quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Eu também

Obviamente!

Porto de Mós, Vila Forte, assim chamada por Luís Vaz de Camões num dos 10 cantos dos Lusíadas (Canto VIII:"Vês este que, saindo da cilada,/Dá sobre o Rei que cerca a vila forte?”), é uma vila arejada e muito bem ordenada em redor do seu belo castelo altaneiro que se avista ao descr a serra quando se vem de Santarém. O velho casario que circunda o castelo vive bem com as modernas vivendas que preenchem as margens do rio Lena, e assim, podemos dar honesto testemunho de que é possível progredir sem destruir.
O caro leitor sabe que eu resido na área metropolitana do Porto, a grande e sempre orgulhosa urbe nortenha, de boas gentes e bla bla bla. Mas porque será que ali, em cada vila ou cidade, em cada lugar onde há uma autoridade, há sempre um assassino urbanístico, um açougueiro do passado histórico, um construtor civil desesperado por ser recompensado pelas ajudas prestadas aos novos regedores da maculada autoridade local? Complexo, digo eu. Só pode ser uma questão de complexo-de-obra-feita.

transatlanticism- death cab for cutie


The Atlantic was born today and I'll tell you how...
The clouds above opened up and let it out.

I was standing on the surface of a perforated sphere
When the water filled every hole.
And thousands upon thousands made an ocean,
Making islands where no island should go.
Oh no.

Those people were overjoyed; they took to their boats.
I thought it less like a lake and more like a moat.
The rhythm of my footsteps crossing flatlands to your door have been silenced forever more.
The distance is quite simply much too far for me to row
It seems farther than ever before
Oh no.

I need you so much closer


I need you so much closer
So come on, come on

terça-feira, 21 de novembro de 2006

dou-me a esse luxo

Hoje deixo-me levar. Hoje posso bem deixar-me levar. Não me apetece nada dirigir, dar ideias, palpites ou conselhos. Hoje sou um seguidista. Quem vier e me disser: “Faz isto” ou “Opta por aquilo”, eu juro que responderei afirmativamente como se fosse um cão de companhia, disciplinado e muito bem treinado.

Hoje deixo-me levar e sempre quero ver onde é que vou, afinal.

domingo, 19 de novembro de 2006

saudade

"...Saudade é solidão acompanhada, é quando o
amor ainda não foi embora, mas o amado já...

Saudade é amar um passado que ainda não passou, é
recusar um presente que nos machuca, é não ver o
futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam, é a dor dos
que ficaram para trás, é o gosto de morte na boca
dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade: "aquela
que nunca amou."
E esse é o maior dos sofrimentos: não ter por quem
sentir saudades, passar pela vida e não viver. O
maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido..."

Pablo Neruda

agradecer...

Ao Luis Carmelo a gentileza.

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

quanto mais avanças além Espanha mais Portugal se te entranha

Lyon, França. Nesta cidade não acontece nada! Um bar com gente, um restaurante tardio,uma discoteca... Nada, abolutamente nada.

sábado, 11 de novembro de 2006

sexta-feira, 10 de novembro de 2006

"desgloriosa" glória

este texto deveria aparecer em todas as revistas bocejantes que nos invadem os nossos pacatos fins-de-semana.todas mesmo, incluindo a "almanaque" dos missionários combonianos...e a proteste, e a revista do círculo de leitores. e deveria estar escrito nas paragens de autocarro, nos placards dos estádios de futebol, no dolce vita, na herdade do esporão, no noddy e no harry potter...

José Régio - Soneto de Amor

Não me peças palavras, nem baladas,
Nem expressões, nem alma...Abre-me o seio,
Deixa cair as pálpebras pesadas,
E entre os seios me apertes sem receio.

Na tua boca sob a minha, ao meio,
Nossas línguas se busquem, desvairadas...
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas ágeis e delgadas.

E em duas bocas uma língua..., - unidos,
Nós trocaremos beijos e gemidos,
Sentindo o nosso sangue misturar-se.

Depois... - abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus; não digas nada...
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

Vinho Em Qualquer Circunstância

É o nome do sítio mais parecido com o reino de Baco que eu conheço. Um conceito inovador no sector da restauração e da enofilia.Fica na Batalha e merece uma visita.

terça-feira, 7 de novembro de 2006

sem assunto

Navego viajando e olho a miragem soberba que me trespassa o pensamento e sinto a minha alma voando mais alto que o sol e sou capaz de esboçar um sorriso que alguém nota e pergunta se é sorriso de doido ou de algum passageiro esquecido na multidão e continuo a viagem convencido de que na próxima paragem estarei menos longe de me encontrar.

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

e eu olho para aqueles tempos...

Ontem vi a fotografia da Rosa publicada na secção de necrologia do Jornal de Notícias. A Rosa tinha sido enterrada dias antes e hoje vai ser celebrada a missa de sétimo dia. A Rosa não era amiga minha. Foi minha colega de trabalho há quase 20 anos e ambos fizemos parte de um grupo de jovens que experimentava o primeiro emprego. Era um grupo de Auxiliares de Educadores de Infância que se ocupava de uma secção muito específica a funcionar na Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Vila Nova de Gaia: o Pavilhão dos Profundos.
Ali fomos capazes de ser uns tolos solidários, fomos capazes de gostar uns dos outros, fomos capazes de ser assíduos e responsáveis pela primeira vez. Ali fomos cúmplices e artistas e fomos uns miúdos descarados e fizemos greve e viajámos e partilhámos as nossas glórias. E as nossas desgraças também. Ali vivemos um tempo que eu nunca mais vivi desde que trabalho. A Rosa trabalhou lá três anos, e um dia formou-se enfermeira e casou e teve filhos. Eu trabalhei lá três anos também e fui embora, casei e tive filhos. Deixámos de nos falar, obviamente, porque as nossas diferenças eram muitas. Mas a Rosa foi a enterrar esta semana com 38 anos apenas. Suicidou-se a Rosa. E eu choro por ela e pela vida que ela era em si.
Não sei se ela está feliz mas eu sempre a vi feliz.
E eu olho para aqueles tempos de quando éramos todos uns putos e ergo o meu copo bem alto num brinde à tua felicidade, querida Rosa.
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