Hoje, às 13.30, numa televisão ou telefonia perto de si, horário bom para funcionarios públicos, ideal para a classe média ouvir o que diz bagão. O resto são cantigas de amigo.
assunto: OE 2005
sexta-feira, 15 de outubro de 2004
é a bola senhores
Luis Filipe Vieira "abre as portas a José Mourinho".
O FCP ameaça não comparecer no clássico.
A claque portista quer ir ao jogo e já comprou centenas de bilhetes. Esperemos que não façam como o Inspector Gadget que desatava a "engolir para fora", por simples engano.
O FCP ameaça não comparecer no clássico.
A claque portista quer ir ao jogo e já comprou centenas de bilhetes. Esperemos que não façam como o Inspector Gadget que desatava a "engolir para fora", por simples engano.
quinta-feira, 14 de outubro de 2004
"Perante a patente superioridade do candidato democrata, os eleitores norte-americanos serão estúpidos?" Vital Moreira in Causa Nossa.
Esta pergunta surge na sequência de uma conclusão de Vital Moreira a propósito de três debates havidos entre os dois candidatos às presidenciais norte americanas. Raios, estúpido serei eu se ainda não percebi que um tipo, leia-se um eleitor, deve votar conforme se ganhe ou se perca debates. Estúpido serei eu se ainda não percebi que um eleitor não vota num projecto ou numa linha ideológica que defenda ou da qual seja apologista. Estúpido serei eu se ainda não percebi que um eleitor vota, sim, mas em tipos que ganham debates, o mesmo é dizer torneios, concursos ou o raio que o parta.
Neste caso concreto, a realidade americana, não há propriamente uma esquerda e uma direita. Há dois partidos de direita e apenas porque o tio Sam baniu qualquer conceito ou definição que possa situar-se mais à esquerda de Kerry.
Gore Vidal, por exemplo, se vivesse num país realmente livre seria, digamos, um comunista. Mas ali essa palavra não existe a não ser que seja precedida de “morte ao…”.
De maneiras que me espanta também o artigo de hoje de JPP, no Público, sobre a dicotomia esquerda/direita. Estes tipos andam entusiasmados com a escola americana e inglesa. Estes tipos sonham com uma esquerda morta, moribunda. Não percebem que o ciclo da direita fascista, por mais que se maquilhe, de “camaleónica”, não vingará jamais.
E a tendência alter-globalista que se assiste nas gerações mais jovens tem a ver com a necessidade e a bondade destas gerações em banir o “marcialismo” ideológico que tolheu a esquerda dos finais do século XX. Por isoo, essa conversa de treta de chamar ex maoistas e ex trotskistas a quem defende nos dias de hoje uma ideologia anti dereita reacionária está ferida de uma desonestidade intelectual gritante. Tem o mesmo valor das afirmações proferidas nos anos da revolução do tipo "os comunistas comem crianças"
È com espaços públicos como este, do Público, que se preenche mais uma página de propaganda pró-direita, ainda por cima escudada na coincidência de os seus autores andarem armados em salvadores da pátria só porque não gostam nada do antigo coleguinha de turma, coitado, que os comeu de cebolada.
Esta pergunta surge na sequência de uma conclusão de Vital Moreira a propósito de três debates havidos entre os dois candidatos às presidenciais norte americanas. Raios, estúpido serei eu se ainda não percebi que um tipo, leia-se um eleitor, deve votar conforme se ganhe ou se perca debates. Estúpido serei eu se ainda não percebi que um eleitor não vota num projecto ou numa linha ideológica que defenda ou da qual seja apologista. Estúpido serei eu se ainda não percebi que um eleitor vota, sim, mas em tipos que ganham debates, o mesmo é dizer torneios, concursos ou o raio que o parta.
Neste caso concreto, a realidade americana, não há propriamente uma esquerda e uma direita. Há dois partidos de direita e apenas porque o tio Sam baniu qualquer conceito ou definição que possa situar-se mais à esquerda de Kerry.
Gore Vidal, por exemplo, se vivesse num país realmente livre seria, digamos, um comunista. Mas ali essa palavra não existe a não ser que seja precedida de “morte ao…”.
