domingo, 22 de julho de 2007
quarta-feira, 20 de junho de 2007
de profundis
"Little man
Never hurry, take it slow
Things worth while need time to grow
Little man
Don't look back
There are things that might distract
Move ahead towards your goal
And the answers will unfold"
Tom Waits (orphans)
Never hurry, take it slow
Things worth while need time to grow
Little man
Don't look back
There are things that might distract
Move ahead towards your goal
And the answers will unfold"
Tom Waits (orphans)
sexta-feira, 15 de junho de 2007
dia sexto
De repente é sexta-feira. O tempo das semanas é o mais rápido dos tempos, esfera das rotinas, do tempo de estar sem tempo. De repente é sexta-feira e num instante isto passa rápido. Olho-me ao espelho e noto-me um nariz a envelhecer. Um nariz de sexta-feira que me assinala todo o tempo. O meu tempo reflectido no meu nariz parece esfumar-se em todas as sextas-feiras do mundo.
quinta-feira, 14 de junho de 2007
quinta-feira, 7 de junho de 2007
conversas filiais
O meu rapaz disse-me, um dia destes, que eu sou como a tecla três do telemóvel. Hello!!!...
quarta-feira, 30 de maio de 2007
esta morrinha
Hoje apetece-me escrever. Acreditem que há dias em que, de tanta morrinha, a vontade de escrever nem precisa de preliminares. E as palavras caem como morrinha na cabeça de tolo, sem malícia e a cheirar a chuva molhada. Pastelentas e quase inocentes.
E se ligarmos este momento, ao momento mais estúpido e, ao mesmo tempo, mais saboroso da vida de um homem a acordar neste pranto de emoções, neste "emotional weather report", que é o momento em que ficamos prostrados em frente à torradeira, pacientemente à espera que o pão salte, numa exclamação de tão autêntica prontidão, de charme e classe, dependendo muito, neste caso, da coçadela das partes baixas por de entre o pijama "negligé", então esta morrinha vele mesmo a pena, porque se percebe, afinal, que atingimos um carma verdadeiramente "himalaio". Estamos nas nuvens, pois, no momento imediatamente antes do vitorioso salto do pão tostado, daquele instante jamais fotografado, daquela imagem de cheiros e sabores que o cérebro recolhe em amostras pictográficas, que se confundem com o impulso de comer e o outro, o de mijar antes que a torrada salte. Ainda é preciso mijar aquele nico de cerveja da noite anterior, ainda é cedo para a manteiga e o leitinho com café.
Naquele minuto, a nossa vida enche-se de stress. É o minuto mais fundamental e determinante da vida de um homem de quarenta anos.
E se ligarmos este momento, ao momento mais estúpido e, ao mesmo tempo, mais saboroso da vida de um homem a acordar neste pranto de emoções, neste "emotional weather report", que é o momento em que ficamos prostrados em frente à torradeira, pacientemente à espera que o pão salte, numa exclamação de tão autêntica prontidão, de charme e classe, dependendo muito, neste caso, da coçadela das partes baixas por de entre o pijama "negligé", então esta morrinha vele mesmo a pena, porque se percebe, afinal, que atingimos um carma verdadeiramente "himalaio". Estamos nas nuvens, pois, no momento imediatamente antes do vitorioso salto do pão tostado, daquele instante jamais fotografado, daquela imagem de cheiros e sabores que o cérebro recolhe em amostras pictográficas, que se confundem com o impulso de comer e o outro, o de mijar antes que a torrada salte. Ainda é preciso mijar aquele nico de cerveja da noite anterior, ainda é cedo para a manteiga e o leitinho com café.
Naquele minuto, a nossa vida enche-se de stress. É o minuto mais fundamental e determinante da vida de um homem de quarenta anos.
domingo, 27 de maio de 2007
com tomates

Na verdade, este blog já teve mais tomates. Agora está meio pastelão, uma contradição assente numa verdade cientifica, a constatação de que este que vos escreve sabe bem que a partir do momento em que fez quarenta anos está condenado a ver os seus tomates crescerem e o seu pirilau diminuir. Que horror! Que falha grave da natureza! Obrigado à Maria Árvore por ainda vislumbrar o meu tomatal no meio de tanta parra e pouca uva.
Aqui fica, pois, a minha short list dos blogs com mais tomates que estão na minha lista de links:
blogame mucho ( este, para além de tomates, tem também publicidade, o que é óptimo!)
siteDaqui
uma sandes de atum
chez maria
ana de amsterdam
Há mais, obviamente, mas não quero fazer disto um frasco de ketchup!
conversas filiais
"Pai, ontem, no Parque da Cidade, uma miúda da minha escola dirigiu-se a mim e perguntou-me que idade tinha eu. Respondi-lhe que tinha 12 anos e ela pediu-me o número de telemóvel. Disse-lhe que não tinha telemóvel e ela desapareceu. Nunca me tinha acontecido uma coisa destas."
Pois é meu filho. Agora fiquei convencido de que já é altura de te oferecer um Yornzito, disse eu para comigo...
Pois é meu filho. Agora fiquei convencido de que já é altura de te oferecer um Yornzito, disse eu para comigo...
segunda-feira, 21 de maio de 2007
de repente voltei a ver bem. deixei de sentir aquele ardor nos olhos e quase dispenso os meus velhos óculos de sol, não fosse a claridade a maior inimiga da minha íris. vejo o tempo cair devagarinho, impagável, e demoro-me nele à espera de um sinal que possa trespassar a névoa que por vezes me ofusca e me confunde o horizonte. o que vai lá, no horizonte. o azimute da minha alma que se esconde estando ali, sempre ali, à espera que eu corra para ele e o agarre com todas as minhas forças. eu vejo-te bem hoje, meu querido azimute. podes esperar por mim, se não te importares? deixa-me tratar duns assuntos que eu vou já...
domingo, 20 de maio de 2007
sábado, 19 de maio de 2007
como a comida inglesa

Hoje regressei às "Pedras" com framboesa. Estou, pois, em lavagem do tonel, a minha barriga de quarentão que parece não resistir aos meus instintos de esponja.
A noite passada foi pesada e isto de ter amigos solidários que nos acompanham nos copos, isto de emborcar cerveja a metro, isto de ter sempre sede e depender tanto de umas goladas, e os fumos e as gargalhadas e a noite a fugir para detrás do sol, e eu a emborcar, etílico sem sentimentos, irresponsável, bêbado e consistentemente sequioso, isto, dizia eu, tem de acabar um dia.
E hoje estou a águas, portanto. Se bem que a água é qualquer coisa que o meu organismo estranha. Mas tem de ser, de modos que lá mais para a noitinha vou encostar-me no velho sofá, ver os dois filmes da RTP2, vou fumar apenas um cigarro e vou soltar gases livremente. Como um burguês na sua intimidade, vou espraiar o meu fígado e dar-lhe canjinhas e infusões. E amanhã hei-de acordar cheio de sede outra vez.
Sinto-me como a comida inglesa: sem solução. Isto tem de acabar!
sábado, 12 de maio de 2007
sexta-feira, 11 de maio de 2007
grandiloquências

Gostava muito de ter visto este senhor David Beckham sentado defronte às câmaras de televisão a apelar pelas crianças vítimas dos mais bárbaros massacres e que são mortas aos molhes, sem dó nem piedade. No Darfur, no Iraque ou em qualquer outro sítio do "lado de lá"... Não, não vale a pena. Essas Madeleines não existem, definitivamente.
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