
quarta-feira, 20 de abril de 2005
terça-feira, 19 de abril de 2005
E de repente surge, naquela janela, um homem com cara de Lúcifer e gestos de Santo. Não percebo nada de Papas e até podia dizer que sim, porque nos ultimos dias todo o mundo tirou um curso disso mesmo. Para mim a escolha do Papa soube-me a coisa encomendada.
A luta contra a Sida pode esperar. Essa é que é essa.
A luta contra a Sida pode esperar. Essa é que é essa.
dá-me vontade de
Ontem fiquei a saber, via o Jornal de Notícias, que sou devedor de cerca de 740 €, por via do endividamento da Câmara de Gaia. Como Gaiense é claro e apenas no sentido meramente académico. Por outro lado, vejo no Público de hoje que Luis Filipe Menezes acabou de nomear para cargos de relevante protagonismo na Câmara de Gaia dois tipos da sua laia, minhotos, que andaram com ele em campanha nas últimas eleições Legislativas, pelo círculo de Braga, como sabemos. Ao menos que fossem os gaienses a gastar o dinheiro de Gaia! Ora isto é uma afronta! Os liberais desta praça, os sociais-democratas, não parecem nada preocupados com barbaridades destas.
Filho da mãe da mania de só escreverem sobre as merdas que lhes interessam. São vícios adquiridos por via do comodismo dos salários que lhes são religiosamente depositados nas suas contas bancárias. Habituaram-se a cair em cima de tudo e mais alguma coisa, mas de forma abstracta, distante e, obviamente, de cariz snob. Raios partam esta gente que não aprendeu nada com “marias da fonte” e outros exemplos da nossa história. Esta gente dá-me vontade de me constituir um revolucionário. Partir esta merda toda para que percebam de uma vez por todas que a revolta existe e que estamos fartos que nos comam as papas na cabeça.
Filho da mãe da mania de só escreverem sobre as merdas que lhes interessam. São vícios adquiridos por via do comodismo dos salários que lhes são religiosamente depositados nas suas contas bancárias. Habituaram-se a cair em cima de tudo e mais alguma coisa, mas de forma abstracta, distante e, obviamente, de cariz snob. Raios partam esta gente que não aprendeu nada com “marias da fonte” e outros exemplos da nossa história. Esta gente dá-me vontade de me constituir um revolucionário. Partir esta merda toda para que percebam de uma vez por todas que a revolta existe e que estamos fartos que nos comam as papas na cabeça.
segunda-feira, 18 de abril de 2005
bota na beira do prato pá
O blog colectivo maioritariamente portista, aquele que tantas odes escreveu sobre o fcp campeão, nada escreve sobre as implicações de Pinto da Costa no Apito Dourado. O blog que escreveu sobre as implicações fiscais de josé Veiga, que traçou perfis de ordem emblemática à razão da cidade do Porto, do Norte e do ser-se portista, esquece-se de apontar o caminho da transparencia e da justiça. O blog que se intitula contra o estado geral da bovinidade anda no pasto, entretido com os conclaves e a capela sistina. Um blog assim é de referência, sim senhor. Tenho dito.
sexta-feira, 15 de abril de 2005
Hoje recebi um e-mail com fotos de Elsa Raposo. Que coisa estimulante! Para um homem como eu, à beira de fazer quarenta anos, nada é mais estimulante do que receber fotografias daquelas. O problema que eu pretendo colocar aqui não tem muito a ver comigo. Eu gostaria que me explicassem porque motivo eu recebia e-mails com o Frota e o "Cara de Pincel em Acetato" e agora recebo e-mails da Elsa. Gostaria que me dissessem, afinal, se eu é que sou uma besta por estar aqui a falar disso ou se, pelo contrário, besta é a porcaria desta sociedade que se deixa comandar por porcarias televisivas. Eu gostaria que alguém me dissesse se isto um dia vai acabar. Ou se amanhã continuarei a receber merdas bafientas, arquivos mortos, entretanto ressuscitados por telelixos e outros formatos comerciais.
Bom fim de semana e desculpem e desculpem.
Bom fim de semana e desculpem e desculpem.
coisas de Lisboa
Na tarde de ontem eu encontrava-me em Lisboa, meio tonto entre Benfica e o Campo Grande. A rua Actor António Silva estava prenhe de polícia, arrumadores e muita cor preta e verde. Era o inicio de uma bela noite de futebol. Era o inicio de uma boa jornada para os lagartos. Eu andava doido com reuniões, perdido naquela grande cidade. Mas bem pude ver que os adeptos daqueles dois clubes sabiam bem ao que íam. Os ingleses povoavam os bares, sem receios, e os portugueses misturavam-se com eles, trocando comentários, sorrisos e sabe-se lá mais o quê. O futebol podia ser sempre assim.
Na hora do jogo eu estava em Alcantara e experimentei uns caracois. Reprovados, diga-se. Nunca mais quero ver um prato de caracóis à minha frente. Remediei o desatre com um prego no pão enquanto o Sporting facturava.
