalachnikov.
Isto só mesmo de Kalachnikov.
Apreciações várias sobre um ou dois assuntos.
Já todos perceberam que a caso Marcelo encerra múltiplas sensibilidades. A classe politica anda às apalpadelas em constante busca de referências e usa o florete como forma de expressão possível, seguindo a dialéctica “ora espeto eu, ora espetas tu”. A classe jornalista, por sua vez, teima em demonstrar o que sempre demonstrou em outras áreas da vida pública: não interessa o que penso mas sim o que ganho e quem me paga. Tem sido assim e, por conseguinte, a caso Marcelo só podia ser tratado do modo como está a ser tratado.
O contraditório para mim, mais do que um mero expediente apregoado por gregos e troianos, é fundamentalmente a contradição em que muita gente vem caindo na exacta medida da latitude dos seus interesses pessoais e profissionais. Ninguém mostra coerência. Apenas ressentimento e sede de vingança.
Marcelo já deveria ter explicado, pelo menos aos seus admiradores, confessos e ocasionais (sim porque de ocasião está repleta a plateia),” tim-tim por tim-tim” todo este episódio, com a mesma sagacidade e capacidade pedagógica com que ele tão bem explicava as vitórias do f c porto e as derrotas do seu s c braga, com a mesma capacidade critica com que ele apreciava a vida do PCP e com o mesmo voluntarismo com que ele apelou às bandeiras portuguesas nas janelas e águas furtadas das casas de Portugal. Não o fez, não sei se o fará e receio que quando o fizer já seja tarde demais. Por isso não me deixo levar pela onda de vitimização e também acho que não estamos perante um processo de censura generalizada. Aquilo não passa de “tricas e laricas” e só o são porque o governante mor adora “tricas e laricas”. Fora isso o Marcelo continuaria a papaguear em paz e sossego durante muito tempo naquela estação privada e por de entre noticias sobre uma criança de dois anos que já lê os programas da TVI anunciados na TV Guia.
O novo líder da oposição aparece muito e já há empresas de audiometria que se prestam a contabilizar as horas em que este peru aparece em saudável confronto com o outro. Isto significa que aquilo que eu temia começa a ser um facto indesmentível. O Sócrates de hoje não faz “maiêutica” não senhor. Faz propedêutica, é o que é. Introduz-se quotidianamente, sem apresentar a mínima ideia concreta e prática. Mais um atum em posta vestido de caviar.
Enfim, bom domingo e apareçam.
O contraditório para mim, mais do que um mero expediente apregoado por gregos e troianos, é fundamentalmente a contradição em que muita gente vem caindo na exacta medida da latitude dos seus interesses pessoais e profissionais. Ninguém mostra coerência. Apenas ressentimento e sede de vingança.
Marcelo já deveria ter explicado, pelo menos aos seus admiradores, confessos e ocasionais (sim porque de ocasião está repleta a plateia),” tim-tim por tim-tim” todo este episódio, com a mesma sagacidade e capacidade pedagógica com que ele tão bem explicava as vitórias do f c porto e as derrotas do seu s c braga, com a mesma capacidade critica com que ele apreciava a vida do PCP e com o mesmo voluntarismo com que ele apelou às bandeiras portuguesas nas janelas e águas furtadas das casas de Portugal. Não o fez, não sei se o fará e receio que quando o fizer já seja tarde demais. Por isso não me deixo levar pela onda de vitimização e também acho que não estamos perante um processo de censura generalizada. Aquilo não passa de “tricas e laricas” e só o são porque o governante mor adora “tricas e laricas”. Fora isso o Marcelo continuaria a papaguear em paz e sossego durante muito tempo naquela estação privada e por de entre noticias sobre uma criança de dois anos que já lê os programas da TVI anunciados na TV Guia.
O novo líder da oposição aparece muito e já há empresas de audiometria que se prestam a contabilizar as horas em que este peru aparece em saudável confronto com o outro. Isto significa que aquilo que eu temia começa a ser um facto indesmentível. O Sócrates de hoje não faz “maiêutica” não senhor. Faz propedêutica, é o que é. Introduz-se quotidianamente, sem apresentar a mínima ideia concreta e prática. Mais um atum em posta vestido de caviar.
Enfim, bom domingo e apareçam.
sexta-feira, 8 de outubro de 2004
quinta-feira, 7 de outubro de 2004
Marcelo Rebelo de Sousa e Ana Gomes têm, pelo menos, uma coisa em comum: não sabem fazer um blog. Não fora isso e não teríamos assistido ao hilariante convite que Ana Gomes dirigiu ao célebre comentador, disponibilizando-lhe o espaço a que tem direito (por convite, suponho) no Causa Nossa.
