quinta-feira, 18 de novembro de 2004

quarta-feira, 17 de novembro de 2004

dança jerónimo

Eu tenho de escrever qualquer coisa sobre a previsível nomeação de Jerónimo de Sousa para secretário-geral do Partido Comunista Português.
Sou comunista, embora não militante, e portanto, devo confessar que a notícia de hoje me afecta particularmente.
A um comunista como eu nada se pede, nada se exige, dada a sua independência, de facto, em relação aos circuitos de poder. Mas de um comunista como eu pode esperar-se uma opinião, sem se estar à espera de uma certa “barnabeização” (arre diabos, que palavrão!) da coisa. Não acho nada que isto seja uma má notícia para a esquerda, se quiserem. Acho que isto é apenas uma péssima medida para os comunistas.
Um comunista não anda no bloco nem se alia a bem-falantes, betos de charro na beiça e calças coçadas, embora caríssimas e de marca.
Um comunista deve pensar comunismo. Daí que eu tenha ficado desiludido. Porque espero ainda uma renovação dentro do partido, porque desejo uma mensagem nova de esperança e de capacidade de trabalho e porque me revejo no desaparecido João Amaral, no seu legado.
Fico desiludido, portanto.
Ainda para mais numa época em que muita gente necessita de um PCP realmente capaz de acrescentar um gesto de dignidade à vida politica portuguesa. Vejam bem o que se passou hoje no parlamento: show off, apenas e só show off. Há alguém, alguma força politica, algum grupo de reflexão realmente capaz? Não há. O país está falido de valores, meus senhores. O nosso país já não vai lá só com “pachecos” e “marcelos” (simples criações do “show-business” politiqueiro). O nosso país precisa de um braço realmente amigo, um braço decididamente acolhedor. E Jerónimo de Sousa não fará outra coisa que não seja dançar, e mal, uma ou outra marcha popular que lhe venha a ser destinada pelo mestre-de-cerimónias deste folclore nacional.
Fico triste pois.

erotismo


Isto é uma coisa que vale a pena explorar. Roman Kasperski.

tudo muda?

A internet realmente muda os hábitos das pessoas. Vá aqui e comprove isso mesmo. e se ler os comentários verá que outros não mudaram nada.

procurando o futuro grande "porn star"

aqui e, em caso de interesse, envie o seu C.V.. aproveite o facto do outro estar ocupado.

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terça-feira, 16 de novembro de 2004

é o mundo, meus caros

Pois é, o fenómeno pindérico da quadra natalícia já paira no ar, nas montras e na blogosfera.
Façam lá os vossos enfeites, as grinaldas e os presépios. Porém, não me enviem cartões electrónicos com merdas perfeitamente supérfluas sobre a paz e o amor e outras hipocrisias de pacote. Chega. Não quero nada dessa treta, ouviram?

Reparei, também, que o “contra informação” de domingo foi abruptamente cortado. Fiquei parvo. Não que não esperasse que alguém tentasse comandar a coisa. Parvo sim, porque pensava que já não havia disto num país habituado à liberdade. Falta saber o que dirão os autores e mentores daquele excelente programa. Eu fico chateado, é claro que fico chateado.

Um homem só, atreveu-se a falar contra o partido, dentro do partido, no seio do partido, enfrentando o aparelho e toda a cambada de jagunços que o compõem. Outros, porém, preferiram o desprezo, permanecendo à margem, tranquilamente, e aguardando novos capítulos para depois, e mais uma vez tranquilamente, mandarem umas farpas, como se a sociedade de hoje fosse a mesma do tempo dos da geração de 70.
Que esperar de homens como estes?

Cavaco reapareceu, qual pinheirinho de natal, e parece que tem alguma luz. Destila a mesma retórica e continua o mesmo espanta pardais de sempre. Há quem o queira à frente de um novo partido do centro direita. São os mesmos que, noutros tempos, faziam parte do aparelho, comiam da mesma gamela e aplaudiam a bipolarização da vida politica portuguesa. Ora essa!

A mulher de Toni Soprano acabou por ir para a cama com o director da escola onde o filho estuda. O homem gostou mas, dada a merda de mundo em que vivemos, não foi capaz de descortinar o prazer que uma mulher tem em dar uma boa queca e acusou-a de interesseira, de alguém que fodia apenas para atingir determinado objectivo. É o mundo, meus caros.


segunda-feira, 15 de novembro de 2004

manias

Comecei a blogar em Julho de 2003. Escolhi, à época, este template, depois fui alterando umas coisas. Numa época de modas e citações "cucci", os templates não escapam ao sabor dos catálogos. Assim, resolvi retomar a velha imagem. Quase tal e qual o primeiro "food-i-do".
E voltaram os comentários porque acho que sim.

domingo, 14 de novembro de 2004

salitre

Guerra, morte, livro. Escrever, falar, ver. Andar, coxo, perdido. Leite com chocolate. Proposta. Tomar banho. Dormir.

sexta-feira, 12 de novembro de 2004

momento zen

O Daniel Oliveira a recomendar o livro do Mexia e o Mexia a recomendar o livro do Barnabé. Um dia destes na Sic Notícias.

furor zen

"O natural pudor bloguístico do circunspecto Aviz"

gargalhada zen

"Escreveu João Pedro da Costa em 12-11-2004 às 17:55:

Um sincero obrigado, Paulo. Estas merdas mexem mesmo comigo.

(Quem é essa Catarina?)"



quinta-feira, 11 de novembro de 2004

Tomei conta de um recado e não o entreguei. Guardei-o para mim e não sei o que fazer dele. Um grande fardo este recado.
E quanto mais tempo passa mais pesado fica o fardo. Do recado.
E o recado anda triste porque nunca tinha visto um recado ficar preso e olha-me com ar de vítima, recusando-se a aceitar as minhas objecções.
Antes mal dado do que assim guardado, afirma ele seguro de si.
Ando aqui a pensar numa solução radical, num meio de satisfazer os anseios próprios de quem é recado. Mas não sei se ele concorda. Ele é um tanto malcriado e, assim arrecadado, pode ficar zangado.
Não queiram ter de lidar com um recado enganado.
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