Foi engraçado ver-me ali, estranho benfiquista do norte e com muito sotaque,no meio dos lagartos felizes. por momentos senti-me bem com aquilo tudo. Lisboa é uma grande cidade que cresce para todos os lados. As suas tascas castiças parecem não temer a aflição das megastores. Porque ali ainda se conversa. Porque ali ainda se servem pregos no pão muito suculentos e a saber a alho verdadeiro.
O dia foi bom porque eu vi muita gente feliz. E isso contagiou-me tanto!
Na hora do jogo eu estava em Alcantara e experimentei uns caracois. Reprovados, diga-se. Nunca mais quero ver um prato de caracóis à minha frente. Remediei o desatre com um prego no pão enquanto o Sporting facturava.
Foi engraçado ver-me ali, estranho benfiquista do norte e com muito sotaque,no meio dos lagartos felizes. por momentos senti-me bem com aquilo tudo. Lisboa é uma grande cidade que cresce para todos os lados. As suas tascas castiças parecem não temer a aflição das megastores. Porque ali ainda se conversa. Porque ali ainda se servem pregos no pão muito suculentos e a saber a alho verdadeiro.
O dia foi bom porque eu vi muita gente feliz. E isso contagiou-me tanto!
Passei 3 dias em Lisboa, a Lisboa de tudo, e dos empregos nos ministérios (um dia falarei da Lisboa que eu vi em 3 dias). Regresso a casa, qual marinheiro, e ao meu food-i-do, ao meu canto.
Tudo vai bem, tudo catita.
E reparo numa chamada de atenção feita pelo JPT do muito apreciado Machamba sobre o Murcon, o blog de Júlio Machado Vaz. E reparo nisso porque JPT refere que descobriu o Murcon através do food-i-do e, claro está, não podia ter deixado de fazer referência ao sentido crítico que eu coloquei à elite blogosférica, que simplesmente ignora o blog do JMV. Ora bem (isto já é um pouco ao estilo do Júlio da rádio), até aqui nada de especial. Mas o inefável mMchamba remata o seu artigo sobre o Murcon afirmando que ele, o Murcon, é, por si só, um blog que já está na elite. E é aqui que eu me detenho. Porque não posso sequer admitir que um blog que escreve transversalmente, que tem um sistema de comentários, que tem um discurso de dinâmica para com os seus leitores, que responde a quem merece resposta, apenas pela pertinência das observações e não devido ao estatuto social-peru-de-papo-emproado de quem as faz, jamais poderá ser um blog de elite. Um blog que vem de uma figura pública pode ter tiques de elite. Neste caso, o Murcon é tudo menos isso. E até é uma grande galheta a essa cambada de fúteis e vaidosos, esses professorzitos frustrados, esses funcionários de editoras, tipos que são pagos para ler livros a fio, em busca de uma vírgula perdida. Esses pseudo-politicos, convencidos que são donos de uma cátedra imortal, esses filhos da mãe nascidos em berço de ouro que trocam jantares selectos acompanhados pela TVI e a Quinta das Celebridades. Esses párias do tráfico de influencias que aproveitam tudo, e aproveitam também esta merda dos blogs, para escrever mais uma crónica de merda num suplemento qualquer – de merda também. Esses sim, meu amigo JTP. Esses são a tal elite, a tal porcaria mal cheirosa que por aqui grassa. O Murcon é tudo menos isso. O Murcon é a linha de orientação. É o exemplo, é a conversa franca e despretensiosa. O Murcon, caro amigo, é já o "sexo dos anjos" da blogosfera portuguesa.
Tudo vai bem, tudo catita.
E reparo numa chamada de atenção feita pelo JPT do muito apreciado Machamba sobre o Murcon, o blog de Júlio Machado Vaz. E reparo nisso porque JPT refere que descobriu o Murcon através do food-i-do e, claro está, não podia ter deixado de fazer referência ao sentido crítico que eu coloquei à elite blogosférica, que simplesmente ignora o blog do JMV. Ora bem (isto já é um pouco ao estilo do Júlio da rádio), até aqui nada de especial. Mas o inefável mMchamba remata o seu artigo sobre o Murcon afirmando que ele, o Murcon, é, por si só, um blog que já está na elite. E é aqui que eu me detenho. Porque não posso sequer admitir que um blog que escreve transversalmente, que tem um sistema de comentários, que tem um discurso de dinâmica para com os seus leitores, que responde a quem merece resposta, apenas pela pertinência das observações e não devido ao estatuto social-peru-de-papo-emproado de quem as faz, jamais poderá ser um blog de elite. Um blog que vem de uma figura pública pode ter tiques de elite. Neste caso, o Murcon é tudo menos isso. E até é uma grande galheta a essa cambada de fúteis e vaidosos, esses professorzitos frustrados, esses funcionários de editoras, tipos que são pagos para ler livros a fio, em busca de uma vírgula perdida. Esses pseudo-politicos, convencidos que são donos de uma cátedra imortal, esses filhos da mãe nascidos em berço de ouro que trocam jantares selectos acompanhados pela TVI e a Quinta das Celebridades. Esses párias do tráfico de influencias que aproveitam tudo, e aproveitam também esta merda dos blogs, para escrever mais uma crónica de merda num suplemento qualquer – de merda também. Esses sim, meu amigo JTP. Esses são a tal elite, a tal porcaria mal cheirosa que por aqui grassa. O Murcon é tudo menos isso. O Murcon é a linha de orientação. É o exemplo, é a conversa franca e despretensiosa. O Murcon, caro amigo, é já o "sexo dos anjos" da blogosfera portuguesa.
