
quinta-feira, 30 de junho de 2005
quando eu era puto gostava era das "doce". aquelas gajas cabeludas com o papo a pulsar nas calças de napa e os decotes a segurarem aquele monte de mamas. gostava delas todas. punha-me a imaginar aquelas bouças, cheias de mato preto e louro.agora ninguém gosta de pinhais, eu sei. mas para mim, na minha adolescência, um pinhal tinha de ter mato, tinha de ser denso, de pinho alinhado e de finas agulhas ou então de austrálias claras e de copas largas. tinha de ser assim. agora tudo é diferente, e ainda bem. mas as "doce"... as "doce" eram o meu relógio sexual. uma da manhã e lá estava eu a namorar a terceira "doce" da fila.elas faziam fila para mim.
uma "girls band" como aquela nunca mais temos. acabou-se.
de modos que tu, pá, tu chegas a casa e queres tomar um bocado de ar e ligas a televisão e fica tudo poluído. andam uns enfermeiros a fazer greve e os velhinhos não têm quem lhes acuda. os enfermeiros são uns interesseiros do caraças, pá. seguiram o exemplo dos professores que deixaram os alunos num stress do caraças provocado pela incerteza se iriam fazer um exame ou, "al mejor" iriam passar uma tarde na praia a enviar sms às namoradas e elas, as gajitas, a olhar os traseiros dos "mecinhos". de modos que tu, pá, cota, barrigudito, ficas parvo a olhar para este país mais velho do que tu e cada vez mais preguiçoso. grevista. precisado de esforços das gentes, dos anos de trabalho das massas, dos créditos pagos e dos corsas acima dos 10 mil euros. os corsas estão todos nos stands e nas fábricas. não vendem. a malta produz mas a malta não compra. a malta quer férias e nunca mais vem o futebol. no futebol é que se está bem. o craque vai de férias em junho, época baixa e cheio de pasta, pouca gente, poucos bimbos e só eles, os craques, bimbos também, mas cheios de pasta. e nós aqui pá, à espera de um tal sopro melhorado. a comer atum em posta regado com azeite e vinagre, que a maionese está acima do euro. a beber cerveja importada e a fazer compras nos chineses, esses baixitos, sempre abertos, mesmo ao domingo pá. e a malta a ver o mar a entrar por nós adentro. o mar, esse cabrão. tanto mar, pá!
quarta-feira, 29 de junho de 2005
Agora ninguém me conhece. Posso falar mal dos pretos e dos ciganos, posso criticar até me fartar porque não tenho cara. É fácil assim. Manda mail que eu aturo-te. Bota aí comentário malandro que eu não tenho olhos castanhos ou verdes ou o raio que o parta. Posso roer-vos o juízo à vontade, plagiar-vos, achincalhar-vos. Nada me impede de ser um fedelho. Viva!
Há arbustos que não param de crescer, menos a minha buganvília. Há uma espécie de flora, muito “verdasca”, muito colher achada forreta “lavajada”, que nasceu e floresce aqui nesta comunidade.
No passado almoço de bloggers um amigo destas andanças confessava-me, algo irritado, que sentia essa corrente de opiniões muito concordantes, muito alinhadas. E eu acrescento que também acho. E acrescento que isso são coisas muito próprias de gente que andará nisto apenas e só porque não consegue nada de nada na sua vidinha miserável. Gente que se apresta a lamber o cu dos "de referência", que não demora em jurar que ama os caralhos que se aborrecem com isto e que se vão embora, gente que está na primeira fila para se solidarizar com o desaparecimento do gato remeloso da não menos remelosa madame-condessa-de-segur, espécie cada vez mais profícua e fortemente incentivada pelas carcaças velhas do meio intelectual dos 1550 visitantes de blogs e dos 625 telespectadores de canais cabo, pagos por nós; gente que apoia toda a espécie de opinião, tal qual as madames do chá que o bebem, sendo vinho, botando estilo de revista na pose, gente que, aposto, nunca percebeu que depois de um bom orgasmo, um realmente óptimo e clamoroso pinanço, o que apetece mesmo é dormir.
