domingo, 9 de outubro de 2005

Portugal make history...badly

Portugal fez o bastante mas não o suficiente. Luis Filipe Scolari insiste nos "betinhos", os intocáveis Ricardo, Pauleta, Luis Figo e Cristiano Ronaldo. Esta quadrilha tem de jogar sempre e durante o tempo todo, mesmo que jogue mal e porcamente, mesmo que ande a cair em campo. E a porcaria de imprensa que temos jamais demonstra um sinal, mínimo que seja, de espírito crítico. Sempre a transformar em elogios jogadas banais, de futebol porco.
Miséria de incompetentes. E o público ainda assim não podia reclamar porque, valha-nos deus, os meninos ainda amuam.

sábado, 8 de outubro de 2005

Angola make history

E tu mereceste a honra. Pode ser que agora, e com três selecções a falar português presentes no Mundial de Futebol, a Fifa resolva apresentar o seu site também na lingua de Camões.

maus hábitos

Meus amigos, ainda há pouco estava eu a “bombar” no VR com três gins no bucho, fora as bohemias do início da noite e um outro gin, quase rasca, que tomara no “Maus Hábitos”. Ya, fui ao “Maus Hábitos”. Conhecem? Nunca lá tinha ido, pelo que acolhi bem a proposta de um amigo. Mas confesso que não permaneci lá mais de meia hora.
Se tomarmos como interessante o facto daquilo ficar num quarto andar da rua Passos Manuel, estar dotado de um complexo de pequenos habitáculos onde se pode experimentar ouvir musica, conversar, fazer uns charros e mais qualquer coisa, a proposta não perecia merecedora de ser boicotada. Mas a clientela, senhores! Deu-me impressão, não teimo, de que aquilo era só “bichas” e “fufas” de um lado e mitras-académicos do outro, uma espécie de mocinhos e mocinhas de roupa coçada e grandes sacolas a tiracolo onde devem transportar tudo, desde os utensílios para o caneco, passando pelo telemóvel de segunda geração, a espontaneamente nascida com os pré-pagos “ first entry equipment”. Depois a música, amiguinhos, nem era má, se exceptuarmos “Cornershop” (já ninguém ouve essa merda). O pior era o DJ, um quarentão provavelmente muito mais frustrado do que este que vos escreve, e a debitar música ao ritmo de uma qualquer festa do Liceu António Nobre. De maneira que me virei para o meu amigo e, “amigo não empata amigo”, cya, VR, aqui estou eu para me entregar a ti, aos copos, aos olhares, às gajas peitudas e aos “sound bytes” de uma princesa imaginária qualquer.

sexta-feira, 7 de outubro de 2005

ficções: Está tudo explicado

Uma polícia qualquer conseguiu captar esta conversa entre Luis Filipe Vieira e José Peseiro:

LFV: Zé? Fala Luís Filipe, uhn. Como é que isso vai, uhn?
JP: Por aqui tudo às mil maravilhas. O que é que manda, meu presidente?

LFV: Queria-te pedir para teres mais calma, uhn. Estás a dar muito nas
vistas.

JP: Mas, Presidente... Só estou a fazer o que me mandou.

LFV: Eu sei, uhn, e agradeço-te por isso mas, repara. Estiveste
brilhante na 5ª feira, uhn. No fim de semana passado também, com aquela
vitória suada contra o Setúbal, uhn ... mas perder todos os jogos que
fazes fora começa a gerar desconfiança e ainda te metem na rua, uhn ...

JP: Tem toda a razão meu presidente, não voltará a acontecer.

LFV: E mais uma coisa, uhn ... o Polga a defesa esquerdo??? Tirares o
Beto ao intervalo e deixares lá o Tonel??? Obrigares os gajos a comprar
o Wender??? Isso é esticar a corda, Zé. Mas olha, uhn ... agora que o
Nelson se lesionou, aproveita para meter o outro agente infiltrado,
porque a mensalidade que nós pagamos não é só para os teus serviços, é
para os dele também, uhn.

