segunda-feira, 6 de junho de 2005

Hoje acordei a espirrar. Trinta mil espirros não chegaram para expulsar tanta merda dentro de mim. Não sei. Talvez tome qualquer coisa a ver se isto passa. Entretanto li umas coisitas e verifico que tudo continua na mesma. Uns, insultados, passam-se dos carretos e outros, elogiados, têm orgasmos de futilidade. Outros ainda, elogiadores, passam paninhos de unto nas feiras de vaidade, a ver se aquilo vende alguma coisita.

domingo, 5 de junho de 2005

Outra bosta que anda a infestar as caixas de e-mail é o apelo à iniciativa de se botar uma bandeira preta na janela no dia 10 de Junho. Meus amigos, tenham juizo.
Celebrar Portugal é uma coisa, fazer figura de urso em favor de uns certos ressentidos com a política, uns certos cagalhões ressabiados que aproveitam tudo para manipular as massas...isso é que não.A minha bandeira é vermelha e às vezes também leva tons de verde.
Isto dá-me para rir. Pronto, que querem? Podia dar-me para gritar ou chorar ou o caralho mais velho. Refiro-me a mais um criativo do "NÃO". Agora há um "movimento dos blogs pelo não" (sem links, humpf).Com direito a banner e tudo. Eu já sabia que ia votar "não" se e quando for chamado a votar sobre o tal tratado. O que eu não sabia, nem esperava, era que houvesse tanta bota quadrada a botar corrimento nasal sobre essa merda do "não". Falta de ganza é o que é.

sábado, 4 de junho de 2005

quem tem estas regalias não tem crise

Com as eleições legislativas de 20/Fevereiro, metade dos 230 deputados
não foram eleitos. Os que saíram regressaram às suas anteriores
actividades.Sem, contudo saírem tristes ou cabisbaixos.
Quando terminam as funções, os deputados e governantes têm o direito, por Lei (deles) a um subsídio que dizem de reintegração:

- um mês de salário (3.449 euros) por cada seis meses de Assembleia ou
governo. Desta maneira um deputado que o tenha sido durante um ano recebe dois salários (6.898 euros). Se o tiver sido durante 10 anos, recebe vinte salários
(68.980 euros). Feitas as contas e os deputados que saíram o Erário Público desembolsou mais de 2.500.000 euros.

No entanto, há ainda aqueles que têm direito a subvenções vitalícias ou
pensões de reforma (mesmo que não tenham 60 anos). Estas são atribuídas
aos titulares de cargos políticos com mais de 12 anos.

Entre os ilustres reformados do Parlamento encontramos figuras como:
- Almeida Santos ........................... 4.400, euros;
- Medeiros Ferreira ....................... 2.800, euros;
- Manuela Aguiar .......................... 2.800, euros;
- Pedro Roseta ............................... 2.800, euros;
- Helena Roseta .............................. 2.800, euros;
- Narana Coissoró ........................... 2.800, euros;
- Álvaro Barreto .............................. 3.500, euros;
- Vieira de Castro ............................. 2.800, euros;
- Leonor Beleza .............................. 2.200, euros;
- Isabel Castro ................................. 2.200, euros;
- José Leitão .................................... 2.400, euros;
- Artur Penedos ............................... 1.800, euros;
- Bagão Félix ................................... 1.800, euros.

Quanto aos ilustres reintegrados, encontramos os seguintes:
- Luís Filipe Pereira ............... 26.890, euros / 9 anos de serviço;
- Sónia Fortuzinhos .................. 62.000, euros / 9 anos e meio de serviço;
- Maria Santos .......................... 62.000, euros /9 anos de Serviço;
- Paulo Pedroso ....................... 48.000, euros /7 anos e meio de serviço;
- David Justino ......................... 38.000, euros /5 anos e meio de serviço;
- Ana Benavente ...................... 62.000, euros/9 anos de serviço;
- Mª Carmo Romão ................... 62.000, euros /9 anos de serviço;
- Luís Nobre Guedes ............... 62.000, euros/ 9 anos e meio de serviço.

A maioria dos outros deputados que não regressaram estiveram lá somente a última legislatura, isto é, 3 anos, o suficiente para terem recebido cerca de 20.000, euros cada.

