segunda-feira, 22 de agosto de 2005
deixe-me rir senhor abrupto
Pena é que, de quando em vez, o seu autismo e a sua habitual pastagem em alcateia superior possa, no meio de uma razoável análise sobre blogs, afirmar que este blog é o responsável na “utilização pioneira em blogues portugueses do som e imagem”. Isto é um ultraje, uma heresia, e uma falta de respeito pelo conhecimento (do nosso e do autor).
sábado, 20 de agosto de 2005
Catarina de Bragança ou "fomos nós que os civilizámos"

"Because of its contact with the courts of the Far East such as Japan, China and Macao, the Portuguese Court was, at that time, one of the most sophisticated in Europe. This Portuguese Queen of England was accompanied by her maids of honour and with them introduced the 'Five O'clock Tea' to the British Court. Queen Catherine also introduced the use of the fork in ceremonial banquets together with Port and Madeira wines. She also introduced tangerines, which she loved, to Great Britain. Tangerines, oranges and grapefruits are fruits which originated in China and were brought by the Portuguese navigators to Lisbon. Tangerines in China are called mandarins. Queen Catherine's mandarin plantations were located in Tangier. For this reason when the delicious fruits arrived in London from Tangier they were called tangerines instead of mandarins." In BBC
sexta-feira, 19 de agosto de 2005
O Estado pretende recuperar até ao final do ano, através do combate à fraude e evasão fiscal, 1,3 mil milhões de euros. O mesmo estado que tem um governante do Porto (segundo vi na Sic) que vive e trabalha em Lisboa há cerca de 10 anos e recebe cerca de 1.330 euros de subsídio de renda...por supostamente ter tido necessidade de mudar de residência para governar. Mil e trezentos euros, vejam bem!
Um pobre cidadão que tenha de pagar o IMI (antiga contribuição autárquica), e cujo salário que aufere não chegue sequer aos mil euros pode ou não pode fingir que nada deve ao Estado? Poder pode, mas paga e não bufa. Porque aqui pode não haver “mensalão” mas quem paga é sempre o mexilhão.
Um pobre cidadão que tenha de pagar o IMI (antiga contribuição autárquica), e cujo salário que aufere não chegue sequer aos mil euros pode ou não pode fingir que nada deve ao Estado? Poder pode, mas paga e não bufa. Porque aqui pode não haver “mensalão” mas quem paga é sempre o mexilhão.
benfica rullezzzz

Hoje começa o campeonato de futebol da primeira divisão nacional (era assim que isto se deveria chamar se não estivéssemos na segunda parte da primeira década do século vinte e um e se não houvesse sponsorização aos molhes – ainda que o patrocinador seja um casino on-line!!!).
Portanto, e uma vez que o Miguel foi vendido (estás desculpado, pá, pelo facto de pedires desculpa, é claro), e o Alex também (óba óba que legal!!!) e duas vezes que ainda não conseguimos vender o João Pereira ao Villareal, acho que o Benfica parte em terceiro lugar na corrida para o título, logo a seguir ao Braga e ao Vitória de Guimarães.
Desejo pois sorte a todos e muita discussão, com ou sem pedidos de desculpas. Que o Sporteingue perca já hoje e que o Puarto nunca ganhe. Amem (do verbo amar).
Vi, na RTP1, a primeira parte da mini série da BBC "Charles II" com muito interesse. A nossa Catarina, miudinha e muito "simplesmente Maria", comportou-se como uma verdadeira rainha (deve ter causado alguns sorrisos amarelos à sogra da Camila). E os ingleses, da produção claro, não se esqueceram de fazer notar que foi a nossa Catarina que lhes criou o hábito de tomar chã. Alguém teria de os civilizar um dia.
quinta-feira, 18 de agosto de 2005
Obrigatório ler este artigo de Hélder Pacheco que nos ajuda a tentar compreender melhor a nação que somos, e os tiques que ainda temos e as sementes daquilo com que somos feitos.
Ontem pude assistir a um excelente "fórum jornalístico", no Programa do Jô, onde foram debatidas as várias incidências da actual crise do sistema político brasileiro. Desde o "mensalão" passando por outras CPIs (dos correios e até de casos de prostituição) o facto é que eu pude assistir ali a um forte contributo para uma questão muito falada mas pouco assimilada: bom jornalismo. Por cá o mensalão aparece com razoável interesse apenas no Blog Aviz, cujo autor, ao que consta, não é jornalista. Quantos mensalões não existirão na ditosa pátria?
quarta-feira, 17 de agosto de 2005
Acabei agora mesmo de ver o filme "Herbie". Confesso que não gostei particularmente do modelo tunning das corridas. Faz lembrar os mil e um carros apaneleirados que invadem os nossos pacatos bairros, a debitarem "dá-le gasolinaa".
terça-feira, 16 de agosto de 2005
Há uma coisa que eu gostaria de vos dizer. A minha filha tem um namorado que conheceu na “Internet”. Sim, porque a “internet” não é só perigos de faca na liga e violações aos molhes.Um rapaz de Lisboa, calmo e “bom moço”. Conheceram-se em meados do ano passado e andam de namoro desde então. O rapaz deve gostar mesmo muito dela porque só assim se compreende que ele faça todos os sábados uma viagem de comboio até Espinho para se encontrar com a sua “Julieta”. Acho até que o governo deveria estar atento a casos como este. Um governo socialista deveria apoiar os jovens apaixonados, comparticipando nas despesas de deslocação, pelo menos.
Em chegando o verão o jovem pretendente a meu genro lembrou-se de convidar a cachopa para passar uns dias de férias lá pelo sul. Mas um pai que é pai gosta de sentir que domina a situação, embora não dominando nunca coisa nenhuma. De maneiras que eu, em não autorizando, concedi, por outro lado, que poderia o mocinho rumar aqui aos Carvalhos e passar uns “diítas” a trocar “meles” e carinhos com a minha querida herdeira.
