terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

tubarão ou esquilo?

O Paulo Querido tem ideias. É um jornalista de ponta, especializado nas novas tecnologias da informação e tem ideias. já tinha criado o Weblog.pt, um projecto ambicioso de alojamento de blogs portugueses e que entretanto faliu, está à deriva, levando muitos e bons bloggers a uma espécie de orfandade temporária. Agora surge com outro projecto, segundo o Público (edição impressa). Um novo projecto que visa imprimir um cunho ainda mais corporativista aos blogs.
Um blog pode ser o que eu quiser e bla bla bla...Um blog tem potencial, é bom, é independente e é grátis. Mas passa a ser utopia a partir do momento em que se tenta arregimentar este estado de pureza que é o estado actual dos blogs, salvo um ou outro caso, transformando-os numa máquina organizada de fazer dinheiro. Uma corporação.

Não quero ser severo para com os autores de tal ideia, mas assumo desde já que continuo independente, que me assumo cada vez mais como um cidadão-jornalista que participa, que procura encontrar respostas e partilha-las sem com isso estar á espera de remuneração directa, e que entretanto também é capaz de chorar e de rir e de ser banal ou azedo.

Não estou, portanto, interessado em negociatas nem pretendo vender a minha alma por dois vinténs. Arregimentem-se à vontade. Eu continuarei na minha onda predilecta: livre!!!!!!

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

domingo, 4 de fevereiro de 2007

elucubrações de um miúdo de 40 anos com dores de garganta, num domingo à tarde sem sol

Acordei tarde porque me deitei tarde. Preparei uns bifes manhosos, daqueles que cozem na própria água quando pretendemos apenas que grelhem, e servi-os com uma travessa de batatas fritas, daquelas ultracongeladas. Tudo muito rápido. De café só restava uma colher de sopa, de modo que fiz uma água de café que me soube muito bem, embora não me tivesse retirado deste estado mole com que vos escrevo.
Já deu para notar que ainda nem tirei o pijama, não tomei banho, nem fiz a barba, nem essas coisas todas que aos domingos nunca têm hora certa. Mas vou fazer. E vou sair para ler jornais e tomar café expresso e ainda vou fazer umas compras no Lidl.

Entretanto, hei-de ganhar coragem para ver um filme. E não estou certo de que vá ver o “diz que é uma espécie de magazine” que esse programa lembra-me o Nuno Gomes, o tal que diz que é uma espécie de Goleador…Entretanto, já percebi que aqueles rapazes do Gato Fedorento fazem quase sempre uma coisa interessante durante aquele programa, e normalmente essa coisa aparece depois nos blogs, via “you tube”. Isso é bom. Poupa-me tempo.


Já o “Só Visto” por exemplo, é um programa magazine que eu vejo, e cada vez com maior gosto. O apresentador chama-se Daniel Oliveira e oxalá não se estrague. Faz sempre boas perguntas, é coerente e muito simples no trato. Tem ali um bom programa, não obstante ser um programa de celebridades. Não obstante os Tony Carreiras e os André Sardés da nossa praça, e os Vítor Baías e os Simões Sabrosas, célebres à força, coitados, que a vida deles estava destinada a um arado transmontano e a uma traineira da Afurada…

Pois, é verdade…o Futebol Clube do Porto perdeu novamente. Isto sim é uma grande notícia! Como é que foi possível ter-se anulado um golo fora-de-jogo ao Porto quase no final da partida? Como é que foi possível não se ter marcado falta no lance do golo do Estrela? Como foi possível não se ter marcado um penalty a favor do Porto? Tivesse sido mais cedo o jogo do Sporting e talvez o árbitro do Porto aprendesse como é que se conduz uma equipa derrotada rumo a uma goleada em apenas 15 minutos!

sábado, 3 de fevereiro de 2007

das respostas


“Teoria Astral”, de Joaquim A R Barreira, prefácio de Maria da Conceição Camps, apresentado hoje na Fnac de V N Gaia.
A Cabala, o Tarot, arquétipos, símbolos, imaginário colectivo. O bem e o mal. Respostas que se procuram…

Papiro Editora

do referendo, e sobre os debates...(a propósito!)

