domingo, 9 de outubro de 2005
olha que graça
Na sede de candidatura de Rui Rio canta-se: "ninguém pára Rui Rio, ninguém pára Rui Rio olé ó...", uma melodia que consagrou o Benfica campeão.
um quarto de água das pedras, por favor.
A avaliar pelas projecções desta tarde fica claro que:
1- O PCP é um partido vivo e cheio de força, contrariamente ao que é sistematicamente apregoado por jornalistas e outras espécies canoras em matéria de opinião pública.
2- Os principais centros urbanos deram uma lição “de letra” ao populismo das Bárbaras, dos futebóis e dos filhos do papá.
3- O caciquismo ainda vale a pena como se pode ver em Felgueiras, em Gondomar e em Oeiras.
4- Luis Filipe Menezes, mostra ser um político imbatível e que coloca Gaia no mapa de Portugal.
5- O Bloco de Esquerda continua estagnado e a viver das esmolas do anti-comunismo primário.
1- O PCP é um partido vivo e cheio de força, contrariamente ao que é sistematicamente apregoado por jornalistas e outras espécies canoras em matéria de opinião pública.
2- Os principais centros urbanos deram uma lição “de letra” ao populismo das Bárbaras, dos futebóis e dos filhos do papá.
3- O caciquismo ainda vale a pena como se pode ver em Felgueiras, em Gondomar e em Oeiras.
4- Luis Filipe Menezes, mostra ser um político imbatível e que coloca Gaia no mapa de Portugal.
5- O Bloco de Esquerda continua estagnado e a viver das esmolas do anti-comunismo primário.
agradecimentos pela portugalidade
Agradecer à Catarina e ao José Pimentel Teixeira a amabilidade de divulgarem esta micro-causa.
se mais divulgadores detectar, obviamente registarei os meus agradecimentos.
se mais divulgadores detectar, obviamente registarei os meus agradecimentos.
FIFA Web page in Portuguese Language ou uma micro-causa da portugalidade
Portugal make history...badly
Portugal fez o bastante mas não o suficiente. Luis Filipe Scolari insiste nos "betinhos", os intocáveis Ricardo, Pauleta, Luis Figo e Cristiano Ronaldo. Esta quadrilha tem de jogar sempre e durante o tempo todo, mesmo que jogue mal e porcamente, mesmo que ande a cair em campo. E a porcaria de imprensa que temos jamais demonstra um sinal, mínimo que seja, de espírito crítico. Sempre a transformar em elogios jogadas banais, de futebol porco.
Miséria de incompetentes. E o público ainda assim não podia reclamar porque, valha-nos deus, os meninos ainda amuam.
Miséria de incompetentes. E o público ainda assim não podia reclamar porque, valha-nos deus, os meninos ainda amuam.
sábado, 8 de outubro de 2005
maus hábitos
Meus amigos, ainda há pouco estava eu a “bombar” no VR com três gins no bucho, fora as bohemias do início da noite e um outro gin, quase rasca, que tomara no “Maus Hábitos”. Ya, fui ao “Maus Hábitos”. Conhecem? Nunca lá tinha ido, pelo que acolhi bem a proposta de um amigo. Mas confesso que não permaneci lá mais de meia hora.
Se tomarmos como interessante o facto daquilo ficar num quarto andar da rua Passos Manuel, estar dotado de um complexo de pequenos habitáculos onde se pode experimentar ouvir musica, conversar, fazer uns charros e mais qualquer coisa, a proposta não perecia merecedora de ser boicotada. Mas a clientela, senhores! Deu-me impressão, não teimo, de que aquilo era só “bichas” e “fufas” de um lado e mitras-académicos do outro, uma espécie de mocinhos e mocinhas de roupa coçada e grandes sacolas a tiracolo onde devem transportar tudo, desde os utensílios para o caneco, passando pelo telemóvel de segunda geração, a espontaneamente nascida com os pré-pagos “ first entry equipment”. Depois a música, amiguinhos, nem era má, se exceptuarmos “Cornershop” (já ninguém ouve essa merda). O pior era o DJ, um quarentão provavelmente muito mais frustrado do que este que vos escreve, e a debitar música ao ritmo de uma qualquer festa do Liceu António Nobre. De maneira que me virei para o meu amigo e, “amigo não empata amigo”, cya, VR, aqui estou eu para me entregar a ti, aos copos, aos olhares, às gajas peitudas e aos “sound bytes” de uma princesa imaginária qualquer.
