Em tendo feito o meu ”post-auto-flagelo” sobre a pobre (paupérrima!) prestação que o meu clube teve neste fim de tarde a cheirar a quadra festiva, àquela quadra onde grassa a hipocrisia e o consumismo (vocês sabem, sou um tipo com um mau feitio bestial), surge-me a ideia de assinalar o devido efeito que a blogosfera exerce na minha forma de blogar.
Vem isto a propósito para dizer que notei que anda aí meio mundo a pretender ser mais papista que o dito cujo. E falo sobre a ruptura visível entre aqueles que, afortunadamente, acham que só eles é que sabem escrever e que, portanto, estão credenciados para apontar erros de ortografia e outras manobras perigosas da escrita. É como se esses senhores fossem portadores de uma carta de condução “classe D” que os habilita a conduzir semi-reboques e outras naves da nossa fauna rodoviária.
Eu dou erros, sim senhor. E não tenho problema algum em afirmar que me socorro do corrector ortográfico do “Word”. Por outro lado, reconheço que dou poucos erros. A maior parte deles têm a ver com a simples acentuação. Por isso, quando verificarem algum erro aqui, no meu “food-i-do” podem bem criticar ou até mesmo ignorar por desprezo, que é a mais fina forma de se ser superior. Sinto, porém, grande revolta quando vejo esses senhores a achincalhar o parco escrivão, que digitou qualquer coisa, e muitas vezes coisa interessante, com um ou outro erro de ortografia.
E depois não gostam nada de serem apanhados na esparrela da sua própria arrogância. E fazem autos de fé, sim senhor. E apagam os comentários. E são, de facto, umas grandes sumidades. Iminências. Ou Eminências. Nem sei. Saberei?
terça-feira, 21 de dezembro de 2004
pobre clube este
...Que necessita de um prolongamento, conseguido através de um golo de penalty, de entre três penaltys, e de um auto-golo para não ser afastado da Taça de Portugal. Pobre clube este, o meu clube, que tem um jogador ( Simão Sabrosa) a produzir a seguinte afirmação: "já ninguém respeita o Benfica".
segunda-feira, 20 de dezembro de 2004
comida inglesa
"Deparei-me com um prémio honroso que nos foi atribuído por aquele que é, provavelmente, o blogger com o maior mau (portanto péssimo) feitio de toda a blogosfera nacional"
Lolita, a dar-me um prémio, aqui. (Adorei!)
Pronto, pronto! Fui maroto porque apontei dois blogs, que leio sim senhor, pelo lado errado da lua. O meu lado.
Intrigante foi ter percebido que há gente que se indigna porque eu fui deselegante. Da próxima vez vou dizer que o blog tal é um "must" porque é o que corre na "gera". E vou afirmar que aqueloutro é um portento de dinâmica porque muita gente adora comentar o fumo aspirado que decidira, entretanto, passar directamente para o pulmão direito só porque detesta a esquerda. Malefícios!
Como nem tudo é do lado errado da lua parece que acertei em recomendar o “elasticidade”. Palminhas!
Ademais, sou como a comida inglesa: não tenho solução!
Lolita, a dar-me um prémio, aqui. (Adorei!)
Pronto, pronto! Fui maroto porque apontei dois blogs, que leio sim senhor, pelo lado errado da lua. O meu lado.
Intrigante foi ter percebido que há gente que se indigna porque eu fui deselegante. Da próxima vez vou dizer que o blog tal é um "must" porque é o que corre na "gera". E vou afirmar que aqueloutro é um portento de dinâmica porque muita gente adora comentar o fumo aspirado que decidira, entretanto, passar directamente para o pulmão direito só porque detesta a esquerda. Malefícios!
Como nem tudo é do lado errado da lua parece que acertei em recomendar o “elasticidade”. Palminhas!
Ademais, sou como a comida inglesa: não tenho solução!
domingo, 19 de dezembro de 2004
rumos
Jerónimo de Sousa fez ontem o seu périplo pelo Norte do país, que é como quem diz, andou a ver se metia lanças em África.
À tarde discursou na Av. da Boavista, para os seus, e pela noite foi jantar a Braga. A televisão apanhou duas ou três coisas e, enfim, não insistiu na ideia de “discurso cassete”, que, como sabem, tem sido a expressão mais recorrente quando os “média” pretendem minorar a palavra dos comunistas.
