segunda-feira, 10 de setembro de 2007
coisas quase completamente despercebidas II
Assim sim. Ontem tivemos uma selecção nacional na sua verdadeira dimensão. Até perdeu, vejam bem. Mas era uma selecção, era o que temos. Um hino, uma bendeira, uma nação. Não um clube. Estou fartinho de ver confundida a selecção nacional de futebol com um clube de futebol. Para clube tenho o meu Benfica e os meus amigos têm o Porto e o Sporting e o Dragões Sandinenses. Que eu saiba, o Dragões Sandinenses ainda nao contratou qualquer jogador estrangeiro. O Clube Portugal já tem dois, mesmo precisando de mais um que resolva. Talvez um nacionalizado ao serviço do Sporting possa dizer que resolve. Mas aquilo é um clube, não é uma selecção. Uma selecção é feita de jogadores de selecção...não confundir isto tudo com a SelecçãO DO READR'S dIGEST. nÃO E nÃO!
terça-feira, 4 de setembro de 2007
coisas quase completamente despercebidas
Cristiano Ronaldo chamou umas putas la pa casa, convidou uns putos amigos e divertiu-se. Eu se fosse puto e cheio de dinheiro e sem nada pra fazer para além de treinar e jogar futebol, provavelmente faria o mesmo. Só que as putas são sempre putas, e não consta que tenham algum código deontológico...como acontece no jornalismo, por exemplo.
Red Bull Race na minha cidade. Multidões a ver os aviões. Boa malha para a metropole do Porto. Não fui. Não me arrependi.
Red Bull Race na minha cidade. Multidões a ver os aviões. Boa malha para a metropole do Porto. Não fui. Não me arrependi.
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
ele ainda mora ali

Certo ano em Vilar de Mouros, os Iron Maiden foram responsáveis por uma pincelada algo diferente daquele belo vale do rio Coura. A manhã daquele domingo ficara, de repente, inundada de um pitoresco próprio dos metaleiros, dos amantes do Hard Rock e do Heavy Metal. Já noite dentro, o concerto foi uma desgraça e juro que os gajos estavam a actuar em "Play Back". Uma fraude de todo o tamanho, um engano e uma falta de respeito para com os aficionados.
Ontem, o Benfica era uma banda deste calibre. Mentirosa. A aficion tinha ido a Lisboa para ver um espectáculo e saiu de lá desiludida. Valeu-lhes um velho solista, já quase sem força para os " encores", já quase sem voz para as melodias , mas cheio de uma certa vitalidade inspirada, sabe-se lá, no velho Neil Young, ou, em certos momentos, em Lou Reed, mais melódico e subtil. Enfrentou o público, de lenço vermelho ao pescoço, fechou os olhos e lembrou os melhores concertos, os melhores acordes, os gestos, o públco e a glória. O "velho" benfiquista salvou-nos. A nós e a um tal Engenheiro...
Ontem, o Benfica era uma banda deste calibre. Mentirosa. A aficion tinha ido a Lisboa para ver um espectáculo e saiu de lá desiludida. Valeu-lhes um velho solista, já quase sem força para os " encores", já quase sem voz para as melodias , mas cheio de uma certa vitalidade inspirada, sabe-se lá, no velho Neil Young, ou, em certos momentos, em Lou Reed, mais melódico e subtil. Enfrentou o público, de lenço vermelho ao pescoço, fechou os olhos e lembrou os melhores concertos, os melhores acordes, os gestos, o públco e a glória. O "velho" benfiquista salvou-nos. A nós e a um tal Engenheiro...
sábado, 11 de agosto de 2007
invejas
Fui ver os filme "Os Simpsons". Gostei. E saí da sala com uma enorme sensação de inveja do Homer. Os filhos dele nunca crescem...
regressos
Vem aí o futebol, as jornadas e os casos. As vitórias, os falhanços e as misérias. A incompetência e a aldrabice. Vem aí o futebol, e com ele o país entra na normalidade. Viva o regresso.
domingo, 22 de julho de 2007
quarta-feira, 20 de junho de 2007
de profundis
"Little man
Never hurry, take it slow
Things worth while need time to grow
Little man
Don't look back
There are things that might distract
Move ahead towards your goal
And the answers will unfold"
Tom Waits (orphans)
Never hurry, take it slow
Things worth while need time to grow
Little man
Don't look back
There are things that might distract
Move ahead towards your goal
And the answers will unfold"
Tom Waits (orphans)
sexta-feira, 15 de junho de 2007
dia sexto
De repente é sexta-feira. O tempo das semanas é o mais rápido dos tempos, esfera das rotinas, do tempo de estar sem tempo. De repente é sexta-feira e num instante isto passa rápido. Olho-me ao espelho e noto-me um nariz a envelhecer. Um nariz de sexta-feira que me assinala todo o tempo. O meu tempo reflectido no meu nariz parece esfumar-se em todas as sextas-feiras do mundo.
