segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Miguel de Sousa Tavares acabou de lançar o segundo livro da sua obra literária que eu nunca li e dificilmente irei ler. É que tenho esse direito. O direito de não ler coisas que estão na moda. O direito de recusar. Principalmente recusar uma coisa de um tipo tão incoerente e pouco honesto do ponto de vista intelectual. Provas? Reparem na postura dele contra o anónimo que o denunciou sobre plágio na feitura do livro "Equador" e dos créditos que MST pretendeu dar a um dossier de queixas infundadas e parvas sobre o Benfica, elaborado por meia dúzia de anónimos. Afinal há muita coerência nisto tudo não há?
De papalvo não me tenho eu, graças ao Divino...

Agora deprimente, deprimente...

Completamente contra a corrente massificada da estupidificação associada à corrente mercantilista "Gama Zero" da Portugal Telecom, eu tenho a afirmar que sempre que espreito os sofisticadíssimos Gato Fedorento mal cabidos naqueles colarinhos engravatados como se fosse dia de ir à madrinha, fico com uma enorme saudade daquele DVD que um dia a minha filha trouxe para casa, onde apareciam uns putos com poucos meios e muita piada.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

a cantar as janeiras o ano todo!

O Sporting já tinha manifestado em bom tempo que a prioridade absoluta da SAD leonina é a Liga dos Campeões. Não se equivoquem todavia. Não se trata de ganha-la mas sim de ir até lá, fazer 6 joguitos e ir ao Banco contar o dinheirinho do apuro. Agora é Camacho, El Medroso, que o afirma, copiando o Sporting. Camacho não quer ser campeão. Quer ir á LiGa dos Campeões, provavelmente para lamber as botas aos grandes, como foi o caso na pretérita semana em Milão. Assim, Jesualdo bem pode manter a equipazinha azul de trazer por casa. Fica campeão, os adeptos do Porto, embora o detestem, acabam por tolera-lo, e o presidente continua assim a somar campeonatos sucesivos. O Benfica e o Sporting andam a cantar as janeiras na Europa. Para isso compram bandolins e cavaquinhos, e contentam-se com as dádivas caridosas das poderosas famílias do futebol europeu.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

os senhores calam-se?

Hoje por hoje, há uma fauna de gente formada nas mais diversificadas disciplinas da coisa social que vêm a terreiro acusar os portugueses de incoerentes e outras coisas mais, que me falta léxico, sempre que o barómetro da veneração pública se altera. De cambada de imbecis. Isto notou-se com o caso Madeleine e o recentíssimo caso Scolari. O povo adorou o casal no momento em que este lhe disse que lhe tinham raptado uma filha, mas que é agora suspeito de afinal estar envolvido num crime de infanticídio qualquer e, portanto, o povo deveria ter ficado refém dessa adoração no passado e, asasim, não está permitido ao povo deixar de adorar o dito casal. O mesmo povo português incorre no mesmo crime de inteligência ao ter adorado Scolari no passado e, portanto, não pode achar mal nem censurar o dito treinador que acaba de esmurrar um adversário, estando ao serviço da nação e 90 minutos depois de se ter cantado o Hino Nacional. Só porque o adorou no passado! Ou seja, o povo não deveria ser assim. E parece, pelo que dizem tais arautos, que só o povo português é que é assim.
O Povo português é uma cambada de desgraçados, atiram-nos. Por mim acho muito bem que o povo português se manifeste, que saiba ser solidário e saiba aplaudir quando assim o entender e que saiba condenar e condene quando assim o entender também. E em nome do povo português eu apelo aos senhores comentadores e psicólogos, aos especialistas em codex facial e aos formados em cadeiras estranhíssimas da psicologia e da sociologia, e aos da ciência forense e aos da crónica policial, aos padres e aos advogados: os senhores calam-se?

