Hoje tive tempo para ler alguma coisa da blogosfera. Não muita. E percebi que, de vez em quando, se faz “psicanálise blogosferica”. Uns porque, de facto demonstram ter sentido critico, outros porque, afinal, experimentam novas sensações e debutam em teses de doutoramento sobre tudo e coisa nenhuma.
Estamos pois perante um caso, a psicanálise blogosferica, para Júlio Machado Vaz comentar no seu excelente Murcon que a elite teima em ignorar, entretida que anda a trocar banalidades, como sempre e desde sempre.
Também recebi o tal vídeo que mostra a agonia a que os animais são condenados por via das suas magnificas peles. Terrível, é um facto. Parece-me simplesmente que estão a perseguir Fátima Lopes, não sei. Conheço pouco da senhora mas acho que a montagem, no tal filme, acusa muito fortemente uma senhora que é só um dos poucos casos de sucesso internacional. Mas aquilo é péssimo, reconheço.
quinta-feira, 31 de março de 2005
segunda-feira, 28 de março de 2005
ao que parece
Hoje foi um dia duro. Porque há uma crise tão grande e os restaurantes continuam cheios, o casino de Espinho a abarrotar e as estradas municipais completamente congestionadas.
E hoje foi um dia duro.
Há uma crise tão grande, do tamanho daqueles estúpidos invólucros dos ovos de chocolate. Porque um ovo de chocolate merecia mais respeito, deveria estar embalado em papel mais austero. Porque o dinheiro existe. E a crise também.
E hoje não me apetece nada falar nos desfavorecidos. Vivam os lindos ovos de chocolate e as amêndoas da Arcádia.
E também ouvi uma história que falava da última palavra que uma velhinha murmurou antes de falecer: “ Ases”, dissera a moribunda.
Os filhos dirigiram-se ao casino, a conselho de uns amigos, e perguntaram o significado de semelhante coisa. Feitas as apresentações, disseram-lhes que a velha era uma viciada na banca francesa.
Tinha sido feliz a velha e, ao que parece, morrera a sonhar.
Eu um dia vou morrer e quero muito morrer a sonhar.
E hoje foi um dia duro.
Há uma crise tão grande, do tamanho daqueles estúpidos invólucros dos ovos de chocolate. Porque um ovo de chocolate merecia mais respeito, deveria estar embalado em papel mais austero. Porque o dinheiro existe. E a crise também.
E hoje não me apetece nada falar nos desfavorecidos. Vivam os lindos ovos de chocolate e as amêndoas da Arcádia.
E também ouvi uma história que falava da última palavra que uma velhinha murmurou antes de falecer: “ Ases”, dissera a moribunda.
Os filhos dirigiram-se ao casino, a conselho de uns amigos, e perguntaram o significado de semelhante coisa. Feitas as apresentações, disseram-lhes que a velha era uma viciada na banca francesa.
Tinha sido feliz a velha e, ao que parece, morrera a sonhar.
Eu um dia vou morrer e quero muito morrer a sonhar.
domingo, 27 de março de 2005
Se eu, um dia, passasse na tua porta e te atirasse um beijo cheio de brilho, tu eras capaz de mo devolver. E se eu, um dia, pegasse no teu beijo e o encaixilhasse entre barras de ouro, ele, por certo, brilharia ainda mais.
Na verdade, esse beijo perdido anda a sonhar com um pôr de sol assim. E um beijo ensolarado é como um refresco numa tarde quente de verão.
[meu deus que piegas]
Na verdade, esse beijo perdido anda a sonhar com um pôr de sol assim. E um beijo ensolarado é como um refresco numa tarde quente de verão.
[meu deus que piegas]
sábado, 26 de março de 2005
sexta-feira, 25 de março de 2005
weeeeeeeeeeeee
Se um dia todo este ruido terminasse eu ficaria louco. Porque do barulho se constroi a certeza de que existimos. E tantos gritos oiço que nem me importa ouvir o teu. Chuta aí o teu grito, que pode ser de revolta, de amor, de dor ou de outra coisa qualquer.
Gritar faz bem.
Deixemos o silêncio viver a sua utopia. O silêncio acusa-nos, com o dedo em riste. Quem pede o silêncio está claramente a enganar-se. Gritar é, por si só, o orgasmo da nossa existência.
Gritar faz bem.
Deixemos o silêncio viver a sua utopia. O silêncio acusa-nos, com o dedo em riste. Quem pede o silêncio está claramente a enganar-se. Gritar é, por si só, o orgasmo da nossa existência.
quarta-feira, 23 de março de 2005
ficções
Gervásio descia a rua apressado. Trazia no bolso uma pistola muito bem guardada em papel de embrulho. Parecia uma encomenda postal. E não tinha custado assim tanto dinheiro. Uma pechincha fácil de encontrar, de ter, comprar, possuir. Era o poder, inteirinho!
Olhava a gente que passava e sentia-se grande. Olhar que o mirasse jamais poderia imaginar as razões daquela expressão triunfante. Gervásio tinha uma pistola. Doravante, lá no bairro, a malta vai passar a piar fino e os bófias já sabem o que os espera.
Gervásio acha-se imortal. Percebem? Imortal!
Olhava a gente que passava e sentia-se grande. Olhar que o mirasse jamais poderia imaginar as razões daquela expressão triunfante. Gervásio tinha uma pistola. Doravante, lá no bairro, a malta vai passar a piar fino e os bófias já sabem o que os espera.