quinta-feira, 14 de junho de 2007
quinta-feira, 7 de junho de 2007
conversas filiais
O meu rapaz disse-me, um dia destes, que eu sou como a tecla três do telemóvel. Hello!!!...
quarta-feira, 30 de maio de 2007
esta morrinha
Hoje apetece-me escrever. Acreditem que há dias em que, de tanta morrinha, a vontade de escrever nem precisa de preliminares. E as palavras caem como morrinha na cabeça de tolo, sem malícia e a cheirar a chuva molhada. Pastelentas e quase inocentes.
E se ligarmos este momento, ao momento mais estúpido e, ao mesmo tempo, mais saboroso da vida de um homem a acordar neste pranto de emoções, neste "emotional weather report", que é o momento em que ficamos prostrados em frente à torradeira, pacientemente à espera que o pão salte, numa exclamação de tão autêntica prontidão, de charme e classe, dependendo muito, neste caso, da coçadela das partes baixas por de entre o pijama "negligé", então esta morrinha vele mesmo a pena, porque se percebe, afinal, que atingimos um carma verdadeiramente "himalaio". Estamos nas nuvens, pois, no momento imediatamente antes do vitorioso salto do pão tostado, daquele instante jamais fotografado, daquela imagem de cheiros e sabores que o cérebro recolhe em amostras pictográficas, que se confundem com o impulso de comer e o outro, o de mijar antes que a torrada salte. Ainda é preciso mijar aquele nico de cerveja da noite anterior, ainda é cedo para a manteiga e o leitinho com café.
Naquele minuto, a nossa vida enche-se de stress. É o minuto mais fundamental e determinante da vida de um homem de quarenta anos.
E se ligarmos este momento, ao momento mais estúpido e, ao mesmo tempo, mais saboroso da vida de um homem a acordar neste pranto de emoções, neste "emotional weather report", que é o momento em que ficamos prostrados em frente à torradeira, pacientemente à espera que o pão salte, numa exclamação de tão autêntica prontidão, de charme e classe, dependendo muito, neste caso, da coçadela das partes baixas por de entre o pijama "negligé", então esta morrinha vele mesmo a pena, porque se percebe, afinal, que atingimos um carma verdadeiramente "himalaio". Estamos nas nuvens, pois, no momento imediatamente antes do vitorioso salto do pão tostado, daquele instante jamais fotografado, daquela imagem de cheiros e sabores que o cérebro recolhe em amostras pictográficas, que se confundem com o impulso de comer e o outro, o de mijar antes que a torrada salte. Ainda é preciso mijar aquele nico de cerveja da noite anterior, ainda é cedo para a manteiga e o leitinho com café.
Naquele minuto, a nossa vida enche-se de stress. É o minuto mais fundamental e determinante da vida de um homem de quarenta anos.
domingo, 27 de maio de 2007
com tomates

Na verdade, este blog já teve mais tomates. Agora está meio pastelão, uma contradição assente numa verdade cientifica, a constatação de que este que vos escreve sabe bem que a partir do momento em que fez quarenta anos está condenado a ver os seus tomates crescerem e o seu pirilau diminuir. Que horror! Que falha grave da natureza! Obrigado à Maria Árvore por ainda vislumbrar o meu tomatal no meio de tanta parra e pouca uva.
Aqui fica, pois, a minha short list dos blogs com mais tomates que estão na minha lista de links:
blogame mucho ( este, para além de tomates, tem também publicidade, o que é óptimo!)
siteDaqui
uma sandes de atum
chez maria
ana de amsterdam
Há mais, obviamente, mas não quero fazer disto um frasco de ketchup!
conversas filiais
"Pai, ontem, no Parque da Cidade, uma miúda da minha escola dirigiu-se a mim e perguntou-me que idade tinha eu. Respondi-lhe que tinha 12 anos e ela pediu-me o número de telemóvel. Disse-lhe que não tinha telemóvel e ela desapareceu. Nunca me tinha acontecido uma coisa destas."
Pois é meu filho. Agora fiquei convencido de que já é altura de te oferecer um Yornzito, disse eu para comigo...
Pois é meu filho. Agora fiquei convencido de que já é altura de te oferecer um Yornzito, disse eu para comigo...
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