Daqui a pouco, na Sicnews, o debate entre Jerónimo de Sousa e Paulo Portas.
Cá em casa a utilização do "PêCê" está condicionada a regras, pelo que só amanhã farei o devido e interessado comentário.
terça-feira, 25 de janeiro de 2005
Eu não ando aqui a encher pneus
Ele há tipos espertos. Um gajo se quiser ter um pingo de honestidade só pode pensar que tipos destes julgam que nós andamos aqui a encher pneus.
O Barnabé manda uma posta sobre “ Maturidade”. Um gajo lê aquilo e realmente tem que dar razão àqueles que falam em “reaccionários de esquerda” e em “neo-fascismos de esquerda”. E um gajo não anda aqui a encher pneus.
E depois o JPP, “wise guy”, serve-se daquilo como quem pega num calhau de arremesso, disfarçado de tijolo construtivo.
E um gajo não anda aqui a encher pneus!
Do essencial não falam eles. Que um gajo lê a imprensa nacional e, em matéria de politica, a “entrada” mais recorrente, quer nos títulos dos artigos, quer nos ditos cujos, provém quase sempre da conjugação do verbo “acusar”.
E um gajo não anda aqui a encher pneus e percebe que o essencial seria dizer que o povo já está a ser acusado da possibilidade de se realizarem novas eleições após 20 de Fevereiro, caso o partido “A” não obtenha maioria absoluta.
E o povo não anda aqui a encher pneus e já devia ter aprendido que os políticos (e é de políticos que eu estou a falar) gostam muito de apregoar que “o povo é soberano e sabedor”.
O povo um dia farta-se disto tudo e vai embora.
O Barnabé manda uma posta sobre “ Maturidade”. Um gajo lê aquilo e realmente tem que dar razão àqueles que falam em “reaccionários de esquerda” e em “neo-fascismos de esquerda”. E um gajo não anda aqui a encher pneus.
E depois o JPP, “wise guy”, serve-se daquilo como quem pega num calhau de arremesso, disfarçado de tijolo construtivo.
E um gajo não anda aqui a encher pneus!
Do essencial não falam eles. Que um gajo lê a imprensa nacional e, em matéria de politica, a “entrada” mais recorrente, quer nos títulos dos artigos, quer nos ditos cujos, provém quase sempre da conjugação do verbo “acusar”.
E um gajo não anda aqui a encher pneus e percebe que o essencial seria dizer que o povo já está a ser acusado da possibilidade de se realizarem novas eleições após 20 de Fevereiro, caso o partido “A” não obtenha maioria absoluta.
E o povo não anda aqui a encher pneus e já devia ter aprendido que os políticos (e é de políticos que eu estou a falar) gostam muito de apregoar que “o povo é soberano e sabedor”.
O povo um dia farta-se disto tudo e vai embora.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2005
também tu
Ricardo A. Pereira aparece hoje no “24 Horas” ( a fama está irremediavelmente relacionada com este pasquim) a dizer porque deixou de ser militante do PCP. Não ponho em causa as razões de tal abandono. Eu próprio nunca me deixei seduzir pela inscrição no partido porque seria expulso no dia seguinte.
Sei muito bem o que significa a disciplina partidária e as condicionantes impostas pelo aparelho. Mas isto existe em todos os partidos, ou seja, não é só no PCP que há rigidez e disciplina. O que me causa sinceramente alguma pena é saber que Ricardo Pereira continua a demonstrar alguma simpatia pelo PCP e anda de namoro com o Bloco de Esquerda. Uma figura publica como ele, cujo trabalho se orienta para um target jovem e, obviamente, urbano só podia descambar na tentação do Bloco.
Fico triste. De resto, o português quando passa a frequentar os grandes restaurantes, em vez de puxar da cadeira para se sentar, empurra a mesa.
Sei muito bem o que significa a disciplina partidária e as condicionantes impostas pelo aparelho. Mas isto existe em todos os partidos, ou seja, não é só no PCP que há rigidez e disciplina. O que me causa sinceramente alguma pena é saber que Ricardo Pereira continua a demonstrar alguma simpatia pelo PCP e anda de namoro com o Bloco de Esquerda. Uma figura publica como ele, cujo trabalho se orienta para um target jovem e, obviamente, urbano só podia descambar na tentação do Bloco.