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

coisas quase completamente despercebidas III

Acabou o Clube Scolari. Em dois jogos seguidos contra duas equipas acessíveis, o seleccionador repetiu o mesmo erro crasso: retirar do campo o avançado-centro, permitindo ao adversário deixar de ter preocupações defensivas e, consequentemente, libertar mais homens para conseguir superioridade numérica e o golo. Mas hoje tivemos mais qualquer coisa: Scolari agrediu um jogador sérvio. Uma vergonha! Adeus Scolari.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

coisas quase completamente despercebidas II

Assim sim. Ontem tivemos uma selecção nacional na sua verdadeira dimensão. Até perdeu, vejam bem. Mas era uma selecção, era o que temos. Um hino, uma bendeira, uma nação. Não um clube. Estou fartinho de ver confundida a selecção nacional de futebol com um clube de futebol. Para clube tenho o meu Benfica e os meus amigos têm o Porto e o Sporting e o Dragões Sandinenses. Que eu saiba, o Dragões Sandinenses ainda nao contratou qualquer jogador estrangeiro. O Clube Portugal já tem dois, mesmo precisando de mais um que resolva. Talvez um nacionalizado ao serviço do Sporting possa dizer que resolve. Mas aquilo é um clube, não é uma selecção. Uma selecção é feita de jogadores de selecção...não confundir isto tudo com a SelecçãO DO READR'S dIGEST. nÃO E nÃO!

terça-feira, 4 de setembro de 2007

coisas quase completamente despercebidas

Cristiano Ronaldo chamou umas putas la pa casa, convidou uns putos amigos e divertiu-se. Eu se fosse puto e cheio de dinheiro e sem nada pra fazer para além de treinar e jogar futebol, provavelmente faria o mesmo. Só que as putas são sempre putas, e não consta que tenham algum código deontológico...como acontece no jornalismo, por exemplo.

Red Bull Race na minha cidade. Multidões a ver os aviões. Boa malha para a metropole do Porto. Não fui. Não me arrependi.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

ele ainda mora ali


Certo ano em Vilar de Mouros, os Iron Maiden foram responsáveis por uma pincelada algo diferente daquele belo vale do rio Coura. A manhã daquele domingo ficara, de repente, inundada de um pitoresco próprio dos metaleiros, dos amantes do Hard Rock e do Heavy Metal. Já noite dentro, o concerto foi uma desgraça e juro que os gajos estavam a actuar em "Play Back". Uma fraude de todo o tamanho, um engano e uma falta de respeito para com os aficionados.

Ontem, o Benfica era uma banda deste calibre. Mentirosa. A aficion tinha ido a Lisboa para ver um espectáculo e saiu de lá desiludida. Valeu-lhes um velho solista, já quase sem força para os " encores", já quase sem voz para as melodias , mas cheio de uma certa vitalidade inspirada, sabe-se lá, no velho Neil Young, ou, em certos momentos, em Lou Reed, mais melódico e subtil. Enfrentou o público, de lenço vermelho ao pescoço, fechou os olhos e lembrou os melhores concertos, os melhores acordes, os gestos, o públco e a glória. O "velho" benfiquista salvou-nos. A nós e a um tal Engenheiro...

sábado, 11 de agosto de 2007

invejas

Fui ver os filme "Os Simpsons". Gostei. E saí da sala com uma enorme sensação de inveja do Homer. Os filhos dele nunca crescem...

regressos

Vem aí o futebol, as jornadas e os casos. As vitórias, os falhanços e as misérias. A incompetência e a aldrabice. Vem aí o futebol, e com ele o país entra na normalidade. Viva o regresso.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

de profundis

"Little man
Never hurry, take it slow
Things worth while need time to grow
Little man

Don't look back
There are things that might distract
Move ahead towards your goal
And the answers will unfold"

Tom Waits (orphans)

sexta-feira, 15 de junho de 2007

dia sexto

De repente é sexta-feira. O tempo das semanas é o mais rápido dos tempos, esfera das rotinas, do tempo de estar sem tempo. De repente é sexta-feira e num instante isto passa rápido. Olho-me ao espelho e noto-me um nariz a envelhecer. Um nariz de sexta-feira que me assinala todo o tempo. O meu tempo reflectido no meu nariz parece esfumar-se em todas as sextas-feiras do mundo.
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