E assim foi. Hoje foi o último dia e comoveu-me a despedida deles.
Um pai que é pai sabe bem que estes amores são excelentíssimos e profundamente sinceros. E fica muito bem na fotografia, a conduzir os meninos ao cinema, a transportar os pombinhos à praia… enfim.
Vou beber um copo e fingir que ainda sou eu quem precisa de miminhos.
segunda-feira, 15 de agosto de 2005
Eu também estou de férias, ainda que não sejam umas férias remuneradas. Mas a vida é mesmo assim. Se está um calor destes, se temos uma praia limpinha e muito bem arranjadinha, se temos um Renault Clio de cinco lugares e dois filhos e uma mulher que amamos, não há nada a fazer senão pastar a toura a ver o pôr-do-sol no mar da Aguda. Eu também estou de férias. Mas não consegui pegar num único livro. Não sei se é por causa da crise ou por simples complexo do leitor do jornal “A Bola”, a verdade é que não ando com vontade nenhuma para ler. Já procurei na minha vasta biblioteca qualquer coisa leve ou diferente. Tenho ali um livro de Hermann Hesse, cujo título é um nome indiano que agora não me lembra a palavra, e que, por força da minha tendência espartana para a leitura, já saiu da prateleira, aliás, da estante (porque prateleira cheira a pobre) e anda meio triste a passear na mesa de centro, feita em pinho maciço e comprada em Famalicão há uns anos atrás (pronto, já sei que este “atrás” deveria ser cortado porque há puristas da língua portuguesa na costa). Não sei se lhe darei guia de marcha para a estante da minha esplêndida biblioteca ou se finalmente me apegue ao brilhante escritor alemão.
Mas juro que estou muito entusiasmado em ir a Paredes de Coura ver o Nick Cave. Lá isso estou, apesar dos quarenta euros e da deslocação e das sandochas. Até quinta-feira tenho tempo de pagar algumas contas. Édêpês e Têvêcabos, coisas que são de pagar na hora mesmo, porque um português moderno tem de saber renegociar as suas dívidas.
Ora bem, estava eu a falar no Nick Cave, mas por força de me andar a inspirar no estilo blog-super-giro acabo por me perder em merdas que nem a mim despertam interesse. E é isso: vou ver se vou ver Nick Cave. Lá isso vou.
E não falo de futebol porque o meu clube não anda a jogar nada, apesar de ganhar títulos. De prateleira, mas títulos.
domingo, 14 de agosto de 2005
Se eu pretendesse ser um purista da língua portuguesa (ouviu sr. Maschamba?) teria que dizer que isto ( parabéns pelo blog) jamais será uma auréola, porque o termo auréola vem do latim áureo, ouro. Auréola é, pois, o nome atribuído aos arcos cor de ouro que aparecem supinados nos crânios santos. Quando vejo um anjinho na procissão da minha aldeia noto-lhes uma “argentéola”, um arco cor de prata. Naquela foto, o arco de vapor poderá chamar-se, quando muito, “vaporéola” (não confundir com o maravilhoso “vaporetto” anunciado na TV)
sexta-feira, 12 de agosto de 2005
Há uma coisa que eu tenho de dizer. Morreu um taxista nos subúrbios de Lisboa. Assassinado. Quando um taxista é assassinado logo se movimenta a classe pela voz dos colegas e camaradas de profissão. Destilam as suas angústias e produzem uma ilusão de união que parece coisa real. Hoje, porém, o taxista assassinado tinha apenas oito dias de serviço. Era inexperiente e desconhecido . A malta taxista, confrontada com os mesmos microfones e câmaras de outrora, limitou-se a constatar que a vida deles é uma fatalidade, uma coisa de sorte. Não há defesa para os taxistas e tal. Tudo isto debitado ao ritmo de um copo de cerveja.
O homem era um taxista de oito dias. Não era um taxista da corporação, daqueles que jogam cartas nas posturas, daqueles que colaboram na chulice aos clientes, daqueles que andam de palito na boca, daqueles que usam pochetes no sovaco. Não. O homem era apenas um maçarico, por isso o sindicato que faça as despesas da ordem e que debite lá um tímido vamos unir a classe contra a nossa maldita puta de vida.
Puta de vida a do taxista de oito dias que se enganou. Puta de sociedade esta que me desencanta.
O homem era um taxista de oito dias. Não era um taxista da corporação, daqueles que jogam cartas nas posturas, daqueles que colaboram na chulice aos clientes, daqueles que andam de palito na boca, daqueles que usam pochetes no sovaco. Não. O homem era apenas um maçarico, por isso o sindicato que faça as despesas da ordem e que debite lá um tímido vamos unir a classe contra a nossa maldita puta de vida.
Puta de vida a do taxista de oito dias que se enganou. Puta de sociedade esta que me desencanta.
quinta-feira, 11 de agosto de 2005
Parece que temos aí um novo caso no futebol português: Nuno Valente foi chantageado pelo clube que lhe paga os salários, isto é, ou diz não à selecção ou não joga no clube. Estamos pois perante uma questão que, desde já, estimula os anti-portistas a dispararem contra o clube. Por mim, coloco a seguinte questão: embora a forma politicamente incorrecta como o clube pôs a questão ao jogador, será que, sendo o clube quem paga, e bem, porque raio não pode este exigir exclusividade quando entende que determinado quadro não tem condições para render mais e melhor se jogar com outra camisola? Quem paga os danos emergentes de eventuais lesões ou impedimentos pelo facto de determinado atleta se desgastar ao serviço de outros que não o clube/empresa/empregador?
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