Desta vez temos um lider não intelectual e virado para os baixios do eleitorado. Como dizia um companheiro da blogosfera, a esquerda “está convencida que decorar cinquenta nomes de realizadores resolve o complexo de inferioridade da primeira geração sem raízes, que coreografar reacções é agir, que decorando sentimentos poderão fingir-se glazé, bléssê rálê . Tem os piores tiques que se associam à direita: elitismo, superficialidade, prepotência”. Ora é aqui que podemos ver a diferença. Um Partido Comunista virado para a necessidade de dar outro rumo ideológico à esquerda portuguesa.
Porque é importante que se diga isto (e volto a citar o meu companheiro): “não há direita nem esquerda em Portugal, mas hipocrisia do berço e hipocrisia do azar. Desprezo ambas. E prefiro eternamente o PCP, honesto, repetitivo, falando de justiça para além da injustiça, ao IURDismo da esquerda BE que é mais conservador, arrogante e vazio que a direita PP”.
À tarde discursou na Av. da Boavista, para os seus, e pela noite foi jantar a Braga. A televisão apanhou duas ou três coisas e, enfim, não insistiu na ideia de “discurso cassete”, que, como sabem, tem sido a expressão mais recorrente quando os “média” pretendem minorar a palavra dos comunistas.
Desta vez temos um lider não intelectual e virado para os baixios do eleitorado. Como dizia um companheiro da blogosfera, a esquerda “está convencida que decorar cinquenta nomes de realizadores resolve o complexo de inferioridade da primeira geração sem raízes, que coreografar reacções é agir, que decorando sentimentos poderão fingir-se glazé, bléssê rálê . Tem os piores tiques que se associam à direita: elitismo, superficialidade, prepotência”. Ora é aqui que podemos ver a diferença. Um Partido Comunista virado para a necessidade de dar outro rumo ideológico à esquerda portuguesa.
Porque é importante que se diga isto (e volto a citar o meu companheiro): “não há direita nem esquerda em Portugal, mas hipocrisia do berço e hipocrisia do azar. Desprezo ambas. E prefiro eternamente o PCP, honesto, repetitivo, falando de justiça para além da injustiça, ao IURDismo da esquerda BE que é mais conservador, arrogante e vazio que a direita PP”.
revelação à la carte
Pacheco Pereira aborda, sem temor (de louvar, ouviram bem?, de louvar!) a problemática Pinto da Costa/Rui Rio, numa perspectiva da orientação socialista na caça ao voto. E assim teremos mais do mesmo. Cada vez mais do mesmo.
Lembro que Pinto da Costa surgiu a apoiar Pedro Santana Lopes como primeiro-ministro, nos idos de Julho. Provavelmente irá arrastar muitos eleitores para o PS, já nestas eleições, mas o que me deixa parvo da alma é perceber que um homem,neste caso Sócrates, para ganhar, sujeita-se a tudo. É triste!
Lembro que Pinto da Costa surgiu a apoiar Pedro Santana Lopes como primeiro-ministro, nos idos de Julho. Provavelmente irá arrastar muitos eleitores para o PS, já nestas eleições, mas o que me deixa parvo da alma é perceber que um homem,neste caso Sócrates, para ganhar, sujeita-se a tudo. É triste!
sábado, 18 de dezembro de 2004
2004 (um balanço food-i-do e só isso)
Blog do ano: Blogamemucho
Blogger do ano. Gabriel Silva do Blasfémia
Frase do ano: "Lemos os mesmos blogs (pronto, tudo bem, temos gostos parecidos, mas não há milhares de gente a ler o Abrupto ou a Rititi, mesmo sabendo que dão erros crassos de ortografia ou em expressões idiomáticas (caso dela) ou mesmo de estrutura sintáctica (caso dele)" in Azimutes
Revelação do ano: Elasticidade
Decepção do ano: 100nada
Bolor do ano: aviz
Blogger do ano. Gabriel Silva do Blasfémia
Frase do ano: "Lemos os mesmos blogs (pronto, tudo bem, temos gostos parecidos, mas não há milhares de gente a ler o Abrupto ou a Rititi, mesmo sabendo que dão erros crassos de ortografia ou em expressões idiomáticas (caso dela) ou mesmo de estrutura sintáctica (caso dele)" in Azimutes
Revelação do ano: Elasticidade
Decepção do ano: 100nada
Bolor do ano: aviz
negociar
"E então? Vais despentear-me ou não?"
Há naquela frase um erro crasso. Não está em causa o romantismo da coisa, que sugere sempre uma linguagem apelativa. O que está em causa, ali, é a questão da negociação propriamente dita. Se se tivesse apenas perguntado: "E então? Vais despentear-me?", sem a presença cada vez mais usual desse bloqueador de qualquer negociação "ou não?" de certeza que o impacto negocial seria outro.
