É o nome do sítio mais parecido com o reino de Baco que eu conheço. Um conceito inovador no sector da restauração e da enofilia.Fica na Batalha e merece uma visita.
quinta-feira, 9 de novembro de 2006
Vinho Em Qualquer Circunstância
É o nome do sítio mais parecido com o reino de Baco que eu conheço. Um conceito inovador no sector da restauração e da enofilia.Fica na Batalha e merece uma visita.
terça-feira, 7 de novembro de 2006
sem assunto
Navego viajando e olho a miragem soberba que me trespassa o pensamento e sinto a minha alma voando mais alto que o sol e sou capaz de esboçar um sorriso que alguém nota e pergunta se é sorriso de doido ou de algum passageiro esquecido na multidão e continuo a viagem convencido de que na próxima paragem estarei menos longe de me encontrar.
segunda-feira, 6 de novembro de 2006
e eu olho para aqueles tempos...
Ontem vi a fotografia da Rosa publicada na secção de necrologia do Jornal de Notícias. A Rosa tinha sido enterrada dias antes e hoje vai ser celebrada a missa de sétimo dia. A Rosa não era amiga minha. Foi minha colega de trabalho há quase 20 anos e ambos fizemos parte de um grupo de jovens que experimentava o primeiro emprego. Era um grupo de Auxiliares de Educadores de Infância que se ocupava de uma secção muito específica a funcionar na Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Vila Nova de Gaia: o Pavilhão dos Profundos.
Ali fomos capazes de ser uns tolos solidários, fomos capazes de gostar uns dos outros, fomos capazes de ser assíduos e responsáveis pela primeira vez. Ali fomos cúmplices e artistas e fomos uns miúdos descarados e fizemos greve e viajámos e partilhámos as nossas glórias. E as nossas desgraças também. Ali vivemos um tempo que eu nunca mais vivi desde que trabalho. A Rosa trabalhou lá três anos, e um dia formou-se enfermeira e casou e teve filhos. Eu trabalhei lá três anos também e fui embora, casei e tive filhos. Deixámos de nos falar, obviamente, porque as nossas diferenças eram muitas. Mas a Rosa foi a enterrar esta semana com 38 anos apenas. Suicidou-se a Rosa. E eu choro por ela e pela vida que ela era em si.
Não sei se ela está feliz mas eu sempre a vi feliz.
E eu olho para aqueles tempos de quando éramos todos uns putos e ergo o meu copo bem alto num brinde à tua felicidade, querida Rosa.
Ali fomos capazes de ser uns tolos solidários, fomos capazes de gostar uns dos outros, fomos capazes de ser assíduos e responsáveis pela primeira vez. Ali fomos cúmplices e artistas e fomos uns miúdos descarados e fizemos greve e viajámos e partilhámos as nossas glórias. E as nossas desgraças também. Ali vivemos um tempo que eu nunca mais vivi desde que trabalho. A Rosa trabalhou lá três anos, e um dia formou-se enfermeira e casou e teve filhos. Eu trabalhei lá três anos também e fui embora, casei e tive filhos. Deixámos de nos falar, obviamente, porque as nossas diferenças eram muitas. Mas a Rosa foi a enterrar esta semana com 38 anos apenas. Suicidou-se a Rosa. E eu choro por ela e pela vida que ela era em si.
Não sei se ela está feliz mas eu sempre a vi feliz.
E eu olho para aqueles tempos de quando éramos todos uns putos e ergo o meu copo bem alto num brinde à tua felicidade, querida Rosa.
sábado, 4 de novembro de 2006
150.000 page views
150.000 page views desde Julho de 2003. Coisa pouca, comparando com o enorme prazer de blogar.
quinta-feira, 2 de novembro de 2006
a pergunta que se impõe, apesar de já todos saberem a resposta
Após a brilhante jornada europeia das equipas portuguesas na Champion's League, o que não invalida, apesar disso, a condenação de "ambas as três" a uma migração de consolo para a Taça Uefa, e após visionamento atento dos respectivos resumos, gostaria que me dissessem quem é, afinal, o treinador do F.C.Porto: Jesualdo de Mirandela ou Vítor Baía de Leça da Palmeira? O factor geográfico pode ser determinante na obtenção da resposta.
