É evidente que o Operador Cabo português tem o direito de alterar os canais que constam da respectiva grelha. Isso está previsto, em primeiro lugar, no clausulado do contrato que em princípio é lido e assinado pelos clientes. No meu ponto de vista, o que está aqui em causa é apenas a utilização de um mero expediente legal para, no fundo, se apunhalar um bom punhado de pessoas. Está em causa, sobretudo, a ética do operador para com os seus clientes. Porque no caso concreto da GNT, o operador não tinha problemas de audiências, não tinha problemas com a qualidade do referido canal e nem sequer tinha ou teve qualquer tipo de défice comercial em termos do respectivo e legitimo retorno económico. O problema aqui é o de um grupo religioso, uma seita, o mesmo é dizer uma associação religiosa sectária, levar a cabo o seu propósito propagandista na base do dinheiro e, assim, convencer um operador credível a alinhar em tal frete. O frete de disponibilizar um sinal de televisão a uma seita que passa meia dúzia de programas sensacionalistas até à hora em que os mais desprotegidos e os espiritualmente miseráveis estão em casa, constituindo-se assim um alvo fácil para os propósitos daquela seita: angariar crentes que para nada mais servem senão financiar os bolsos de meia dúzia de sacripantas convictos.
E isto é tanto mais espantoso porque eu sei muito bem que se uma seita NAZI resolvesse criar um canal de televisão e entrasse nas regras do mercado e comprasse um sinal ao Operador, por certo já o Carmo não estaria em pé, muito menos a Trindade e a Blogger.
segunda-feira, 9 de outubro de 2006
domingo, 8 de outubro de 2006
this must be the place
domigo, tiros, polícias, jovens, carros, roubos, morte, chuva, sol...criastiano ronaldo, golo!
sexta-feira, 6 de outubro de 2006
uma legislatura pouco à portuguesa
O Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, tem toda a razão. As Câmaras Municipais são as maiores gastadeiras dos poucos recursos financeiros do Estado português. Fernando Ruas, por mais que se esforce e por mais mediatismo que tenha, não consegue fazer passar a ideia de que é vítima. As Câmaras Municipais querem mais dinheiro apenas para criarem mais Empresas Municipais fantasmas e atribuírem cargos de mordomia aos respectivos peões locais, com altíssimos salários e esplêndidas regalias, como é o caso do presidente da Junta de Freguesia de Pedroso que já é administrador de um par de Empresas Municipais de Vila Nova de Gaia, quase todas elas deficitárias, por exemplo. Na verdade, as Câmaras querem mais dinheiro para satisfazerem os caprichos megalómanos dos respectivos Presidentes. E não me espanta nada que haja gente a apoiar Ruas e a apoucar o Ministro das Finanças. Não me espanta nada que nesta sociedade mediatizada, em determinado tempo (eleições) sejam pedidos bons governantes, bons ministros, e depois (no momento em que a mama fica em perigo) tudo sirva para apoucar homens do Governo que nada mais fazem do que governar com a razão, deixando de lado a emoção.
Não sei se estou a ser claro, mas a verdade é que este Executivo tem governado o país com muita responsabilidade e José Sócrates demonstra todos os dias que é o homem certo para o lugar certo. Claro que os lobbys irão contrariar ao máximo estas linhas estratégicas do Governo. As Câmaras, os Médicos, a Função Pública em geral, querem sempre mais e melhor para eles, esquecendo-se que o país é um todo e estamos em maré de arrepiar caminho.
Não sei se estou a ser claro, mas a verdade é que este Executivo tem governado o país com muita responsabilidade e José Sócrates demonstra todos os dias que é o homem certo para o lugar certo. Claro que os lobbys irão contrariar ao máximo estas linhas estratégicas do Governo. As Câmaras, os Médicos, a Função Pública em geral, querem sempre mais e melhor para eles, esquecendo-se que o país é um todo e estamos em maré de arrepiar caminho.
quinta-feira, 5 de outubro de 2006
GNT- alguém se lembra?
