sábado, 10 de setembro de 2005

perder assim é fácil

Ronald Koeman ofereceu meia parte do jogo ao Sporting e fez tudo aquilo que estava ao seu alcance para não ganhar este jogo. Não tenhamos ilusões: o onze do Benfica deveria ser composto pelo Moreria, Leo, Luisão, Ricardo Rocha e Nelson na direita, no meio campo deveriam jogar Beto e Manuel Fernandes com karagounis a servir Nuno Gomes e Micoli, este a descair para a direita do ataque, e Simão no seu lugar de sempre desde que chegou ao Benfica. Com este onze ganharíamos de longe a este Sporting paupérrimo.
Nem a ajuda do árbitro Paulo Costa serviu a Koeman (a expulsão de Ricardo Rocha aliviou aquela confusão de defesas e forçou a maior circulação de bola no ataque). O nosso cenourinha está imparável no que toca a imbecilidades fazendo entrar Alcides, retirando poder ofensivo ao já de si fraco ataque do Benfica.
Disseram-me que o ex-treinador do Lyon, Paul Le Guen, esteve hoje em Lisboa. Oxalá venha para o Benfica, a ver se ainda vamos a tempo de salvar esta época desportiva.

quinta-feira, 8 de setembro de 2005

Os livros escolares estão de novo nos escaparates, nos supermercados, nas nossas cabeças.
Dois filhos, dois, em idade escolar, e uma catrafada de livros para comprar. Um peso pesado no meu orçamento. Sim, porque eu falo de livros, como todos, mas pago livros, tenho de comprar livros, da Célia Couto que foi minha professora de história. Não sei bem como é que ela faz para produzir livros atrás de livros, manuais ora com a foto do Infante, ora com um mapa sobre as viagens dos descobrimentos. Tanta história todos os anos recontada, reescrita em manuais com desconto. Mas pagos, todos os anos pagos com o nosso dinheiro. E todas as Célias Coutos deste país a trabalhar para o nosso dinheiro.

quarta-feira, 7 de setembro de 2005

We won't accept a penny from them

Quem o relembra é o Dragoscópio e eu fui ver:

Cuba, um país pobre, também teve um furacão de categoria 5, o Ivan. Foi em 2004 e foram evacuadas 1,5 milhões de pessoas e pelo menos uma cidade foi destruida. Zero vítimas mortais, nenhuma tragédia. Organização e liderança, quem sabe...

Morrem 1200 crianças por hora devido à pobreza...

...li hoje no Público, e ouvi na rádio e toda a gente sabe, porque todo o mundo toma Tody, para se alimentar.
Um planeta povoado por uma espécie de animais que não cuida da sua própria espécie, onde meio mundo engorda até morrer, ignorando o outro lado. Depois, quando esse meio mundo que engorda até morrer sofre uma catástrofe natural todos se solidarizam, ajudam, porque aquela gente está a viver uma tragédia momentânea. Os outros, os 10 milhões de crianças que nem chegam à idade de 5 anos, não vivem uma tragédia. Eles estão cá para isso mesmo, para morrerem de fome. O outro meio mundo que engorda precisa de ajuda. Façam os vossos donativos enquanto morrem 9 mil crianças por mês. De fome.

terça-feira, 6 de setembro de 2005

É claro que toda a gente discute Soares e Cavaco, esses paliativos para a dor, a nossa dor. A dor de um povo que continua a insistir na busca de um messias, como se um presidente da república tivesse uma cartola e uma varinha mágica (ainda que da moulinex) e desatasse a remediar a merda da nossa história de povo incompetente, governado por oportunistas. Venha daí Sr. Cavaco, benvindo Sr. Soares. É chagada a hora do vosso número. Palminhas à golfista!

segunda-feira, 5 de setembro de 2005

Veja aqui porque é que o Maniche não gosta da Rússia.
Angola venceu o Gabão e está a um passo de se qualificar para o Mundial 2006 na Alemanha. O Brasil já está qualificado e fez um belo jogo contra o Chile.Vem isto a propósito para dizer o seguinte: quem viu a reportagem na Glogo logo após o jogo do Brasil percebeu que em Portugal não há programas desportivos, de debate, de crítica e de classe. Ao pé dos jornalistas da Globo, o Gabriel Alves, o Fidalgo e mesmo o Carlos Daniel são moços de trolha.

domingo, 4 de setembro de 2005

Espumante,
Em resposta a este seu comentário devo dizer-lhe o seguinte:

Não me tenho como sectário a não ser no que respeita ao meu benfiquismo. No que respeita a Cuba é evidente que há uma questão de crueldade sistémica em relação aos presos políticos. E eu estou plenamente ao lado deles. Isso não me impede de ver no regime cubano um conjunto de valores que, infelizmente, têm sido sistematicamente boicotados. O ensino gratuito e geral, para todos, a saúde gratuita e geral, para todos (tenho um familiar que tem um filho com um problema grave e só em Cuba existe a esperança de o salvar, por exemplo). Ora a questão dos presos políticos é grave mas é também consequência de toda uma orquestração preconceituosa dos E U A para com um regime que é apenas comunista. Deixassem Cuba seguir o seu rumo com o mercado aberto, deixassem-se de preconceitos (veja o caso da China, ela também comunista, “atentadora” dos direitos humanos mas paradoxalmente apetecível num contexto de mercado) e certamente o sonho teria outra cor.
Cuba tem um ditador, para mim criado pelo "ocidente". Um homem que sonhou um país e que foi esmagado pelo inevitável: defender-se. Os presos políticos são isso mesmo. Uma coisa muito má mas Cuba é muito mais do que isso, embora tenha deixado de ser a "off shore" por excelência das máfias americanas, do jogo americano, ali a poucos metros da fronteira. Ora Cuba é muito mais impressionante. E Fidel esteve bem a apoiar os americanos, os cidadãos. O resto continuará como até aqui. Uns pedem a cabeça de Fidel e, ao mesmo tempo, contam os dígitos das suas contas bancárias à conta do sangue dos iraquianos e doutras gentes que morrem por causa do petróleo. Sabia que em 1999 o barril de petróleo custava apenas seis dólares, seis?. Passados seis anos custa setenta. Setenta!!!
Ora isso diz tudo e por isso não me venham falar nos presos políticos de Cuba quando se tira a vida a milhares de inocentes por causa do imperialismo capitalista.

sábado, 3 de setembro de 2005

All Katrina

fidel desembargador

Fidel Castro ignorou todo o ressentimento que poderá ter para com a mais rica nação do mundo e estendeu-lhe a mão, oferecendo ajuda humanitária às vitimas do Katrina. Que se lixe o embargo, afinal há gente na América a precisar de ajuda.

sexta-feira, 2 de setembro de 2005

Setembro das manhãs mornas e das nortadas misturadas com a neblina do Douro recolhe-me na emoção de parecer que tudo tem de recomeçar. Estamos aqui, na mesma, à espera duma palavra, duma ordem talvez, de alguma coisa que nos obrigue a levantar da areia, guardar a toalha e deixar os livros marcados, a cheirar a sal. Daqui a nada é o frio e a chuva e o mar bravo, fera alva. Daqui a nada vamos para o telhado ver se não caímos, equilibristas.

quinta-feira, 1 de setembro de 2005

da natureza das coisas

Um comunista vota Jerónimo de Sousa e depois votará, provavelmente, em Mário Soares. Um comunista independente vota Jerónimo de Sousa e depois não votará Mário Soares nunca mais!!! Isto não é a Roménia de Nicolae Ceausescu, nem a Ilha da Madeira de Alberto João jardim.
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