terça-feira, 31 de outubro de 2006
crónica dos sagrados princípios,
Aquele miúdo com cara de Burro, como bem notou besugo (e o que diz besugo é para ser dito), levou uma troçada de Zorba-o-grego, o carniceiro da luz, um assassino capaz de matar burros se for preciso, e as coisas ficaram más para o f.c.porto. Porque as coisas para o f.c.porto estavam boas, excelentes. Aliás aquele clube só pode estar feliz por ter nos seus quadros um departamento médico que permite que se agrave uma lesão de um jogador seu, fazendo-o regressar aos relvados e permitindo que ele esperneasse no momento do colectivo orgasmo clitoriano que se deu após o derradeiro apito da grande Final, a mãe de todas as finais, que foi o jogo do pretérito sábado e que valeu apenas três pontos-três (maior troféu nunca se viu, segundo as minhas fontes anónimas). Por certo, aquela aparentemente irresponsável manobra médica foi apenas para que se castigue o grego Zorba, porque provavelmente outras premonições se fizeram entretanto e murmurou-se a palavra Quaresma mesmo antes do S. Martinho e da “Navidad”.
Um clube daqueles tem até um treinador-vidente, evidentemente, que faz premonições. Julga-se que devido à influencia dos acólitos do padre Fontes, ainda dos tempos em que o Ualdo era um simples aprendiz de Mirandela e onde já se lhe notavam algumas faculdades extra-sensoriais misturadas com uma sofrível destreza em matéria de Cartomancia e Quiromancia.
Entretanto houve um dirigente do Benfica que ergueu um dedo para um ou dois energúmenos e isso foi um atentado à moral católica do papado costiano que tem sede no Vale de Campanhâ e cujas cúpulas fazem romaria a Fátima para pagar promessas e cumprimentos de premonições tidas e a ter. Sabe-se, aliás, que a ultima premonição foi o golo marcado no último minuto e que, dizem os entendidos, foi obra do querer e da vontade dos fieis, mas que na realidade (como diz Santos, que já por ali fez milagres como por exemplo rogar aos santos do apito que lhe expulsassem sempre um ou outro jogador em vésperas de defrontarem o f.c.porto), foi mais uma resposta às preces e às orações de toda a hierarquia costiana, incluindo os bispos autarcas e os leigos do jornal o Jogo.
Posto isto, é com muita tranquilidade que se aguarda prisão perpétua em Custóias ou Paços de Ferreira (para evitar a proximidade dos hereges leixonenses) para o grego, que se faça fila para chegar até ao santo Anderson (até São Mourinho já lhe telefonou) e que se guilhotine o famigerado dedo do mal amado conde do Luxemburgo, um traidor que se rebelou e se revelou uma estaca afiada apontada ao paramento azul e branco daquele belo e floral papa.
posto isto, siga o futebol na Europa e oremos…
Um clube daqueles tem até um treinador-vidente, evidentemente, que faz premonições. Julga-se que devido à influencia dos acólitos do padre Fontes, ainda dos tempos em que o Ualdo era um simples aprendiz de Mirandela e onde já se lhe notavam algumas faculdades extra-sensoriais misturadas com uma sofrível destreza em matéria de Cartomancia e Quiromancia.
Entretanto houve um dirigente do Benfica que ergueu um dedo para um ou dois energúmenos e isso foi um atentado à moral católica do papado costiano que tem sede no Vale de Campanhâ e cujas cúpulas fazem romaria a Fátima para pagar promessas e cumprimentos de premonições tidas e a ter. Sabe-se, aliás, que a ultima premonição foi o golo marcado no último minuto e que, dizem os entendidos, foi obra do querer e da vontade dos fieis, mas que na realidade (como diz Santos, que já por ali fez milagres como por exemplo rogar aos santos do apito que lhe expulsassem sempre um ou outro jogador em vésperas de defrontarem o f.c.porto), foi mais uma resposta às preces e às orações de toda a hierarquia costiana, incluindo os bispos autarcas e os leigos do jornal o Jogo.