Que me desculpem já os amantes da boa treta mas este Presidente da República está cada vez mais trengo. O homem não viu a merda em que nos meteu ao dar os destinos deste país, de mão beijada, a esta cambada de betinhos que finge governar? O homem agora vai de receber a vitima Marcelo (coitado, ainda o vamos ver inscrito no fundo de desemprego). E para quê? Porque não recebe ele os milhares de despedidos diariamente neste país? Que quer saber ele? Toda a gente sabe o que esta bosta de gente anda a fazer ao nosso país. Ele não sabe? ele que lhes estendeu o tapete? ele não sabe quem manda no país? devia saber, o menino já tem idade para isso.
Por outro lado assistimos ao funeral do PCP. Toda a gente desatou a afirmar que aquele partido vai acabar por desistir. Pobres eleitores estes que andam de voto em voto a dar pérolas a esses porcos que são os governantes do PSD e do PS. Agora toca a vez do PS, dos socialistas, que são cada vez mais a mesma merda. Hoje temos o Beto 1 e amanha teremos o Beto 2. E assim segue a banda. Pobres eleitores estes que se assustam ainda com o papão da antiga URSS. Ide lá votar nessa corja, mais uma vez.
Por outro lado assistimos ao funeral do PCP. Toda a gente desatou a afirmar que aquele partido vai acabar por desistir. Pobres eleitores estes que andam de voto em voto a dar pérolas a esses porcos que são os governantes do PSD e do PS. Agora toca a vez do PS, dos socialistas, que são cada vez mais a mesma merda. Hoje temos o Beto 1 e amanha teremos o Beto 2. E assim segue a banda. Pobres eleitores estes que se assustam ainda com o papão da antiga URSS. Ide lá votar nessa corja, mais uma vez.
em boa verdade o Marcelo que foi despedido da TVI por desagradar ao actual Governo é o mesmo Marcelo que apoiou e apoia toda uma politica de direita e andou há muitos anos a defender os amigos. Se agora quem manda são inimigos é um assunto apenas dele. Entendam-se meninos. Isto não é uma aula de catequese.
quarta-feira, 6 de outubro de 2004
Consta que Marcelo Rebelo de Sousa não vai falar mais na TVI. Isto é uma boa notícia para a blogosfera lusa, já que se ele, o Marcelo, e no caso de querer abdicar da choruda quantia que auferia naquela estação, criar um blog de conteúdos grátis, passariamos assim a ter, juntamente com o Abrupto e o Causa Nossa, o verdadeiro e unico e jamais visto triunvirato das citações quotidianas no jornal Público.
Imagino a pomba branca a esvoaçar sobre a colina imberbe, trazendo no bico o ramo de oliveira. Rio de um certo prazer incontido, guarnecido com irrazoáveis esgares de espanto. Não sei bem se é isto um sentimento de pieguice que me ataca. Temo ser um predicado novo que envolve a minha couraça de mouro causticamente obnubilado. Turvo sim, porque do negro se arrepia caminho e se vislumbra o horizonte, qual azimute eterno na busca rara de sua “argenteola” (que de aureolas só conhecemos os santos). Ora surpresas destas merecem um brinde. Abra-se um tinto barato e pleno de taninos. Beba-se incontidamente. Paz.
terça-feira, 5 de outubro de 2004
um post sobre politica e outras couves
Carlos Carvalhas anuncia que vai fazer o que já fazia há anos: desistir.
O meu partido está em mudança, não se sabe bem para onde vai. Uns dizem que vai piorar e os do Bloco até nem dizem nada, por agora (não vá o diabo tece-las). Ora bem, O PCP vai nomear um novo secretário-geral e seguirá lutando por uma certa afirmação social que tende a ser cada vez mais desprezada. Veja-se o caso do PS e do seu iluminadíssimo novo líder. Aquilo promete.
Daqui para a frente passamos a ter uma cobra, de direita, bicéfala, sendo que ambas as cabecinhas flúem pelo “glamour” da estética e pelo charme da mediocridade obtusa e mediática.
Eu bem que gostaria de assistir a um novo nascer do dia, justo e sincero, de sol para todos. Eu bem sonho com prados de oportunidades e águas transparentes, onde não haja espaço apenas para alguns e vazio para tantos.
Eu sonho muito.
Voltando ao PCP e à esquerda que temos, gostaria de ver outros desafios, outra atitude. Espero sentado.
Andei ali pelo Azimutes (um belo blog - e escusa de agradecer porque eu não sou um “mister”) e vi uma referencia ao DNA do DN. Aquele suplemento rançoso, de onde apenas destaco o espaço que pagam ao Mexia para dizer meia dúzia de disparates, parece que publicou qualquer coisa da blogosfera. E pronto, é da blogosfera, há que comentar. Pois eu não comento. Dou, se quiserem, os parabéns à autora por tamanha distinção. Ela gosta de receber cumprimentos, ainda que muitas vezes provenientes de um Zé-Ninguém qualquer. Um traste comuna, sem pinta e que viu, por acaso, uns frescos de Goya na catedral de Valência (apenas por acaso, estava calor e entrei numa igreja grande e arejada e era a catedral e tinha lá uns frescos e eu vi e fiquei muito “goyesco”).
