terça-feira, 15 de fevereiro de 2005

Debate Final ou as cassetes são os outros

Jerónimo de Sousa está afónico e passou a palavra aos outros candidatos. É o resultado do seu empenho e do forte contacto com as pessoas. Se continuar assim, Jerónimo ganhará o debate porque as cassetes, agora, são os outros.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2005

Boa noite. Hoje trabalhei muito. E que bom quando podemos dizer que trabalhámos muito!Um abraço apertado.
Futebol. Na tabela classificativa desta semana surgem quatro equipas em primeiro lugar com o mesmo número de pontos. E verifica-se alguma polémica quanto ao nome que deveria constar no cimo da tabela. Por justiça de bom futebol jogado, quem merece o cimo da tabela é o S C Braga. O melhor futebol que algumas más arbitragens impedem de atingir o primeiro lugar.

tudo serve

A morte de Lúcia de Jesus, freira, não pode estar a ser aproveitada pelos políticos. Não deveria ser assim. Dá a ideia que, para além do aproveitamento propagandístico, há um casamento entre a ética católica, e a moral que o PSD e o CDS pretensamente defendem. Portugal era um país de Fátima, Futebol e Fado. Hoje já não é bem assim, embora alguns insistam nessa ideia.

domingo, 13 de fevereiro de 2005

ana drago, o lavagante, o boneco e a estante

Ana Drago não foi ao mercado mas levou o mercado com ela. Nada como uma caixa de legumes a servir de tacão alto. As mulheres não se medem aos palmos.
O lavagante é um marisco com muita garra. Santana demonstra, por a+b que o nome lhe fica a preceito. Depois do cherne fugidio vamos ter um lavagante à procura da sua existencia.
O boneco aparece na televisão e logo os maxilares sobem e descem a debitar a mesma cassete. Não vale a pena chamar o Gepetto porque o boneco Sócrates tem muitos guterristas a mexer os cordelinhos, dando-lhe vida, colocando-lhe coisas para dizer.
Em quase todas as casas há uma estante com alguns livros. A biblia e algumas coleções incompletas das Seleções e da Ediclube. Paulo Portas é a estante móvel. Aparece em todo o lado carregadinho de livros ôcos mas muito bem encadernados. leiam e leiam.

Jerónimo rulez!!!

Jerónimo está, decididamente, na mó de cima. Sousa Tavares, Pacheco Pereira, e até João Pereira Coutinho, não resistiram à evidência, fazendo eco da mais valia deste comunista, que trouxe para a campanha aquilo que talvez eles desejassem nos seus liders partidários.. O Expresso também. Falta saber se o povo português (incluíndo os nojentos) vai corresponder ao empenho do recentemente eleito líder do PCP.

dai-me um soco

Para a comida que está quase, quase a sair, o sr. Emídio tem a seguinte expressão: “Já vai de avião”. Quer dizer, claro, que está praticamente a aterrar nas nossas mesas.”
Carla Hilário Quevedo na “Unica”, semanário Expresso.

Mas que raio de coisa é esta? Que se passa naquele semanário que o leva a encomendar aberrações destas? Está tudo doido e, depois, eu é que sou um gajo food-i-do.

A doutora

A mulher de nariz de matraquilho voltou a atacar (aviso já os mais sensíveis que o termo “nariz de matraquilho” é uma corruptela, minha, da expressão “ nariz empinado”). Já não bastava o tique intelectualoide quando, há um ou dois anos, escreveu que o povo não lê, só porque num belo dia estava na praia e viu duas ou três pessoas a ver revistas. Já não bastava o tique “coquette” quando um dia disse que em nova não experimentou LSD porque era uma “careta”. Já não bastava o tique “ la femme intercontinental” quando um dia fez uma viajem de comboio Lisboa-Porto e se lembrou de dizer que tudo era feio, desde cidades a vilas. Hoje, em pleno "Eixo do Mal" atira-nos com o “povo nojento”, uma tese realmente fabulosa, a merecer doutoramento.
Uma “tigra”, esta clara mulher.
E a propósito da farpa do “Sr. Silva” (aquilo foi mesmo uma farpa – se tivesse sido dito por Pinto da Costa era “fina ironia…), e no momento em que o Silva do programa se dirige a ela tratando-a por “Srª Alves”, ela corrige, apressada:- “ Doutora Ferreira Alves!”. Leram bem? DOUTORA!
E daqui se compreende que do povo que ela diz “nojento” emerge realmente uma classe nojenta: a classe daqueles que exigem ser chamados por DOUTORES, ENGENHEIROS; que mandam botar o “DR.” nos livros de cheques. Esses sim, são um nojo de povo.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2005