Se tomarmos como interessante o facto daquilo ficar num quarto andar da rua Passos Manuel, estar dotado de um complexo de pequenos habitáculos onde se pode experimentar ouvir musica, conversar, fazer uns charros e mais qualquer coisa, a proposta não perecia merecedora de ser boicotada. Mas a clientela, senhores! Deu-me impressão, não teimo, de que aquilo era só “bichas” e “fufas” de um lado e mitras-académicos do outro, uma espécie de mocinhos e mocinhas de roupa coçada e grandes sacolas a tiracolo onde devem transportar tudo, desde os utensílios para o caneco, passando pelo telemóvel de segunda geração, a espontaneamente nascida com os pré-pagos “ first entry equipment”. Depois a música, amiguinhos, nem era má, se exceptuarmos “Cornershop” (já ninguém ouve essa merda). O pior era o DJ, um quarentão provavelmente muito mais frustrado do que este que vos escreve, e a debitar música ao ritmo de uma qualquer festa do Liceu António Nobre. De maneira que me virei para o meu amigo e, “amigo não empata amigo”, cya, VR, aqui estou eu para me entregar a ti, aos copos, aos olhares, às gajas peitudas e aos “sound bytes” de uma princesa imaginária qualquer.
sexta-feira, 7 de outubro de 2005
ficções: Está tudo explicado
Uma polícia qualquer conseguiu captar esta conversa entre Luis Filipe Vieira e José Peseiro:
LFV: Zé? Fala Luís Filipe, uhn. Como é que isso vai, uhn?
JP: Por aqui tudo às mil maravilhas. O que é que manda, meu presidente?
LFV: Queria-te pedir para teres mais calma, uhn. Estás a dar muito nas
vistas.
JP: Mas, Presidente... Só estou a fazer o que me mandou.
LFV: Eu sei, uhn, e agradeço-te por isso mas, repara. Estiveste
brilhante na 5ª feira, uhn. No fim de semana passado também, com aquela
vitória suada contra o Setúbal, uhn ... mas perder todos os jogos que
fazes fora começa a gerar desconfiança e ainda te metem na rua, uhn ...
JP: Tem toda a razão meu presidente, não voltará a acontecer.
LFV: E mais uma coisa, uhn ... o Polga a defesa esquerdo??? Tirares o
Beto ao intervalo e deixares lá o Tonel??? Obrigares os gajos a comprar
o Wender??? Isso é esticar a corda, Zé. Mas olha, uhn ... agora que o
Nelson se lesionou, aproveita para meter o outro agente infiltrado,
porque a mensalidade que nós pagamos não é só para os teus serviços, é
para os dele também, uhn.
JP: Esteja descansado, meu presidente. O Nelson nem sequer se lesionou,
mas é que se eu não tivesse metido o Ricardo ficava ainda com uma
substituição e depois tinha de meter o Pinilla e o gajo ainda marcava
algum golo e lixava-me o esquema. De qualquer forma, a partir de hoje,
vai voltar a jogar o Ricardo.
LFV: OK, Zé. Continuação de um bom trabalho, uhn.
JP: Saudações Benfiquistas, meu presidente.
LFV: Zé? Fala Luís Filipe, uhn. Como é que isso vai, uhn?
JP: Por aqui tudo às mil maravilhas. O que é que manda, meu presidente?
LFV: Queria-te pedir para teres mais calma, uhn. Estás a dar muito nas
vistas.
JP: Mas, Presidente... Só estou a fazer o que me mandou.
LFV: Eu sei, uhn, e agradeço-te por isso mas, repara. Estiveste
brilhante na 5ª feira, uhn. No fim de semana passado também, com aquela
vitória suada contra o Setúbal, uhn ... mas perder todos os jogos que
fazes fora começa a gerar desconfiança e ainda te metem na rua, uhn ...
JP: Tem toda a razão meu presidente, não voltará a acontecer.
LFV: E mais uma coisa, uhn ... o Polga a defesa esquerdo??? Tirares o
Beto ao intervalo e deixares lá o Tonel??? Obrigares os gajos a comprar
o Wender??? Isso é esticar a corda, Zé. Mas olha, uhn ... agora que o
Nelson se lesionou, aproveita para meter o outro agente infiltrado,
porque a mensalidade que nós pagamos não é só para os teus serviços, é
para os dele também, uhn.
JP: Esteja descansado, meu presidente. O Nelson nem sequer se lesionou,
mas é que se eu não tivesse metido o Ricardo ficava ainda com uma
substituição e depois tinha de meter o Pinilla e o gajo ainda marcava
algum golo e lixava-me o esquema. De qualquer forma, a partir de hoje,
vai voltar a jogar o Ricardo.
