quinta-feira, 20 de janeiro de 2005
quarta-feira, 19 de janeiro de 2005
A incrível experiencia do senhor Hilário Eleitor
Era um homem de trabalho, baixito e de barba teimosamente mal aparada. Vestia roupas de marca própria, da feira de Cerveira, e jogava futebol de salão todas os sábados.
Hilário Eleitor tinha, contudo, um problema de saturação. A mulher servia-lhe sempre a mesma refeição: feijoada com mão de vaca. Hilário comia sem moer, arrotava e, depois, procurava consolo no bagaço da tasca do Manel.
Todos os dias a mesma receita.
Horácio Eleitor estava decidido em experimentar a mudança. De maneiras que um dia resolveu que ia jantar fora. Dispensou o futebol de salão com os amigos e marcou mesa no restaurante mais povoado da vila.
Foi muito bem acolhido pelo chefe de mesa. Era agora um cliente e notava bem a diferença no trato. Tudo era agora diferente e sedutor. Disseram-lhe, porém, que consultasse a lista e escolhesse a melhor alternativa. O melhor prato, a mudança, em suma.
Hilário Eleitor não sabia ler. Olhava em volta e o conflito interior inibira-o. O melhor seria apontar qualquer coisa da lista. A mudança, afinal, estava ali à mão de semear.
O empregado percebeu claramente o pedido e prometeu pouca demora. Hilário pensava, ansioso, na mudança. E a mudança não se fez esperar: feijoada com mão de vaca. Raio de sorte a do Hilário Eleitor! Afinal ia comer mais do mesmo. E comeu e não moeu.
Na mesa ao lado percebeu que os comensais estavam satisfeitos e percebia-lhes a gula. Mas que posta de carne suculenta! Como se chamaria aquilo? Hilário ouviu então o mais velho da mesa solicitar o serviço do empregado e percebeu claramente a palavra “more”. Devia ser o nome daquela mudança. E Hilário pediu “More” ao empregado. E o empregado voltou com mais do mesmo. E Hilário Eleitor comeu e calou.
Não percebia bem tamanha sorte. A mudança estava ali ao lado mas a escolha acabava sempre no mesmo.
Hilário Eleitor foi para casa e disse à mulher que ela era a melhor cozinheira do mundo. Ela abraçou-o e avisou:
- Amanhã é dia de ir votar na mudança.
Hilário Eleitor tinha, contudo, um problema de saturação. A mulher servia-lhe sempre a mesma refeição: feijoada com mão de vaca. Hilário comia sem moer, arrotava e, depois, procurava consolo no bagaço da tasca do Manel.
Todos os dias a mesma receita.
Horácio Eleitor estava decidido em experimentar a mudança. De maneiras que um dia resolveu que ia jantar fora. Dispensou o futebol de salão com os amigos e marcou mesa no restaurante mais povoado da vila.
Foi muito bem acolhido pelo chefe de mesa. Era agora um cliente e notava bem a diferença no trato. Tudo era agora diferente e sedutor. Disseram-lhe, porém, que consultasse a lista e escolhesse a melhor alternativa. O melhor prato, a mudança, em suma.
Hilário Eleitor não sabia ler. Olhava em volta e o conflito interior inibira-o. O melhor seria apontar qualquer coisa da lista. A mudança, afinal, estava ali à mão de semear.
O empregado percebeu claramente o pedido e prometeu pouca demora. Hilário pensava, ansioso, na mudança. E a mudança não se fez esperar: feijoada com mão de vaca. Raio de sorte a do Hilário Eleitor! Afinal ia comer mais do mesmo. E comeu e não moeu.
Na mesa ao lado percebeu que os comensais estavam satisfeitos e percebia-lhes a gula. Mas que posta de carne suculenta! Como se chamaria aquilo? Hilário ouviu então o mais velho da mesa solicitar o serviço do empregado e percebeu claramente a palavra “more”. Devia ser o nome daquela mudança. E Hilário pediu “More” ao empregado. E o empregado voltou com mais do mesmo. E Hilário Eleitor comeu e calou.
Não percebia bem tamanha sorte. A mudança estava ali ao lado mas a escolha acabava sempre no mesmo.