O caso Sócrates

O caso Sócrates é, ao mesmo tempo, grave e hilariante. É grave porque demonstra que nesta campanha vale tudo. Os contingentes do poder lutam de forma bélica, provando que, afinal, há ainda muita porcaria para vir, até ao dia 20 de Fevereiro. E é hilariante porque Sócrates, que para mim não passa daquele boneco do filme “AI”, de Spielberg, muito bem representado por Jude Law (creio que se chama assim), consegue, finalmente, o seu papel de vítima.
E fica tão bem na foto, o Sócrates, senhores!
Mas o caso Sócrates é muito mais do que isso. É a prova clara de que Portugal vai viver um muito mau bocado, após as eleições. Porque infelizmente os pensadores dominantes são pela bipolarização e, quer queiramos quer não, isso influencia.
Porque infelizmente este pobre país tem de facto um défice de cultura eleitoral. Este país é burro, pronto.
Não me venham dizer “não é correcto”, porque eu tenho que afirmar isto sem receios: burro país, este, que se entretém com toda esta trampa de políticos maliciosos, acoutados nos “trojans” da opinião e deixa passar ao lado uma magnífica oportunidade de mostrar a essa gente que eles não valem nada mesmo! Nem para oposição servem, uns e outros. Pobreza como esta não há em mais lado nenhum!
E agora venham lá daí esses elogios tinhosos a quem trabalha mesmo, dando a cara, colocando o dedo na ferida e tendo na outra mão o curativo, o óleo de fígado de bacalhau de que esta nação precisa. Venham daí as simpatias porque tendes rádios, tendes estúdios e não vos falta papel para sujardes com a vossa hedionda cobardia.
Verão de 1985. O Live Aid estava na berra e a Juventus tinha-se sagrado campeã europeia de clubes, em Bruxelas, apesar das mortes no estádio. Eu tinha longos cabelos em cachos, cor de trigo muito dourado que se esbateu ao longo destes vinte anos. Estava no Norfolk, a horta de Inglaterra, a apanhar morangos, amoras e framboesas. Naquele complexo agrícola havia uma fábrica de processamento industrial dos frutos silvestres e o encarregado geral era um tipo barbaramente inglês que fazia leilões nos tempos livres. Era um tipo muito conversador, apesar de arrogante. E quando eu lhe falava, timidamente, do meu país, ele só me dizia: - " Atino, Portugal está cheio de dinheiro. O problema é que esse dinheiro está muito mal distribuído!".
A Avaliar pelo quadro em baixo (que encontrei aqui) verificamos que a frase do velho "Malcom" continua, e de que maneira, a fazer muito sentido. Vinte anos para nada!


Sexta-feira. O nome e a coisa existem e são ouvidos. Os comunistas de hoje são tão bons como os de ontem. Os de ontem sofreram por nós e muitos “morreram” da vida porque acreditaram ser possível transformar o país miserável de então. Os comunistas de hoje continuam a ser testemunho vivo dessa sede de transformação, porque o país continua miserável.
Ninguém os ouve? Ninguém lhes liga? Parece que sim, afinal. Eles, os comunistas, não andam aos berros, de megafone, a acenar ao povo. Um verdadeiro comunista não necessita de andar com uma bandeira. Ele fala a sua mensagem e sabe que anda em contra ciclo, que há gente interessada em banir os seus símbolos. Ele sabe que a tentação não é de agora e que muitos camaradas já se renderam ao fácil, à capa de revista. Mas um comunista ao acordar todos os dias de manha, olhando-se ao espelho, deve dizer bem alto, com entusiasmo: “Eu tenho uma missão”.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2005

Quarta-feira. O meu partido tem um líder que demonstra muita serenidade, classe e postura, quando confrontado com a porcaria que os outros fazem. Ninguém deve ter reparado nos comentários que Jerónimo de Sousa fez a propósito do cartaz do PSD, colocado por cima de um outro da CDU. O pessoal anda entretido com a bipolarização e o SR. Silva.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2005

dias gordos

Carnaval. Feijão manteiga, carne gorda, orelheira, toucinho, enchidos e muito vinho. Dia gordo, sem dúvida.
Amanhã é quarta-feira de cinzas. Um tempo que se quer de retiro, de reflexão. Evidentemente que apenas cumprimos o primeiro ideal: comer até fartar. Amanhã continuamos na mesma. Continuamos a comer bem e quanto mais melhor. Enchemos a barriga de palavras que nos entram, casa adentro, e arrotamos felizes e convencidos de que há muita glória.
Amanhã continuaremos convencidos de que não há cinzas, apenas cinzeiros onde depositamos, cinicamente, o lixo da nossa hipócrita existência.
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