quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
it's over
You must have brought the bad weather with you
The sky's the colour of lead
All you've left me is a feather
On an unmade bed
It's always me whenever there's trouble
The world does nothing but turn
And the ring it fell off my finger
I guess I'll never learn
But it's over, it's over, it's over
I'm getting dressed in the dark
Our story ends before it begins
I always confess to everyone's sins
The nail gets hammered down
And it's over, let it go
So don't go and make a big deal out of nothing
Well it's just a storm on a dime
And I've always found there's nothing
That money can't buy
I've already gone to the place I'm going
There's no place left to fall
And there's something to be said
For saying nothing at all
And it's over, it's over, it's over
It's done forgotten and through
No one cares what it's all for
You'll be buried in the clothes
That you've never wore
So keep your suitcase by the door
It's over, let it go
No one cares what it's all for
You'll be buried in the clothes
That you never wore
So keep your suitcase by the door
It's over, let it go
You gotta let it go
Let it go, let it go
in "orphans" by Tom Waits and Kathleen Brennan-Waits
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Jornais de todo o mundo
Aqui pode consultar os principais jornais de todo o mundo com presença na Internet
Scarlett Johansson Sings Tom Waits
Scarlett, I am told, has signed a deal to make her first record. “Scarlett Sings Tom Waits” is being recorded now and through the winter, with a possible release next spring from Rhino Records’ noticia a FOXNews.via Jack Matador´s Celebrity Bull
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
dos jornais e outras couves
Uma lula e um espargo na rua. O espargo pisa a lula, e esta diz:
- 'Tás Espargo ou quê??
Diz o espargo:
- Calula!
O jornalismo feito em Portugal anda pelas ruas da amargura. No dia em que o governo anuncia a decisão do local de construção do novo Aeroporto Internacional de Lisboa os jornais de referência (porque não há outros infelizmente) brindam-nos com grandes parangonas de primeira página a anunciar a transferência para o canal de televisão generalista SIC do grupo humorista de serviço à corte e aos impérios publicitários - os "gato fedorento". Ou seja, a classe jornalística portuguesa, a começar pelos seus principescamente bem pagos directores, padece de um autêntico síndrome de jornalismo cor-de-rosa que tem como guru máximo a tertúlia do programa "Fátima" a exibir diariamente nas manhãs da SIC. O resto é pura paisagem de tons meramente "oriflámicos" e suavidades "laferianas".
- 'Tás Espargo ou quê??
Diz o espargo:
- Calula!
O jornalismo feito em Portugal anda pelas ruas da amargura. No dia em que o governo anuncia a decisão do local de construção do novo Aeroporto Internacional de Lisboa os jornais de referência (porque não há outros infelizmente) brindam-nos com grandes parangonas de primeira página a anunciar a transferência para o canal de televisão generalista SIC do grupo humorista de serviço à corte e aos impérios publicitários - os "gato fedorento". Ou seja, a classe jornalística portuguesa, a começar pelos seus principescamente bem pagos directores, padece de um autêntico síndrome de jornalismo cor-de-rosa que tem como guru máximo a tertúlia do programa "Fátima" a exibir diariamente nas manhãs da SIC. O resto é pura paisagem de tons meramente "oriflámicos" e suavidades "laferianas".
domingo, 6 de janeiro de 2008
yesterday is here ( bom ano...)
If you want money in your pocket
and a top hat on your head
a hot meal on your table
and a blanket on your bed
well today is grey skies
tomorrow is tears
you'll have to wait til yesterday is here
Well I'm going to New York City
and I'm leaving on a train
and if you want to stay behind and
wait til I come back again
well today is grey skies
tomorrow is tears
you'll have to wait til yesterday is here
If you want to go
where the rainbows end
you'll have to say goodbye
all our dreams come true
baby up ahead
and it's out where your memories lie
well the road's out before me
and the moon is shining bright
what I want you to remember
as I disappear tonight
today is grey skies
tomorrow's tears
you'll have to wait til yesterday is here
Mr. Tom
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Core Ingrato
Hoje deu-me para pegar numa colectânea de canções da minha série preferida, "O Sopranos" (porque afinal um anarquista burguês gosta muito de ter destas coisas boas para em certas alturas escutar muito quieto) e redescobri este Core Ingrato de Dominic Chianese (O inefável Júnior Soprano!). Uma Canção Napolitana que espero vos possa deixar um leve sabor a coisa boa:
Core ingrata (canción napolitana)
Catarí, Catarí, pecché me dici
sti parole amare;
pecché me parle e 'o core me turmiente,
Catari?