[excerto de um e-mail que circula por aí]
A verdade é que os europeístas e os federalistas andam num stress tremendo a reflectir a Europa. Esta merda de Europa velha e falida, egoista e narcisista, hipócrita e tecnocráta. Eu cresci a cantar "quero ver Portugal na CEE" e disseram-me que iam construir muitas estradas e iam formar muitos operários e havia dinheiro para tudo isso. E disseram-me que Portugal ia fazer parte do comboio da frente. Depois impuseram-me uma moeda que colocou em pantanas o meu orçamento familiar, deixaram que tudo o que era indústria fosse por água abaixo, blindaram o Algarve com serviços de turismo de terceira e inundaram os supermercados de tudo e mais alguma coisa, normalmente rasca e falsamente barata. Eu nunca fui europeísta e sempre contestei essa merda toda. Desde Mastricht que me interrogo sobre se valeu a pena esta aventura que, convenhamos, encheu de dinheiro alguns espertalhões e cavou um fosso ainda maior entre pobres e ricos. Como a Perestroika, que fecundou novos ricos e como se vê agora na África do Sul, onde surge uma nova geração de pretos ricos, que contestaram sempre o sistema capitalista e que agora vivem dele, à grande e à francesa.Impressiona-me esta Direita que se arma em liberal e, pronto, interroga-se. Tenho pena desta Esquerda que não sabe como lidar com isto. Que fazer então? Talvez foder.

sexta-feira, 3 de junho de 2005

Causa-me espanto assistir a essa nova tendencia de "dizer não ao tratado da união europeia".Toda a vida fomos um povo influenciado. Que se deixa levar pela onda daqueles que desde sempre pensaram exclusivamente neles. Estou a referir-me, obviamente, aos europeus da "boa moeda". Ninguém parece interessado em reflectir seriamente no nosso futuro. Somos, por assim dizer, a última carruagem de um comboio às voltas numa pista de brincar. Cortar com esse complexo parece impossível. Não perceber que a nossa existência como Estado está condenada ao fracasso, ao seguidismo parolo, à coca de um subsídio salvador que vá parar irremediavelmente às mãos dos mesmos, é a nossa falha histórica.

quarta-feira, 1 de junho de 2005


Somos campeões claro. Até no mau gosto, diabos! Então aquela "quadra" da PT...
Pode ser que me habitue. Campeõeeees! campeõeeeeeeeees! nós somos campeões!

POLLY PAULUSMA no "meu mercedes"


Polly Paulusma, é Britânica e Scissors In My Pocket é o primeiro registo da artista editado pela One Little Indian.Scissors In My Pocket, é definitivamente um dos melhores discos de 2004 e Polly Paulusma a revelação do ano. Paulusma, faz parte de um grupo de grandes cantores que esteve em vias de extinção e que torna agora a proliferar. Estamos a falar de grandes nomes, como: Joni Mitchell, Carole King, Nick Drake, Bob Dylan e John Martyn. Esta menina vs. Senhora, dá continuidade aquilo que muitos iniciaram nos anos 70, mas com um toque muito pessoal, impossível de igualar.Scissors In My Pocket é o encontro da Folk com o Jazz, talvez por isso, Jamie Cullum escolheu Polly para fazer as primeiras partes dos seus espectáculos.Polly Paulusma já tocou em festivais importantes como cabeça de cartaz em Inglaterra e no passado dia 18 de Julho de 2004 acompanhou Bob Dylan ao nosso Vilar de Mouros.

Sex 3 JUN 2005 23h

Entrada 5,00€

o meu mercedes é maior que o teu

ai a europa (num e-mail perto de si)

O QUE É O PARAÍSO?
é um lugar onde:
- a polícia é britânica
- os cozinheiros são franceses
- os mecânicos são alemães
- os amantes são portugueses
- e tudo é organizado pelos suíços

O QUE É O INFERNO?
é um lugar onde:
- a polícia é alemã
- os cozinheiros são ingleses
- os mecânicos são franceses
- os amantes são suíços
- e tudo é organizado pelos portugueses
Web Analytics