terça-feira, 21 de novembro de 2006

dou-me a esse luxo

Hoje deixo-me levar. Hoje posso bem deixar-me levar. Não me apetece nada dirigir, dar ideias, palpites ou conselhos. Hoje sou um seguidista. Quem vier e me disser: “Faz isto” ou “Opta por aquilo”, eu juro que responderei afirmativamente como se fosse um cão de companhia, disciplinado e muito bem treinado.

Hoje deixo-me levar e sempre quero ver onde é que vou, afinal.

domingo, 19 de novembro de 2006

saudade

"...Saudade é solidão acompanhada, é quando o
amor ainda não foi embora, mas o amado já...

Saudade é amar um passado que ainda não passou, é
recusar um presente que nos machuca, é não ver o
futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam, é a dor dos
que ficaram para trás, é o gosto de morte na boca
dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade: "aquela
que nunca amou."
E esse é o maior dos sofrimentos: não ter por quem
sentir saudades, passar pela vida e não viver. O
maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido..."

Pablo Neruda

agradecer...

Ao Luis Carmelo a gentileza.

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

quanto mais avanças além Espanha mais Portugal se te entranha

Lyon, França. Nesta cidade não acontece nada! Um bar com gente, um restaurante tardio,uma discoteca... Nada, abolutamente nada.

sábado, 11 de novembro de 2006

sexta-feira, 10 de novembro de 2006

"desgloriosa" glória

este texto deveria aparecer em todas as revistas bocejantes que nos invadem os nossos pacatos fins-de-semana.todas mesmo, incluindo a "almanaque" dos missionários combonianos...e a proteste, e a revista do círculo de leitores. e deveria estar escrito nas paragens de autocarro, nos placards dos estádios de futebol, no dolce vita, na herdade do esporão, no noddy e no harry potter...

José Régio - Soneto de Amor

Não me peças palavras, nem baladas,
Nem expressões, nem alma...Abre-me o seio,
Deixa cair as pálpebras pesadas,
E entre os seios me apertes sem receio.

Na tua boca sob a minha, ao meio,
Nossas línguas se busquem, desvairadas...
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas ágeis e delgadas.

E em duas bocas uma língua..., - unidos,
Nós trocaremos beijos e gemidos,
Sentindo o nosso sangue misturar-se.

Depois... - abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus; não digas nada...
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

Vinho Em Qualquer Circunstância

É o nome do sítio mais parecido com o reino de Baco que eu conheço. Um conceito inovador no sector da restauração e da enofilia.Fica na Batalha e merece uma visita.

terça-feira, 7 de novembro de 2006

sem assunto

Navego viajando e olho a miragem soberba que me trespassa o pensamento e sinto a minha alma voando mais alto que o sol e sou capaz de esboçar um sorriso que alguém nota e pergunta se é sorriso de doido ou de algum passageiro esquecido na multidão e continuo a viagem convencido de que na próxima paragem estarei menos longe de me encontrar.

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

e eu olho para aqueles tempos...

Ontem vi a fotografia da Rosa publicada na secção de necrologia do Jornal de Notícias. A Rosa tinha sido enterrada dias antes e hoje vai ser celebrada a missa de sétimo dia. A Rosa não era amiga minha. Foi minha colega de trabalho há quase 20 anos e ambos fizemos parte de um grupo de jovens que experimentava o primeiro emprego. Era um grupo de Auxiliares de Educadores de Infância que se ocupava de uma secção muito específica a funcionar na Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Vila Nova de Gaia: o Pavilhão dos Profundos.
Ali fomos capazes de ser uns tolos solidários, fomos capazes de gostar uns dos outros, fomos capazes de ser assíduos e responsáveis pela primeira vez. Ali fomos cúmplices e artistas e fomos uns miúdos descarados e fizemos greve e viajámos e partilhámos as nossas glórias. E as nossas desgraças também. Ali vivemos um tempo que eu nunca mais vivi desde que trabalho. A Rosa trabalhou lá três anos, e um dia formou-se enfermeira e casou e teve filhos. Eu trabalhei lá três anos também e fui embora, casei e tive filhos. Deixámos de nos falar, obviamente, porque as nossas diferenças eram muitas. Mas a Rosa foi a enterrar esta semana com 38 anos apenas. Suicidou-se a Rosa. E eu choro por ela e pela vida que ela era em si.
Não sei se ela está feliz mas eu sempre a vi feliz.
E eu olho para aqueles tempos de quando éramos todos uns putos e ergo o meu copo bem alto num brinde à tua felicidade, querida Rosa.

sábado, 4 de novembro de 2006

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

a prenda de natal ...


Please! Please! Please!

a pergunta que se impõe, apesar de já todos saberem a resposta

Após a brilhante jornada europeia das equipas portuguesas na Champion's League, o que não invalida, apesar disso, a condenação de "ambas as três" a uma migração de consolo para a Taça Uefa, e após visionamento atento dos respectivos resumos, gostaria que me dissessem quem é, afinal, o treinador do F.C.Porto: Jesualdo de Mirandela ou Vítor Baía de Leça da Palmeira? O factor geográfico pode ser determinante na obtenção da resposta.
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