terça-feira, 30 de janeiro de 2007

escolhi

Escrevendo, sempre vos digo que ando a comer muitos Kiwis, um fruto que faz bem a quase tudo e só não faz bem a tudo para que não o comparem à “banha da cobra”.
E deixei de fumar, como sabem. Tomei essa decisão porque ando a ouvir falar-se muito em “liberdade de escolha”. E também escolhi cortar com o álcool e com as manteigas e o leite meio-gordo. Só magro, pronto.
Estou a ficar um conas, eu sei. Mas pronto, escolhi ser assim.

técnicas da praça

A Microsoft lançou o novo Windows, em Lisboa, e convidou Simão Sabrosa para fingir gastar quatrocentos euros no dito programa, mais outros mil no novo "office". E Simãozito lá mostrou o talão comprovativo de pagamento, a ver se alguém se convence de que é assim tão fácil "destrocar". Simão fez-me lembrar aquele tipo que surgia sempre em primeiro lugar a comprar um molho de canetas mais três corta-unhas e dois canivetes e cinco baralhos de cartas, tudo a cem paus, ali na praça, mesmo em frente ao café Imperial e logo após a mágica apresentação do demosntrador. O tipo comprava e era logo seguido por pelo menos meia dúzia de papalvos. Eu, pequenito de mais ou menos 13 anos, ficava ali a ver a próxima demonstração (se calhar é por isso que dei pras vendas, caneco) e , em findada a dita, lá surgia o tipo com os mesmos cem paus a fazer a mesma primeira compra de todas as apresentações...

I fall in love too easily

e por isso mesmo ofereci-me este Miles Davis Ballads.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

a boa acção

Hoje tive oportunidade de salvar um gato. Já me aconteceu ter matado um gato no verão passado, aqui na Batalha, por atropelamento. Hoje, porém, encontrei este bichano com a cabeça enfiada numa lata, muito aflito e quase a morrer. Retirei a lata com cuidado porque ele poderia estar assustado e com isso tornar-se perigoso, e ele lá sossegou, coitado, quase sem energia para me agradecer...
Uma boa acção pois claro. Quem não a faria?

efeitos de poesia

oiço uma música brasileira que passa em determinado blog. não, não se trata de funk brasileiro, nem de forrós, nem doutras modas "escrementais" que o brasil nos traz com assuidade e comercialidade. oiço uma música "bossa nova", a autêntica músca brasileira. gosto. aprecio. saboreio, simplesmente.

entretanto, jantei perdizes regadas com xisto, um douro magnífico. o melhor douro dos nossos dias, pois claro. e também bebi scotch velho sem gêlo. fui burguês, mais uma vez. e gostei, desculpem a sinceridade. e fumei um "partagas", apesar de já nem sequer fumar tabaco.
não fumei mais nada...
deixei-me ficar aqui muito quieto a pensar na possibilidade infinitamente menor de perspectivar a vida feita de outros sentidos, outras sensações. digamos que me estou a ver a amar uma outra forma de amar. uma estranha atração por um gostar dilacerado pela escravização do não consumar, do não obliterar o amor.
estou morto...e vivo. sinto-me vivo, apesar desta contradição. sinto-me muito vivo.

amanhã, hoje afinal, vou procurar cantar sem saber se vou sentir saudade.
sei que vou te amar eternamente, ó minha forma de sol. ó minha melodia destas manhãs frias. ó minha graça de infinitas contradições. sei que o céu existe e não quero perguntar-me de que serve o vento da tarde e a brisa da manhã.

sei que o meu caminho, sozinho, trespassa a acalmia dos teus dias, marca as tuas lágrimas e serve de timoneiro para os teus desencontros.
ah, que bela noite fria de janeiro. ah, que boa sensação de poesia me está invadindo...

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

conversas no café

- Seria extraordinário se acaso fosses capaz de deixar tudo para trás! Seria uma prova de loucura, ou nem tanto! De amor, talvez. Embora a palavra amor esteja tão gasta, tão repetida…
- Acho que não. Eu, se deixasse tudo para trás, seria como se tivesse resolvido optar, simplesmente, por deixar tudo para trás. Não penso, portanto, que isso fosse uma loucura. Nem uma prova de amor. Seria apenas uma opção. Sempre uma opção…
- Isso parece-me, e vais desculpar-me, uma forma muito artística de contornares o problema. Ninguém deixa tudo para trás apenas por simples opção. Tem de haver algo que motive uma pessoa a dar esse passo.
- Concordo. No meu caso, por exemplo, não encontro maior motivação do que a atracção pelo vazio, pelo desconhecido. Chegar lá, a esse lugar, obriga-me a optar por deixar tudo para trás.

este céu sou eu

domingo, 21 de janeiro de 2007

não há como negar

Eu podia dizer que tudo isto é apenas uma questão de sexo. Escrever setenta teorias sobre "osso no pénis", que é tudo uma questão de vértebras. Mas não. Ainda assim, e apesar de tanta evidência, tanta impressão digital por aí espalhada, e a cheirar a genitais, eu continuo a acreditar que tudo isto não se resume a apenas sexo! Mas também, evidentemente. Também é uma questão de sexo. Sexo mal parado. Mal parido, mal amanhado, infiel, meigo, limpo, bruto ou impreciso, sexo porco, apimentado, sexo desajeitado. Imoral, adúltero, virtual ou caduco. É também uma questão de sexo, sim senhor. Não há como negar, foda-se!

Miguel Torga, 100 anos

O mundo precisa de Torga.

via blog da irene

sábado, 20 de janeiro de 2007

receita única e não comparticipada

Dói-me a cabeça. Uma dor assim, terrível, quase imoral, quase cruel, que me obriga a não querer abrir os olhos, que me impede de olhar para além da minha janela, deveria vir apenas no início da Primavera. Nunca em pleno Janeiro do frio e dos cafezinhos quentes. Valho-me, então, da mistura explosiva de Henry Miller e Davis/Coltrane, servida com água do Vimeiro, para aliviar a minha dor de cabeça. E as minhas angústias.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Jornalista portuguesa desaparecida no Líbano

Através do Tugir, deparo com esta notícia que me parece, no mínimo, um facto a merecer alguns pontos de interrogação. Faço pois minhas as questões levantadas por Luis Novais Tito.
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