Gente que só sabe ter graça para os engraçados e só sabe ser dura para os desprezados. Gente de merda que infesta esta porcaria toda e que me mete cada vez mais nojo.
Acrescentei, está acrescentado.
No passado almoço de bloggers um amigo destas andanças confessava-me, algo irritado, que sentia essa corrente de opiniões muito concordantes, muito alinhadas. E eu acrescento que também acho. E acrescento que isso são coisas muito próprias de gente que andará nisto apenas e só porque não consegue nada de nada na sua vidinha miserável. Gente que se apresta a lamber o cu dos "de referência", que não demora em jurar que ama os caralhos que se aborrecem com isto e que se vão embora, gente que está na primeira fila para se solidarizar com o desaparecimento do gato remeloso da não menos remelosa madame-condessa-de-segur, espécie cada vez mais profícua e fortemente incentivada pelas carcaças velhas do meio intelectual dos 1550 visitantes de blogs e dos 625 telespectadores de canais cabo, pagos por nós; gente que apoia toda a espécie de opinião, tal qual as madames do chá que o bebem, sendo vinho, botando estilo de revista na pose, gente que, aposto, nunca percebeu que depois de um bom orgasmo, um realmente óptimo e clamoroso pinanço, o que apetece mesmo é dormir.
Gente que só sabe ter graça para os engraçados e só sabe ser dura para os desprezados. Gente de merda que infesta esta porcaria toda e que me mete cada vez mais nojo.
Acrescentei, está acrescentado.
segunda-feira, 27 de junho de 2005
O sapo barnabé está a rebentar, de tanto engordar. Utilizaram as técnicas dos Caldeiras e, tal como no FCP, têm um plantel de quase quarenta elementos e depois, as vedetas, os Bennis e os Dannis, zangam-se e querem bater com a porta. Não sei qual o motivo da zanga nem vou ler. Aliás já pouco visitava aquele outrora excelente blog. Mas não é apenas por causa das aquisições. Ninguém pode esperar outra coisa de tipos como o Daniel que, ao sair do anonimato, desata a aparecer na televisão, nos mais belos programas pastiche rosa (nem sei se ele foi ao pastiche azul cueca da rtpn e do Francisco José Viegas) e aparece a escrever no Expresso. Um tipo destes passa a estar acometido de tiques de pereiras coutinhos e mesmo de seabrismo compulsivo. Um homem assim só se pode zangar e bater com a porta e acabará, irremediavelmente a aparecer em programas com o Carlos Castro e o Tino de Rans. Só pode.
Ora bem, dizia eu que o barnabé está a rebentar. Pois que estoure!
Ora bem, dizia eu que o barnabé está a rebentar. Pois que estoure!
qualquer coisa sem maiúsculas
isto é filha da mãe. é madrugada de segunda-feira. bebi cinco bohemias, da sagres, e joguei um poker fixe. e isto é filha da mãe. consegui um puto dum emprego. numa época de crise arranjei coragem para jogar um lance de poker. arrisquei tudo e ganhei. filha da mãe! se um tipo é caguincha não vai a lado nenhum. um tipo arrisca, manda um lance para a mesa e vai a jogo e ganha. filha da mãe.
depois, fui à praia, li que me fartei e adormeci. não fui à água, embora boa, e fumei uns tantos cigarros. e pensei em quase tudo, desde gerir o nada até do nada fazer alguma coisa. importante isto! e bebi cinco bohemias, da sagres, boa cerveja com um travo rude no final. boa cerveja! e paguei copos, que adoro pagar copos. e fumei, que adoro fumar. e ri e disparatei e tudo. hoje a semana começa mais cedo. hoje penso em todos aqueles que preferem o conforto do amén. o amén dá glória e pensem nos quatro momentos finais, segundo o eclesiastes da bíblia sagrada. a morte, o julgamento, o inferno e o caralho mais velho.
