Por outro lado, este treinador parece o Couceiro: encosta-se à cobertura do banco de suplentes e ali fica, impávido e sereno à espera de milagres. Crente.
domingo, 6 de novembro de 2005
laranja amarga em época de diospiros
Por outro lado, este treinador parece o Couceiro: encosta-se à cobertura do banco de suplentes e ali fica, impávido e sereno à espera de milagres. Crente.
é preciso gritar muito alto para que Portugal não volte a ficar mudo
É a resposta de uma juventude que se sente marginalizada, discriminada, remetida para guetos de cimento e, muitas vezes, tratada de forma diferente só por uma questão de preconceito rácico. (excerto de uma peça jornalística difundida na RTP)
J Pacheco Pereira diz que paga impostos e, portanto, preferia ter visto outro tipo de jornalismo na televisão do estado. Pois eu concordo plenamente com o que é dito ali em cima. É uma resposta sim senhor. Trata-se de marginalização sim senhor, de discriminação, de racismo.
JPP, certamente prefere o jornalismo fascista, de sistema. Prefere ler coisas como "terrorismo urbano" "soltem a polícia", etc.
E isso não me espanta nada. O contrário seria de deitar foguetes. Por isso Cavaco é tão desejadamente levado ao colo. Um Homem que soltou polícias ao povo, um homem que não debate, um homem que prefere, tal como Pacheco certamente, a repressão, o apagamento, a censura.
J Pacheco Pereira diz que paga impostos e, portanto, preferia ter visto outro tipo de jornalismo na televisão do estado. Pois eu concordo plenamente com o que é dito ali em cima. É uma resposta sim senhor. Trata-se de marginalização sim senhor, de discriminação, de racismo.
JPP, certamente prefere o jornalismo fascista, de sistema. Prefere ler coisas como "terrorismo urbano" "soltem a polícia", etc.
E isso não me espanta nada. O contrário seria de deitar foguetes. Por isso Cavaco é tão desejadamente levado ao colo. Um Homem que soltou polícias ao povo, um homem que não debate, um homem que prefere, tal como Pacheco certamente, a repressão, o apagamento, a censura.
sábado, 5 de novembro de 2005
you make my day
Já vi que o post anterior deu cabra. A malta não está preparada para a nudez das coisas. Helena Matos, no Público, sossegou-me quando fui tomar café. Tróia caiu não só por não terem dado ouvidos a Cassandra mas também porque deram ouvidos a um tal tagarela, bem falante ( agora fugiu-me o nome da personagem - o jornal leio-o de borla no café). No fundo um Mario Soares qualquer.
Pois e as massas que saltam de África para a Europa, diariamente. O Castelo Branco causou muito mais desconforto a milhões de portugueses por ter sido expulso da tropa. Aquilo é que deprime a malta.
Agora Paris, é mata-los, aos pretos e aos árabes, esses muçulmanos filhos da puta. Morte aos mouros sarracenos. Os que caminham mais de ano atravessando África, rumo a esta Europa do sonho que nem ousem entrar. Morram os gajos. Vamos lá construir muralhas, como a da China. Uma muralha enorme a contornar esta Europa velha e caduca, impotente, desalmada. Esta Europa das autoridades morais. Dos pedófilos de Mercedes Benz. Esta Europa das multinacionais. Viva a bela Europa. Para o inferno com os infiéis.
Pois e as massas que saltam de África para a Europa, diariamente. O Castelo Branco causou muito mais desconforto a milhões de portugueses por ter sido expulso da tropa. Aquilo é que deprime a malta.
Agora Paris, é mata-los, aos pretos e aos árabes, esses muçulmanos filhos da puta. Morte aos mouros sarracenos. Os que caminham mais de ano atravessando África, rumo a esta Europa do sonho que nem ousem entrar. Morram os gajos. Vamos lá construir muralhas, como a da China. Uma muralha enorme a contornar esta Europa velha e caduca, impotente, desalmada. Esta Europa das autoridades morais. Dos pedófilos de Mercedes Benz. Esta Europa das multinacionais. Viva a bela Europa. Para o inferno com os infiéis.
destruição, destruição, destruição
As notícias de França que correm mundo servem para tudo. Joana Amaral Dias serviu-se disso para nos dizer, com aquele ar de bárbie-anti-globalização, que só o Dr. Mário Soares tem condições de evitar que aqui se viva um fenómeno idêntico ao de Paris. Amanhã, nas eucaristias dominicais a homilia versará o tema, estou quase certo. Juventude, terrorismo urbano, africanos, magrebinos, pobres, essencialmente. E é aqui que está o problema. Os ricos querem continuar a enriquecer e a explorar os pobres, sem piedade, e esperam que estes se sujeitem à sua condição de casta inferior do mundo capitalista. Que se encolham perante o enxovalho, que se resignem perante a discriminação, que morram electrocutados porque são miseráveis. Os ricos fazem a guerra para enriquecerem, nada mais simples e cru. Os pobres destroem os símbolos dos ricos para se defenderem, nada mais justo. Pois o império capitalista vai em direcção a isto: à revolução, à revolta. Não esperemos outra coisa, cobardes que somos, cínicos, amantes das nossas coisinhas. O mundo capitalista caminha para o caos.