Fazendo-se uso daquele "ou não", deixamos sempre ,na cabecinha de quem nos tem de responder, a sugestão para o "não" puro e duro.
Há naquela frase um erro crasso. Não está em causa o romantismo da coisa, que sugere sempre uma linguagem apelativa. O que está em causa, ali, é a questão da negociação propriamente dita. Se se tivesse apenas perguntado: "E então? Vais despentear-me?", sem a presença cada vez mais usual desse bloqueador de qualquer negociação "ou não?" de certeza que o impacto negocial seria outro.
Fazendo-se uso daquele "ou não", deixamos sempre ,na cabecinha de quem nos tem de responder, a sugestão para o "não" puro e duro.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2004
quinta-feira, 16 de dezembro de 2004
votem

Dar continuidade às politicas mais justas de subsidios de apoio à economia portuguesa e incrementar o processo de modernização das nossas estruturas produtivas, significa votar nos partidos de sempre.
Eles merecem!
que bom!
Abri um blog e apanhei uma sensação. Musica velhinha e boa e a atiçar-me uma certa memória de um tempo maravilhosamente tido como “um tempo de paixões”.
Não sei porque me recorda a paixão, aquela música. A paixão pelas coisas, pelos amigos sentados na antiga escada da escola. A paixão pelas cores das faces que as moças traziam, risonhas e perfumadas.
E nós a olhar.
Que paixão!
Um tempo em que tudo era o que havia de ser.
Raios, gente, que estou “piegas” porque sou um homem a olhar para o tempo das paixões, neste momento. E um homem que olha assim, bem, ao menos olha.
Malefícios da vida, dizem. Claro que sim, acrescento eu. Mas aquele tempo, gente, já não existe mais. Nunca mais.
Quando um dia morrer quero fechar os olhos, de gula, e recordar aquele tempo, o meu tempo de paixões.
Não sei porque me recorda a paixão, aquela música. A paixão pelas coisas, pelos amigos sentados na antiga escada da escola. A paixão pelas cores das faces que as moças traziam, risonhas e perfumadas.
E nós a olhar.
Que paixão!
Um tempo em que tudo era o que havia de ser.
Raios, gente, que estou “piegas” porque sou um homem a olhar para o tempo das paixões, neste momento. E um homem que olha assim, bem, ao menos olha.
Malefícios da vida, dizem. Claro que sim, acrescento eu. Mas aquele tempo, gente, já não existe mais. Nunca mais.
Quando um dia morrer quero fechar os olhos, de gula, e recordar aquele tempo, o meu tempo de paixões.
gira que gira
A realidade, que não ditosa, da pátria, faz-nos viajar numa espécie de carrossel místico, onde tudo gira em volta do nosso imobilismo. É esta realidade que faz com que centenas de portugueses deambulem, de voto em voto, produzindo a mesma maçã estafada, a mesma ananás em calda, servidas na mesma taça de sempre. Não vale de muito ousarmos propor o estalo ideológico a esta gente, uma galheta bem aviada, na hora de decidirem pelo PS ou pelo PSD. Quando muito um conselho amigo na hora de decidirem pelas caudas ululantes daqueles dois papagaios coloridos: o PP e o BE.
Não vale a pena!
O carrossel desta imobilidade não pára.
A música é sempre a mesma e a viagem tem rigorosamente o mesmo início e o mesmo fim: gira que gira, roda que roda, a musica toca e tudo isto é moda.
Não vale a pena!
O carrossel desta imobilidade não pára.
A música é sempre a mesma e a viagem tem rigorosamente o mesmo início e o mesmo fim: gira que gira, roda que roda, a musica toca e tudo isto é moda.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2004
comentários
Já por duas vezes retirei o sistema de comentários do food-i-do como quem tenta deixar de fumar, acabando por voltar ao mesmo. Ter ou não ter sistema de comentários parece estar na ordem do dia, já que o blog que a direita detesta anda a reflectir a coisa. Os comentários são uma espécie de carta branca a quem nos visita para participar no bloguito, sendo que quanto mais provocador é o nosso estilo maior é o risco de recebermos impropérios. Por isso concordo perfeitamente com este post, que explica muito bem a origem do baixo nivel de comentários que assistimos no barnabé ( penso até que rivalizam com os do "o-meu-pipi"). Acrescento que uma das primeiras bandeiras que eles utilizaram contra o abrupto foi precisamente a ausência de um sistema de comentários neste blog. Parece que o homem das barbas brancas levou a melhor, mais uma vez.
há sempre um floco de neve à tua espera
É isso! Num tempo de abundantes mensagens de paz e amor e outras realizações, visite este nevão e talvez encontre aquela mensagem que procurava.
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