Hilário Eleitor foi para casa e disse à mulher que ela era a melhor cozinheira do mundo. Ela abraçou-o e avisou:
- Amanhã é dia de ir votar na mudança.
terça-feira, 18 de janeiro de 2005
Armas, quinquilharias, tecidos, rum
Armas: não adianta perder tempo com debates estafados sobre Porto/Lisboa. Não vão por aí. Isso é ser-se demasiado pacóvio.
Quinquilharias: dizem por aí, à boca cheia aliás, que Sócrates é homossexual e coisa e tal. Pá, eu não gosto nada do tipo, bem sabem. Mas acho mal essa cena de se falar da sexualidade do homem. A mim não me impressionam essas patetices. Cada um exerce a sua sexualidade como bem entender.
Tecidos: Ontem vi na televisão Francisco Louçã e Ana Drago numa missão social, creio. Logo atrás seguia um tipo com ares de “guarda Abel” : Daniel Oliveira.
Rum: Amanhã não esquecer de ver o primeiro dos novos episódios da série “24”.
Quinquilharias: dizem por aí, à boca cheia aliás, que Sócrates é homossexual e coisa e tal. Pá, eu não gosto nada do tipo, bem sabem. Mas acho mal essa cena de se falar da sexualidade do homem. A mim não me impressionam essas patetices. Cada um exerce a sua sexualidade como bem entender.
Tecidos: Ontem vi na televisão Francisco Louçã e Ana Drago numa missão social, creio. Logo atrás seguia um tipo com ares de “guarda Abel” : Daniel Oliveira.
Rum: Amanhã não esquecer de ver o primeiro dos novos episódios da série “24”.

domingo, 16 de janeiro de 2005
Elucubrações dum gajo fodido, numa tarde de domingo, depois de ter comido uma feijoada com grelos.
Sampaio é cada vez mais um bom filho da mãe. Deu o governo a Santana, enterrando-nos. Vai dar o governo a Sócrates, transladando-nos. E agora, em plena legislatura presidencialista, dá a China aos nossos empresários crucificando a nossa indústria têxtil.
Titã, a lua de Saturno, é o ópio de Pacheco Pereira. O homem apega-se àquilo, ganhando audiências e outra tranquilidade. Assim, bem pode continuar caladinho, como convém aos críticos de Santana, à espera do após 20 do 2 para, aí sim, voltar à carga com o seu “pobre país o nosso”.
Sócrates anda feliz porque tem a vitória no papo. Nem precisa de dizer nada. Tem a banca e o "Expresso" a apoia-lo e até os “blasfemos” já se renderam. Nem o facto de alguém ter considerado Sócrates o Kerry português os anima.
O F.C. Porto não conseguiu ganhar ao último classificado da Superliga e nem um pio na blogosfera de referencia. Longe vão os tempos em que eram pedidas reverências ao glorioso dragão…de papel, digo eu.
Vi o dvd do gato fedorento. Não sendo leitor do respectivo blog e vendo pouca televisão, confesso que fiquei surpreendentemente agradado com o talento daqueles quatro miúdos. Tomara que não se deixem deslumbrar. Nesse caso perderiam toda e qualquer personalidade jurídica…
Adenda: Mantorras "dread"! Emoção, África, delírio!
Titã, a lua de Saturno, é o ópio de Pacheco Pereira. O homem apega-se àquilo, ganhando audiências e outra tranquilidade. Assim, bem pode continuar caladinho, como convém aos críticos de Santana, à espera do após 20 do 2 para, aí sim, voltar à carga com o seu “pobre país o nosso”.
Sócrates anda feliz porque tem a vitória no papo. Nem precisa de dizer nada. Tem a banca e o "Expresso" a apoia-lo e até os “blasfemos” já se renderam. Nem o facto de alguém ter considerado Sócrates o Kerry português os anima.
O F.C. Porto não conseguiu ganhar ao último classificado da Superliga e nem um pio na blogosfera de referencia. Longe vão os tempos em que eram pedidas reverências ao glorioso dragão…de papel, digo eu.
Vi o dvd do gato fedorento. Não sendo leitor do respectivo blog e vendo pouca televisão, confesso que fiquei surpreendentemente agradado com o talento daqueles quatro miúdos. Tomara que não se deixem deslumbrar. Nesse caso perderiam toda e qualquer personalidade jurídica…
Adenda: Mantorras "dread"! Emoção, África, delírio!