Leio no Tugir a frustração pelo desaparecimento do GNT nos idos de Abril deste ano. Desta feita porque no Brasil houve eleições. Mas o Brasil não é só interessante quando está em eleições e a Rede Globo é o espelho mais aproximado da sociedade brasileira, da sua cultura e quotidiano; e tiraram-nos o GNT e quase ninguém se incomodou com isso! Em seu lugar deram-nos (ou melhor, impingiram-nos) a Record, essa coisa alienígena de se fazer televisão.
Pelo menos no Tugir alguém se lembrou de marcar o protesto, fazendo-se também alguma justiça a quem protestou na altura, como foi o caso do "food-i-do" aqui, aqui e aqui, por exemplo.
Hoje ainda, e não obstante quase ninguém se lembre do GNT, aqui fica o meu lamento por tudo continuar nesta pobreza franciscanamente mercantilista.
Pelo menos no Tugir alguém se lembrou de marcar o protesto, fazendo-se também alguma justiça a quem protestou na altura, como foi o caso do "food-i-do" aqui, aqui e aqui, por exemplo.
Hoje ainda, e não obstante quase ninguém se lembre do GNT, aqui fica o meu lamento por tudo continuar nesta pobreza franciscanamente mercantilista.
À espera do salvador e, entretanto, Viva a República!
Eu estou com a lolita. O Professor Arroja tarda e isso, para mim, já é desesperante. Só a entrada "efectiva" dele no "os matraquilhos" (sem ofensa para quem prefere videogames) poderá evitar tamanhos disparates como é o caso da pretensão de se referendar a "República" (na verdade é com este género de "ideias" que muitas vezes confundimos um idiota - que vem do grego e significa, se quiserem, um "parvo" - com um tipo que tem ideias destas). Ainda para mais numa época em que finalmente temos um Presidente da República.
Engenharias figurativas
Vitor Serpa tem hoje uma tirada daquelas que impressionam, lá no jornal que dirige e que dá pelo nome de "A Bola". Aquele jornalista entendeu que Rui Costa veio parar a um futebol miserável só porque uma clínica qualquer não acertou no diagnóstico a uma lesão do excepcional jogador de futebol. Vai daí, Vitor Serpa desanca no futebol português e no país. Em contraponto refere o Milan, o anterior clube de Rui Costa, elogiando-lhe tudo. Organização, classe, magnitude...Vitor Serpa, aqui, retrata bem a miséria do jornalismo português porque omite, por conveniente, que o Milan esteve envolvido num caso de corrupção e só não foi parar à série B italiana por mero expediente de quem o defendeu nos recursos, não evitando porém a perda de não sei quantos pontos no início do presente campeonato italiano de futebol. Ora, este Milan é o mesmo Milan que Vitor Serpa elogia hoje para, objectivamente, nos apoucar a nós. É este jornalismo de engenharias figurativas que enferma a nossa imprensa. Bastava-lhe ter dito que somos uma merda sem que, para isso, tivesse que endeusar o fedor da merda dos outros.
terça-feira, 3 de outubro de 2006
chorai
Ah! Parece que no Brasil foram eleitos muitos deputados que estão envolvidos em casos de corrupção, sendo que alguns deles até já foram condenados. E parece que no Brasil se compraram votos, e parece que no Brasil a democracia funcionou, “malgré tout”. Por cá, todavia, há portuguesinhos que se escandalizaram. Portuguesinhos que vivem num país de 10 milhões (quase nada, comparando com o Brasil e as suas assimetrias) e que ainda assim foi capaz de eleger tanta porcaria nas últimas eleições autárquicas. E que ainda assim já viu tantos votos comprados com ofertas de televisões e leitores de vídeo, e outros votos pagos com miseráveis côdeas para a terceira idade e, ultimamente, para os antigos militares da guerra colonial. Um país como o nosso que tem uma democracia ainda menos jovem do que a brasileira mas que, mesmo assim, consegue bater quase todos os recordes negativos. E, vejam bem, há até quem se interrogue agora porque é que não existe uma autoridade moral supra-o-voto-de-cada-um que pudesse evitar tamanhas contradições nestas eleições brasileiras. Chorai então, ó oráculos. Chorai muito que, assim, mijais menos!
dos silêncios...é o azul que me cala
domingo, 1 de outubro de 2006
dimanche: on va parler de quoi?
