segunda-feira, 21 de maio de 2007
de repente voltei a ver bem. deixei de sentir aquele ardor nos olhos e quase dispenso os meus velhos óculos de sol, não fosse a claridade a maior inimiga da minha íris. vejo o tempo cair devagarinho, impagável, e demoro-me nele à espera de um sinal que possa trespassar a névoa que por vezes me ofusca e me confunde o horizonte. o que vai lá, no horizonte. o azimute da minha alma que se esconde estando ali, sempre ali, à espera que eu corra para ele e o agarre com todas as minhas forças. eu vejo-te bem hoje, meu querido azimute. podes esperar por mim, se não te importares? deixa-me tratar duns assuntos que eu vou já...
domingo, 20 de maio de 2007
sábado, 19 de maio de 2007
como a comida inglesa

Hoje regressei às "Pedras" com framboesa. Estou, pois, em lavagem do tonel, a minha barriga de quarentão que parece não resistir aos meus instintos de esponja.
A noite passada foi pesada e isto de ter amigos solidários que nos acompanham nos copos, isto de emborcar cerveja a metro, isto de ter sempre sede e depender tanto de umas goladas, e os fumos e as gargalhadas e a noite a fugir para detrás do sol, e eu a emborcar, etílico sem sentimentos, irresponsável, bêbado e consistentemente sequioso, isto, dizia eu, tem de acabar um dia.
E hoje estou a águas, portanto. Se bem que a água é qualquer coisa que o meu organismo estranha. Mas tem de ser, de modos que lá mais para a noitinha vou encostar-me no velho sofá, ver os dois filmes da RTP2, vou fumar apenas um cigarro e vou soltar gases livremente. Como um burguês na sua intimidade, vou espraiar o meu fígado e dar-lhe canjinhas e infusões. E amanhã hei-de acordar cheio de sede outra vez.
Sinto-me como a comida inglesa: sem solução. Isto tem de acabar!
sábado, 12 de maio de 2007
sexta-feira, 11 de maio de 2007
grandiloquências

Gostava muito de ter visto este senhor David Beckham sentado defronte às câmaras de televisão a apelar pelas crianças vítimas dos mais bárbaros massacres e que são mortas aos molhes, sem dó nem piedade. No Darfur, no Iraque ou em qualquer outro sítio do "lado de lá"... Não, não vale a pena. Essas Madeleines não existem, definitivamente.
quinta-feira, 10 de maio de 2007
iguarias ll
Fiquei triste pela não qualificação do Reino do Butão para a final do, em Inglês, Eurovision Song Contest e, em francês, Concours Eurovision de la Chanson (não sei como se diz isto no Reino do Butão). Mas, bolas, está lá a Servia, a Bielorus, a Slovenia, a Turquia, Moldávia, Macedónia...mas o Butão é que não.
iguarias
Há já algum tempo que eu ando para falar nisto e, pronto, falo agora: o melhor programa magazine/cultural/juvenil/qualquer-coisa dos últimos 20 anos, ou seja, após a extinção do TV Rural, chama-se PICA e passa na RTP2. Pronto, tá dito.
sábado, 5 de maio de 2007
sexta-feira, 27 de abril de 2007
o velho da morada
Eu gostava de saber ao certo quem foi este português de outros tempos, talvez dos tempos anteriores à Portugalidade.
das radios
Batalha. A pior coisa que me pode acontecer de manhã ao sintonizar as rádios de referência portuguesas é aquela espécie de humoristas serôdios que aparecem nos programas da manhã. Um rol de imbecilidades, mau humor, ainda por cima repetitivo, ainda por cima quando já não temos a XFM nem a VOXX. Que saudades!
sexta-feira, 20 de abril de 2007
novas oporunidades ponto gov ponto pt
Estes tipos do novasoportunidades.gov.pt, conforme se pode ver na publicidade anunciada um pouco por todo o lado, consideram que um profissional da construção civil é um ser diminuído porque não tirou um curso. Consideram que uma funcionária de uma papelaria, é uma Judite qualquer, não a outra que tem um emprego carreirista na RTP. Ou seja, estes tipos acham que um trolha deve ir estudar para depois se inscrever no fundo de desemprego. Acham que as judites todas que trabalham em fábricas e nos supermercados devem tirar um curso superior porque certamente há mais empregos disponíveis para a malta do canudo, como bancários, vendedores de telemóveis ou assistentes comerciais da oriflame. Tudo empregos precários e de curto prazo, bem sabemos...!
Pessoalmente sinto-me ofendido, porque eu sou um trolha, sou um operário fabril e sou um camionista, ou mesmo um simples "lixeiro". Mas sou um profissional digno, trabalho todos os dias com honestidade e sinto-me ofendido quando me representam em grandes cartazes, ridicularizado, marginalizado, como se a minha actividade não tivesse honra nem dignidade. Como se um profissional concreto, de uma actividade concreta fosse o cancro desta sociedade estéril e não produtiva, desta sociedade em que o funcionarismo público e a cunha e o emprego de favor grassam por aí, de cima a baixo, como pulgas em cão vadio.
Qualquer dia, de tantos doutores e engenheiros neste país,não haverá quem nos possa servir um simples café sem este cenário mais ou menos virtual: "senhor doutor, eu queria um café curto se faz favor e já agora diga ali ao doutor que me engraxe os sapatos e peça à menina Judite um maço de tabaco. Desculpe, menina não. Engenheira".
Pessoalmente sinto-me ofendido, porque eu sou um trolha, sou um operário fabril e sou um camionista, ou mesmo um simples "lixeiro". Mas sou um profissional digno, trabalho todos os dias com honestidade e sinto-me ofendido quando me representam em grandes cartazes, ridicularizado, marginalizado, como se a minha actividade não tivesse honra nem dignidade. Como se um profissional concreto, de uma actividade concreta fosse o cancro desta sociedade estéril e não produtiva, desta sociedade em que o funcionarismo público e a cunha e o emprego de favor grassam por aí, de cima a baixo, como pulgas em cão vadio.
Qualquer dia, de tantos doutores e engenheiros neste país,não haverá quem nos possa servir um simples café sem este cenário mais ou menos virtual: "senhor doutor, eu queria um café curto se faz favor e já agora diga ali ao doutor que me engraxe os sapatos e peça à menina Judite um maço de tabaco. Desculpe, menina não. Engenheira".
terça-feira, 17 de abril de 2007
de espanha
Alicante. Tive de vir a Espanha e revejo este país com gosto. Em Madrid, obras públicas por todo o lado (aquele túnel impressiona!) e ao atravessar Castilha La Mancha achei-me num sorrio estranho ao ver um comboio rápido atravessar a planície prenhe de ventoinhas eólicas muito alinhadas num estilo certamente quixotesco, romântico e cómico. Mas não trágico. Em Espanha tudo é novo em cada ano que passa e nada parece ser trágico, enviesado, e até a restauração parece identificar-se com este novo desígnio de "nuestros hermanos": simpatia e competência, progresso. E Universidades...
E nós aqui a definhar com tanto orgulho...
E nós aqui a definhar com tanto orgulho...
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