Gervásio acha-se imortal. Percebem? Imortal!
terça-feira, 22 de março de 2005
elas e seus amores
Descia a rua tranquilo e pensava nas andorinhas que resolverão aparecer, não tarda. Pássaros que voltam para os seus amores de verão, que tarefa de amar tem de ser cedo preparada. Pássaros que nos ensinam que o preto é belo e combina com a cor piegas do namoro.
Eu sou dos que vêem romance nas andorinhas. Elas encontram-se e retomam-se cheias de libido e força. Uma força que as faz voar para cá.
E eu a descer a rua ansioso por elas e seus amores.
Eu sou dos que vêem romance nas andorinhas. Elas encontram-se e retomam-se cheias de libido e força. Uma força que as faz voar para cá.
E eu a descer a rua ansioso por elas e seus amores.
dias assim
Dias assim, que passam a bulir, fazem-me pensar na melatonina. A melatonina é uma hormona segregada pela glandula pineal. Reduz o stress e retarda o envelhecimento. A melatonina é preciosa. Pois é!
domingo, 20 de março de 2005
natureza reles
O início da tarde trouxe-nos a grande notícia de abertura dos telejornais domingueiros: dois polícias assassinados na Amadora. Depois foi ver os repórteres no local e os velhos testemunhos de sempre, a miséria. Depois foi ouvir um polícia a descambar no sistema, nos bandidos. Amanhã iremos ver multidões nos funerais dos pobres polícias.
No meio daquilo tudo eu reparei na arquitectura daquele pardieiro, daquele bar. Facilmente imaginei uma história, a negro, daquilo tudo. Um bar assim, montado numa casita de subúrbios, com marquises feitas a tijolo de sete e vidraças tapadas com cortinados da feira dos tecidos, onde se albergam putas baratas que recebem todo o tipo de gente, policias também, que rapidamente são assimilados pela miséria do negócio fácil. Um bar assim, cheio de ilegalidades existe porque nós somos assim. Não adianta muito ouvir os sociólogos do costume. Bastaria um pouco mais de decência moral no Estado para que atentados destes não existissem. A nossa espécie de povo bom acaba sempre devorada pela sua natureza reles.
No meio daquilo tudo eu reparei na arquitectura daquele pardieiro, daquele bar. Facilmente imaginei uma história, a negro, daquilo tudo. Um bar assim, montado numa casita de subúrbios, com marquises feitas a tijolo de sete e vidraças tapadas com cortinados da feira dos tecidos, onde se albergam putas baratas que recebem todo o tipo de gente, policias também, que rapidamente são assimilados pela miséria do negócio fácil. Um bar assim, cheio de ilegalidades existe porque nós somos assim. Não adianta muito ouvir os sociólogos do costume. Bastaria um pouco mais de decência moral no Estado para que atentados destes não existissem. A nossa espécie de povo bom acaba sempre devorada pela sua natureza reles.
sexta-feira, 18 de março de 2005
post excitado
O calor trouxe todo o tesão da vaidade e da exuberância (o outro ou se tem ou não se tem), e eis que surgiu novo “boom” de prémios sobre a blogosfera portuguesa. Uma espécie de quinta das celebridades cibernética, pois claro. E há júris e jornais a patrocinar a coisa. E há jornais que falam de blogs como aquele jornalista que fez uma crónica sobre uma ópera que, entretanto tinha sido anulada. E só falou bem o gajo. E só falam bem, os jornais! E eu aqui a fumar um ventil, que ainda sou fiel, e a ver a fanfarra em alta. Uma alegria esta gente!
O que é nacional é bom, sim senhor, mas o pior da "linda" gente é a mania de se julgar mais que a gente.
E pronto. Este post não serve para nada. Boa noite.
O que é nacional é bom, sim senhor, mas o pior da "linda" gente é a mania de se julgar mais que a gente.
E pronto. Este post não serve para nada. Boa noite.
quarta-feira, 16 de março de 2005
simples
Este blog sempre foi o meu blog. Aqui falei quase sempre de mim e sobre o que me rodeia e me marca. Obviamente há muita gente que defende a necessidade de se proteger a vida pessoal enquanto blogger. Eu nunca o fiz.
Neste momento estou a colaborar num projecto relacionado com qualidade de vida. Dormir bem é coisa importante e eu vendo soluções para esse efeito. Vendo, ouviram bem. E se eu faço questão de o dizer aos meus amigos "cá de fora", porque não dize-lo aqui também?
Há quem escreva sobre politica, outros escrevem sobre poesia e outros ainda escrevem sobre sexo. Eu escrevo sobre mim. Neste momento o que tenho a dizer é isto: cuidem-se, pensem na vossa qualidade de vida . Neste caso muito particular eu posso ajuda-los. Simples.
Neste momento estou a colaborar num projecto relacionado com qualidade de vida. Dormir bem é coisa importante e eu vendo soluções para esse efeito. Vendo, ouviram bem. E se eu faço questão de o dizer aos meus amigos "cá de fora", porque não dize-lo aqui também?
Há quem escreva sobre politica, outros escrevem sobre poesia e outros ainda escrevem sobre sexo. Eu escrevo sobre mim. Neste momento o que tenho a dizer é isto: cuidem-se, pensem na vossa qualidade de vida . Neste caso muito particular eu posso ajuda-los. Simples.
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