Posto isto, é com muita tranquilidade que se aguarda prisão perpétua em Custóias ou Paços de Ferreira (para evitar a proximidade dos hereges leixonenses) para o grego, que se faça fila para chegar até ao santo Anderson (até São Mourinho já lhe telefonou) e que se guilhotine o famigerado dedo do mal amado conde do Luxemburgo, um traidor que se rebelou e se revelou uma estaca afiada apontada ao paramento azul e branco daquele belo e floral papa.
posto isto, siga o futebol na Europa e oremos…
segunda-feira, 30 de outubro de 2006
ler blogs é também crescer um pouco mais
Uma coisa é certa: há imensa gente que não lê blogs. Uns porque nunca lêem nada, outros porque não têm acesso a um computador com internet e outros por mera resistência arrogante. Estes últimos também resistiram ao telemovel e certamente os mais velhos resistiram à televisão. São uns resistentes duros de roer porque continuam a flutuar na presunção de que são eles os verdadeiros donos da verdade. Do mesmo modo que muitos foram os que não acreditaram no comboio e nos automóveis, e nas caravelas, e na roda, e no fogo....Tipos desses sempre existiram e hão-de existir sempre.
Parabéns! Parabéns! Parabéns!
domingo, 29 de outubro de 2006
A (rivo)lição de Pacheco Pereira
João Fiadeiro reagiu hoje, no jornal “Público”, ao ataque pérfido que Pacheco Pereira fez ao caso da ocupação do Rivoli. Leitura recomendada, evidentemente.
(link pago no Pùblico).
(link pago no Pùblico).
sábado, 28 de outubro de 2006
nação mijada, nação abençoada

Entretanto temos a urina. Uma substância demasiadamente incomodativa quando cristaliza em pano seco. Dessa urina estão as bandeiras azuis e brancas impregnadas. E as fraldas e as cuecas e as cadeiras de plástico azul-morto. Quem desceu a VCI, rumo ao sul, no fim do dia de hoje, não pôde deixar de ter notado o agressivo odor urinoide. A mijina colectiva que pulverizava os límpidos céus da cidade invicta foi tanta, mas tanta, que nem a brisa do mar que nos toca foi capaz de lhe dar remédio. E depois veio o buzinão como que apregoando bem alto: "Somos uma nação de Mijões caraguuuuu”.
Speaker Corner
Miguel Sousa Tavares faz hoje no semanário “Expresso” aquilo que eu esperava dele: defender-se da acusação de plágio que lhe foi feita por um cidadão anónimo. E defendeu-se bem, quanto a mim. MST explica-se de uma forma simples e clara, e que até a mim, que nunca li o dito livro, consegue elucidar rotundamente. Mas é também através daquela “defesa” que MST tenta reflectir sobre os Blogs e a Internet em geral, daí resultando a sua manifestação de distanciamento e pessimismo no que diz respeito a este segmento das TIS (tecnologias da Informação). De entre vários considerandos de cariz mais sociológico, MST aponta o anonimato com dedo justamente acusador. O anonimato é, de facto, uma perfeita aberração (e por favor não confundir anonimato com pseudónimos porque os há muitos e bem conhecidos na blogosfera).
O anonimato puro e duro deveria ser desprezado e ponto final. Que me interessa a mim ler um comentário vindo de alguém sem rosto? que me interessa a mim dar crédito a um determinado texto com assinatura anónima? Nada. mas MST percebeu que isso não é bem assim. Percebeu que a imprensa tem necessidade de fugir das linhas éticas com que em principio se norteia para obter a primeira e mais fundamental de todas as razões da sua existência: vender. E para vender qualquer historieta serve, desde que venda. Não interessa muito de onde venha mas sim se ela pode ser acolhida por muitos e muitos mais ainda...