Eroticalee2 :: Open Your Imagination...
sábado, 15 de janeiro de 2005
Frank Zappa on Crossfire (1986)
Você que está desse lado e é bem formado e provavelmente assume-se um liberal à maneira. E deve perceber inglês, por certo. Siga o Link e aprecie esta conversa com Frank Zappa há quase 20 anos. Certamente perceberá que o mundo não anda assim tão depressa como pensamos. As mentalidades continuam retrógradas! Veja! Você tem aí umas eleições e uma campanha que certamente o interessa.
E a mudança? E a mudança?
E a mudança? E a mudança?
Um gostar que não se aprende
“Aprender a gostar do Porto” é uma expressão criada pelos de Lisboa. É um sofisma com a mesma textura genética de sofismas como “ No Porto é que se trabalha e em Lisboa gasta-se o dinheiro”. Ora gostar do Porto não se aprende. Ou se gosta, e normalmente gosta-se logo, ou se detesta.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2005
intensidades
JPP vibrou hoje a grande altura no seu Abrupto.E fez-nos vibrar também. Diga lá se não foi o mesmo que estar num enorme estádio de futebol a gritar "golos" e "uaus" e "ufas" e "zás!, já ganhámos!"
vamos escrever uma história
A ideia não é original. Contudo, fica aqui o desafio: vamos escrever uma história!
Eu começo com uma simples frase e quem quiser acrescenta um parágrafo ou uma frase nos comentários. A ver no que dá. Se é que dá!
Então força!!
Espero muita e boa adesão. Bora lá escrever!!!
"A estrada parecia não mais acabar. Finalmente uma área de serviço onde dar descanso ao carro e comer alguma coisa. Miguel encostou o carro na bomba 1 e atestou o depósito, dirigindo-se de seguida para o "Snack Bar"."
Eu começo com uma simples frase e quem quiser acrescenta um parágrafo ou uma frase nos comentários. A ver no que dá. Se é que dá!
Então força!!
Espero muita e boa adesão. Bora lá escrever!!!
"A estrada parecia não mais acabar. Finalmente uma área de serviço onde dar descanso ao carro e comer alguma coisa. Miguel encostou o carro na bomba 1 e atestou o depósito, dirigindo-se de seguida para o "Snack Bar"."
coisas de nada
Mariana esgueirou-se da janela alta, quase gótica, e não viu nada. Pensava no mar cheio de ondas e espuma branca. O mar era o seu sonho e as ondas as suas asas. Voar dali para fora, solta das amarras impostas pela fabrica, a linha de montagem e o barulho horrível dos teares, era um desejo febril que inundava o olhar cansado daquela mulher.
O sol a esconder-se e ela deitada nele a saborear a viagem longa.
O caminho para casa levava-lhe o ocaso, rápido e cruel, escuro, e a janela da camioneta servia de tela para outros filmes.
Nada mais aconteceria naquele fim de tarde de Janeiro. A casa, as lides e as ondas de espuma branca a debruar os lençóis amarrotados.
Mariana deitou-se cedo e nem ligou a televisão. Não viu o outro mar, cheio de fúria e destruidor de todos os sonhos. O seu sonho era outro e nada deste mundo é mais forte do que sonhar.
O sol a esconder-se e ela deitada nele a saborear a viagem longa.
O caminho para casa levava-lhe o ocaso, rápido e cruel, escuro, e a janela da camioneta servia de tela para outros filmes.
Nada mais aconteceria naquele fim de tarde de Janeiro. A casa, as lides e as ondas de espuma branca a debruar os lençóis amarrotados.
Mariana deitou-se cedo e nem ligou a televisão. Não viu o outro mar, cheio de fúria e destruidor de todos os sonhos. O seu sonho era outro e nada deste mundo é mais forte do que sonhar.
o Sacamanteigas
Ontem vi este filme, em dvd. Fiquei curioso porque a história aconteceu aqui ao lado, na Galiza. Ora fui ver e encontrei isto. Uma proposta interessante para o fim-de-semana: a Galiza, o Lobo ibérico, o também nosso lobo, as lendas à sua volta, e a insanidade, a velha e sempre presente loucura nos homens. Para apreciar longe dos pasquins.

foto:REBORDECHAO, Iglesia Parroquial,
Vilar de Barrio, Ourense, tirada daqui.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2005
convincente!
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