sexta-feira, 4 de novembro de 2005
os adolescentes e os seus ídolos
"Schoolgirl blogger poisons mother in homage to killer" (times online)
uma apresentação
Um tipo como eu tem de ganhar dinheiro. Aliás como toda a gente, exceptuando o D. Duarte Duque de Bragança e respectiva linhagem. Por isso é com interesse cuidado que vos informo desta minha nova actividade como consultor: a partir da próxima semana estarei em condições de fornecer a melhor solução de coberturas para piscinas. Só para quem tem Piscina.mais info: mail ali ao lado
quinta-feira, 3 de novembro de 2005
quarta-feira, 2 de novembro de 2005
próxima estação: Paris
El regreso fue terrible para el Villarreal. Durante quince minutos, el acoso del Benfica fue tal, que guardar la puerta a cero fue poco menos que una heroicidad de la zaga de Pellegrini(marca.es)Há novelas cujo final não é feliz. Hoje apenas lêmos um capítulo de uma aventura com um final ainda longe. Mas um livro deste calibre merece episódios em que os protagonistas sofrem. Foi o caso.
xl
Parece-me que a partir do próximo sábado vou criar ali na direita uma coluna com o título: Blogs do XL
blogs de gaja
Assim, num blogue de gaja é bem provável que por volta das dez da manhã surja um post a dizer unicamente "bom dia" sobre a imagem de uma flor ou de um arco-íris. Ou, então, algo mais profundo, como "Hoje acordei triste. Fico assim com a maldade e a hipocrisia das pessoas e blá, blá, blá...".
(fado falado)
Para mim um blog de gajas é o Murcon.
(fado falado)
Para mim um blog de gajas é o Murcon.
terça-feira, 1 de novembro de 2005
Há dois blogs de coisas: um é de sanitas e o outro é de bibliotecas. O das latrinas acusa-nos o lado “voyeur” que há em nós. As escovinhas-limpa-merda a combinar quase sempre com a tijoleira, as tampinhas decoradas a fazer lembrar os naperons nos toucadores, as tábuas de engomar, o papel higiénico. Uma casa de banho portuguesa, com certeza, ora desleixada, ora muito arrumadinha.
Para que serve mostrar sanitas? Para que serve vê-las? Mas aquilo é um sucesso porque, como disse, há muita vontade de espreitar a casa do vizinho.
Já o outro é mais elevado. Bibliotecas e mais bibliotecas, livros expostos como se fossem sanitas. Bibliotecas famosas ao alcance de poucos, como as sanitas. Nós gostamos muito de ver aquelas bibliotecas porque elas representam a casa de banho que qualquer português gostaria de ter. E no lugar do papel higiénico havia de haver resmas de livros. De preferência estrangeiros, complicados porque o cagar às vezes é lento. Para as mijinhas bastava um livrinho da Condessa de Segur e no caso de uma rapidinha nada melhor do que um livro do karzam, banda desenhada modernista, ou então do saudosíssimo “Pedrinho”.
Ainda não vi retrete camiliana, como a que está na casa de Ceide. Ah, se fossem a Ceide ver como cagava Camilo que, ao que consta, está presente em muitas bibliotecas.
Para que serve mostrar sanitas? Para que serve vê-las? Mas aquilo é um sucesso porque, como disse, há muita vontade de espreitar a casa do vizinho.
Já o outro é mais elevado. Bibliotecas e mais bibliotecas, livros expostos como se fossem sanitas. Bibliotecas famosas ao alcance de poucos, como as sanitas. Nós gostamos muito de ver aquelas bibliotecas porque elas representam a casa de banho que qualquer português gostaria de ter. E no lugar do papel higiénico havia de haver resmas de livros. De preferência estrangeiros, complicados porque o cagar às vezes é lento. Para as mijinhas bastava um livrinho da Condessa de Segur e no caso de uma rapidinha nada melhor do que um livro do karzam, banda desenhada modernista, ou então do saudosíssimo “Pedrinho”.
Ainda não vi retrete camiliana, como a que está na casa de Ceide. Ah, se fossem a Ceide ver como cagava Camilo que, ao que consta, está presente em muitas bibliotecas.
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