Nun te scurdà ca t'aggio date 'o core,
Catari, nun te scurdà!
Catari, Catari, ché vene a dicere stu parlà
ca me dà spaseme?
Tu nun'nce pienze a stu dulore mio,
tu nun'nce pienze, tu nun te ne cure.
Core, core 'ngrato,
t'aie pigliato 'a vita mia,
tutt'è passato e
nun'nce pienze chiù!
Core ingrata (canción napolitana)
Catarí, Catarí, pecché me dici
sti parole amare;
pecché me parle e 'o core me turmiente,
Catari?
Nun te scurdà ca t'aggio date 'o core,
Catari, nun te scurdà!
Catari, Catari, ché vene a dicere stu parlà
ca me dà spaseme?
Tu nun'nce pienze a stu dulore mio,
tu nun'nce pienze, tu nun te ne cure.
Core, core 'ngrato,
t'aie pigliato 'a vita mia,
tutt'è passato e
nun'nce pienze chiù!
domingo, 16 de dezembro de 2007
reentrares
Relembrando outros tempos, os outros tempos da inocência e da experimentação, de quando houve coisas de entrar cá dentro e permanecer anos fora, dando que pensar agora e sempre, e apetecer procurar de novo, ousar repetir no agora, como se o agora fosse aquele tempo ido, dá-me na alma assinalar aqui um livro que li e do qual não sei nem o título nem quem o escreveu. Deu-mo uma professora de inglês de entre tantos livros que me oferecia num acto mais do que missionário, pois sabia-os bem entregues. Não que fossem guardados, mas sim porque ela estava certa que seriam lidos, deglutidos com o vigor e a alma de um puto sedento por fugir aos dogmas curriculares, às "Sibilas" e aos "Camões", aos "Kants" e aos "Lavoisiers". E eu li esse livro dentro dele, vivi aquele romance na Munique do pós-guerra entre duas pessoas que me fascinaram tanto. Ele era monge, ou frade, ou padre, nem sei, e ela era uma menina que caminhava na cidade. Sei que casaram no final da história e ele foi noivo e padre desse casamento tão grandioso, porque humano e prenhe de religiosidade. Ficou-me na ideia o título do romance: "Uma mulher naquela casa". Não sei se o reinventei, ou se o gravei como quem grava uma cor do arco-íris de entre todas as outras cores.Sei que gostava tanto de voltar a entrar dentro dele com todas as minhas forças.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
tratados
"Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios..."
in Cântico Negro de José Régio
Hoje há mais um tratado para tratar e há festa e polícias a cortar o trânsito e fotografias oficiais e os Jerónimos. E está frio lá fora. Nada de novo.
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios..."
in Cântico Negro de José Régio
Hoje há mais um tratado para tratar e há festa e polícias a cortar o trânsito e fotografias oficiais e os Jerónimos. E está frio lá fora. Nada de novo.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
atrevo-me
"He came dancing across the water
Cortez, cortez
What a killer."
Entretanto, ordeno-me que oiça Neil Young. Bom sinal (nesta época do ano não há melhor eucaristia)!
Sinto-me um "Cortez What a Killerrrrr" que precisa de redenção, e no entanto cada rasgo de guitarra surge-me como uma cimitarra que me golpeia as entranhas do pensamento. Rasgos prolongados que me levam à terra do nunca, onde posso dar os passos que não dou e onde vejo as formas que não toco e onde percebo as palavras que não sei.
Depois desta perene oração levanto-me ligeiro e, olhando o "lá fora", vejo o tempo bom, as flores dormentes e os pássaros obreiros. E vejo a tinta da minha alma caiada numa parede lisa e atrevo-me tocá-la em tentativa mordaz de me doer.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
hoje de manhã
Hoje de manhã saí muito cedo,
Por ter acordado ainda mais cedo
E não ter nada que quisesse fazer...
Não sabia que caminho tomar
Mas o vento soprava forte, varria para um lado,
E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.
Assim tem sido sempre a minha vida, e
Assim quero que possa ser sempre --
Vou onde o vento me leva e não me
Sinto pensar.
Alberto Caeiro
Por ter acordado ainda mais cedo
E não ter nada que quisesse fazer...
Não sabia que caminho tomar
Mas o vento soprava forte, varria para um lado,
E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.
Assim tem sido sempre a minha vida, e
Assim quero que possa ser sempre --
Vou onde o vento me leva e não me
Sinto pensar.
Alberto Caeiro
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