este texto está a discorrer em directo e padece de bons profissionais. escrevam. mandem umas bocas engraçadas e sintam-se convidados para o estrelato. este texto está pior. mas digo-vos: fodi esta merda toda. e, portanto, bebo.
boa semana seus caralhos.
depois, fui à praia, li que me fartei e adormeci. não fui à água, embora boa, e fumei uns tantos cigarros. e pensei em quase tudo, desde gerir o nada até do nada fazer alguma coisa. importante isto! e bebi cinco bohemias, da sagres, boa cerveja com um travo rude no final. boa cerveja! e paguei copos, que adoro pagar copos. e fumei, que adoro fumar. e ri e disparatei e tudo. hoje a semana começa mais cedo. hoje penso em todos aqueles que preferem o conforto do amén. o amén dá glória e pensem nos quatro momentos finais, segundo o eclesiastes da bíblia sagrada. a morte, o julgamento, o inferno e o caralho mais velho.
este texto está a discorrer em directo e padece de bons profissionais. escrevam. mandem umas bocas engraçadas e sintam-se convidados para o estrelato. este texto está pior. mas digo-vos: fodi esta merda toda. e, portanto, bebo.
boa semana seus caralhos.
sábado, 25 de junho de 2005
De tempos a tempos alguém resolve organizar um almoço, ou um jantar, tanto faz, e a malta adere. Ou melhor, alguns aderem. Hoje houve mais um encontro de bloggers aqui em Vila Nova de Gaia, a minha terra. Eu faltei mas fui. Melhor dizendo, apareci lá para um café com queijo da serra e toucinho-do-céu que adoro, e uma amêndoa amarga fresquíssima e muito bem “alimonada” pelo Orlando. Conhecem o Orlando, não conhecem? Pois, foi ele quem organizou o almoço. E eu gostei de conhecer o Luis Ene, o Carlos e o Rogério. Já conhecia outros colegas mas foi bom rever o Frederico e o Nogueira. Ah pois, e falou-se de livros e de critérios e de propriedade intelectual. E tiraram-se muitas fotografias que eu espero poder ver publicadas algures (a minha tromba podem publicar à vontade porque não tenho aspecto de metrosexual nem de artista porno). No mais, lá tive que os deixar, os convivas, em amena cavaqueira. O “Tromba Rija” está bom como sempre, os empregados são uma simpatia e só fez falta quem lá esteve. Como nota final devo acrescentar que ainda tive alguma esperança de ver por lá o celebre dragão (com minúscula porque para mim dragões são sempre de casta inferior) mas ele anda entretido com um debate sobre árvores genealógicas e outras couves. Pode ser que um dia a gente ainda “deia” de caras, nem que seja num funeral. E pronto. passou-se assim.
PS: também havia gajedo, mas este blog não é revista do coração para ninguém...
PS: também havia gajedo, mas este blog não é revista do coração para ninguém...
sexta-feira, 24 de junho de 2005
quinta-feira, 23 de junho de 2005
hoje é s.joão na minha terra. eu gosto muito do s.joão.no s.joão assamos muitas sardinhas e fêveras e pimentos e comemos muito até à meia noite. depois lançamos fogo de artificio e dois ou três balões de s.joão.eu gosto muito do s.joão porque raramente chove e não é necessário andar a comprar prendas ou a estrear roupa nova. os natais e as páscoas deviam ser como o s.joão.
quarta-feira, 22 de junho de 2005
Calquei um tremoço que chorou, num grito de desespero. Um tremoço amarelo, seco do sol, caído na beira da estrada. E chorou. Porque bem podia ser uma formiga, um caracol, ou uma pastilha elástica. Os grandes calcam tudo o que os rodeia e é pequeno. Os grandes nem sabem bem distinguir se é choro, ou apenas o grito da sua passagem impiedosa, aquilo que ouvem. Apenas têm olhos para a meta.
terça-feira, 21 de junho de 2005
summertime
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