Fico triste. De resto, o português quando passa a frequentar os grandes restaurantes, em vez de puxar da cadeira para se sentar, empurra a mesa.
o dia mais triste do ano
Segundo dizem, hoje é o dia mais triste do ano. Pegando nesta ideia e já que disponho de um sistema de comentários, diga lá, caro leitor, o que é que o faz triste nesta segunda-feira?
Eu digo já: o que me deprime hoje é o facto de eu ainda não ter lido nada que aponte para o envio de Trapatoni para casa da mãe dele. Passou um "tanque" na minha rua.
Eu digo já: o que me deprime hoje é o facto de eu ainda não ter lido nada que aponte para o envio de Trapatoni para casa da mãe dele. Passou um "tanque" na minha rua.
domingo, 23 de janeiro de 2005
Nietzsche & Schopenhauer
"Última vontade"
A blogosfera portuguesa adoptou o cliché de enviar saudações a blogs aniversariantes. Eu deixei de o fazer a partir do momento em que vi nisso uma forma de bajulação, graxa, se quiserem. Ainda me lembro bem do autor do "Abrupto" anunciar previamente o aniversário do blog para, como se verificou, no respectivo dia receber cumprimentos e palminhas de “um cento e mais um” bloggers. E ele, zeloso, a enumerar os respectivos links. Uma coisa bárbara, só ultrapassada em prestigio pela festa dos oitenta anos de Mário Soares, que, de resto, já não tem idade para fazer um blog.
Daí que eu esteja hoje a enviar os meus sinceros parabéns ao Frederico e ao Artur pelo primeiro aniversário do último post do excelente Nietzsche & Schopenhauer. Um blog parado mas ainda muito visitado. A referencia do comentário desportivo na blogosfera. Parabéns malta.
A blogosfera portuguesa adoptou o cliché de enviar saudações a blogs aniversariantes. Eu deixei de o fazer a partir do momento em que vi nisso uma forma de bajulação, graxa, se quiserem. Ainda me lembro bem do autor do "Abrupto" anunciar previamente o aniversário do blog para, como se verificou, no respectivo dia receber cumprimentos e palminhas de “um cento e mais um” bloggers. E ele, zeloso, a enumerar os respectivos links. Uma coisa bárbara, só ultrapassada em prestigio pela festa dos oitenta anos de Mário Soares, que, de resto, já não tem idade para fazer um blog.
Daí que eu esteja hoje a enviar os meus sinceros parabéns ao Frederico e ao Artur pelo primeiro aniversário do último post do excelente Nietzsche & Schopenhauer. Um blog parado mas ainda muito visitado. A referencia do comentário desportivo na blogosfera. Parabéns malta.
million dollar baby
Vi este filme e, de facto, ganhei o dia. Recomendo-o vivamente. Uma história notável abordando uma das questões mais delicadas dos nossos dias.
Clint Eastwood, mais uma vez, a fazer a diferença. Bravo.
Clint Eastwood, mais uma vez, a fazer a diferença. Bravo.

sábado, 22 de janeiro de 2005
haja memória
É do Norte, benfiquista e tem autoridade bastante para dizer aos socialistas aquilo que deve ser dito. A lei do aborto não pode andar hipocritamente nas agendas dos candidatos a governo para, depois, cair em saco roto, no pior remendo da nossa civilização. Haja memória, sim?

Por mim bem pode apagar já o blog
Que alguém escreva por si, é o que eu desejo sinceramente, tal é o vazio de ideias e tantas são as reticencias. Valha-nos a foto do Bom Jesus!
o nada
A imprensa escrita de hoje não fala de outra coisa: "Louçã, estiveste mal".
E esteve, de facto.