Migrei o alojamento do "FOOD-I-DO" para a nova plataforma de blogs da Google: o "Blogger in Beta" . E como bem quer dizer a palavra "Beta", esta nova plataforma é experimental mas impede-me de voltar ao Blogger normal, o que não me incomoda nada porque estou a gostar das novas ferramentas de edição de que disponho aqui. Porém, hoje não consigo entrar no meu template e estou a enviar este post por e-mail a ver se funciona.
Aqui no Porto passou-se um dia de chuva marcado por um acidente na A3 que impediu o normal fluxo de trãnsito de fim-de-semana. Depois veio a noite calma e nada de mais parece poder influenciar o resto do dia. Entretanto, um amigo meu acabou de fazer o seu primeiro mergulho em Ogrove, na Galiza, e mostrou-se muito feliz com a experiência. Eu cá vou mergulhar na caminha, que bem dela precisado estou. Até amanhâ então!
sábado, 30 de setembro de 2006
sexta-feira, 29 de setembro de 2006
mais um fim-de-semana
Com poucas hipóteses de comprar o filme do "Expresso" e de ler um artigo de Pedro Arroja no Blasfémias.
Porque Gaia não é Porto eu sinto-me obviamente roubado

Como todos sabem foram gastos milhões de Euros na construção de uma rede de Metro que se propõe servir a população da área metropolitana do Porto. O Metro do Porto enche a cidade de orgulho vaidoso com as suas belas composições, e já é um “ex-libris” da Cidade vê-lo atravessar a ponte Luis I. Principalmente quando se está nas ribeiras do Porto e de Gaia.
Milhões de Euros custou também a linha amarela – a linha que liga Gaia ao Porto. O espírito que preside à criação desta linha propõe que as pessoas da zona sul de Gaia possam acessar ao Porto-cidade de forma mais rápida e cómoda, sem filas de trânsito nem semáforos a empatar. Só que a linha amarela termina mesmo junto ao “El Corte Inglés”, que fica, para quem não sabe, mesmo acima da Câmara Municipal de Gaia.
Ora quem vem do sul (como é o caso de quem vive nos Carvalhos), apanha o respectivo autocarro e sai junto ao “El Corte Inglés” para assim apanhar a bela linha amarela rumo ao centro da cidade do Porto. Todavia, as empresas de autocarro que operam no sul do Porto e em particular a União de Transportes dos Carvalhos, criaram um tarifário que é coisa bárbara: um bilhete para o “El Corte Inglés” tem o mesmo custo de um bilhete para o Porto. Assim, o passageiro que via no Metro do Porto o tal espírito que melhoraria as suas condições de acesso à cidade, se quer andar nesse espírito, tem de comprar um bilhete para o Porto, sair em Gaia e comprar um outro bilhete do Metro para, assim, prosseguir a sua aventura metropolitana. Ora, isto é um roubo e não há nenhuma autoridade neste país que vislumbre tamanha falta de respeito para com as pessoas.
Estas empresas de transportes públicos cobram para Gaia o mesmo dinheiro que cobram para o Porto (!) e os cidadãos que têm de ir para o centro do Porto e necessitarem do Metro pagam assim duas tarifas para a mesma viagem. Então para quê o Metro? Para os turistas? Para os habitantes da Avenida da República? Para os clientes do “El Corte Inglés”?
Porque um estudante que viva na zona sul ao ir para a faculdade, se quiser pagar um bilhete para Gaia, ou seja mais barato do que um bilhete para o Porto, tem de sair em Santo Ovídeo e descer a pé quase dois km até ao “El Corte Inglés” para assim apanhar ao metro na linha amarela.
Amarelo estou eu, caros amigos, porque isto não se faz. E o pior é que isto dói muito à carteira de quem precisa dos transportes públicos.
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