De maneiras que me espanta também o artigo de hoje de JPP, no Público, sobre a dicotomia esquerda/direita. Estes tipos andam entusiasmados com a escola americana e inglesa. Estes tipos sonham com uma esquerda morta, moribunda. Não percebem que o ciclo da direita fascista, por mais que se maquilhe, de “camaleónica”, não vingará jamais.
E a tendência alter-globalista que se assiste nas gerações mais jovens tem a ver com a necessidade e a bondade destas gerações em banir o “marcialismo” ideológico que tolheu a esquerda dos finais do século XX. Por isoo, essa conversa de treta de chamar ex maoistas e ex trotskistas a quem defende nos dias de hoje uma ideologia anti dereita reacionária está ferida de uma desonestidade intelectual gritante. Tem o mesmo valor das afirmações proferidas nos anos da revolução do tipo "os comunistas comem crianças"
È com espaços públicos como este, do Público, que se preenche mais uma página de propaganda pró-direita, ainda por cima escudada na coincidência de os seus autores andarem armados em salvadores da pátria só porque não gostam nada do antigo coleguinha de turma, coitado, que os comeu de cebolada.
Parece que o governo se prepara para proibir a venda de tabaco a menores de 18 anos, de entre outras leis, com vista a combater o excesso de consumo de produtos que causam vicio e são nocivos à saude, como toda a gente sabe. Temo que estas leis, apesar da sua bondade, não terão aplicação prática porque em Portugal ninguém fiscaliza nada, a não ser a GNR que vigia o largo da feira da minha terra e multa todas as donas de casa que estacionam ali.
Por outro lado, proponho que o estado aumente o preço do tabaco para cinco euros o maço. Só assim os miudos começariam a pensar duas vezes antes de comprarem tabaco. E também suporto a ideia da proibição de fumar em locais publicos.
P.S. Não há nada mais impressionante do que ter ouvido do meu filho de 9 anos: " pai deixa de fumar, olha que não são só os mais velhos que se preocupam com os mais novos. Nós, os mais novos, também nos preocupamos com os mais velhos. E preocupa-me que tu fumes."
Claro que nem todos têm a possibilidade de receber conselhos destes. Às vezes têm mas não ligam.
Será desta que eu vou ligar?
Por outro lado, proponho que o estado aumente o preço do tabaco para cinco euros o maço. Só assim os miudos começariam a pensar duas vezes antes de comprarem tabaco. E também suporto a ideia da proibição de fumar em locais publicos.
P.S. Não há nada mais impressionante do que ter ouvido do meu filho de 9 anos: " pai deixa de fumar, olha que não são só os mais velhos que se preocupam com os mais novos. Nós, os mais novos, também nos preocupamos com os mais velhos. E preocupa-me que tu fumes."
Claro que nem todos têm a possibilidade de receber conselhos destes. Às vezes têm mas não ligam.
Será desta que eu vou ligar?
quarta-feira, 13 de outubro de 2004
terça-feira, 12 de outubro de 2004
ontem, para além do celebre comunicado
A rtp 2 retomou a exibição de "Os Sopranos", em exclusivo. Outros mafiosos vão passando, alternadamente, nas outras televisões.A não perder.
o estado novo a cores e em diferido
Enquanto muitos derramam rios de textos sobre o comunicado do primeiro ministro eu detenho-me, por agora, nesta apreciação do Celso Martins. Para reflectir.
domingo, 10 de outubro de 2004
Acabei de ver na Sic uma reportagem sobre o consumo de álcool por adolescentes em Portugal. Parece que a lei é má e não fiscaliza nem previne. O mais chocante, a meu ver, foi o discurso distanciado e demissionário de alguns dos pais que foram entrevistados. No fundo, eles demitem-se do problema desde que os filhos tenham boas notas e cumpram outras responsabilidades familiares. No fundo os papás sentem que fazem uma boa acção sempre que o telefone toca, às três e tal da manha, e do outro lado está o filho adolescente à espera que o paizinho o vá buscar.
Isto só mesmo de Kalachnikov.
Isto só mesmo de Kalachnikov.
Apreciações várias sobre um ou dois assuntos.
Já todos perceberam que a caso Marcelo encerra múltiplas sensibilidades. A classe politica anda às apalpadelas em constante busca de referências e usa o florete como forma de expressão possível, seguindo a dialéctica “ora espeto eu, ora espetas tu”. A classe jornalista, por sua vez, teima em demonstrar o que sempre demonstrou em outras áreas da vida pública: não interessa o que penso mas sim o que ganho e quem me paga. Tem sido assim e, por conseguinte, a caso Marcelo só podia ser tratado do modo como está a ser tratado.