Como estará muito mais, caso o partido que ele comanda tiver o protagonismo governativo que eles tanto ambicionam. Neste particular cabe referir, por elementar justiça, aquilo que Jerónimo de Sousa vem defendendo: a qualidade responsável contra a qualidade do marketing. Louçã e Sócrates são, a para de Portas e Santana, autênticos produtos cosméticos, criados nesta época de globalização. Não passam de vedetas, umas mais emproadas que outras, que a tudo recorrem para atrair atenções. Servem-se de um discurso apelativo, certeiro, para atrair votos.
Tudo espremido e não temos nada. Por isso mesmo é de bom senso, e aliás de boa mente, reforçar a mensagem de que o voto útil tem expressão se for atribuído ao Partido Comunista Português. Um partido que não alinha em caldinhos, despreza o populismo e mostra-se empenhado num discurso sério e com propostas coerentes.
Ninguém tem duvidas, neste momento, de que o PCP tem tudo contra ele. A imprensa em primeiro lugar, que o despreza constantemente. Acrescente-se o discurso de Mário Soares a apelar ao Bloco, ao partido do “baralho de cartas”.
E é por isso importante que um comunista como eu, aceite o propósito sério de se dirigir à esquerda apelando que não se deixe levar por panaceias. Em particular àqueles que se identificam com os ideais de esquerda. Não se deixem levar na onda. Procurem estudar nas entrelinhas das parangonas e, por certo, encontrarão o verdadeiro sumo deste novo discurso: o nada.
E esteve, de facto.
Como estará muito mais, caso o partido que ele comanda tiver o protagonismo governativo que eles tanto ambicionam. Neste particular cabe referir, por elementar justiça, aquilo que Jerónimo de Sousa vem defendendo: a qualidade responsável contra a qualidade do marketing. Louçã e Sócrates são, a para de Portas e Santana, autênticos produtos cosméticos, criados nesta época de globalização. Não passam de vedetas, umas mais emproadas que outras, que a tudo recorrem para atrair atenções. Servem-se de um discurso apelativo, certeiro, para atrair votos.
Tudo espremido e não temos nada. Por isso mesmo é de bom senso, e aliás de boa mente, reforçar a mensagem de que o voto útil tem expressão se for atribuído ao Partido Comunista Português. Um partido que não alinha em caldinhos, despreza o populismo e mostra-se empenhado num discurso sério e com propostas coerentes.
Ninguém tem duvidas, neste momento, de que o PCP tem tudo contra ele. A imprensa em primeiro lugar, que o despreza constantemente. Acrescente-se o discurso de Mário Soares a apelar ao Bloco, ao partido do “baralho de cartas”.
E é por isso importante que um comunista como eu, aceite o propósito sério de se dirigir à esquerda apelando que não se deixe levar por panaceias. Em particular àqueles que se identificam com os ideais de esquerda. Não se deixem levar na onda. Procurem estudar nas entrelinhas das parangonas e, por certo, encontrarão o verdadeiro sumo deste novo discurso: o nada.
Se eu fosse do PSD
Se eu fosse do PSD votava em Santana no dia 20 de Fevereiro. Não tinha a menor duvida, neste momento. E apoiava-o fervorosamente se ele fosse capaz de dizer bem alto que quer uma maioria absoluta para governar. Ou seja, que dispensaria Paulo Portas, esse explorador das fragilidades do povo português.
Acabei de ver Santana no “Expresso da meia-noite”, na sicnews, e tenho duas ou três coisas para dizer:
1. Santana é bom em campanha. Mostra muita versatilidade e defende-se como poucos. É um Santana diferente do Santana decretado primeiro-ministro. O homem tem estofo de campeão e vai mostrar isso mesmo nestas eleições.
2. Pacheco Pereira sai muito mal na fotografia porque foi completamente ignorado. Por Santana, obviamente, e pelos jornalistas presentes. Eles falaram repetidas vezes em Marcelo, Cavaco, Manuela Ferreira Leite, Marques Mendes. Pacheco Pereira, nicles. Está em Titã, bem longe portanto.
3. Uma observação muito pessoal: o que é que se pode fazer com uma tipa como aquela Clara Ferreira Alves de nariz de matraquilhos e cabelo de enxofre a reinar com a seca no Alentejo, a patinar para o “reality show”? Uma desgraça.
