terça-feira, 13 de janeiro de 2009
chora-se
Ah, esta coisa de chorar! Eu choro muito naquela parte dos filmes mais dramática. Isso é que choro! De resto, essa coisa de chorar faz-me impressão. Chora-se por tudo e por nada. E agora ainda mais, por causa da tal, dessa cria mal amanhada que se chama crise. E chora-se ao ponto de já não haver lágrimas. Quem me dera chorar ao ponto de não haver mais lágrimas. Temo não as ter se calhar. E por isso custa-me chorar desses choros. Prefiro os outros. Montes de lágrimas saltando borda fora, bem naquele momento mais forte. Por exemplo, no resgate do soldado Ryan chorei. Aí sim. Foi um belo momento de incontinência lacrimal. Claro que depois fui mijar e passou logo. Uma mija esperta bota as coisas do coração no devido lugar. E aqueles que choram de mais na mesa do café, na paragem do autocarro, na sala de estar ou na frutaria, esses, coitados, é deixa-los chorar e ir logo a correr mijar grande.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
do Equador
A coisa promete, embora dê a sensação de que no livro deve haver mais acção. Não sei o que lá vem, mas isso é a história propriamente dita. Por outro lado, estou a adorar os excelentes exteriores de época e as interpretações estão muito boas, sim senhor, e finalmente toda a gente pode ver o interior do S. Carlos. Muito bonito!
A personagem do Marco Horácio está cada vez mais confinada ao papel de "messenger 2.1". Merecia um upgrade.
A personagem do Marco Horácio está cada vez mais confinada ao papel de "messenger 2.1". Merecia um upgrade.
domingo, 4 de janeiro de 2009
olha lá rapaz...
Então Rui Costa? Como é? Estava ali a ver-te, na televisão, a abanar a cabeça. Parecias um asno! Tu que até sabias jogar a bola! Como é? Ainda não percebeste que estás a dirigir uma equipa composta na sua componente nuclear, o meio campo, por uma cambada de nabos? Estou admirado, Rui Costa! Muito admirado! Ainda não percebeste que assim não vais lá? Tu faz alguma coisa rapaz. E rápido! Tu fala-me duro com esse Quique. E trata de encontrar um jogador que pelo menos não seja um ex-combatente da liga espanhola e que saiba onde fica a baliza adversária. E compra o Beto ao Leixões. Imediatamente! Ouviste morcão?
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
dia último
dia último, ano de merda. de quase nada, de muito pouco. ano cheio de inglórias conjunturas. de sonhos parados, de mínguo cinema, de nenhum teatro e poucos concertos. ano passado a pão e água, de uma espécie de farinha-de-pau com meia dúzia de grãos de arroz. de massas, muitas e variadas massas, com natas, atum, cogumelos. nada de lagostas e muito pouco leitão da bairrada.
ano a fingir que nos aguentamos, sôfregos e a engordar de velhos. ano adiado. muito quieto e quase morto.
por vezes sorriu-se, ousou-se, quase sempre se desistiu. ano cheio de contas, de cartas cobrança. e os filhos crescidos, precisados de roupas, propinas, passes rodoviários, dinheiro para a noite académica. e o dentista, meu deus.
e os sacrifícios, as manhas, o controle absurdo dos desdinheiros. uma luta. um ano de merda.
ano a fingir que nos aguentamos, sôfregos e a engordar de velhos. ano adiado. muito quieto e quase morto.
por vezes sorriu-se, ousou-se, quase sempre se desistiu. ano cheio de contas, de cartas cobrança. e os filhos crescidos, precisados de roupas, propinas, passes rodoviários, dinheiro para a noite académica. e o dentista, meu deus.
e os sacrifícios, as manhas, o controle absurdo dos desdinheiros. uma luta. um ano de merda.
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
do Equador, um Marco...
Da série "Equador", cujo livro não li, gostei muito do Marco Horácio. Palpita-me que este rapaz consiga fidelizar-me a uma produção da TVI cheia de espaços mortos, recortes de imagens tipo anos 30 (aquela cena na varanda no Hotel da Ericeira meteu dó) e figurantes em desfile quase fúnebre (não acredito que a espécie humana se movimentasse tão lenta e pausadamente no início do Séc. XX).
Marco Horácio, qual rouxinol em aviário estafado, salvou este primeiro capítulo. Surgiu fresco, talentoso e cheio daquele ar saudável que raramente se vislumbra nos actores portugueses.
Marco Horácio, qual rouxinol em aviário estafado, salvou este primeiro capítulo. Surgiu fresco, talentoso e cheio daquele ar saudável que raramente se vislumbra nos actores portugueses.
sábado, 29 de novembro de 2008
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Obama-me santo deus
Mal sintonizei o canal 29 da Zon e já o Benfica estava a perder. E bastou o tempo que medeia o simples acto de meter a frigideira no fogão, deixar aquecer o óleo e abrir o pacote de batata pré-frita para que o meu glorioso Benfica já estivesse a enfardar 3 golos. Raio de vida a minha! Bem sei que o clube não quer continuar na UEFA porque aquela competição serve apenas para encher os bolsos da Controlinveste. Apenas dispenso os exageros. E já agora, não sei como ficaram os clientes da Meo que pagam o serviço da Sport TV. Pois é, boa pergunta. A Controlinveste quis abanar com a Meo, oferecendo o jogo em exclusivo a todos os clientes Zon, mas esqueceu os clientes que pagam mensalmente para ver a Sport TV, não obstante serem clientes da Meo. Pois, adiante.
Dizia eu, porém, que por ventura alguém importante disse aos jogadores para perderem. E só o Bynia não entendeu a mensagem porque foi o único que jogou no seu ritmo, teve um cartão amarelo, fez faltas e assistências quase boas. Os restantes, como bons profissionais, levaram ao máximo o pedido de esforço para perder (às vezes é necessário uma certa política de terra quimada - aliás, isso vem nos livros). Bons profissionais, sim senhor.
Já jantado, e entre tanto golo, resultado construído segundo os objectivos do clube que é sem dúvida um grande clube, foi um regalo assistir a meia hora de belo treino, onde deu para ensaiar as preciosas incursões de Balboa e o sempre abnegado esforço e valentia de Urreta, enquanto Suazo não suava nada que maiores e mais importantes compromissos se avizinham. Por fim, e no fim, o Hélder sossegou-me porque, como antigo jogador, fez um belo comentário á exibição da equipa. Eis então que resolvi sair do canal 29 da Zon e retornar à terra para ver o cada vez mais recomendável Jon Stewart. Obama-me santo deus !
Dizia eu, porém, que por ventura alguém importante disse aos jogadores para perderem. E só o Bynia não entendeu a mensagem porque foi o único que jogou no seu ritmo, teve um cartão amarelo, fez faltas e assistências quase boas. Os restantes, como bons profissionais, levaram ao máximo o pedido de esforço para perder (às vezes é necessário uma certa política de terra quimada - aliás, isso vem nos livros). Bons profissionais, sim senhor.
Já jantado, e entre tanto golo, resultado construído segundo os objectivos do clube que é sem dúvida um grande clube, foi um regalo assistir a meia hora de belo treino, onde deu para ensaiar as preciosas incursões de Balboa e o sempre abnegado esforço e valentia de Urreta, enquanto Suazo não suava nada que maiores e mais importantes compromissos se avizinham. Por fim, e no fim, o Hélder sossegou-me porque, como antigo jogador, fez um belo comentário á exibição da equipa. Eis então que resolvi sair do canal 29 da Zon e retornar à terra para ver o cada vez mais recomendável Jon Stewart. Obama-me santo deus !
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
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