LFV: OK, Zé. Continuação de um bom trabalho, uhn.
JP: Saudações Benfiquistas, meu presidente.
quinta-feira, 6 de outubro de 2005
Eu não sou munícipe do Porto mas vi com atenção o debate de ontem na RTP. Nada de especial, admito, mas também não foi semelhante pobreza. Pelas reacções dá para ver que a malta da direita não pode assumir publicamente o apoio a Rui Rio porque essa malta também é portista e dói-lhes muito quando lhe mexem no azul coirato. RR estava consciente de que “candeia que vai à frente alumia duas vezes” e pouco acrescentou ao debate. Assis foi um produto formatado por Sócrates e o tipo do Bloco revirou-se em sofismas, que é apanágio dessa raça “louçã”, uma nova espécie bovina de aspecto tenro a pedir fraca faca, quando na realidade temos ali sola encardida. Rui Sá foi, quanto a mim e contra toda a espécie de jornalistas, anti- comunistas e quejandos, quem melhores projectos e ideias apresentou para o Porto, quer ao nível da cidade quer ao nível da região. Não teve medo dos bairros sociais porque, afirmou ele, ia lá durante todo o ano e não apenas em época de eleições. Falou na regionalização e na necessidade de se voltar a discutir o tema. Mostrou consciência critica para com o actual presidente da câmara, embora isso lhe custe o epíteto de “Pró- Rui Rio”. Merecia mais do que apenas a vereação mas isso são contas do impossível porque o nosso pobo do norte aprendeu nos últimos 30 anos a proclamar apenas duas siglas: “pê-ésse” e “pê-ésse-dê”.
Portanto, foi um debate sem futeboladas nem golos de penalty. Algo esclarecedor quanto a mim de como deverão os portuenses vota no próximo domingo.
Portanto, foi um debate sem futeboladas nem golos de penalty. Algo esclarecedor quanto a mim de como deverão os portuenses vota no próximo domingo.
quarta-feira, 5 de outubro de 2005
Orlando, não vou discutir contigo o tema “Adesão da Turquia à União Europeia” porque, como alguém escreveu no teu blog, tu não aceitas mudar de opinião e, por outro lado, não será nunca minha intenção que tu mudes de opinião. O que me espanta é a desgraça de post que redigiste a meu respeito. Acusas-me, de forma aliás nada original, de eu não chamar os bois pelos nomes. Que pretendias tu? Um link ao teu blog? Uma chamada de atenção ao "Orlando-contra"? Se queres saber não estava a pensar em ti, especificamente, quando escrevi o que escrevi. Referia-me, se quiseres e em sentido lato, a toda uma cambada de histéricos que utilizam “baners” e massacram a malta com tais apelos a isto e àquilo, merdices quase sempre fundamentadas no medo, e na ignorância, que são apanágio de quem sente que a mudança pode afectar a sua vidinha. Portanto, eu nem sequer vou resvalar para as questões do foro pessoal e recuso que te tenha ofendido. Se te sentes atingido, olha, paciência. Mas não vale a pena guerreares. Continua a defender os teus princípios mas tenta perceber que nem sempre estás preparado para diferentes opiniões. É talvez uma questão de cultura bem portuguesa, enfim. E advirto-te que estou a fazer um enorme esforço para ser brando contigo…
Há uma coisa que me anda a moer os fígados, que eu tenho-os em bom estado, que é essa paneleirice de apresentarem uma petição on-line contra a adesão da Turquia à União Europeia. Eu confesso que sou diferente dum turco. Já convivi com eles e achei-lhes muitas manhas e manias, o que me deixou um tanto mal impressionado. Mas não tenho medo algum que eles venham para a União, que sejam europeus de direito próprio e com as mesmas oportunidades de trabalho e progresso que nós. Não me assusta, por isso, o facto de serem muçulmanos, ou o facto de serem muitos. O que me assusta é o preconceito. Uma doença que é praga, e que se manifesta em quase tudo o que é novo, seja em questões de sexualidade, seja em questões de credo, raça ou convicções políticas. E isso é que me fode. Ver os burguesitos de meia tigela a trocar “correntes” entre si, convencidos de que são eles os bons da fita.
terça-feira, 4 de outubro de 2005
e que tal comprar um livro?

Foi editado há 400 Anos (1605) e continua eterno. Parabéns ao jornal "Público" pela excelente iniciativa. A tradução de Aquilino Ribeiro é, também, motivo de maior entusiasmo. Recomendo.
à venda com o jornal "Público" de hoje por apenas 12,50 euros! Ainda vai a tempo!
Subscrever:
Mensagens (Atom)