Acabei de ver Santana no “Expresso da meia-noite”, na sicnews, e tenho duas ou três coisas para dizer:
1. Santana é bom em campanha. Mostra muita versatilidade e defende-se como poucos. É um Santana diferente do Santana decretado primeiro-ministro. O homem tem estofo de campeão e vai mostrar isso mesmo nestas eleições.
2. Pacheco Pereira sai muito mal na fotografia porque foi completamente ignorado. Por Santana, obviamente, e pelos jornalistas presentes. Eles falaram repetidas vezes em Marcelo, Cavaco, Manuela Ferreira Leite, Marques Mendes. Pacheco Pereira, nicles. Está em Titã, bem longe portanto.
3. Uma observação muito pessoal: o que é que se pode fazer com uma tipa como aquela Clara Ferreira Alves de nariz de matraquilhos e cabelo de enxofre a reinar com a seca no Alentejo, a patinar para o “reality show”? Uma desgraça.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2005
diga-lhes o que é de dizer
Em quem é que eu voto? É a pergunta que mais recebo e mais me fazem.
in Abrupto
Temos aqui um problema, de facto. Um não, dois. O primeiro será deslindado pelo "comentador das barbas brancas". O segundo consiste na pobreza de espírito de todas as pessoas que se dirigem ao "Sr. abade", nos dias de hoje, a pedir a sua (dele) bênção. "Em quem voto eu Sr. abade?"
Isto recordou-me uma confidência que o avô da minha querida mulher me contou um dia: por ocasião das primeiras eleições livres do Portugal democrático o agora também meu avô perguntou a um padre muito conhecido e influente na Sé do Porto, à época, em que partido deveria votar. A resposta foi clara concreta e concisa: " Vota no PPD porque os do CDS são um bocado salazarentos"
Ó senhor Pacheco, diga-lhes isso. O caríssimo sabe muito bem que o clero do Porto sempre esteve mais à esquerda do que o outro!
in Abrupto
Temos aqui um problema, de facto. Um não, dois. O primeiro será deslindado pelo "comentador das barbas brancas". O segundo consiste na pobreza de espírito de todas as pessoas que se dirigem ao "Sr. abade", nos dias de hoje, a pedir a sua (dele) bênção. "Em quem voto eu Sr. abade?"
Isto recordou-me uma confidência que o avô da minha querida mulher me contou um dia: por ocasião das primeiras eleições livres do Portugal democrático o agora também meu avô perguntou a um padre muito conhecido e influente na Sé do Porto, à época, em que partido deveria votar. A resposta foi clara concreta e concisa: " Vota no PPD porque os do CDS são um bocado salazarentos"
Ó senhor Pacheco, diga-lhes isso. O caríssimo sabe muito bem que o clero do Porto sempre esteve mais à esquerda do que o outro!
os governos da mudança
Francisco José Viegas, autor do Aviz, faz, no JN de ontem, uma abordagem à governação em Portugal num contexto actual. Contudo, refere-se sempre a "os governos" e não a "o governo". Ora isto é um indicador de preocupação no que toca à tão badalada "alternância".
quinta-feira, 20 de janeiro de 2005
debate para que te quero
Acabei de ver, na sicnews, o debate entre Louçã e Paulo Portas. Já me estava a esquecer do rei das feiras. Ele acredita que vai haver uma surpresa eleitoral. Às tantas aquela trupe de gordas e a vaca, que apareceram no execrável Herman, vão participar na campanha do PP!!
"Fugas" (ouviram esta?)
Adenda: evidentemente que o Portas ganhou e essa direita cheia de lata excita-se. Evidentemente que Louçã também ganhou. Ganham todos porque o meu é melhor que o teu e o meu é amigo do meu pai e o meu é amigo do padre e o meu é amigo de Deus.
"Fugas" (ouviram esta?)
Adenda: evidentemente que o Portas ganhou e essa direita cheia de lata excita-se. Evidentemente que Louçã também ganhou. Ganham todos porque o meu é melhor que o teu e o meu é amigo do meu pai e o meu é amigo do padre e o meu é amigo de Deus.
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