domingo, 14 de agosto de 2005

Se eu pretendesse ser um purista da língua portuguesa (ouviu sr. Maschamba?) teria que dizer que isto ( parabéns pelo blog) jamais será uma auréola, porque o termo auréola vem do latim áureo, ouro. Auréola é, pois, o nome atribuído aos arcos cor de ouro que aparecem supinados nos crânios santos. Quando vejo um anjinho na procissão da minha aldeia noto-lhes uma “argentéola”, um arco cor de prata. Naquela foto, o arco de vapor poderá chamar-se, quando muito, “vaporéola” (não confundir com o maravilhoso “vaporetto” anunciado na TV)

sexta-feira, 12 de agosto de 2005

Há uma coisa que eu tenho de dizer. Morreu um taxista nos subúrbios de Lisboa. Assassinado. Quando um taxista é assassinado logo se movimenta a classe pela voz dos colegas e camaradas de profissão. Destilam as suas angústias e produzem uma ilusão de união que parece coisa real. Hoje, porém, o taxista assassinado tinha apenas oito dias de serviço. Era inexperiente e desconhecido . A malta taxista, confrontada com os mesmos microfones e câmaras de outrora, limitou-se a constatar que a vida deles é uma fatalidade, uma coisa de sorte. Não há defesa para os taxistas e tal. Tudo isto debitado ao ritmo de um copo de cerveja.
O homem era um taxista de oito dias. Não era um taxista da corporação, daqueles que jogam cartas nas posturas, daqueles que colaboram na chulice aos clientes, daqueles que andam de palito na boca, daqueles que usam pochetes no sovaco. Não. O homem era apenas um maçarico, por isso o sindicato que faça as despesas da ordem e que debite lá um tímido vamos unir a classe contra a nossa maldita puta de vida.
Puta de vida a do taxista de oito dias que se enganou. Puta de sociedade esta que me desencanta.

quinta-feira, 11 de agosto de 2005

Parece que temos aí um novo caso no futebol português: Nuno Valente foi chantageado pelo clube que lhe paga os salários, isto é, ou diz não à selecção ou não joga no clube. Estamos pois perante uma questão que, desde já, estimula os anti-portistas a dispararem contra o clube. Por mim, coloco a seguinte questão: embora a forma politicamente incorrecta como o clube pôs a questão ao jogador, será que, sendo o clube quem paga, e bem, porque raio não pode este exigir exclusividade quando entende que determinado quadro não tem condições para render mais e melhor se jogar com outra camisola? Quem paga os danos emergentes de eventuais lesões ou impedimentos pelo facto de determinado atleta se desgastar ao serviço de outros que não o clube/empresa/empregador?

a carecer de prova provada

se foi o puto que calçou as havaianas do CAA ou se foi o CAA que roubou as chinelas ao puto.

quarta-feira, 10 de agosto de 2005

Não "à" quem ponha mão nisto?

"O maior parque natural espanhol arde à três dias"
Título de notícia no Jornal da Tarde da RTP1.

segunda-feira, 1 de agosto de 2005

Anda para aí meio mundo a chorar o desaparecimento do jornal "O Comércio do Porto". Eu não choro. Nunca o lia porque sabia bem da sua orientação editorial canhestra, virada para o umbigo portista saloio e muito bem dirigido por esse outro cabeçudo ideológico, o Rogério Gomes, que pertence a uma certa fauna de tripeiros decadentes que só têm olhos para o fcp e pouco mais. Tipos que vivem a cidade do Porto como se estivéssemos no tempo em que a entrada na cidade, a sul, era feita única e exclusivamente pela agora metropolitana Avenida da República de Gaia. Melhor jornalismo fazem os gajos do "Destake" e do "Metro", jornais distribuidos gratuitamente na cidade, que se limitam a postar actualidades, com poder de síntese e com boa qualidade gráfica.
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