JP: Esteja descansado, meu presidente. O Nelson nem sequer se lesionou,
mas é que se eu não tivesse metido o Ricardo ficava ainda com uma
substituição e depois tinha de meter o Pinilla e o gajo ainda marcava
algum golo e lixava-me o esquema. De qualquer forma, a partir de hoje,
vai voltar a jogar o Ricardo.

LFV: OK, Zé. Continuação de um bom trabalho, uhn.

JP: Saudações Benfiquistas, meu presidente.

quinta-feira, 6 de outubro de 2005

Eu não sou munícipe do Porto mas vi com atenção o debate de ontem na RTP. Nada de especial, admito, mas também não foi semelhante pobreza. Pelas reacções dá para ver que a malta da direita não pode assumir publicamente o apoio a Rui Rio porque essa malta também é portista e dói-lhes muito quando lhe mexem no azul coirato. RR estava consciente de que “candeia que vai à frente alumia duas vezes” e pouco acrescentou ao debate. Assis foi um produto formatado por Sócrates e o tipo do Bloco revirou-se em sofismas, que é apanágio dessa raça “louçã”, uma nova espécie bovina de aspecto tenro a pedir fraca faca, quando na realidade temos ali sola encardida. Rui Sá foi, quanto a mim e contra toda a espécie de jornalistas, anti- comunistas e quejandos, quem melhores projectos e ideias apresentou para o Porto, quer ao nível da cidade quer ao nível da região. Não teve medo dos bairros sociais porque, afirmou ele, ia lá durante todo o ano e não apenas em época de eleições. Falou na regionalização e na necessidade de se voltar a discutir o tema. Mostrou consciência critica para com o actual presidente da câmara, embora isso lhe custe o epíteto de “Pró- Rui Rio”. Merecia mais do que apenas a vereação mas isso são contas do impossível porque o nosso pobo do norte aprendeu nos últimos 30 anos a proclamar apenas duas siglas: “pê-ésse” e “pê-ésse-dê”.
Portanto, foi um debate sem futeboladas nem golos de penalty. Algo esclarecedor quanto a mim de como deverão os portuenses vota no próximo domingo.

quarta-feira, 5 de outubro de 2005

Orlando, não vou discutir contigo o tema “Adesão da Turquia à União Europeia” porque, como alguém escreveu no teu blog, tu não aceitas mudar de opinião e, por outro lado, não será nunca minha intenção que tu mudes de opinião. O que me espanta é a desgraça de post que redigiste a meu respeito. Acusas-me, de forma aliás nada original, de eu não chamar os bois pelos nomes. Que pretendias tu? Um link ao teu blog? Uma chamada de atenção ao "Orlando-contra"? Se queres saber não estava a pensar em ti, especificamente, quando escrevi o que escrevi. Referia-me, se quiseres e em sentido lato, a toda uma cambada de histéricos que utilizam “baners” e massacram a malta com tais apelos a isto e àquilo, merdices quase sempre fundamentadas no medo, e na ignorância, que são apanágio de quem sente que a mudança pode afectar a sua vidinha. Portanto, eu nem sequer vou resvalar para as questões do foro pessoal e recuso que te tenha ofendido. Se te sentes atingido, olha, paciência. Mas não vale a pena guerreares. Continua a defender os teus princípios mas tenta perceber que nem sempre estás preparado para diferentes opiniões. É talvez uma questão de cultura bem portuguesa, enfim. E advirto-te que estou a fazer um enorme esforço para ser brando contigo…
Há uma coisa que me anda a moer os fígados, que eu tenho-os em bom estado, que é essa paneleirice de apresentarem uma petição on-line contra a adesão da Turquia à União Europeia. Eu confesso que sou diferente dum turco. Já convivi com eles e achei-lhes muitas manhas e manias, o que me deixou um tanto mal impressionado. Mas não tenho medo algum que eles venham para a União, que sejam europeus de direito próprio e com as mesmas oportunidades de trabalho e progresso que nós. Não me assusta, por isso, o facto de serem muçulmanos, ou o facto de serem muitos. O que me assusta é o preconceito. Uma doença que é praga, e que se manifesta em quase tudo o que é novo, seja em questões de sexualidade, seja em questões de credo, raça ou convicções políticas. E isso é que me fode. Ver os burguesitos de meia tigela a trocar “correntes” entre si, convencidos de que são eles os bons da fita.

terça-feira, 4 de outubro de 2005

e que tal comprar um livro?


