sábado, 9 de julho de 2005
sexta-feira, 8 de julho de 2005
quinta-feira, 7 de julho de 2005
um dia destes...( oxalá nunca!)
como me soube bem a mensagem clara de que temos alma de escritores, que somos um pequeno país, com uma língua “estranha” e, contudo, recheado de escritores cujos nomes ombreiam com Rilke, Joyce, etc.
quarta-feira, 6 de julho de 2005
penso tratar-se de uma edição vendida apenas no Porto e arredores, não sei bem. tinha eu os meus cinco anos e regalava-me a vê-las, e consolava-me com os rebuçados. ajudava os meus irmãos a fazer a cola com farinha e água e jogava ao “vira” com os cromos repetidos. não sei se algum dos visitantes do food-i-do teve alguma experiência com esta fabulosa colecção e, por outro lado, bem me esforcei procurando nos motores de busca por qualquer coisa que faça referencia a isso e não tive sucesso.
recordar é bom, de qualquer modo.
terça-feira, 5 de julho de 2005
solteirões e amantes, como a terra e a lua, Efigénia e Ginja nunca se aproximaram, jamais se tocaram e há quem diga que tal romance só podia ter dado no que deu, nas recordações de tudo o que podiam ter feito e não fizeram , nunca fizeram. por isso o Ginjas era o maior, porque era o dono daquela história. e Efigénia era a Geninha do Ginjas porque se sentia dele, sendo só. sentia-se uma mortalha sem tabaco mas cheia dos aromas de uma juventude sonhada, passada sem passado e queimada como um triste cigarro nos lábios de um homem só.
segunda-feira, 4 de julho de 2005
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da janela donde trabalho vejo a capela do Palácio dos Pestanas, hoje sede do Governo Civil do Porto. se a minha memória não me atraiçoa, este belo edifício serviu de albergue a muitos retornados de África. da África que comemora mais ou menos trinta anos de independência. como este, muitos edifícios públicos, mais ou menos abandonados, serviram de abrigo aos milhares de portugueses expulsos de África. como foi o caso do belíssimo Grande Hotel da Granja, um edifício queirosiano que, ainda hoje, está condenado ao degredo do abandono. seria justo, portanto, fazer-se um breve levantamento de edifícios-albergues-de-retornados que hão-de estar na memória viva de muita gente. bem sei que este tema não é fracturante, nem aborda as grandes questões do presente, como são o facto de termos de voltar a Espanha para comprar gadjets e viagra e andarmos a comprar ganza de Marrocos. mas é um tema, contudo.
sábado, 2 de julho de 2005

ó josé, tu caíste na armadilha, disse maria com uma voz seca e fria. josé olhava-a com aparente atenção, fingindo dar crédito às palavras da mulher.
vou mas é ler um bom capítulo daquele livro que tem como nome o retrato do artista quando jovem, disse eu, o narrador deste esplêndido excerto literário.
e no momento em que decido levantar-me da minha secretária, descubro que o protagonista deveria chamar-se bernardo. fica bem um bernardo num conto.
ó bernardo, tu caíste na armadilha, disse maria com uma voz seca e fria. bernardo olhava-a com aparente atenção, fingindo dar crédito às palavras da mulher.
e assim o narrador contemplou o seu belo texto e resolveu considerar que valeu a pena pensar no retrato do artista quando jovem.
ontem no escritório, uma colega abordou-me e perguntou-me se eu costumava comprar água de garrafa de plástico. claro que sim, disse eu, e ela pediu que eu lhe levasse as tampas porque há uma recolha de tampas para que se possa oferecer uma cadeira de rodas a uma menina de gaia. gaia é a minha terra e a menina precisa de ajuda e eu cá em casa tenho o bom hábito de separar os lixos e não me custa nada levar as tampas para a tal recolha. se isto é verdade, é pois uma boa causa. caso contrário anda alguém a criar uma mega rede de lixeiros especializados em lixo que dá dinheiro. depois vende-se o bruto da coisa e factura-se uma boa maquia. e se é verdade que a boa iniciativa do live oito é séria, tudo bem. mas ninguém me garante que aquilo não passe de uma ocupação de tempos livres de uns tantos roqueiros, grande parte deles dinossauros, que nada mais fazem do que promover a sua imagem. não sei, não. e não me interessa muito. aliás passou-me ao lado porque já não suporto os pink floyd de agora nem o paulinho dos beatles e muito menos o elton dos óculos
sexta-feira, 1 de julho de 2005
Inquérito
1. Como começou o seu blogue [razões, objectivos]?
Tomei conhecimento dos blogs através da imprensa e fui ver. Gostei da ideia a aderi.