Sim, um tipo sem estudos só pode gostar das coisas se as viver, se tropeçar nelas. Umas vezes procura-as outras elas caem-lhe em cima. Nunca por nunca tem a autoridade do canudo. Se sabe é “pour azard”, nunca de forma sistematizada e científica. Um tipo sem estudos é capaz de descobrir coisas interessantes porque se interessou, em dado momento, por gosto ou simples futilidade. Um tipo sem estudos é uma torre sem acabamentos, tosca, e portanto, obra ruim.
Bem sei que o anterior parágrafo vai soar, para muitos, a frustração e ressentimento. Para muitos o que ali se escreveu é dispensável e não faz sentido, e principalmente para os tipos que lêem muito e sabem escrever de cor o nome de autores estrangeiros e de medicamentos multinacionais, e que sabem que quando a lua faz um “C” é quarto minguante e quando faz um “D” é quarto crescente (não descobriram isto de forma empírica não senhor. São astrónomos, têm belos compêndios de astronomia e potentes telescópios), e principalmente para os que falam muito bem catalão porque é uma língua riquíssima e, ao contrário do crioulo, é falada por gente erudita e que lê muito e visita muitos museus, e principalemte para os que, apesar de serem formados em letras dão aulas de ciências e até de informática (porque aprenderam “computadores” e há uma disciplina nova no curriculum e é bom de dar, sem maçadas). O que ali se escreveu é dispensável e não faz sentido.
Pode ser. Mas eu escrevi porque posso escrever.
O meu partido está em mudança, não se sabe bem para onde vai. Uns dizem que vai piorar e os do Bloco até nem dizem nada, por agora (não vá o diabo tece-las). Ora bem, O PCP vai nomear um novo secretário-geral e seguirá lutando por uma certa afirmação social que tende a ser cada vez mais desprezada. Veja-se o caso do PS e do seu iluminadíssimo novo líder. Aquilo promete.
Daqui para a frente passamos a ter uma cobra, de direita, bicéfala, sendo que ambas as cabecinhas flúem pelo “glamour” da estética e pelo charme da mediocridade obtusa e mediática.
Eu bem que gostaria de assistir a um novo nascer do dia, justo e sincero, de sol para todos. Eu bem sonho com prados de oportunidades e águas transparentes, onde não haja espaço apenas para alguns e vazio para tantos.
Eu sonho muito.
Voltando ao PCP e à esquerda que temos, gostaria de ver outros desafios, outra atitude. Espero sentado.
Andei ali pelo Azimutes (um belo blog - e escusa de agradecer porque eu não sou um “mister”) e vi uma referencia ao DNA do DN. Aquele suplemento rançoso, de onde apenas destaco o espaço que pagam ao Mexia para dizer meia dúzia de disparates, parece que publicou qualquer coisa da blogosfera. E pronto, é da blogosfera, há que comentar. Pois eu não comento. Dou, se quiserem, os parabéns à autora por tamanha distinção. Ela gosta de receber cumprimentos, ainda que muitas vezes provenientes de um Zé-Ninguém qualquer. Um traste comuna, sem pinta e que viu, por acaso, uns frescos de Goya na catedral de Valência (apenas por acaso, estava calor e entrei numa igreja grande e arejada e era a catedral e tinha lá uns frescos e eu vi e fiquei muito “goyesco”).
Sim, um tipo sem estudos só pode gostar das coisas se as viver, se tropeçar nelas. Umas vezes procura-as outras elas caem-lhe em cima. Nunca por nunca tem a autoridade do canudo. Se sabe é “pour azard”, nunca de forma sistematizada e científica. Um tipo sem estudos é capaz de descobrir coisas interessantes porque se interessou, em dado momento, por gosto ou simples futilidade. Um tipo sem estudos é uma torre sem acabamentos, tosca, e portanto, obra ruim.
Bem sei que o anterior parágrafo vai soar, para muitos, a frustração e ressentimento. Para muitos o que ali se escreveu é dispensável e não faz sentido, e principalmente para os tipos que lêem muito e sabem escrever de cor o nome de autores estrangeiros e de medicamentos multinacionais, e que sabem que quando a lua faz um “C” é quarto minguante e quando faz um “D” é quarto crescente (não descobriram isto de forma empírica não senhor. São astrónomos, têm belos compêndios de astronomia e potentes telescópios), e principalmente para os que falam muito bem catalão porque é uma língua riquíssima e, ao contrário do crioulo, é falada por gente erudita e que lê muito e visita muitos museus, e principalemte para os que, apesar de serem formados em letras dão aulas de ciências e até de informática (porque aprenderam “computadores” e há uma disciplina nova no curriculum e é bom de dar, sem maçadas). O que ali se escreveu é dispensável e não faz sentido.
Pode ser. Mas eu escrevi porque posso escrever.
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