O contraditório para mim, mais do que um mero expediente apregoado por gregos e troianos, é fundamentalmente a contradição em que muita gente vem caindo na exacta medida da latitude dos seus interesses pessoais e profissionais. Ninguém mostra coerência. Apenas ressentimento e sede de vingança.
Marcelo já deveria ter explicado, pelo menos aos seus admiradores, confessos e ocasionais (sim porque de ocasião está repleta a plateia),” tim-tim por tim-tim” todo este episódio, com a mesma sagacidade e capacidade pedagógica com que ele tão bem explicava as vitórias do f c porto e as derrotas do seu s c braga, com a mesma capacidade critica com que ele apreciava a vida do PCP e com o mesmo voluntarismo com que ele apelou às bandeiras portuguesas nas janelas e águas furtadas das casas de Portugal. Não o fez, não sei se o fará e receio que quando o fizer já seja tarde demais. Por isso não me deixo levar pela onda de vitimização e também acho que não estamos perante um processo de censura generalizada. Aquilo não passa de “tricas e laricas” e só o são porque o governante mor adora “tricas e laricas”. Fora isso o Marcelo continuaria a papaguear em paz e sossego durante muito tempo naquela estação privada e por de entre noticias sobre uma criança de dois anos que já lê os programas da TVI anunciados na TV Guia.
O novo líder da oposição aparece muito e já há empresas de audiometria que se prestam a contabilizar as horas em que este peru aparece em saudável confronto com o outro. Isto significa que aquilo que eu temia começa a ser um facto indesmentível. O Sócrates de hoje não faz “maiêutica” não senhor. Faz propedêutica, é o que é. Introduz-se quotidianamente, sem apresentar a mínima ideia concreta e prática. Mais um atum em posta vestido de caviar.
Enfim, bom domingo e apareçam.
O contraditório para mim, mais do que um mero expediente apregoado por gregos e troianos, é fundamentalmente a contradição em que muita gente vem caindo na exacta medida da latitude dos seus interesses pessoais e profissionais. Ninguém mostra coerência. Apenas ressentimento e sede de vingança.
Marcelo já deveria ter explicado, pelo menos aos seus admiradores, confessos e ocasionais (sim porque de ocasião está repleta a plateia),” tim-tim por tim-tim” todo este episódio, com a mesma sagacidade e capacidade pedagógica com que ele tão bem explicava as vitórias do f c porto e as derrotas do seu s c braga, com a mesma capacidade critica com que ele apreciava a vida do PCP e com o mesmo voluntarismo com que ele apelou às bandeiras portuguesas nas janelas e águas furtadas das casas de Portugal. Não o fez, não sei se o fará e receio que quando o fizer já seja tarde demais. Por isso não me deixo levar pela onda de vitimização e também acho que não estamos perante um processo de censura generalizada. Aquilo não passa de “tricas e laricas” e só o são porque o governante mor adora “tricas e laricas”. Fora isso o Marcelo continuaria a papaguear em paz e sossego durante muito tempo naquela estação privada e por de entre noticias sobre uma criança de dois anos que já lê os programas da TVI anunciados na TV Guia.
O novo líder da oposição aparece muito e já há empresas de audiometria que se prestam a contabilizar as horas em que este peru aparece em saudável confronto com o outro. Isto significa que aquilo que eu temia começa a ser um facto indesmentível. O Sócrates de hoje não faz “maiêutica” não senhor. Faz propedêutica, é o que é. Introduz-se quotidianamente, sem apresentar a mínima ideia concreta e prática. Mais um atum em posta vestido de caviar.
Enfim, bom domingo e apareçam.
sexta-feira, 8 de outubro de 2004
quinta-feira, 7 de outubro de 2004
Marcelo Rebelo de Sousa e Ana Gomes têm, pelo menos, uma coisa em comum: não sabem fazer um blog. Não fora isso e não teríamos assistido ao hilariante convite que Ana Gomes dirigiu ao célebre comentador, disponibilizando-lhe o espaço a que tem direito (por convite, suponho) no Causa Nossa.
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