Paulo Querido é realmente uma figura notável. Um tipo que "conheci" desde o velhinho Expresso e que com o advento das novas tecnologias ascendeu à ribalta dependurado na era blog e passando rapidamente de pendura a motorista de tudo o que é rede social com maior protagonismo no Twiiter PT. É um estudioso. E um egocêntrico também! Chama-se Querido mas podia bem chamar-se Narciso porque este sujeito permite-se deliciar-se orgasmicamente com a adulação e, por outro lado, não consegue viver com a diferença dos outros. E os outros aqui são aqueles que criticam as posições que Paulo Querido toma.Isto é, ele depende do feedback dos leitores mas, entendam bem, só aceita a bajulice e o culambismo (grande novidade). Paulo Querido, na verdade, vive de e para as redes sociais mas ainda não percebeu que as redes sociais não são uma mesa de café na baixa lisboeta onde meia dúzia de amigos do mesmo ofício se encontram e pagam conversas lambidas com cafés e pasteis de nata. As redes sociais dão e são espaço para os que lá estão e quem lá está tem de saber acolher as diferenças de opinião. Neste sentido não pode quem se diz timoneiro do fenómeno estalinizar a rede. A rede é um elemento de afirmação e informação, não é um pardieiro de prostitutos intelectuais. Na rede estamos todos no mesmo plano e temos todos as mesmas ferramentas. E há, obviamente, a "grande festa" onde só vão os eleitos e os que precisam de lá ir para subsistir. Mas como em todas as festas há penetras que se infiltram, ou porque foram inadvertidamente convidados ou porque se vestiram melhor nesse dia. Paulo Querido adora apontar os pelintras da rede. Marca-os com crueldade e ás vezes sucede que ele não se apercebe quando se dá o caso de ser ele o maior pelintra da rede. O pelintra mor, aquele que serve chá às senhoras bem e avia riscos com os novos ricos da coisa.