segunda-feira, 11 de abril de 2005
ainda o futebol
A lagartada anda toda animada. Por sua vez, os portistas viraram lagartos, numa metamorfose herética e freudiana. Benfiquistas nunca. E nós, os encarnados (fica bem não fica?), continuamos na frente, e eu, mouro do norte, lembro-me sempre de quando Eriksson treinava o Benfica e liderava apenas com um ponto de vantagem, isto é, bastava um empate para perder o comando isolado, e dizia aos senhores jornalistas-de-jornais-desportivos-hebdomadários: - "Perguntem aos adversários se eles não preferiam estar no meu lugar". É isso que eu pergunto aos meus queridos adeptos da lagarta causa.
Voltando aos azuis, é o silêncio. O ténis. A fórmula 1. É o Chelsea e o Barcelona. É o esquecer. É o nunca falar de futebol.
Voltando aos azuis, é o silêncio. O ténis. A fórmula 1. É o Chelsea e o Barcelona. É o esquecer. É o nunca falar de futebol.
trabalho
Bom dia. O Benfica levou no pêlo. Isso faz parte do rumo de um campeão. Há que ser duro!
Um joelho salvador resolveu o empenamento leonino. Salve Liedson. Resolveste deixar-me fodido. Sua besta!
Entrámos numa semana decisiva. Trabalho, trabalho, trabalho, são as minhas três prioridades. Muitos preferem Espanha. Eu já lá estive e espero não ter de voltar. Terça e quarta estarei em Lisboa a trabalhar.
Há que ser duro!
Um joelho salvador resolveu o empenamento leonino. Salve Liedson. Resolveste deixar-me fodido. Sua besta!
Entrámos numa semana decisiva. Trabalho, trabalho, trabalho, são as minhas três prioridades. Muitos preferem Espanha. Eu já lá estive e espero não ter de voltar. Terça e quarta estarei em Lisboa a trabalhar.
Há que ser duro!
sexta-feira, 8 de abril de 2005
outra Europa
Ontem passei o dia na Grande Lisboa. Como é diferente a Grande Lisboa. Cascais, Mafra, Sintra. Outro tipo de gente, outro tipo de Europa.
quarta-feira, 6 de abril de 2005
terça-feira, 5 de abril de 2005
será sempre meu
"Talvez sexta-feira fique na Granja, a respirar o ar puro da verdade social que ali constantemente circula"
Eça de Queirós, Carta a Oliveira Martins, 1884
Parei junto à praia da Granja, desliguei a telefonia e fiquei ali a ouvir o mar. O mar das praias do Norte faz um barulho que se prolonga e a espuma das ondas, muito branca, transforma-o num gigante bolo de natas.
Fechei os olhos a ouvir o mar, que falava com os pássaros das árvores. Ao longe percebia um comboio apressado, que se intrometia na conversa.
Esta praia foi muito minha. Nela saboreei a água fria e bronzeei-me todos os verões. Namorei todas as miúdas e sonhei que era o menino do mar.
Tantas vezes me detive defronte dele e fingi que lhe dava ordens. E ele obedecia e brincávamos os dois, perdidos no tempo.
Hoje fui vê-lo e fechei os olhos. Ele não me ignorou, e pareceu mais agitado. Será sempre meu, este mar que aporta na Granja.
Eça de Queirós, Carta a Oliveira Martins, 1884
Parei junto à praia da Granja, desliguei a telefonia e fiquei ali a ouvir o mar. O mar das praias do Norte faz um barulho que se prolonga e a espuma das ondas, muito branca, transforma-o num gigante bolo de natas.
Fechei os olhos a ouvir o mar, que falava com os pássaros das árvores. Ao longe percebia um comboio apressado, que se intrometia na conversa.
Esta praia foi muito minha. Nela saboreei a água fria e bronzeei-me todos os verões. Namorei todas as miúdas e sonhei que era o menino do mar.
Tantas vezes me detive defronte dele e fingi que lhe dava ordens. E ele obedecia e brincávamos os dois, perdidos no tempo.
Hoje fui vê-lo e fechei os olhos. Ele não me ignorou, e pareceu mais agitado. Será sempre meu, este mar que aporta na Granja.
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foto retirada daqui
segunda-feira, 4 de abril de 2005
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