Este é o principal ponto de reflexão que eu, blogger de nome inteiro desde 2003, gostaria de ver discutido de forma séria, sem compadrios e sem lambidelas de cão pungente. Sem as mordomias do costume e que saltam à vista em quase todas as tentativas de reflexão sobre esta matéria . Procure-se um código de forma honesta que introduza alguma eficácia no combate a casos como este e que servem apenas para denegrir a boa fé de quem cá anda, como eu, a tentar fazer disto um efectivo e saudável “Speaker Corner”.
O anonimato puro e duro deveria ser desprezado e ponto final. Que me interessa a mim ler um comentário vindo de alguém sem rosto? que me interessa a mim dar crédito a um determinado texto com assinatura anónima? Nada. mas MST percebeu que isso não é bem assim. Percebeu que a imprensa tem necessidade de fugir das linhas éticas com que em principio se norteia para obter a primeira e mais fundamental de todas as razões da sua existência: vender. E para vender qualquer historieta serve, desde que venda. Não interessa muito de onde venha mas sim se ela pode ser acolhida por muitos e muitos mais ainda...
Este é o principal ponto de reflexão que eu, blogger de nome inteiro desde 2003, gostaria de ver discutido de forma séria, sem compadrios e sem lambidelas de cão pungente. Sem as mordomias do costume e que saltam à vista em quase todas as tentativas de reflexão sobre esta matéria . Procure-se um código de forma honesta que introduza alguma eficácia no combate a casos como este e que servem apenas para denegrir a boa fé de quem cá anda, como eu, a tentar fazer disto um efectivo e saudável “Speaker Corner”.
quarta-feira, 25 de outubro de 2006
inclinações colectivas
No meu país é assim. Volta e meia surge uma polémica oca sobre uma merda qualquer. Desta vez é o alegado plágio perpetrado por Miguel Sousa Tavares. Será que estamos perante uma denúncia maldosa e consequente desacreditação do escritor MST ou será que há razões concretas, factuais que evidenciem um efectivo plágio? Não se sabe, eu não sei. Também não li aquele “Equador” e creio que não vou ler, pelo menos nos próximos tempos.
MST saberá como se defender e é a ele que cabe desmontar essa “cabala”, se é que o é, enfim. Porém, notei que logo uma mole de gente se acoitou a defender o acusado. Uns apontam o anonimato, porque dá jeito, claro. O anonimato não é de agora e serve, por exemplo, para o sistema fiscal americano ser talvez o mais eficaz dos sistemas fiscais e serve para muitas outras coisas, inclusive blogar. Mas dá jeito, neste caso, apontar o anonimato. Também dá muito jeito falar-se em inveja porque o gajo ou a gaja que denunciou o tal plágio só pode ser um invejoso. Já o tipinho que atacou Margarida Rebelo Pinto não é, de certeza, um invejoso. É um cientista! Naquele caso, deu jeito calcar a pobre rica escritora porque ela vende e continua a vender sempre os mesmos ovos estrelados mas com receitas tenuemente elaboradas. E vende, carago, apesar de não saber dizer nada, que eu bem a vi na entrevista que deu a Francisco José Viegas (o próprio terá ficado embaraçado uma ou duas vezes tal a ligeireza da entrevistada). Já o Miguel, esse sabe dizer umas coisas, se exceptuarmos toda e qualquer matéria relacionada com futebol. Será aqui, nesta diferença, que reside a fronteira entre o que é de ser bom e o que é e ser mau? Será que tudo isto se resume, enfim, aos elementos pictóricos que definem as figuras públicas?
Por isso acho tudo isto qualquer coisa de espantoso, esta forma bem portuguesa de tombarmos todos para o mesmo lado. Isto deve ser herança dos marinheiros que desbravaram o novo mundo em barcaças muito instáveis e que, por certo, tiveram a faculdade de disciplinar as tripulações em matéria de inclinação colectiva.
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