quinta-feira, 11 de agosto de 2005
quarta-feira, 10 de agosto de 2005
Não "à" quem ponha mão nisto?
"O maior parque natural espanhol arde à três dias"
Título de notícia no Jornal da Tarde da RTP1.
Título de notícia no Jornal da Tarde da RTP1.
segunda-feira, 8 de agosto de 2005
quinta-feira, 4 de agosto de 2005
Ontem fui a Lisboa buscar os meus queridos cunhados que regressavam do Brasil, esse país. Ainda deu tempo para passar nos "Pastéis de Belém" e apreciar o andamento. No regresso a casa, aportei em Espinho e aviei uma suculenta francesinha, no "Concha do Mar". Ele há coisas que são obrigatórias. Lá e cá.
segunda-feira, 1 de agosto de 2005
Anda para aí meio mundo a chorar o desaparecimento do jornal "O Comércio do Porto". Eu não choro. Nunca o lia porque sabia bem da sua orientação editorial canhestra, virada para o umbigo portista saloio e muito bem dirigido por esse outro cabeçudo ideológico, o Rogério Gomes, que pertence a uma certa fauna de tripeiros decadentes que só têm olhos para o fcp e pouco mais. Tipos que vivem a cidade do Porto como se estivéssemos no tempo em que a entrada na cidade, a sul, era feita única e exclusivamente pela agora metropolitana Avenida da República de Gaia. Melhor jornalismo fazem os gajos do "Destake" e do "Metro", jornais distribuidos gratuitamente na cidade, que se limitam a postar actualidades, com poder de síntese e com boa qualidade gráfica.
domingo, 31 de julho de 2005
Sempre fui à feira de Vila Nova de Cerveira.
Como todos sabem, burguesia incluída, Cerveira é linda porque tem uma bienal e uma Espanha como vizinha. E tem árvores lindas e frondosas que ladeiam o rio Minho, de aspecto límpido.
E tem espanhóis.
Cerveira aos sábados pela manhã fica inundada de espanhóis lindos e faladores. Aprenderam a regatear os preços com os nossos avós galegos e é vê-los de banca em banca a comprar de tudo um pouco sem deixarem de exigir um desconto.
Visitei a minha banca preferida, a de um cigano de boa aparência, simpático e muito inteligente. Vendeu-me um pólo da Lacoste, vermelho vivo, por 10 euros. Agradeci a pechincha e não me vou arrepender porque ele disse-me logo, antes de eu pagar, que o pólo era falso mas “saíam bons!” e isso é o mais importante. E disse-me que no sábado passado tinham lá estado a Rute Marques e o Batanete e que o director de um importante hospital portuense era cliente semanal.
Há de facto uma classe média que adora comprar em Cerveira. Coisas de marca, contrafacção, mas bonitas, impecáveis.
Depois segui para Valença a fim de almoçar e entrei num restaurante prenhe de espanhóis. Os filhos da mãe adoram almoçar em Portugal. Servem-se de doses que abastecem um agregado familiar inteiro, a bom preço, e são impecavelmente bem tratados pelos nossos “camareros”. Assim eu reparei porque na mesa ao lado da minha estava uma família de galegos já a tomar o seu “café solo” quando o empregado aparece com a conta. Tantos foram os “gracias senhores, gracias senhores”, que eu até me deitei à espreita da gorja que o moço se habilitara a ganhar. Para meu espanto o “Sancho Pança” depositou no pratito uma triste e singela moeda de cinquenta cêntimos. E isto já descontando que a respectiva mulher já tinha enfiado numa saca plástica duas tacinhas de cerâmica com que as empresas de gelados apresentam as suas “tartitas queimadas”. Perante isto disse à minha mulher que não ia gratificar o empregado porque se ele só ganhara uns míseros cinquenta cêntimos com tanta lamechice, a mim que nenhuma festa me fez, o que é que eu lhe poderia dar? Nada, claro.
Depois fui ao monte de Santa Tecla em Espanha e foi bonito. “Inde” lá seus nabos. Aquilo vale a pena e a gasolina sem chumbo noventa e cinco octanas custa apenas noventa e nove euros o litro!
Como todos sabem, burguesia incluída, Cerveira é linda porque tem uma bienal e uma Espanha como vizinha. E tem árvores lindas e frondosas que ladeiam o rio Minho, de aspecto límpido.
E tem espanhóis.
Cerveira aos sábados pela manhã fica inundada de espanhóis lindos e faladores. Aprenderam a regatear os preços com os nossos avós galegos e é vê-los de banca em banca a comprar de tudo um pouco sem deixarem de exigir um desconto.
Visitei a minha banca preferida, a de um cigano de boa aparência, simpático e muito inteligente. Vendeu-me um pólo da Lacoste, vermelho vivo, por 10 euros. Agradeci a pechincha e não me vou arrepender porque ele disse-me logo, antes de eu pagar, que o pólo era falso mas “saíam bons!” e isso é o mais importante. E disse-me que no sábado passado tinham lá estado a Rute Marques e o Batanete e que o director de um importante hospital portuense era cliente semanal.
Há de facto uma classe média que adora comprar em Cerveira. Coisas de marca, contrafacção, mas bonitas, impecáveis.
Depois segui para Valença a fim de almoçar e entrei num restaurante prenhe de espanhóis. Os filhos da mãe adoram almoçar em Portugal. Servem-se de doses que abastecem um agregado familiar inteiro, a bom preço, e são impecavelmente bem tratados pelos nossos “camareros”. Assim eu reparei porque na mesa ao lado da minha estava uma família de galegos já a tomar o seu “café solo” quando o empregado aparece com a conta. Tantos foram os “gracias senhores, gracias senhores”, que eu até me deitei à espreita da gorja que o moço se habilitara a ganhar. Para meu espanto o “Sancho Pança” depositou no pratito uma triste e singela moeda de cinquenta cêntimos. E isto já descontando que a respectiva mulher já tinha enfiado numa saca plástica duas tacinhas de cerâmica com que as empresas de gelados apresentam as suas “tartitas queimadas”. Perante isto disse à minha mulher que não ia gratificar o empregado porque se ele só ganhara uns míseros cinquenta cêntimos com tanta lamechice, a mim que nenhuma festa me fez, o que é que eu lhe poderia dar? Nada, claro.
Depois fui ao monte de Santa Tecla em Espanha e foi bonito. “Inde” lá seus nabos. Aquilo vale a pena e a gasolina sem chumbo noventa e cinco octanas custa apenas noventa e nove euros o litro!
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