sexta-feira, 27 de junho de 2008

boban markovic

fui ver e gostei. na casa da música

catch me if you can

O Euro2008 acabou. Não vejo mais. Ver as duas selecções que eu mais detesto na final constitui para mim uma desgraça tormentosa, embora não me custe reconhecer que o treinador de Castela anda a fazer o óbvio: não inventar e deixar que joguem os bons jogadores em detrimento dos jogadores bonitos.
Bom, e cá na república as coisas vão de vento em popa. O que interessa é apanhar Vale e Azevedo, que leva menos de 17 segundos a atingir aquela sensação de liberdade, ao volante de um Bentley. No entanto, quem comete crimes em Portugal tem muito mais do que 17 segundos para atingir essa sensação. Tem 17 catedráticos, 17 opinion makers, 17 jornais e 17 blogs. Esses sim, são as nossas estátuas, os nossos ícones da veneração. E tudo o que fazem é elogio, é ironia, competência. Seja com marfim, seja com putas. Não é por acaso que eu ando a ver as séries todas dos Sopranos. E não é por acaso que eu gosto do Tony Soprano. Aquilo foi feito para eu gostar dele. E os nossos Sopranos de paróquia têm dezenas de Davids Chases que muito competente e impunemente tratam de nos fazer gostar deles.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Turkey: Red Power over Europe

Luta! Acreditar. Sempre. Vencer. Uff!!!

eu, hoje, sinto/me assim

A minha próxima vida' de Woody Allen

Na minha próxima vida quero vivê-la de trás para a frente. Começar morto para despachar logo esse assunto. Depois acordar num lar de idosos e sentir-me melhor a cada dia que passa. Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a pensão e começar a trabalhar, receber logo um relógio de ouro no primeiro dia. Trabalhar 40 anos até ser novo o suficiente para ir viver para casa dos pais. Divertir-me, embebedar-me e ser de uma forma geral promíscuo, e depois estar pronto para o liceu. Em seguida a primária, fica-se criança e brinca-se. Não temos responsabilidades e ficamos um bébé até nascermos. Por fim, passamos 9 meses a flutuar num spa de luxo com aquecimento central, serviço de quartos à descrição e um quarto maior de dia para dia e depois Voila! Acaba com um orgasmo! I rest my case.

portugal-alemanha-obrigadinho-a-todos


Ardemos, em boa verdade! Depois do magistério do dente-de-alho, chega agora ao fim o magistério da nossa senhora do caravaggio. Gloriosos aqueles que acreditaram! Paz aos cépticos e aos cínicos, bem-aventurados aqueles que vos seguem por toda a parte. Aos críticos, jornalistas e reporteres de televisão trajados a "Portugal, Portugal, portugal..." (leia-se isto como aquele toque da "nóquia" a definhar), o meu obrigado por tantas e tão oportunas reportagens. E aos coveiros, o do amuleto, mais aquelas pedras preciosas que jogaram nas alas, o paulinho e o zezinho. E o ricardinho, o célere. O célere a fazer merda, a fechar os olhos e a cerrar os dentes quando a bola salta em frente à baliza. A todos me curvo eu, penhorado, segurando o lenço branco da despedida e a olhar os céus na esperança de um outro messias, um schevainestaiguer qualquer que nos saiba treinar como deve ser, que fale menos a faça mais. Acabou a feira!, vamos ao hipermarché...

segunda-feira, 9 de junho de 2008

do apito dourado ( leia-se: da merda)

Este guru da blogo lusa está em guerra contra tudo e contra todos, desde que esse todo represente algo contra o clube dele. E na obnubilada visão desta personalidade-rascunho-de-portuense, esse todo é o Sport Lisboa Benfica, emblema maior de Lisboa e Portugal. Não percebo, ou melhor, percebo-o bem! Percebo que a sua cegueira e fanatismo representam uma retórica demagógica, alicerçada na defesa farisaica da negação daquilo que é óbvio: o clube dele andou metido em alhadas, fez merda e está sujo de cima a baixo. Se vai pagar por isso cabe a quem de direito julgar, com mais leis ou menos leis é certo. Mas está na lama mais bolorenta, que é a lama da desonra, e que apenas alguns estertores alicerçados nas teias das leis e nos catedráticos bem pagos vêm alimentando as esperanças deste tipo de gente. Gente que sofre contra Lisboa. E que tudo admite, desde que contra Lisboa. É uma disfunção nada perene. Uma pandemia que está para durar e se alastra a todas as classes sociais da região. Não se ouve nem lê nenhum destes rascunhos-de-portuenses a condenar este tipo de cenas. Aliás, o meu vizinho Dr Ricardo Costa, o tal dirigente da Comissão de Disciplina da Liga e que mandou castigar os prevaricadores, tem neste momento vindo a desabafar com os seus mais próximos que todos os demais que estavam com ele fugiram para o outro lado. É o sistema a actuar na sua plenitude. A Guerra suja.
Mas este tipo de comportamento não cai na apreciação de tais gurus. O que interessa agora é lançar a confusão, dar luz aos sound bytes que eles provocam. Perturbar.
Na verdade, o comportamento desta fauna é tão ou mais reprovável como é o comportamento disfuncional e violento de um simples testa de ferro das claques. É um assalto sistematizado àquilo que mais importa preservar: a ética. Contra Lisboa, marchar, marchar.