2. Quando começou?Em Julho de 2003
3. Criou mais do que um blogue? Nomes; blogue individual ou de grupo?
Não
4. Tem preocupações estatísticas (periodicidade, temas, audiências)?
Tenho. Relativas, mas tenho.
5. Antes dos blogues teve alguma experiência na internet (grupo de discussão, comunidade MSN). Se sim, como foi essa experiência?Tinha um experiência no IRC Chat que já estava afastada.
6. Quais os temas do seu blogue?Meltingblog
7. Quais os temas que procura ler na blogosfera?Filosofia, politica e generalidades.
8. A sua perspectiva é optimista ou crítica deste universo?
É criticamente optimista
9. Como define um blogue?Um blog é um registo de textos na web. Pessoalmente acho que um blog é um “tomagochi” da Internet, um webdog.
10. Que níveis etários são, na sua perspectiva, os dominantes nos blogues (7-14, 15-24, 25-34, 35-44, acima dos 45 anos)?25-34 e 35-44
11. Acha que são mais masculinos? Ou femininos? Como caracteriza os de cada género sexual?Unisexo. Os femininos são diabolicamente atraentes e melosos quanto baste. Os masculinos cheiram muito a cavalo.
12. É capaz de idealizar qual será o universo dos blogues daqui a cinco anos? Para onde vão os blogues? Hoje encerrou o Barnabé (devido a uma birra). Acho que os blogs colectivos resistem menos e daqui a cinco anos talvez surja um outro tipo de coisa, mais sofisticada (talvez à boleia do UMTS). Em todo o caso faço notar que isto tudo não é mais nem menos do que um mundo silicone: tudo mexe muito fácil e rapidamente.
13. Que tipos de blogues acha existirem (exemplo: políticos, de jornalistas)?
Há blogs de todas as naturezas. Gostava de ter um blog sobre a morte, mas acho que ninguém lá iria.
14.Qual acha a percentagem de blogues dedicados ao jornalismo? E ao ensino e comentário do jornalismo?Não tenho uma ideia quantitiva.
15. Como entende os comentários no seu blogue e no de outros?Acho os comentários como um apêndice das salas de chat. Há blogs que vivem dos comentários e há blogs que, apesar de poucos comentários vivem do impacto que exercem nas cabecinhas de quem os lê.
16. Usa as diferentes potencialidades dos blogues, como fotoblogue, videoblogue?
De quando em vez, sim.
17. Um blogue é um espaço literário? Ou visual? Ou outra coisa? É um espaço onde há tudo. E pulgas também.
18. O escrever um blogue aumenta ou diminui o consumo de práticas culturais (televisão, cinema, jornais, livros)?Aumenta nos livros (até dá livros) mas retira televisão ( o que é bom)
19. Tem lido livros sobre internet e blogues? Quais? Que resumos pode fazer deles?Nada. Sou contra livros de blogs, não leio.
20. Conhece pessoalmente blogueiros desde que tem o seu blogue? Como chegou ao seu conhecimento? Estabeleceu alguma amizade com eles?Sim, conheço através de alguns encontros de bloggers. Penso que fiz um ou outro amigo.
21. O escrever no blogue alarga contactos ou isola quem o faz?Alarga, definitivamente.
22. Indique até três blogues que fazem parte da sua leitura diária.
Blogamemucho, Blasfémias e Erotismo na Cidade
23. Indique pessoas – em especial não blogueiros – que têm um interesse grande sobre este tema.
Jornalistas, intelectuais e puxa-sacos.
24. Conhece algum blogue cuja temática – jornalismo regional ou de proximidade – seja idêntico ao seu? Qual?Não conheço.
25. No caso de um blogue de jornalista acha que ele respeita as regras e princípios profissionais, como clareza e exactidão?
Quase nenhum jornalista respeita isso, portanto aqui passa-se o mesmo.
26. Dados sociográficos: idade, habilitações literárias, função profissional.
39, 12º ano, consultor