Foi editado há 400 Anos (1605) e continua eterno. Parabéns ao jornal "Público" pela excelente iniciativa. A tradução de Aquilino Ribeiro é, também, motivo de maior entusiasmo. Recomendo.


à venda com o jornal "Público" de hoje por apenas 12,50 euros! Ainda vai a tempo!

espero que não

domingo, 2 de outubro de 2005

ajudas de custo

Com executivos deste calibre qualquer SAD só pode dar graças à política de contratações e ao rigor orçamental da sua gestão.
Ajudas de custo deste calibre aumentam, e de que maneira, a rentabilidade daquela que é considerada por muitos uma das empresas portuguesas de sucesso e um exemplo a seguir..

sábado, 1 de outubro de 2005

Acabei de ver uma reportagem na Sic sobre “professores desterrados”. Não necessito que me expliquem a lei que levou a semelhantes tragédias individuais e familiares. O que importa aqui é o espírito da lei e quanto a mim e pelo que vi, tal espírito está ferido de legitimidade. Sinceramente, não sendo eu das pessoas mais indicadas para falar disso, já que sou meio anarquista e um tanto marxista, o que eu recomendo é que os profs continuem a lutar, mas de forma mais concludente, que não se armem apenas em vítimas (que o são de facto), que lutem, que protestem porque este sistema está podre.

Depois a malta anda entretida com mais uma campanha eleitoral e eu espanta-me os nomes dos candidatos a presidente da junta aqui das freguesias em volta dos Carvalhos (maiúscula para os Carvalhos que sendo um lugar já é vila) uma cambada de tipinhos mal formados e quase em piores condições de vida do que eu que de repente viram na política de paróquia o próximo passo após o rendimento mínimo

A propósito deste parágrafo que encontrei encolhido num texto meu, uma impregnação de coisas que se não deviam dizer e que, apesar disso, ficam escritas, espalhadas como vento, estive há dias a conversar com um amigo meu, de entre copos, e concordámos com a evidência clara e inequívoca de que a outrora falada geração rasca, que deve ter dado péssimos advogados, maus canalizadores e deficientes mestres-escola legou-nos o pior dos seus monstros: o politico-mitra. Se o amigo que me lê deitar os olhos nos candidatos da sua paróquia (esqueçamos por um momento a Fatinha que tantos textos “pariu” e que não passa de apenas um entre setenta candidatos a estas eleições que têm problemas com a justiça – parece pouco?) há-de encontrar o gajo espertalhão que tinha sido despedido da empresa por roubo, há-de encontrar o tipinho formado em Direito que nem um apartamento consegue vender, por incompetência, há-de encontrar o empresário falido cheio de dívidas e que não admite entregar o BMW porque isso seria a sua morte. Se o amigo que me lê deitar os olhos nos panfletos das listas candidatas há-de encontrar o mau português escrito, o mau português de todos os dias que agora até passa incólume pelos revisores de textos (os tipógrafos também sofrem do efeito geração-rasca).

De repente oiço: “ tocam os sinos na torre da igreja, vai passar a procissão”. Que pagode!

a nossa música faz-se de todas as músicas


A Fnac e o Público oferecem este magnifico trabalho como forma de comemorarem o dia mundial da música. Surpreendentes interpretações de "Capitão Romance", dos Ornatos,"Venus in Furs", dos Velvet, entre outras grandes canções que atravessam as nossas vidas. Corram à Fnac ou comprem o Jornal.
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