terça-feira, 3 de junho de 2008

terça-feira, 27 de maio de 2008

negócios

ando mal. este sol entremeado com chuva dá cabo de mim. é bom para os negócios, sim senhor. mas dá cabo de mim, da minha paciencia. de tal modo que já não suporto os cada vez mais numerosos clientes-filhos-da-puta. aqueles gajos que de repente já não atendem a gente. numa primeira fase é tudo muito simpático, cordial e, depois...depois é o corte brusco, sem qualquer justificação aparente. é o sinal de chamar a esgotar-se na rapariga da tmn. é a puta da falta de consideração. é o medo de dizer "já comprei" ou "não posso comprar". ou seja, esses clientes são umas putas e eu não tenho paciencia para eles. cortam o elo de uma forma abrupta, como se nós fossemos uma máquina de vender preservativos. não percebem que os vendedores são seres humanos, também gostam de ser apaparicados. gostam que lhes perguntem se está tudo bem. estes novos clientes não percebem que do lado de cá há gente. e isto é cada vez mais recorrente. mas devo fazer uma advertência: este tipo de cliente-filho-da-puta não mora nas classes altas, nas chamadas classes AAA. não senhor, desenganem-se! esse cliente tem classe. não se assusta e fala francamente. o cliente-filho-da-puta aparece precisamente nessa camada rasteira e cada vez em maior número, composta por farmaceuticos, directores das lactogais e outras empresas tais, tipos que descobriram tardiamente a lacoste, e sentam-se num Benz com postura de condutor de Opel Astra. tipos que de repente ganharam dinheiro e quiseram mostra-lo aos semelhantes. mas falta-lhes a tarimba dos da classe AAA. falta-lhes o mero factor de não terem dinheiro apenas devido a um processo conjuntural. esses clientes são estruturalmente uns pobres coitados. e eu também.

domingo, 25 de maio de 2008

Tom Waits True Confessions



TOM WAITS’TRUE CONFESSIONS

(A conversation with himself)


...onde é referido que o sítio onde há mais lojas de gifts é Fátima, Portugal! Raios, Mr. Tom! Foi a Fátima e não disse nada à gente! Venha lá a Portugal este verão! Não nos obrigue a ir, mais uma vez, a Espanha. Por Alfredo Marceneiro, sim?

sexta-feira, 16 de maio de 2008

grande bacano

Eu sou um daqueles fulanos que já fumou em sítios proibidos. E das vezes em que fui alertado para o delito não respondi cabulamente que não sabia. Terei dito qualquer coisa do tipo "desculpe lá mas estava com uma traça do carago e esta merda desta lei atrofia-me os neurónios"!, assumindo a coisa. O Primeiro-ministro lidou com o "facto" de um a forma demasiadamente comprometedora porque não pode assumir a coisa, pelo que se pode concluir que se Sócrates fosse apanhado a copular, por exemplo, com uma gaja que engatara num sítio qualquer, ele teria dito que não sabia que não se podia fornicar ali e que não ia fazer mais isso porque resolvera deixar de fornicar! Comprometia assim uma prática comum aos mortais, mesmo aos primeiro-ministros.
Do ponto de vista romântico a tal justificação "de deixar de fazer", teria, quanto a mim, verdadeira aceitação se ele tivesse sido apanhado a fumar um berlaite. E talvez aí eu murmurasse com candura: "Grande bacano Sócrates"!

segunda-feira, 12 de maio de 2008

epílogo

A simplicidade é o último grau de sofisticação.

leonardo da vinci



Ao Benfica saiu-lhe o merecido prémio do quarto lugar na competitiva liga portuguesa. Mas foi boa a festa! O Estádio cheio e toda a Comunicação Social centrada e concentrada no mais apetecido facto jornalístico desportivo do momento. Quem quer saber dos espectaculares triunfos do Sporting e do Vitória sobre os seus brilhantes e acomodados rivais? Quem quer saber das ditirambas vendas que o Porto faz, ou quem quer saber das preciosas análises do Rui Santos ao pobre e enfraquecido Benfica? Não, meus senhores. A malta concentrou-se sim na despedida do último dos moicanos do futebol: Rui Costa. O resto é apenas a circunstância do Porto ganhar "steauamente" todos os campeonatos, e o singelo contentamento leonino por mais uma nova época cheia de euros ao "bento". Que bafiento!
Nada como ser benfiquista nestas horas assim. Ver o asco nos olhares dos outros a recusar a glória dos nossos. O tom solene, as lágrimas e as palmas sentidas. Nada mais saboroso do que cheirar-lhes a raiva de, mesmo assim, sermos nós os mais aplaudidos, os mais queridos.
Ao Benfica, saiu-lhe o merecido prémio do quarto lugar. Não podemos fugir a esta glória: a de perder. Porque só se é verdadeiramente grande quando, perdendo mesmo assim, ainda há lugar a um olhar belo e comovente para com os nossos.
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