domingo, 9 de outubro de 2005
Portugal make history...badly
Miséria de incompetentes. E o público ainda assim não podia reclamar porque, valha-nos deus, os meninos ainda amuam.
sábado, 8 de outubro de 2005
maus hábitos
Se tomarmos como interessante o facto daquilo ficar num quarto andar da rua Passos Manuel, estar dotado de um complexo de pequenos habitáculos onde se pode experimentar ouvir musica, conversar, fazer uns charros e mais qualquer coisa, a proposta não perecia merecedora de ser boicotada. Mas a clientela, senhores! Deu-me impressão, não teimo, de que aquilo era só “bichas” e “fufas” de um lado e mitras-académicos do outro, uma espécie de mocinhos e mocinhas de roupa coçada e grandes sacolas a tiracolo onde devem transportar tudo, desde os utensílios para o caneco, passando pelo telemóvel de segunda geração, a espontaneamente nascida com os pré-pagos “ first entry equipment”. Depois a música, amiguinhos, nem era má, se exceptuarmos “Cornershop” (já ninguém ouve essa merda). O pior era o DJ, um quarentão provavelmente muito mais frustrado do que este que vos escreve, e a debitar música ao ritmo de uma qualquer festa do Liceu António Nobre. De maneira que me virei para o meu amigo e, “amigo não empata amigo”, cya, VR, aqui estou eu para me entregar a ti, aos copos, aos olhares, às gajas peitudas e aos “sound bytes” de uma princesa imaginária qualquer.
sexta-feira, 7 de outubro de 2005
ficções: Está tudo explicado
LFV: Zé? Fala Luís Filipe, uhn. Como é que isso vai, uhn?
JP: Por aqui tudo às mil maravilhas. O que é que manda, meu presidente?
LFV: Queria-te pedir para teres mais calma, uhn. Estás a dar muito nas
vistas.
JP: Mas, Presidente... Só estou a fazer o que me mandou.
LFV: Eu sei, uhn, e agradeço-te por isso mas, repara. Estiveste
brilhante na 5ª feira, uhn. No fim de semana passado também, com aquela
vitória suada contra o Setúbal, uhn ... mas perder todos os jogos que
fazes fora começa a gerar desconfiança e ainda te metem na rua, uhn ...
JP: Tem toda a razão meu presidente, não voltará a acontecer.
LFV: E mais uma coisa, uhn ... o Polga a defesa esquerdo??? Tirares o
Beto ao intervalo e deixares lá o Tonel??? Obrigares os gajos a comprar
o Wender??? Isso é esticar a corda, Zé. Mas olha, uhn ... agora que o
Nelson se lesionou, aproveita para meter o outro agente infiltrado,
porque a mensalidade que nós pagamos não é só para os teus serviços, é
para os dele também, uhn.
JP: Esteja descansado, meu presidente. O Nelson nem sequer se lesionou,
mas é que se eu não tivesse metido o Ricardo ficava ainda com uma
substituição e depois tinha de meter o Pinilla e o gajo ainda marcava
algum golo e lixava-me o esquema. De qualquer forma, a partir de hoje,
vai voltar a jogar o Ricardo.
LFV: OK, Zé. Continuação de um bom trabalho, uhn.
JP: Saudações Benfiquistas, meu presidente.
quinta-feira, 6 de outubro de 2005
Portanto, foi um debate sem futeboladas nem golos de penalty. Algo esclarecedor quanto a mim de como deverão os portuenses vota no próximo domingo.
quarta-feira, 5 de outubro de 2005
terça-feira, 4 de outubro de 2005
e que tal comprar um livro?

Foi editado há 400 Anos (1605) e continua eterno. Parabéns ao jornal "Público" pela excelente iniciativa. A tradução de Aquilino Ribeiro é, também, motivo de maior entusiasmo. Recomendo.
à venda com o jornal "Público" de hoje por apenas 12,50 euros! Ainda vai a tempo!
domingo, 2 de outubro de 2005
ajudas de custo
Com executivos deste calibre qualquer SAD só pode dar graças à política de contratações e ao rigor orçamental da sua gestão.Ajudas de custo deste calibre aumentam, e de que maneira, a rentabilidade daquela que é considerada por muitos uma das empresas portuguesas de sucesso e um exemplo a seguir..
sábado, 1 de outubro de 2005
“Depois a malta anda entretida com mais uma campanha eleitoral e eu espanta-me os nomes dos candidatos a presidente da junta aqui das freguesias em volta dos Carvalhos (maiúscula para os Carvalhos que sendo um lugar já é vila) uma cambada de tipinhos mal formados e quase em piores condições de vida do que eu que de repente viram na política de paróquia o próximo passo após o rendimento mínimo”
A propósito deste parágrafo que encontrei encolhido num texto meu, uma impregnação de coisas que se não deviam dizer e que, apesar disso, ficam escritas, espalhadas como vento, estive há dias a conversar com um amigo meu, de entre copos, e concordámos com a evidência clara e inequívoca de que a outrora falada geração rasca, que deve ter dado péssimos advogados, maus canalizadores e deficientes mestres-escola legou-nos o pior dos seus monstros: o politico-mitra. Se o amigo que me lê deitar os olhos nos candidatos da sua paróquia (esqueçamos por um momento a Fatinha que tantos textos “pariu” e que não passa de apenas um entre setenta candidatos a estas eleições que têm problemas com a justiça – parece pouco?) há-de encontrar o gajo espertalhão que tinha sido despedido da empresa por roubo, há-de encontrar o tipinho formado em Direito que nem um apartamento consegue vender, por incompetência, há-de encontrar o empresário falido cheio de dívidas e que não admite entregar o BMW porque isso seria a sua morte. Se o amigo que me lê deitar os olhos nos panfletos das listas candidatas há-de encontrar o mau português escrito, o mau português de todos os dias que agora até passa incólume pelos revisores de textos (os tipógrafos também sofrem do efeito geração-rasca).
De repente oiço: “ tocam os sinos na torre da igreja, vai passar a procissão”. Que pagode!


