quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Varagate Stimulate
Finalmente vejo uma referência ao caso Watergate. Pena não existir hoje em Portugal um único jornalista da estirpe de Bob Woodward e Carl Bernstein. Muita pena. Os jornalistas portugueses andam entretidos ou subjugados ou condicionados ou formatados com duas coisas: agradar a quem lhes paga, reduzindo a sua actividade profissional a pequenos latidos e abanadelas de rabo e, por consequência, limitam-se a replicar notícias das fontes oficiais, dos ministérios e do cú do Polvo. E nesta matéria, senhores, fazer jornalismo assim é como quem limpa o traseiro sem ter cagado.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Robert Henke (1977-2009)

Papoila Saltitante, de camisola berrante, hoje andarás noutros voos da eternidade. Obrigado benfiquista, e descansa em paz.
Fórum_Português_de_Homenagem_a_Henke
hoje é um bom dia, é dia de Javi Garcia
Hoje podia escrever alguma coisa sobre um certo espanhol que voou como voam as águias dos Pirenéus. Podia escrever sobre uns milhares de portugueses que viram mais uma vez um muro ser derrubado à custa da vontade e do querer, qual rolo compressor que persiste e persiste. Hoje podia escrever qualquer coisa sobre uma espécie de gente que ainda não percebeu que também é possível marcar um único golo e ganhar, mesmo quando outros marcam um único golo e perdem. Podia mas não vou escrever nada. Apetece-me simplesmente dizer:
MUITO OBRIGADO! Ao Guimarães por ter ganho ao Braga! Ao Marítimo por ter ganho ao Porto! Ao Rio Ave por ter empatado com o Sporting! E ao Javi Garcia que me deu um grande dia!
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
esta coisa dos ciclos é algo perfeitamente dispensável
Acabou um ciclo, dizem. E sempre que termina um ciclo é porque inevitavelmente começou outro. À base de cafeína, afirmam eles. A cafeína é um bem inestimável. É pura, não se misturando com leite ou fruta que era a base do ciclo anterior. Isto vai ser um sofrimento. Isto de mudança de ciclos nem a Kompensan.
domingo, 8 de novembro de 2009
Guerra Junqueiro, 1896
"Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."
Guerra Junqueiro, 1896.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."
Guerra Junqueiro, 1896.
sábado, 7 de novembro de 2009
casamento gay: contribuições
Pode não estar-se de acordo, porque na verdade a moda é a homossexualidade, ou outra merda qualquer que tenha a ver com isso mesmo, mas eu faço questão de chamar a atenção de quem aqui vem para este texto. Porque tal texto não é mais do que uma contribuição. E isso importa!
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
terça-feira, 3 de novembro de 2009
casamento gay, proteger preconceitos
Quanto ao "casamento gay" tenho cá as minhas ideias. Não me incomoda ver o meu vizinho fotógrafo a captar pares masculinos ou femininos em ósculos abençoados. Não me perturba nada ver a Quinta da Boucinha cheia de panilas em festa ou cruzar-me com duas gajas sorridentes e felizes à saída do Registo Civil. Isso não me incomoda. Incomoda-me sim é ver o que vem a seguir, não que tenha medo, que ande assustado. Incomoda-me. Estarei certo? Estarei errado? Perguntem-me, não decidam por mim.
Para quê arregimentar ainda mais o elo entre duas pessoas? Por capricho dos interessados? É pouco. Por via do espectáculo? É pobre. Por uma questão de liberdade individual? Já existe. O casamento gay é uma inutilidade antes de ser um direito. A homossexualidade sempre existiu, o problema é que a homossexualidade nunca se sentiu tão insegura como agora porque ao sair do armário, ao afirmar-se, precisa de se proteger dos seus próprios preconceitos.
Preconceito meu? Certamente que sim mas, c'os diabos, por se pensar diferente, perguntem, não decidam.
Por isso mesmo eu manifesto-me. Sobre a questão do casamento de homossexuais eu manifesto-me. Sou contra. E Gostava de ter a possibilidade de o dizer em referendo, como aliás tive no caso da lei da interrupção voluntária da gravidez.
Para quê arregimentar ainda mais o elo entre duas pessoas? Por capricho dos interessados? É pouco. Por via do espectáculo? É pobre. Por uma questão de liberdade individual? Já existe. O casamento gay é uma inutilidade antes de ser um direito. A homossexualidade sempre existiu, o problema é que a homossexualidade nunca se sentiu tão insegura como agora porque ao sair do armário, ao afirmar-se, precisa de se proteger dos seus próprios preconceitos.
Preconceito meu? Certamente que sim mas, c'os diabos, por se pensar diferente, perguntem, não decidam.
Por isso mesmo eu manifesto-me. Sobre a questão do casamento de homossexuais eu manifesto-me. Sou contra. E Gostava de ter a possibilidade de o dizer em referendo, como aliás tive no caso da lei da interrupção voluntária da gravidez.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
So What
Jimmy Cobb à frente de um sexteto de estrelas abre 18º Guimarães Jazz, nos 50 anos de "Kind of Blue"
Miles Davis & John Coltrane - So What (Live Video)
Miles Davis & John Coltrane - So What (Live Video)
da playlist de António Sérgio
Seguindo esta corrente, escolhi estes dois temas da playlist de António Sérgio:
The Psychedelic Furs India
Siouxsie And The Banshees - Happy House
Gosto de todas. Escolhi estas porque a primeira mostra um pouco como me sinto hoje e a segunda mostra como me sinto hoje.
The Psychedelic Furs India
Siouxsie And The Banshees - Happy House
Gosto de todas. Escolhi estas porque a primeira mostra um pouco como me sinto hoje e a segunda mostra como me sinto hoje.
segunda-feira, tudo tranquilo
Na madrugada de sexta-feira eu escrevi um texto muito duro sobre corrupção mas acabei por apagá-lo. Era um insulto à honra de tanta gente ilustre, governantes, políticos, empresários, juízes, e mais mil categorias profissionais que eu ataquei de forma vil naquele miserável texto a cheirar a super-bock de mais de litro. Acabei por apagá-lo. Lembrei-me de que há tantos casos idênticos que apodrecem nos expedientes, anos e anos a fio, e resolvi beber mais uma cerveja e, sei lá, devo ter adormecido sossegado, ciente de que neste país ainda se pode beber uma cerveja por oitenta e cinco cêntimos, o que não é nada mau.
Adenda: este artigo de Mário Crespo no JN de hoje talvez justifique uma boa cerveja.
Adenda: este artigo de Mário Crespo no JN de hoje talvez justifique uma boa cerveja.
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