quinta-feira, 13 de janeiro de 2005

uma coisa é certa

Se eu for, um dia, ministro e fizer uma viagem oficial a Las Vegas, de certeza que vou arranjar um tempo extra para ir ao "Flamingo". E depois que não me venham esses párias pedir satisfações. E se eu for um dia a Roma, em viagem oficial , não irei ver o Papa, de certezinha, mas irei mergulhar nos bares imundos da cidade e beberei até dizer "basta".E depois que não me venham esses párias pedir satisfações.

E para reforçar esta ideia, devo dizer que na minha ultima viagem oficial a Valencia fui ver a Catedral, nos meus tempos livres, sem que com isso houvesse o mais pequeno sintoma de afastamento das minhas obrigações profissionais que aquela viagem me forçou.

espabilhai mas é!!!

pergunta do dia

Quantas mulheres portuguesas não se chamariam "Vanessa" caso a letra de António Variações não tivesse ficado tanto tempo na gaveta?

o benfica hoje

Como é que é possível um gajo destes comandar os destinos do meu clube?


quarta-feira, 12 de janeiro de 2005

no comments


o dilema

[O PS] Está à espera da alternância, sem desejar a mudança”.

In Abrupto


Isto é realmente um facto que atira qualquer socialista para um grande dilema: “andei todo este tempo a contestar o esbanjamento, o jobs for the boys, a irresponsabilidade politica, o arranjinho da ordem, e não vejo nada no meu partido que aponte para a face boa da moeda”.
Em suma, meus caros, falta saber até que ponto os portugueses persistem em passar cheques em branco, em assinar sentenças de morte como quem dá autógrafos numa tarde de domingo. Falta saber se os portugueses terão disso consciência e, por outro lado, perguntar aos lideres de opinião se eles estão realmente a fazer alguma coisa em prol dessa consciência

terça-feira, 11 de janeiro de 2005

Morreu Cavém, um antigo jogador do Benfica que eu jamais vi jogar. Dizem que era um jogador notável. Um bicampeão europeu.


foto "Público"

segunda-feira, 10 de janeiro de 2005

Quem quer casar

A quarenta dias das eleições (já agora, o dia em que faço 39 anos), o que está na ordem do dia é a postura "Hannibal Lecter" do Bloco de Esquerda. Assim, creio que se deve recomendar a leitura e consequente reflecção deste post e deste também.
Não faltam pretendentes para casar com a carochinha. E você? Quer ser o João Ratão?


domingo, 9 de janeiro de 2005

siga a lógica do gato para 2005

43PI0068.jpgDelicioso tónico para aqueles que pretendem debater-se com a necessidade de conquista. Na vida, no trabalho, na família. Clique na imagem, ligue o som e deleite-se com esta "lógica do gato". Está piegas, por ventura, mas é lindo de morrer. E bate-me muito! Weeeeeeeeeeeeeeeee.

via attu

hum

Sou do Norte e benfiquista, e comunista, e tenho mau feitio (dizem).
De resto, e por uma questão de honestidade, dou os meus sinceros parabéns a todos os sportinguistas, que devem estar contentes com a vitória do seu clube sobre o meu.
Sempre apreciei “Benfica-Sportings” porque me dá gozo ver as bancadas repletas de publico verde e vermelho, a confraternizar o espectáculo desportivo.
No final do jogo desta noite, o jogo do enterro do “catenácio”, fixei-me naquela imagem de um adepto benfiquista a filmar as bancadas, entre sportinguistas “encachecolados” e felizes. O homem parecia feliz, embora o seu clube tivesse perdido. São estas coisas que devem ser relevadas, bem como o imenso facto de que é o futebol, no seu esplendor, que melhor sabe curvar-se em honra dos que sofrem, como foi o caso de termos visto quarenta e tal mil pessoas prestando homenagem sincera e não abrupta às vítimas da ultima tragédia magna. Isto é incontestável. Não vos parece?
Viva a gente de paz.

sábado, 8 de janeiro de 2005

logo à noite, a táctica

Il catenaccio

"E' così chiamato, con intenzione spesso spregiativa, un modulo "difensivistico e contropiedista" molto in auge in passato dalle nostre parti, tanto da assumere anche la dizione "gioco all'italiana".
Consiste nell'utilizzare un modulo 11-0-0, in cui il giocatore più avanzato è il portiere."


para festejar ...


jamais recusei um copo. Um brinde tem mais sabor enquanto desejo de que algo aconteça. Normalmente costumo dizer, quando brindo, " para que as nossas mulheres nunca fiquem viuvas". Neste caso, caro amigo, brindarei antes, durante e depois do jogo, porque o futebol é uma festa!!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2005



Vamos lá ver uma coisa. Nascido em sessenta e seis, eu ainda me lembro das excelentíssimas marcas de tabaco do estado novo . Adorava o pacote dos “Definitivos” porque trazia 24 cigarritos sem filtro. Do outro lado estava o “Kentuckys” (nem sei se é assim que se escreve), o célebre “mata-ratos”, com apenas 12 cigarros, ou coisa assim. E depois havia o “Três Vintes”, o "Provisórios”, o “Paris”, o “Sagres” e mesmo o "Ritz". Eram marcas muito consumidas no início dos anos setenta.
Baratos, simples e turbulentos, os cigarros de um povo pobre passaram a ser substituídos por marcas mais sofisticadas. Os “SGs” apareciam com toda a força e devo dizer que sempre cognominei o “SG Filtro” de “ o tabaco dos trolhas” porque na minha pré-adolescência apenas os miúdos que trabalhavam nas obras tinham dinheiro para comprar tabaco. Era um vê se te avias de “éssegêfiltro”, a causar inveja aos estudantes tesos que nem um pau.
Ora bem, depois apareceu a “geração de setenta”, já com o seu “Pocket Money”, e o dinheirinho para o autocarro. Iniciava-se aí a “primeira passa” e o padrinho era invariavelmente o “SG Ventil”.
Entretanto a malta casou e arranjou filhos e tal e, entre umas e outras coisas, veio a União Europeia e a abertura total do mercado e o poderosíssimo “Marlboro”, claro, não veio sozinho. Trouxe o “Lights” e deu uma mão ao “Camel” e a outras marcas importadas. Uma maravilha!
Acontece que a malta continuou a dar preferência aos “éssegês”. Raio de vício dos portugueses! Um povo que copia tudo, importa tudo do que há e do que não há. Bebem “Coca-cola” à força toda, usam “Levis” a torto e a direito, mas mudar de marca de tabaquinho é que não. Um fenómeno a merecer estudo aos estudantes de Sociologia!

Há bem pouco tempo surgiu o fatal golpe de teatro: os “éssegês” têm pesticida. Coisa grave! Há que mudar de marca.
Eu não mudei, pronto. E não mudo.

E tudo isto para dizer que, afinal, há umas análises mandadas fazer em Itália a afirmar que o meu “ventilito” não tem nada de pesticidas.
Arranjem outro estratagema, sim? Os “éssegês” continuarão a ser o símbolo maior da nossa independência.
Viva Portugal. Pim!

The Allstar Project


hoje às 23.30 no "O Meu Mercedes É Maior Que O Teu".
Rua da Lada, Ribeira do Porto. mp3 aqui.

Web Analytics