“O médico vê o homem em toda a sua fraqueza; o jurista o vê em toda a sua maldade; o teólogo, em toda a sua imbecilidade.” Schopenhauer

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

I fall in love too easily II

Fevereiro é o meu mês. O mês dos gatos.

...Vou continuar a sorrir para o mundo, com todas as minhas limitações, mas cheio de ingénuas esperanças e convencido de que o mundo é bom e a vida é bela.

E continuo proclamando-me inocente de todas as desilusões que me causei e sinto-me com coragem para me perdoar todas as traições que me fiz...

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

escolhi

Escrevendo, sempre vos digo que ando a comer muitos Kiwis, um fruto que faz bem a quase tudo e só não faz bem a tudo para que não o comparem à “banha da cobra”.
E deixei de fumar, como sabem. Tomei essa decisão porque ando a ouvir falar-se muito em “liberdade de escolha”. E também escolhi cortar com o álcool e com as manteigas e o leite meio-gordo. Só magro, pronto.
Estou a ficar um conas, eu sei. Mas pronto, escolhi ser assim.

técnicas da praça

A Microsoft lançou o novo Windows, em Lisboa, e convidou Simão Sabrosa para fingir gastar quatrocentos euros no dito programa, mais outros mil no novo "office". E Simãozito lá mostrou o talão comprovativo de pagamento, a ver se alguém se convence de que é assim tão fácil "destrocar". Simão fez-me lembrar aquele tipo que surgia sempre em primeiro lugar a comprar um molho de canetas mais três corta-unhas e dois canivetes e cinco baralhos de cartas, tudo a cem paus, ali na praça, mesmo em frente ao café Imperial e logo após a mágica apresentação do demosntrador. O tipo comprava e era logo seguido por pelo menos meia dúzia de papalvos. Eu, pequenito de mais ou menos 13 anos, ficava ali a ver a próxima demonstração (se calhar é por isso que dei pras vendas, caneco) e , em findada a dita, lá surgia o tipo com os mesmos cem paus a fazer a mesma primeira compra de todas as apresentações...

I fall in love too easily

e por isso mesmo ofereci-me este Miles Davis Ballads.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

a boa acção

Hoje tive oportunidade de salvar um gato. Já me aconteceu ter matado um gato no verão passado, aqui na Batalha, por atropelamento. Hoje, porém, encontrei este bichano com a cabeça enfiada numa lata, muito aflito e quase a morrer. Retirei a lata com cuidado porque ele poderia estar assustado e com isso tornar-se perigoso, e ele lá sossegou, coitado, quase sem energia para me agradecer...
Uma boa acção pois claro. Quem não a faria?

efeitos de poesia

oiço uma música brasileira que passa em determinado blog. não, não se trata de funk brasileiro, nem de forrós, nem doutras modas "escrementais" que o brasil nos traz com assuidade e comercialidade. oiço uma música "bossa nova", a autêntica músca brasileira. gosto. aprecio. saboreio, simplesmente.

entretanto, jantei perdizes regadas com xisto, um douro magnífico. o melhor douro dos nossos dias, pois claro. e também bebi scotch velho sem gêlo. fui burguês, mais uma vez. e gostei, desculpem a sinceridade. e fumei um "partagas", apesar de já nem sequer fumar tabaco.
não fumei mais nada...
deixei-me ficar aqui muito quieto a pensar na possibilidade infinitamente menor de perspectivar a vida feita de outros sentidos, outras sensações. digamos que me estou a ver a amar uma outra forma de amar. uma estranha atração por um gostar dilacerado pela escravização do não consumar, do não obliterar o amor.
estou morto...e vivo. sinto-me vivo, apesar desta contradição. sinto-me muito vivo.

amanhã, hoje afinal, vou procurar cantar sem saber se vou sentir saudade.
sei que vou te amar eternamente, ó minha forma de sol. ó minha melodia destas manhãs frias. ó minha graça de infinitas contradições. sei que o céu existe e não quero perguntar-me de que serve o vento da tarde e a brisa da manhã.

sei que o meu caminho, sozinho, trespassa a acalmia dos teus dias, marca as tuas lágrimas e serve de timoneiro para os teus desencontros.
ah, que bela noite fria de janeiro. ah, que boa sensação de poesia me está invadindo...
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